terça-feira, 27 de julho de 2010

Les Paul Epiphone - olhando com atenção...

No fórum da GP (e em diversas fontes) fala-se muito das Epiphones Les Paul. Em alguns casos, diz-se que são quase iguais às Les Paul originais, mas apenas mais baratas. A idéia é "Compre uma LP Epiphone, troque os captadores e terás 90% de uma LP americana".
Pessoalmente, acho difícil... Se considerarmos as especificações: corpo de mogno, top de maple, braço de mogno colado com escala de rosewood, captadores humbuckers, etc, seguem os mesmos critérios.
Mas, um dos (se não o mais) elementos importantes numa guitarra é a madeira. O Mogno é em grande parte responsável pelo timbre característico das LPs. Pois bem, a madeira conduz o som e "vibra", criando uma ressonância própria. Imagine o som "caminhando" pela madeira. A densidade, direção das fibras, etc. é que determinam a condutividade. Quando pedaços de madeira são colados, é importante que sejam do mesmo tronco e se possível, da mesma região do tronco. Densidades diferentes interferem na condutividade e ressonância.

Tive a oportunidade de avaliar uma LP Epiphone "56" de um grande amigo. Ela pesa 5 (!!) kg e pensei: que bom, não deve ter câmaras. Mas, após 15 minutos analisando-a, percebi que o corpo foi "montado" com 7 pedaços de mogno. As diferentes tonalidades do mogno sugerem provavelmente que os pedaços usados foram aleatórios, portanto, devem diferir em densidade e demais características. Vamos contá-los:

Observem que estou girando a guitarra enquanto identifico as emendas. O bloco "6" é o maior, estendendo-se quase até o outro lado, chegando perto da junção do braço, onde finalmente damos de cara com o sétimo bloco...
Nessa última imagem, observem a direção das fibras no bloco "7" e a direção das fibras da parte traseira da guitarra. essa disparidade mostra que uma película fotográfica (ou uma fina camada de mogno linear - o relevo no canto superior esquerdo sugere mais uma placa de mogno)  foi  colocada na face posterior para esconder as 7 emendas. Se eles não colocassem isso, a guitarra ficaria com um aspecto todo retalhado.

Nessa outra foto, dá prá observar o ponto onde a folha de mogno (veneer) passa a cobrir a emenda:


O resultado final, visto de trás, dá a impressão de que essa guitarra tem uma bela peça de mogno, não? :)

Pois é... A pergunta que não quer se calar é: "Será que essa guitarra vale realmente mais de 2.000 reais?"
Eu não pagaria...
Além desses detalhes depreciativos, eles jamais poderiam ter colocado essa guitarra como uma "Les Paul Gold Top 56". O braço é fino demais (tipo LP "60") e a junção braço/corpo é curta (veja no início do blog as explicações sobre os "tenons" das Gibson) .

Convém lembrar aos proprietários de Epiphones com tops de maple figurado que, com exceção da linha "Elitist" e das feitas no Japão (grande parte), provavelmente todas têm apenas uma folha de maple figurado por cima de dois ou quase sempre mais pedaços de maple e, eventualmente pedaços de alder.
Isso vale também para outras marcas com tops figurados, como a PRS SE (é só olharem as fotos da minha - maples com aquele padrão real vão para as guitarras top de linha, não para as de menos de 600 dólares), Corts, LTDs, etc.

PS: Outra Epiphone 2009 que avaliei há 3 meses numa loja tinha 6 emendas... Entretanto, isso não quer dizer que todas as Epiphones sejam assim. Já li que as mais antigas, feitas na Coréia (a Epiphone já foi feita por diversas fábricas, entre elas, a japonesa Fuji-Gen Gakki/Ibanez) tinham madeiras e acabamentos melhores. O Petri, do fórum da GP, comprou uma nos EUA em 2009 com 3 emendas e sua Epi é muito boa...

Segue uma lista dos códigos das fábricas (genericamente, podemos classificar a ordem de qualidade decrescente como: Japão, Coréia, Indonésia, República Checa, China):
SI = Samick - Origin - Indonesia
S = Samick - Origin - Korea
SJ = Saejun - Origin - China
SM = Samil - Origin - Samil,Korea
U = Unsung - Origin - Korea
UC = Unsung - Origin - China
Z = Zaozhuang saehan - Origin - China
J = T Terada - Origin - Japan
O = Choice - Origin - Korea
P/R = Peerless - Origin - Korea
FN/N = Fine Guitars - Origin - Korea
I = Saein - Origin - Korea
K = Korea Ins - Origin - Korea
F = Fujigen - Origin - Japan
EE = Qingdao - Origin - China
EA = Qingdao - Origin - China
MC = Muse - Origin - China
DW = Daewon Origin - China
B = Bohemia Musico - Origin - Czech Republic

Para saber o local e o ano de fabricação de sua Epiphone, digite o número de série nesse site:
http://guitardaterproject.org/epiphone.aspx

Nos últimos anos, toda a produção é feita numa fábrica própria na China, em Qingdao. Algumas séries muito especiais ( e caras) são feitas pela Gibson nos EUA.

Esse post não tem o intuito de "malhar" as Epis, mas sim auxiliar o guitarrista a avaliar devidamente uma guitarra na hora da compra.

PS2: 10/8/10: Para fazer justiça à pobre Epiphone, ontem finalmente eu a liguei e toquei (confesso que depois de avaliá-la, perdi a vontade de tocá-la).
Surpresa! O som dela é bom. Não tenho uma Les Paul com P-90 aqui para comparar, mas toquei-a numa simulação do Vox AC30 (do fabuloso Amplitube 3), comparando-a com uma original de 1954 de um vídeo da Fretted Americana (o Phil X também usa um AC30). Não tem a dinâmica extraordinária daqueles captadores vintage, mas definitivamente não é uma guitarra ruim. O da ponte principalmente, soou muito parecido. Vivendo e aprendendo... :)

PS3: 12/10/10: Como falei, não tenho muitas referências pessoais com P-90 (apenas o que ouço em músicas), mas a ARIA com P-90 (postada em 2/10/10) tem um som mais bonito e orgânico que essa. O captador do braço da ARIA inclusive, tem mais definição e graves mais firmes (se bem que o captador está mais próximo da ponte que o da Epiphone LP)

domingo, 25 de julho de 2010

Fender Telecaster 1968


         Adquirida em 1987, completamente original. Infelizmente na época não tinha o conhecimento e nem interesse por instrumentos "vintage". Eu a comprei porque era uma tele excepcional. Após 2 meses, o captador da ponte pifou... O mais prático foi trocá-lo. E o fiz por um Seymour Duncan HotRails, além de trocar a ponte por uma Gotoh Modern Tele Bridge, com 6 saddles (adeus vintage...). O desinteresse era tanto que nem me dei ao trabalho de guardar as peças... (Meu Deus!!). Mas ficou uma guitarra "porrada" e me serviu durante 20 anos.

Ela veio de fábrica com pots de 500k. Por incrível que pareça, nas teles - e somente nelas - pots de 500 k soam melhor que 250k.

Em 2008 resolvi recolocar um captador tradicional na ponte e após várias tentativas frustradas com Seymours, DiMarzio e até os de boutique, consegui um Sérgio Rosar excepcional (o protótipo da linha atual).
O Ash é "northern", bem pesado (ela pesa 4,1 kg), mas o timbre é excepcional, sem comentários...


Ela tem outras estórias interessantes, mas deixo prá depois...

Especificações
Corpo: Northern Ash, 2 peças (colagem central), acabamento natural, com leve camada de nitrocelulose
Braço: Maple, "C"
Escala: 251/2", Rosewood, Raio: 7.25" modificado para 9,5". Nut: plastic
Tarraxas: Originais, com o logo "F"
Captador Ponte: Sérgio Rosar Tele nº1 - 7,2K (Protótipo do atual "Vintage Hot T")
Captador Braço: Original 1968: 8,8K
Pots e capacitor: Originais, 500K, capacitor à óleo (PIO) 0.047uf. Chave original
Ponte: Gotoh Modern Tele, de latão/brass (não magnética) com 6 saddles



O braço é o melhor que já toquei na vida. Parece que foi feito para a minha mão... :) A tocabilidade é coisa do outro mundo. Assim como falei que só pode existir alguma coisa "mágica" naquela Les Paul 1981, nessa tele a mágica é real mesmo. Impressionante.

Lamento o fato de não ter guardado o captador original (hoje seria muito fácil consertá-lo), mas a ponte com 6 saddles é na minha opinião uma obrigatoriedade para as telecasters. É muito legal o visual vintage das antigas de 3 saddles duplos, mas é difícil obter uma entonação perfeita com aquela ponte.
E, para quem não fez as contas ainda, essa guitarra tem 42 anosde vida! :)

Conforme prometido, aos poucos vou colocando áudios dos timbres de minhas guitarras. Esse é o timbre da Tele 68, num groove country/rock/train. Ela está com o Orange Tiny Terror de um lado (o que inicia) e o Fender Bassman 59 mais crunch do outro. Não é a minha especialidade, toquei com palheta, mas é uma ótima demo pra vocês sentirem o Twang clean/crunch dela. Segue o link para o áudio/vídeo no YouTube:

Fender Telecaster Custom 1974



         Adquirida em 1980. Comprei na importadora Leimar em SP, nova. Só há uns 7 anos descobri que ela é de 1974 (é uma guitarra com 36 anos, portanto). Estranho...6 anos nas lojas... Será que ninguém queria uma tele custom branca com Bigsby? Lembro que na época as Fender e Gibsons estavam "em baixa", todos queriam guitarras modernas (Ibanez, etc.). Eu fui até lá decidido a comprar uma Telecaster mas a única que havia era essa com Bigsby. Levei.

Toquei-a durante uns 2 anos original mas não usava o tremolo e até me incomodava bastante com os palm mute. Troquei-o por uma ponte Gotoh de 6 saddles. Pintei-a de vermelho e por último de preto... Assim como aconteceu com a tele 1968, na  época não tava nem aí pra essa coisa "vintage". Fiz o necessário pra deixá-la do meu gosto. A Bigsby ficou rolando pelas minhas gavetas durante usn 15 anos... Depois sumiu... Em 1985, o captador da ponte morreu... Coloquei um Seymour "Quarter Pound" (exagero!!). Tocava coisas mais pesadas e até que caiu bem pra época...

A pior coisa para uma guitarra é um guitarrista que não sabe nem o básico de manutenção. Eu mal sabia regular as oitavas. Tensor? O que é isso?
Em 2003 levei-a a um luthier (o primeiro que tive contato após 25 anos) e o braço tava tão empenado que ele teve que trocar a escala (até aí tudo bem - ele colocou uma nova de jacarandá baiano). Não quero comentar sobre esse luthier, mas diante de um cliente sem conhecimento, um pouco de ética e bondade são uma dádiva. Não os tive. Por alguma razão muito bizarra ele colocou marcadores pequenos, fora do padrão Fender. Os trastes novos, sem acabamento, quase cortavam a minha mão. E demorou uns 4 meses pra me entregar a guitarra. Mas pelo menos a escala é de jacarandá antigo.
Agora eu sei...
Bem, as fotos ainda são com os marcadores pequenos, mas ela já foi devidamente arrumada  há 4 meses (depois eu posto as fotos novas)
Sempre achei que o corpo fosse de Alder, mas hoje tenho quase certeza que é Ash - pelo peso e pela cor original, um branco quase transparente. Tô tentando localizar fotos da época, mas por enquanto tem uma de 1980 (fora de foco):


Ano passado resolvi colocar o Seymour HotRails retirado da tele 68 nessa. Prá minha surpresa, os pots são de 1 mega (todos) e os capacitores, cerâmicos de 0.022uf. Absolutamente fora do padrão telecaster. E essa parte nunca foi mexida...
Mas pesquisando, li que a Fender realmente usou pots de 1 mega nas Teles durante um período nos anos 70.
Update 01/2012:
Rebobinei um Seymour Quarter Pound antigo. Está com 8,2k. O HotRails foi pra outra guitarra, com madeiras menos ressonantes... :)


Especificações
Corpo: Northern Ash
Braço: Maple, "C"
Escala: 251/2", Jacarandá, Raio: 9.5". Nut: latão
Tarraxas: Originais, com o logo "F"
Captador Ponte: Seymour Duncan Quarter Pound Rebobinado (Enamel) - 8,2k
Captador Braço: Original (Seth Lover/Fender) - 11k
Pots e capacitor: Originais, 1 MEG, capacitores cerâmicos 0.022uf
Ponte: Gotoh Modern Tele, com 6 saddles


O braço é quase igual ao da 68. Perfeito...

domingo, 18 de julho de 2010

Cort G260

       
        Comprada em 2007/2008 por cerca de 900 reais. Feita na Cort Indonésia. Pelas madeiras, hardware e construção, uma verdadeira pechincha.
Após ler as especificações no site da Cort, decidi comprá-la. Com exceção dos captadores (MightyMite), todo o resto é de alta qualidade. O corpo de "Swamp Ash" - que é aquele ash bem leve dos sul dos EUA - tem uma sonoridade única e deixa a guitarra extremamente leve (3,1 kg). O raio do braço é 12" e com um perfil tipo strato, em "C", mas mais gordo. A construção e o acabamento são excepcionais. Toda guitarra Cort que tive a oportunidade de tocar apresentava esse nível de qualidade. Até a KX5, que é das mais baratas.

O interessante é que achei que seria muito fácil "tuná-la", pois tratava-se apenas de uma troca de captadores. Coloquei um Rosar Supershred na ponte e dois singles Rosar "Vintage Hot". Prá minha surpresa, a guitarra ficou aguda demais. Na verdade, era uma certa "rispidez" nos agudos, principalmente nos singles. Culpei de cara os potenciômetros de 500K.

Essa questão de usar humbucker com single é um dilema, pois se colocamos pots de 500K, os singles ficam ásperos. Se pots de 250K, o humbucker fica "abafado" (prá quem não sabe, quanto mais alto o valor do potenciômetro, mais agudos ele deixa passar). Tentei algumas coisas bem malucas que acabaram não funcionando, mas eu tinha um humbucker Rosar Custom (protótipo de teste) que sobrava um pouco nos agudos e ele aceitou bem o potenciômetro de 250k (não o liguei no controle de tonalidade, prá compensar um pouco). Porém, ainda sentia que os agudos dos singles não estavam legais. A solução, depois de várias tentativas, foi colocar um Malagoli Custom 57/62 na posição do braço (havia comprado anteriormente  um set mas não usei justamente porque achei-os sem brilho). Seu timbre um pouco mais "fechado" compensou o resto. Ufa! Finalmente! :)

Especificações
Corpo: Swamp Ash, 1 peça, apenas tingido de preto e encerado
Braço: Maple, "C"
Escala: 251/2", Rosewood, Raio: 12". Nut: grafite
Tarraxas: Self Lock, escalonadas.
Captador Ponte: Sérgio Rosar Custom Humbucker - 11K
Captador Meio: Sérgio Rosar Vintage Hot - 6K 2.30H
Captador Braço: Malagoli Custom Shop 57/62  - 5.6K 3,0H
Pots e capacitor: Alpha, 250K, 0.047uf
Ponte: Wilkinson VS50 II



Há 3 meses coloquei uma pequena chave para splitar o humbucker Rosar. Com pot de 250K, o som de single dele fica legal.
A guitarra agora tá excelente, mas o que era prá ser uma coisa simples, deu mais trabalho do que tunar completamente uma SX... :)
(Update 02/2013: outra solução para esse configuração HSS: LEIA AQUI )

PS: Recentemente li um comentário do mestre John Suhr  (clique no nome para o link) sobre guitarras de Ash com escala de Rosewood. Transcrevo: "Rosewood fingerboard on Ash body will give too much sizzle for many players. We would only build such combination if you are positive that this is what you want.   (Escala de jacarandá em corpo de ash soará aguda demais para muitos guitarristas. Nós só fazemos tal combinação se você tem certeza que é isso que você quer)"
A tradução literal de "sizzle" é "chiado", e era exatamente isso que eu estava ouvindo em excesso. Se eu tivesse lido isso antes, teria optado pela versão com braço de maple...Mais uma informação preciosa que é constatada na prática... :)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Strato SX SST 57 Modificada




A idéia de comprar guitarras com madeiras boas e trocar as partes ruins por outras melhores sempre me interessou. "Tunar" uma guitarra é de certa forma divertido e a gente acaba aprendendo um bocado. De cada 3 que tentei, uma ficou muito boa, outra razoável e a terceira ruim.
Geralmente o fator determinante é a madeira, porque nada garante que a peça usada na guitarra seja boa de fato (ou, como descobri numa Tagima supostamente de Alder, após retirar a pintura, podemos acabar levando gato por lebre).
Essa SX SST 57 Stratocaster veio assim (o acabamento do corpo é conhecido como "Antique Sunburst"):

O excesso de brilho me incomodava um pouco. Lixei suavemente o corpo com uma lixa 1.200 (dá prá fazer com Bom-Bril). Na verdade, dessa guitarra original, ficou apenas o corpo. O resto foi trocado.

A madeira é realmente alder (obs: em 2011 cheguei à conclusão que é Alder sim, mas chinês :) ), e tive muita sorte porque tem apenas 2 (talvez 3) peças. Ela originalmente vem com captadores ruins cerâmicos, tarraxas "vintage" razoáveis e braço de maple, gordo, fora do padrão Fender, mas não é de todo ruim. O headstock tem um desenho que lembra o Fender mas é feio também.
Tinha um bom braço strato de marfim com escala de jacarandá de uma strato de cedro (Cedro: arghhh!!!) e resolvi colocar nessa.
Como já possuia uma excelente strato Fender com 3 singles (postada anteriormente), optei por um Rosar dual blade na ponte. Um Rosar Fullerton (muito semelhante ao Fender 54) foi para a posição do braço . No meio, um Rosar True Vintage.
Resultado: guitarra excelente e muito versátil. Com o dualblade Screamin' Distortion, dá prá tocar até Heavy Metal, mas é no Hard Rock que ele é mortal ... O Fullerton do braço é excelente para solos de Blues e o True Vintage do meio resolve as bases de single.

O Screamin' Distortion adapta-se bem aos pots de 250k, ao contrário dos Seymour Duncan HotRails, que são mais "abafados".
Mesmo assim, em 2011 coloquei um pot de volume 500k estéreo (difícil de encontrar, mas custa 7 reais :))  - num dos terminais coloquei um resistor em paralelo para transformá-lo em 250K. Usei uma mini chave para selecionar o terminal de 250k para os singles e 500k para o Screamin'. Resolvi não splitá-lo. A posição "2" ficou  interessante com o dual blade "full".
 
Especificações
Corpo: Alder Chinês, 3 peças, 2-color "Antique Sunburst"
Braço: Marfim
Escala: 251/2", Jacarandá brasileiro, Raio: 9,5"
Tarraxas: Planet Waves Auto Trim Lock.
Captador Ponte: Sérgio Rosar Screamin' Distortion - 14K/7.80H
Captador Meio: Sérgio Rosar True Vintage - 5,9K/2,38H
Captador Braço: Sérgio Rosar Fullerton - 5.25K/2.1H
Pots e capacitor: Volume: estéreo 250/500k (com mini-chave de seleção) Tone: Alpha, 250K, 0.047uf
Ponte: Wilkinson WVPC (com bloco pesado)


Vídeo 1: Base com o Screamin' Distortion (amps: em estéreo, Tiny Terror real e Fender Blues Jr. simulado no Amplitube):



Vídeo 2: Solo com o Fullerton neck (amps: Tiny Terror real e Fender Blues Jr. simulado no Amplitube):



PS: Uma dica: sempre que for comprar guitarra barata que supostamente tem madeira boa, opte por uma com pintura transparente, que dê prá visualizar a madeira (mesmo assim, eles ainda podem te enganar - depois eu conto a minha estória com a Tagima). As transparentes (Naturais ou Sunburst) geralmente recebem as melhores peças do lote e/ou têm menos emendas.

A segunda SX SST57 que adquiri, toda pintada de creme não tem o mesmo timbre dessa. Quando tiver tempo, vou retirar a tinta só prá matar a curiosidade...hehehe
Update 12/2011: ÔPS! Retirei a tinta da SX creme! Surpresa! Veja aqui (clique)


sábado, 10 de julho de 2010

Fender American Standard 1997



         Maravilhosa!! Tudo que uma stratocaster deve ser. Comprei em 2007. O corpo original (Candy Apple Red) tinha a cavidade dos captadores tipo "universal" (famoso "piscinão") e isso realmente tirava um pouco de peso do timbre. A solução foi comprar um belo corpo da WD (autorizada Fender) de alder na loja virtual do Dodô Audrin (http://www.dodoaudrin.com.br/) , duas peças, two color sunburst. Ficou um sonho.

Os captadores originais eram bons, mas ela merecia melhores. Coloquei um set Fender Custom Shop 54. Na minha opinião (e do pessoal da revista "Tone Quest"), os melhores.
Porém, independente da qualidade, sempre tive uma certa bronca com o som do captador da ponte das stratos. Me ocorreu que o Seymour Duncan Alnico II Pro seria mais suave nos agudos e coloquei-o na ponte. Se já tava legal antes imagine depois da troca. Os bordões estão mais definidos e não existe mais aquela ponta de agudos sobrando.

Como em todas as minhas stratos, retiro o primeiro pot de tonalidade e coloco o pot de volume naquela posição. Isso porque me incomoda a posição original do botão de volume - a mão direita volta e meia acaba batendo inadvertidamente ali. E depois, 95% das vezes eu mantenho o volume e a tonalidade no 10... Já tentei retirar o "tone" do circuito mas a presença do potenciômetro e ppte do capacitor são essenciais para o equilíbrio dos agudos, mesmo no "10". 

Especificações
Corpo: Alder, 2 peças, 2-color sunburst
Braço: Maple
Escala: 251/2", Rosewood, Raio: 9,5"
Tarraxas: Fender originais.
Captador Ponte: Seymour Duncan Alnico II Pro
Captador Meio: Fender Custom Shop 54 - 5.9K 2.4H
Captador Braço: Fender Custom Shop 54 - 5.9K 2.4H
Pots e capacitor: originais, 250K, 0.047uf
Ponte: Standard "Modern", com dois pivôs

Embora a minha guitarra preferida seja a Telecaster 1968 e por vários anos mantive um certo desinteresse pelas stratos, eu não poderia mais viver sem o timbre clássico do captador do braço de uma stratocaster Fender. Cheguei à conclusão que todo guitarrista deveria ter uma Stratocaster, uma Telecaster e uma Les Paul... A "santíssima trindade" do timbre... :)


Aqui o vídeo dela, gravado durante o teste do captador Rosar Fullerton, que é muito semelhante ao Fender Custom Shop 54: