sexta-feira, 27 de maio de 2011

CAPACITORES!

 

       Inevitavelmente, quando começamos a entender como funciona uma guitarra, chega um momento em que olhamos para aquela pequena e geralmente colorida "coisinha" ligada no botão de tonalidade, o capacitor, e pensamos: "Bem, ele atua na tonalidade e quanto maior o seu valor, maior a diminuição dos agudos". Isso já bastaria para uma compreensão básica, mas quando vamos adiante e desejamos maior domínio sobre o timbre, somos obrigados a conhecê-lo mais profundamente.
Em linguagem de guitarrista, obrigatória nesse blog, o capacitor é basicamente um filtro de agudos. Observe que ele recebe o sinal/som do captador de um lado e no outro, ele está ligado ao terra. Assim, ele joga fora/deixa escapar (para o terra) apenas as frequências mais altas do sinal. Quanto maior o valor do capacitor, mais baixo é o seu ponto de corte de frequências, ou seja, maior a amplitude de frequências agudas que ele filtra.

O potenciômetro de tonalidade tem a função de controlar o quanto do sinal vai para o capacitor. No "10", ele não envia nada (teoricamente) e o capacitor não filtra nada (teoricamente), no "0", ele envia 100% do sinal e o capacitor desvia para o terra (joga fora, retira do sinal que vai para o jack de saída) todos os agudos a partir do seu ponto de corte. Mas não deixa o restante das frequências "escoarem" pelo terra. Essas permanecem intactas e seguem seu caminho pelo cabo até o amplificador.
Falei antes "teoricamente" porque alguns guitarristas (me incluo) afirmam que mesmo no "10" o conjunto potenciômetro + capacitor atua sobre o timbre. Há de fato uma diferença, com aumento dos agudos, quando deixamos a guitarra sem os controles de tonalidade.

O potenciômetro de volume tem uma ação parecida, também desviando para o "lixo" (terra) o sinal, na medida que vai sendo diminuido.
Então, antes de tudo, temos que estar cientes que o sistema de aterramento de uma guitarra não serve só para eliminar o ruído inerente das estruturas. Ele também é usado para "desviar/atenuar" o sinal do captador (pot de volume) ou frequências que são filtradas dele (pot de tonalidade + capacitor).

Em linguagem técnica, capacitor (ou condensador) é uma estrutura que armazena energia num campo elétrico, mas eu sou péssimo em física e o que me interessa de fato é que, acoplado a um pot de tonalidade, ele filtra agudos.

TIPOS DE CAPACITORES PARA GUITARRA
Existem vários tipos de capacitores, de estrutura e materiais distintos, mas todos basicamente com a mesma função.
Para guitarras, os capacitores mais comumente usados são:
Cerâmicos, 
Poliéster (inclui Mylar), 
Polipropileno, 
PIO (paper in oil - à óleo). 

Os famosos "Orange Drop" 715p são de polipropileno, os 225p são de Poliéster. Já os lendários "Bumble Bees" das Gibson vintage, são PIO (papel em óleo/á óleo). A maioria das guitarras chinesas tem capacitores de Poliéster (geralmente verdes ou azuis) e várias Gibson atuais usam capacitores Cerâmicos. As Fender geralmente têm capacitores de poliéster ou às vezes cerâmicos.
Com exceção de alguns PIO feitos exclusivamente para guitarras ( A Gibson vende uma reedição dos Bumble Bee por 113 dólares o par!!), capacitores são muito baratos, coisa de centavos às vezes.
Bumble Bees originais em bom estado chegam a custar até 500 dólares!

O tipo de material e o valor (capacitância) é que vão caracterizar um capacitor e a maneira como ele atua sobre o timbre. Os "PIO" são conhecidos por serem suaves e "musicais". Já os de poliéster costumam atuar de forma mais efetiva e rápida sobre os agudos, eles realmente "fecham" o timbre.
Os valores são importantíssimos. A medida de valor usada é "Farad - ou Faraday" e pra nós é geralmente confusa por causa da nomenclatura: micro/nano/pico faraday. O Farad é uma unidade muito alta para aplicações comuns. Usa-se então sub-múltiplos. Geralmente a escala é "Microfaraday/ uF" e podemos usar essa regra: 0.022uF =  220nF = 220.000pF (ou 220K, como às vezes aparece)
(Daqui pra frente, só usaremos microFarad/uF).

COMO SABER QUAL CAPACITOR USAR?
Captadores single coil do tipo Fender por sua natureza mais aguda, geralmente requerem capacitores de .047 uF (Leia: "ponto zero 47 microFarads" ou só "zero 47"), mas ultimamente a própria Fender padronizou em .022uF, provavelmente porque o gosto geral está mais para o agudo, sei lá. Eu prefiro .047 ou no mínimo .033 para strato e pelo menos .047 para Teles. Nos anos 50, o valor comum era bem mais alto: .100
Já os Humbuckers, naturalmente com menos agudos, pedem capacitores de menor valor, portanto, que filtram menos agudos. A Gibson costuma usar .022uF em ambos ou .022 no captador da ponte e .015 no captador do braço, às vezes .010. Cerâmicos na linha comum e PIO nas custom shop.


Particularmente, prefiro os capacitores à óleo/PIO para Tele, Les Paul/SG e eventualmente, Strato. Na Stratocaster, os Orange Drop costumam soar muito bem. Os capacitores à óleo e cera, muito usados nas décadas de 40 e 50, são raros hoje em dia, pois existem modelos mais eficientes. O problema é o timbre com agudos macios que às vezes só conseguimos com os PIO. Vá à caça. O Brasil já fabricou esses capacitores e ainda existem muitos por aí. Há alguns meses comprei uns 10 que estavam estocados há décadas em uma loja de eletrônica (marca Cherry, nacional). É o famoso "New Old Stock/NOS" ou "Estoque antigo, sem uso" :)
Vai que de repente tu achas um "Bumble Bee" perdido em algum rádio de válvula antigo :)
Bumble Bee
OUVINDO AS DIFERENÇAS
Aqui, um interessante vídeo onde o cara montou um sistema pra testar as diferenças entre os diversos tipos de material/capacitores (o valor de todos é o mesmo: .022uF). Tem que ouvir com atenção, mas dá pra perceber as diferenças de timbre entre eles, com certeza!



(adendo 05/2013) Outro teste muito legal:


Devo ter esquecido de alguma coisa... Depois eu reviso e acrescento se necessário.

Adendo 1: a voltagem do capacitor (a maioria suporta mais de 50 volts) é sua capacidade de suportar determinada carga elétrica. A maioria dos capacitores de guitarra são feitos geralmente para uso em amplificadores, que normalmente trabalham com altas voltagens.
Como a voltagem gerada pelos captadores é ínfima (coisa de milésimos de volt),  a voltagem do capacitor não influencia em nada nesse caso.

Adendo 2: Por sugestão do Rogério vou colocar um link para uma calculadora de códigos de capacitores (é realmente muito difícil de entender aquela numeração).
É a página da Toni Eletrônica que tem a calculadora. Tentei inserir aqui no blog, mas aparentemente não posso colocar nada em Java. Segue o link (quando solicitado, abra-o em outra página ou aba):
Calculadora de Capacitores

Outra bem legal:
Colorcode

Adendo 3: No site do luthier Billy Penn há uma útil tabela de referência de valores:
Tabela de Capacitores

Adendo 4: Os capacitores usados em guitarra não têm "polaridades", ou seja, tanto faz o lado que ligamos. Porém, num artigo de 2010 na revista Premier Guitar, o alemão Dirk Wacker jura que há uma diferença de sonoridade dependendo do lado que soldamos, ppte nas stratos e com os Orange Drop. No seu blog, o Oscar Isaka Jr. fez a "contraprova" e postou as demos mostrando que de fato há uma diferença. Siga o link:
http://jrguitarblog.blogspot.com/2011/11/mais-sobre-capacitores-de-tone.html

domingo, 15 de maio de 2011

AMPLITUBE - escolha seu amp!

     Antes de entrar no assunto, um breve histórico da simulação analógica e digital de amplificadores de guitarra:   

     Eu me lembro quando entrei no estúdio da RCA em 1984 e vi o guitarrista Ivo de Carvalho arrasando com uma Les Paul 1958 (original) e uma caixinha preta parecida com um walkman, chamada de "Rockman". Perguntei para o técnico: cadê o amp? E ele apontou pra caixinha preta... Fiquei de cara!

O Rockman X100 (criado pelo Tom Scholz, guitarrista do Boston e engenheiro eletrônico), foi o primeiro "simulador" de amps/timbres e o mais legal é que podíamos usar fones de ouvido e gravar direto na mesa! Comprei um(pifou em 1998) e até hoje ainda gosto do timbre dele. Pra quem quiser ouvi-lo, aqui tem alguns mp3: Rockman X100



Em 1989, o Sansamp Classic, da Tech 21, foi ainda mais além na simulação analógica. Com pequenas chaves para ajustes, ele simulava desde Fender a Mesa Boogie. "Sans" em francês: "Sem": Sansamp: "Sem amp". Plugava direto na mesa de gravação ou ao vivo, fantástico. Em 1989, comprei um...


Em 1997, surgiu o primeiro simulador digital, o POD, da Line 6. Desse, nem preciso falar, e em 1998 comprei um. Na época, poder gravar as demos sem amp, microfones, com o Sansamp, já era fantástico, mas girar um botão do POD e trocar de amp/gabinete/microfone, putz!
E daí, com a evolução digital, os simuladores foram ficando cada vez melhores. Assim que lançaram os primeiros para PC (plugins VST), como o Amplitube e o Guitar Rig, comecei a usá-los também.

Toda essa intro foi pra dizer que, desde 1984, acompanho BEM de perto a evolução dos simuladores de amp, sejam eles digitais ou analógicos.
Entretanto, desde o primeiro POD, eu percebi também as limitações desses processadores. A principal delas era a resposta quase linear do timbre à dinâmica, ou seja, palhetada fraca ou forte, pouca diferença no timbre. Isso não ocorre nos amps reais, principalmente os valvulados, onde cada dinâmica, cada palhetada, tem uma "cor" diferente, um som diferente. É sutil mas perceptível.
Essa deficiência tornava a simulação às vezes monótona e cansativa.

Falei no tempo passado, porque, com o lançamento do Amplitube 3 (e suas variantes: Amplitube Fender, Hendrix, etc.), essa barreira finalmente foi quebrada. As simulações do Amplitube 3 e principalmente do Amplitube Fender me deixaram boquiaberto, como não ficava há mais de 10 ou 15 anos. Absolutamente fantásticas!
As nuances dinâmicas estão presentes e cada vez melhores na maioria das simulações mais recentes. Eu tenho um Tiny Terror real aqui do meu lado e, sinceramente, às vezes acho que o Amplitube tá soando melhor! :)
Até a versão 2 do Amplitube, o seu principal concorrente, Guitar Rig, era superior. Mas na versão 3 eles arrasaram. A 3.5 é ainda melhor e me parece que daqui pra frente, a "porteira está aberta" :)

Amplitube Fender Trailer no YouTube. Uau!
Amplitube Orange YouTube. Coisa linda! :)
Excelente a idéia da IK Multimedia, criadora do Amplitube, de vender os amps (e gabinetes, efeitos, etc.) isoladamente. O Tiny Terror custa cerca de 18 dólares e seu gabinete, menos de 5...
Visite a Custom Shop da IK e dê uma checada no que tem disponível por lá: Custom Shop Amplitube

      O Soldano, o Fender Princeton e Blues Jr., o Orange AD30... Incríveis!
As duas tecnologias exclusivas de simulação que colocaram a IK Multimedia (de origem italiana) na frente dos outros chamam-se: "DSM" - Dynamic Saturation Modeling e VRM - Volumetric Response Modeling. É por isso que a gente sente de fato o amp respondendo à nossa dinâmica.

E só agora percebi que ainda não cheguei no objetivo principal do post: usar o Amplitube para escolher seu TIPO de amp!
A maioria dos valvulados atuais, inclusive os nacionais, são baseados nos amps clássicos, portanto, podemos usar as ótimas simulações do Amplitube para definir qual amp, caixa, pedal (nunca tocou com um Tube Screamer? Lá tem um igualzinho) fica mais legal com a nossa guitarra ou com o nosso estilo.

No site da IK Multimedia há um link para download de uma versão básica, grátis, que vem com um Marshall JCM800, Fender Super Reverb e DeLuxe Reverb 65, respectivas caixas, alguns pedais e microfones. Podemos testar TODOS os demais os amps, pedais e caixas, sem limitações, por 3 dias - tempo suficiente para conhecê-los. É necessário cadastrar-se antes (simples e rápido): Link: ikmultimedia - cadastro  

Claro, aí entra a questão do computador, placa de som, monitor, etc. Não é o meu objetivo chegar até esse ponto, mas basta um computador dual core, uma interface dedicada de áudio (USB, Firewire, PCI) e um bom par de fones de ouvido ou caixas de som, para a coisa acontecer. Visite o fórum da GP, sub-fórum "Home Studio", e procure por posts do "Yanko" para algumas dicas essenciais.
Boa diversão! :)



PS: Também tenho o NI Guitar Rig 4 e antes que o pessoal comece a postar comentários comparando o Amplitube com o Guitar Rig, Peavey Revalver ou qualquer outro, esclareço que no post está implícito que tenho experiência suficiente com simuladores para emitir opinião pessoal sobre qual acho melhor. Seria redundante portanto discutirmos isso e nem é o objetivo do post.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

JR Guitar Blog

       Pessoal, finalmente podemos contar com mais um magnífico blog sobre guitarras e afins. Meu grande amigo Oscar Isaka Júnior, outro fanático por guitarras, acabou de inaugurar seu blogJrGuitarBlog
Grande conhecedor de guitarras e com "doutorado" em  captadores, o Jr. com certeza vai arrasar. Considerem esse blog um irmão do meu. Vamos dividir assuntos (ufa! :) ) e somar conhecimentos. O Jr. vai focar mais em captadores, que já fornecem tópicos para anos de blog.
O primeiro post do JrGuitarBlog segue, transcrito:

Oscar Isaka Júnior:

Seymour Duncan Live Wire Dave Mustaine



Nesse post de inauguração do JrGuitarBlog vou começar por um tema que é muito controverso e cheio de preconceitos entre os guitarristas, incluindo este que vos escreve!
Eu nunca fui com a cara dos ativos mesmo tendo-os testado somente em guitarras dos outros e por pouco tempo. Sempre pensei, não toco Ultra-Metal e nem uso afinações drop e nem sou tão fã do estilo/som do Zakk Wylde, logo não preciso de um set dos famosos EMG 81/85, apesar se sempre ter curiosidade de utilizá-los pra valer pra ver qual era a grande sacada além do super alto ganho , ruído 0 e baixa impedância do sinal.
Pesquisa daqui, leio dali, instalo EMGs pra um amigo, pra outro, ouço em outras guitarras, eis que certa vez o Tom Castelli comentou que instalou os Duncan Blackouts numa guitarra do Andre Hernandez subsituindo EMGs com o seguinte comentário: “O André preferiu os BlackOuts pois ele disse que o som é como se fosse uma Gibson com muita saída! Não tem som de EMG sintético”. Aquilo colocou uma pulga atrás da minha orelha, até que eu li no blog Zona do Humbucker do Rafael Gomes uma review do DaveMustaine LiveWire Set. Quem conhece um pouco sabe que o Mustaine sempre usou o par Jb/Jazz pra gerar os timbres do Megadeth e o que a Seymour prometia era que esse set era exatamente isso, versões do ativas dos famosos JB/Jazz. O Rafael ainda comenta que os picos de ressonância não casam e que o discurso da Seymour não era exatamente verdade, mas observou que gostou dos pickups pois eles não soam artificiais ou sintéticos como os EMG, associando-os inclusive aos timbres do JeffBeck do album “Blow by Blow”. Como assim? Eu precisava testar esses pickups e a oportunidade apareceu no ultimo sabado, graças ao meu amigo Tom, quando pude instalar um set na minha Epiphone BullsEye ( apesar de não ser fã do estilo/timbre do Zakk adoro o visual dessa guitarra).
Vamos ao que interessa, SOM! O Rafael faz uma ressalva na sua review, onde diz que não recomenda a instalação desse set em uma guitarra grave como uma LesPaul devido ao tipo do timbre gerado. A minha BullsEye timbra mais grave e com menos agudos que as Standard em geral e sofri pra achar uma captação do estilo que eu gosto pra equilibrar com ela, e apesar de ir contra, não tive como resistir a instalar os LiveWire. Essa guitarra PEDE por ativos e o visual fica simplesmente matador. Pena meu cartão da câmera ter derretido com as fotos que eu tirei.. Oh well..
Usando a fiação original como manda o manual com pots de 100K e capacitores de .1k o timbre ficou HORRIVELMENTE ABAFADO. Pensei comigo, não pode ser tão grave assim, e fui persquisar a respeito, descobrindo um usuário do fórum da Seymour que usou por acidente pots de 1 mg e disse ter tido bons resultados e foi aí a minha primeira surpresa com eles. Os Mustaine se comportam como os passivos até em relação aos potenciômetros e capacitores, com valores maiores , os agudos tornan-se mais aparentes e o som menos abafado e sofre real influência do valor dos capacitores. Nem preciso dizer que experimentei várias opções(e foram muitas mesmo, mas sou brasileiro e não desisto nunca!!! ) até chegar a utilizar pots de 250k no cap da ponte e 500k pro braço ambos com capacitores de .022.
Com essa configuração de parte elétrica eles apareceram e eu pude confirmar tudo o que o Rafael Gomes tinha comentado na sua review, que não vou repetir aqui, mas a Zakk começou a falar muito, com um timbre super orgânico e definido com ALTISSIMO ganho. Os graves de não embolam e são MUITO mais bonitos que no próprio JB, com uma linha de médios e agudos redonda que faz você tocar com MUITA VONTADE no mínimo. O som do captador do braço não é tão interessante quanto o da ponte, sendo mais seco e direto ao ponto. Funcionam MUITO bem com ganho, com muita definição nas notas pra passagens mais "fritadas" e o timbre no geral é melhor que o dos EMG.
No Metal ele fala MUITO, mas me surpreendeu que você não precisa ter o drive no 14 pra poder tirar o máximo deles. Riffs de HardRock ficam extremamente parrudos e polidos, então resolvi gravar uns bites pra vc’s ouvirem nessa estréia do JR Guitar Blog.Sons limpos não condizem com esses monstrinhos, mas eles foram desenvolvidos pelo líder do Megadeath e não do "Megapop"......

DEMOS:

Crunch de "Good Times Bad Times" do LedZeppeling.

O HardRock do Whitesnake com "Fool for your loving".
Os SeymourDuncan Dave Mustaine LiveWire são sem dúvida uma EXCELENTE opção para quem quer a potência e benefícios dos ativos sem deixar de lado o TIMBRE orgânico dos passivos. Do Rock ao METAL Extremo eles seguram muito bem a onda em quaiquer doses de ganho.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Enquete: O que esses músicos têm em comum?

Stevie Wonder
Chuck Berry
Wes Montgomery
Kurt Cobain
Bob Marley
Jimi Hendrix

Além de serem famosos e terem criados estilos marcantes e pessoais de músicas, é claro! :) Técnica esmerada também nunca foi o forte deles, mesmo considerando Wes e Hendrix.
Eu percebo uma característica (musical) em comum. É só uma curiosidade minha, para saber se mais alguém percebe dessa forma.

 28/05/11: O que eu acho que eles têm em comum é o RITMO... Não a capacidade, mas a percepção, o senso rítmico. Poderia falar muito sobre isso, mas é um assunto complexo e acho que está num nível algo subjetivo. Mas se tiveres tempo, perceba como quando o Bob Marley entra cantando, a música passa a se movimentar com ele. Idem para o Chuck Berry, que empurra o groove com a voz. Pra minha surpresa, o Kurt Cobain (não sou fã do Nirvana), idem.
Outro detalhe que não posso deixar de lado é que audições repetidas desses caras não cansam tanto quanto às dos "normais" de ritmo... :)
E paro por aqui :)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Guitarras Roubadas

(Segue o relato de Márcio Bandeira, músico de Curitiba):
   
Arrombaram minha casa dia 20/04/2011 e fizeram uma limpa. Dentre a variedade de objetos futados como eletrônicos, roupas, computadores, dentre outros, 04 guitarras de minha propriedade foram da mesma forma furtadas.
Em relação aos eletro-eletrônicos vamos trabalhar, juntar dinheiro e comprar novamente na medida do possível.
O grande problema é que em relação as guitarras o dinheiro não seria a solução!
Quem é músico sabe quão caro custa um bom instrumento e da dificuldade para conseguir modelos mais sofisticados de real qualidade.
Toco há mais de 20 anos e durante todo esse tempo sempre almejei alguns modelos de guitarras que não se encontram em qualquer loja e quando sim os preços são absurdos. Em alguns casos, nem o dinheiro pode pagar, pois são modelos raríssimos.
No caso em questão me levaram:

Gibson Les Paul Custom Shop VOS Reissue 1968 cor Creme com case Gibson original preto.


Gretsch Country Classic Custom 6122 reissue 1962 (só existe marrom), case original Gretsch


Rickenbacker 330/12 (12 cordas) Fireglo com case original Rickenbacker


Fender Telecaster Custom Reissue 1972 preta, com case original Fender Vintage preto.

 
O objetivo do meu email é obviamente divulgar, mas acima disso, implorar aos amigos músicos, que se por ventura, algum dia alguèm oferecer esses instrumentos para compra, que iniciem o procedimento e façam contato imediato comigo através dos dados abaixo.

Além disso, vários desta lista são logistas, músicos, pessoas que trabalham no ramo artístico e também pessoas que saem na noite para se divertir a acabam vendo bandas de todos os estilos em muitos bairros e cidades e que independente do interesse em instrumentos, se por ventura ver alguém tocando com uma dessas guitarras, da mesma forma, por favor, me avise que vou ao local para conferir.

Tratam-se de modelos realmente raros, sendo que uma delas acredito que não exista mais que duas ou três em todo o Brasil. Até nos EUA não é fácil de se conseguir.
Eu possuo o número de série de todas elas, certificado e fotos tocando com cada uma.
A idéia, além de colocar o FDP que roubou na cadeia é também gratificar, e bem, a pessoa que me ajudar a recuperar qualquer uma delas.
Obrigado pela atenção e ainda peço que repassem este email a todos que conhecerem que são do meio musical, que trabalham em bares ou casas de shows, bandas, escolas de música, lojas de instrumentos e assim por diante.

Abraço a todos,
Marcio Bandeira
www.u2pop.com.br
contato@u2pop.com.br
marciobarrim@hotmail.com
Fone: 41 9924-9761