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domingo, 25 de maio de 2014

FAQ-003: Orientações para perguntas



         Pessoal, estamos já com 175 posts publicados e mais de 8.000 comentários -  pelo menos metade desses são perguntas, e dessas, pelo menos 30%, repetidas - quando o visitante faz a pergunta sem pesquisar no texto do post e/ou ler os comentários relacionados.
Imagino que, por baixo, três a quatro mil perguntas foram respondidas.
Por isso, com certeza, mais de 80% do tempo que dedicamos ao blog é gasto respondendo perguntas... Teríamos muito mais posts interessantes com maior tempo livre para postar e não ficar respondendo quase sempre a mesma coisa.

Tentem colocar-se no nosso lugar. Esse blog tem por objetivo relatar as nossas experiências de aprendizado "leigo" como guitarristas com interesse em luthieria. Não somos profissionais dessa arte, portanto as perguntas devem relacionar-se somente e especificamente com o post em questão.

Blogs acabam sendo abandonados por seus autores justamente por isso: quando deixam de ser um prazer e tornam-se um incômodo. Perguntem para o Rafael Gomes, cujo blog "Zona do Humbucker" foi um dos que inspirou o "Louco Por Guitarra", por que ele parou de postar...

Nós temos leitores aqui que são fantásticos. Apoiam, contribuem e quando fazem perguntas, são objetivos, específicos e complementares.
Por outro lado, pra citar um dos inúmero exemplos, eu já fiz vários posts sobre as guitarras SX e volta e meia alguém pergunta "Mano, o que tu achas da SX? Será que vale a pena?" Nesses momentos eu me pergunto se vale a pena tudo isso.

Existem dois campos de pesquisa do blog: um no topo da página à esquerda e outro na coluna da direita. Lá tem o aviso: "Pesquise antes de perguntar". Infelizmente poucos fazem isso.
E o pior de tudo é quando a pergunta é feita clicando no link "resposta" de outra pergunta. Exemplo: no post "Guia Para Tunar Guitarras Baratas" existem 236 comentários/perguntas/respostas. Não dá pra ler o comentário 135 e fazer uma pergunta ali, clicando em "resposta" - nós simplesmente não conseguimos localizar sem correr toda a página com os 236 itens... E já fizemos isso inúmeras vezes.
É extremamente cansativo e, desculpem o termo, broxante! Vá até o final da lista, clique em "ADICIONAR COMENTÁRIO" e faça sua pergunta ali. (Se precisar citar algum comentário anterior, o faça localizando a data)

Para que o blog continue ativo, somos obrigados a estabelecer novas regras para perguntas. Só responderemos às perguntas:

1 - Diretamente relacionadas aos posts. Se o post é sobre uma strato SX, não pergunte sobre uma strato Tagima, ou Michael ou até mesmo uma SX de outro modelo.

2 - TODAS as guitarras que temos foram postadas e a nossa opinião sobre elas está clara. Não adianta perguntar sobre guitarras que não foram postadas e que, portanto, não conhecemos.

3 - Perguntas do tipo "o que você acha de tal guitarra...?" não serão respondidas. Novamente, TUDO que nós achamos sobre o que conhecemos já está postado. Seria irresponsabilidade falarmos sobre guitarras que não possuímos ou conhecemos bem.

4 - Não somos luthiers, não fazemos/montamos guitarras para terceiros e não comercializamos nada nesse blog.

5 - Perguntas cuja respostas estão no próprio post são quase ofensivas. Demonstram no mínimo preguiça/indolência e falta de educação. 

6 - A ordem sequencial é essa: Leia o post, procure posts relacionados e faça uma boa pesquisa. Depois pergunte.

Gratos pela atenção!


E já que parece que quase ninguém lê a coluna fixa da direita da página, vamos repetir:


As opiniões sobre timbres (e madeiras, captadores, etc.) são estritamente pessoais. Isso é um blog e não uma revista. Não aceitaremos críticas e julgamentos sobre o nosso gosto pessoal, já que respeitamos o dos outros. Posts anônimos serão geralmente deletados.

Os demais comentários são sempre bem vindos e os agradecemos imensamente, mas perguntas "off topic", discussões específicas, dúvidas e assuntos mais complexos podem eventualmente não ser respondidos.

O tempo que dispomos para atualizar o blog é pequeno. Se tivermos que responder muitas perguntas ou assessorar assuntos de guitarra não ou pouco relacionados aos tópicos do blog, aí não sobrará tempo para nada. Adoramos falar de guitarras, mas às vezes simplesmente não é possível...

Não disponibilizamos e-mails pessoais por razões óbvias.
Não responderemos a contatos feitos pelo Facebook ou qualquer outra rede social.
Temos nossas profissões não relacionadas à música, nossas famílias, etc. O fator que mais prejudica a dinâmica do blog são as perguntas gratuitas fora do contexto dos tópicos e solicitações de opiniões sobre equipamentos e configurações.
O intuito do blog é passar informações pessoais que possam ser úteis para os leitores tirarem suas próprias conclusões.

O Louco Por Guitarra é um blog e não um "Fórum de Discussão".


sábado, 26 de janeiro de 2013

FAQ-001 - Tapa Furo: Tapando o buraco do escudo

         Esse blog já passou das 500.000 visitas, está com uma média de 1.400 visitas diárias e obviamente a quantidade de perguntas (são 106 posts, elas pipocam de todos os lados) só tem aumentado.    

Já percebi que não adianta reclamar das perguntas repetidas (essa de hoje já rolou mais de 5 vezes) e pra não passar por mal educado, acho que a solução será essa série de "FAQs" (Frequently Asked Questions - perguntas frequentes). Se não funcionar, dancei... :)
O ser humano é comodista por natureza (não me excluo) e infelizmente a maioria prefere perguntar antes de pesquisar. Blá blá blá... E deu de lamúrias! :)

        Então... Por uma questão também de comodidade, porém física, eu sempre retiro um dos controles de tonalidade das stratos, passo o de volume para o segundo furo e tapo o primeiro - assim, a minha mão direita para de bater inadvertidamente no volume. Minhas stratos têm essa configuração:


        No início, procurei um monte de coisas que pudessem tapar, de forma esteticamente satisfatória, o buraco no escudo.
Depois de várias bobagens, descobri, numa loja de utilidades, o "Tapa Furo", uma buchinha de plástico usada para tapar furos, principalmente de móveis (esconde os parafusos).

Nas lojas na internet (Metafix, por exemplo), podemos encontrá-los em diversas cores (branco, cinza, marrom, marfim e preto) e tamanhos (6,8,10 e 12 mm). Mas aqui só encontro o branco. Não sei se eles referem os milímetros à base ou a tampa do tapa furo, mas o que mais funciona pra mim tem 6 mm na base e 10 mm na tampa (6/10). Alguns escudos exigem o 8/12. O bom mesmo é comprar no mínimo dois tamanhos e no maior número de cores possível, principalmente branco, preto e marfim. O branco é o coringa, que pode ser pintado:


        Esmaltes de unha são baratinhos e uma mão na roda pra qualquer guitarrista e luthier. Eu os utilizo principalmente para colorir pequenas peças de plástico, inclusive botões de volume e tonalidade. Também pequenos descascados nas guitarras. O Colorama "Baunilha" e o preto intenso são dois preferidos :)
Na foto, preso na pinça invertida/de pressão, um branco já com esmalte. O processo é fácil e idêntico à pintar unhas, então, aprenda com sua mãe, irmã, parceira. Não tenha medo de misturar cores até atingir a tonalidade desejada.

Normalmente o Tapa Furo prende por pressão no escudo, mas às vezes um pentelho de cola (pentelho mesmo, essa Superciano é poderosa), com um cotonete na aba do tapa furo garante uma boa adesão. Às vezes, ele é um pouco grande para o furo - geralmente uma pequena lixada (aproveite e roube também a lixa de unha de sua namorada) no tapa furo resolve.

Obs: O Daniel passou outra dica excelente nos comentários: "Uma outra boa é quando se quer tapar os buracos de mini-switch, com as chaves de defasagem ou série /paralelo, utilizo a "bundinha" da caneta BIC, que tem o mesmo formato dos "tapa buraco", normalmente encaixa certinho!"

Beleza! Estamos combinados: "NINGUÉM MAIS PERGUNTARÁ SOBRE ISSO, OK?

PS: Tenho recebido muita ajuda de vários frequentadores do blog em relação às perguntas. Agradeço imensamente e se puderem, sempre que necessário, lembrar esse link, seria fantástico.


sábado, 15 de outubro de 2011

FAQ-002: Tingindo Plásticos

Guitarra boa é sempre guitarra boa, independente do aspecto. Pode ser uma daquelas envelhecidas naturalmente, como a famosa e clássica tele "Micawber" do Keith Richards:

Pode ser uma ilustre desconhecida, como a do Jon spencer:

Ou uma toda reluzente e novinha em folha, sem nenhum arranhão.
O que eu não curto muito, esteticamente, é guitarra muito "relicada". Não sei, pouquíssimas me parecem realmente naturais. Principalmente essas "heavy relic", onde algumas tentativas ficam ridículas:

Até mesmo a Fender às vezes exagera e perde a mão. Aqui, uma "Time Machine" Custom Shop:

A Fender iniciou essa onda (e criou o nome "Relic", de relíquia) nos anos 90. Reza a lenda que Keith Richards encomendou cópias de suas amadas Telecasters e as devolveu com um bilhete: "Estão muito bonitas. Se vocês derem uma "gastada" nelas, eu as tocarei". Daí foi ladeira abaixo. Tom Murphy na Gibson aproveitou a onda e hoje ambas as empresas têm nas suas linhas "envelhecidas" as guitarras mais caras.

Por outro lado, não gosto de guitarras reluzentes, com metais ultra polidos e aquele acabamento grosso de poliuretano que reflete tudo.
Também não gosto do branco "OMO", pode até ser trauma de uma telecaster Finch branca muito ruim que tive há décadas e entre outras coisas, não afinava nunca e me dava choques elétricos... hahahá :). Fico feliz que tenham inventado o "Off White", que é o branco "não tão branco"

Por isso, sempre que pego um plástico branco, fico tentando deixá-lo um pouco mais escuro. Sempre que pego uma guitarra reluzente demais, passo uma lixa bem fina pra "cortar" o excesso. Idem para os cromados. A técnica atual de cromagem de metais (acho que) surgiu na década de 50/60 e só foi instituída nas peças de guitarras a partir dos anos 70. Anteriormente, os metais eram mais foscos e, na minha opinião, mais bonitos quando combinados com madeiras. O acabamento de poliuretano (PU) também iniciou-se só em meados da década de 60. Antes era só nitrocelulose ou "duco", que não brilhava tanto. Hoje, é tudo PU super polido e em grossas camadas, abafando a madeira..

Chega de papo retrô... Esse post é porque o pessoal demonstrou curiosidade sobre o método que uso pra tingir os plásticos. Já tentei várias coisas e tintas. Uma vez peguei uma "fórmula" num fórum que incluia, entre outras coisas, uísque e mostarda... E funcionou! :)

Mas um método mais simples é usando apenas corantes para tintas, aplicando-os diretamente no plástico. Aconteceu por acaso - tentei uma vez e saiu tudo após passar água. Mas no outro dia, por acidente, derramei um pouco na mesa e como não tinha água por perto, tentei limpar com um pano velho. Quanto mais eu esfregava, mais a tinta grudava. Depois tentei com água, mas daí a tinta já havia grudado... :)

Então, descobri que o princípio é esse - sujar bastante com a tinta e tentar limpar sem água. :) Quanto mais tentamos limpar, mais a sujeira/tinta gruda. É importante que o plástico seja previamente lixado - de maneira uniforme ou não (veja o porque na sequência) - pode ser uma lixa de grão 400 a 600 (obs: quanto mais alto o valor, mais fina é a lixa) 

Essas são as cores que uso (lojas de ferragens, tintas e utilidades, custam por volta de 4-5 reais cada):


Aqui o processo em dois escudos de telecaster. O da direita já é "off white", mas eu queria deixá-lo "mint green", um pouquinho esverdeado. Pinguei as gotas. Mais tarde vou acrescentar apenas 4 gotas de verde claro no da direita:

Aqui, já com um pedaço de pano (bem seco, não esqueça, tudo nessa etapa é sem água). Esfreguei bastante e com força, até secar e "travar" o pano. Tente literalmente "limpar a seco":

Faltou um pouquinho de amarelo... E esfregar novamente.

Depois de bem secos, são então lavados com água corrente. A água (continue esfregando aí também) retira mais de 80% da "mancha", mas o que queremos realmente são os 20, 10 ou 5% restantes...



O da esquerda "manchou" mais porque eu o lixei propositalmente de forma irregular. A sujeira irregular é essencial para um aspecto vintage. 
Agora, seque-os novamente, esfregando firme. O excesso de cor/manchas/sujeira é retirado com lixa e água. 


A relação de valores das lixas é importante. Se lixamos inicialmente com uma 400 e queremos tirar pouca coisa, podemos usar uma lixa de 800 ou 1200 (usei inicialmente uma 500 e depois 1200). Mas se o objetivo for apenas o de "cortar o branco", podemos usar uma com o mesmo valor ou um valor imediatamente acima. Lixamos levemente, de maneira uniforme ou não, dependendo do objetivo final. 

Na foto o da direita não parece tanto, mas ficou com um tom levemente esverdeado, exatamente como eu queria. O da esquerda, que deve ir para uma telecaster que será pintada em "Daphne Blue" ou "Surf Green" (ou Teal Green), pode ainda receber mais lixadas pra diminuir o amarelo - ou simplesmente acrescentar um pouco da cor "ocre" ou marrom. Prefiro esperar e decidir depois.
O legal é que podemos lixar, retirar tudo e tingir novamente :).
Nessa strato (postada anteriormente), o tom levemente amarelado/esverdeado do escudo ficou perfeito com o vermelho do corpo:

É claro que se alguém fizer isso e descobrir mais alguma dica, por favor, dê um toque - é obrigação! :)

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12/11/2011: O pessoal já está aplicando esse método e descobrindo novas opções/variações muito interessantes. Uma delas é a tinta a óleo - faz sentido porque o óleo "gruda" e mancha bem. Vou postá-las sempre que acrescentarem algo:

Duda Menezes: usei algumas Tintas Óleo , aquelas usadas para pintar quadros e tive um bom resultado. Marrom escuro , marron médio e amarelo .Usei o seu sistema para tirar excesso e ficou muito bom. Não ficou exagerado , ficou no ponto . 

Cesar: "Eu utilizei essa tecnica para tingir escudo e covers de captadores. Realmente é uma técnica fácil e q funciona, porém fiz algumas adaptações. Para mim funcionou mto bem com as peças molhadas, ficando assim mto mais fácil para espalhar a tinta mais homogeneamente. Pinguei algumas gotas do corante amarelo (meio mostarda) em um pano e apliquei em todo o escudo molhado, em seguida passei um pano seco, assim já ficou praticamente na cor que eu queria, levemente amarelado, sem excessos, bem homogêneo e natural, depois só lavei em água corrente e passei uma lixa 1200 bem de leve msm, o resultado me agradou bastante

Jean de Bethencourt:
1 - Lixar o escudo com lixa 600.
2 - Em seguida lixar com 1200, eliminado os riscos profundos. Lavar com água para remover o pó.
3 - Polir com Kaol ou Brasso.
4 - Pingar as gotas de corante 'à seco' (usei cor Ocre). Esfregar por toda superfície, até travar o pano.
5 - Polir novamente com Kaol para remover o excesso de tinta.

Resultado: Escudo fosco (matte), levemente amarelado, de forma homogênea, sem tinta acumulada em riscos profundos.