segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Les Paul 1959 - O Mito Revisitado

     

        Inaugurei esse blog em 2010 falando sobre o "Cálice Sagrado" das guitarras: o mito "Les Paul 1959"
Realmente, parece que houve alguma confluência mágica de fatores para gerar uma guitarra que é considerada a melhor de todos os tempos. Essa mágica durou apenas três anos, de 1958 a 1960 e teve o ápice em 1959. Uma Les Paul Sunburst 1959 hoje em dia não custa menos de 200.000 dólares, Pode chegar a 400, 500 mil e se acrescentarmos o fato de ter sido de algum músico famoso, como a Peter Green/Gary Moore, pode chegar (dizem) perto de um milhão de dólares.

Li todos os livros, artigos e fofocas que encontrei sobre as famosas "burst" como são apelidadas, mas recentemente me deparei com uma entrevista do Gary Moore falando sobre suas guitarras, mais especificamente as 59 e me surpreendi quando ele mencionou essa Les Paul 59:


Transcrevo suas palavras:
I had another ’59 Les Paul that I sold in the ’90s and that one sounded like shit,” Moore laughs.
“It’s the one that’s on the cover of the After Hours album, and I only kept it for a year or two. It had a nice light body, looked really good and played really nice, but it wasn’t until I tried it in the studio that I realised it just didn’t sound very good. It sounded very flat and dull and was probably the worst-sounding one that I’d come across in a long time."

Tradução livre: "Eu tive outra Les Paul 59 que vendi nos anos 90 que soava como uma merda, ri Moore. É a que está na capa do album "After Hours" (foto abaixo) e eu fiquei com ela apenas um ou dois anos. Ela tinha um corpo legal e leve, um visual realmente bom e ótima tocabilidade. Mas foi somente quando a ouvi no estúdio que percebi que não soava muito bem. Ela soava muito "flat" (linear) e apagada/sem graça e foi provavelmente o pior timbre de Les Paul que ouvi em muito tempo"


O Gary Moore nunca foi de meias palavras, mas era um cara esperto. Só falou a real da guitarra depois de vendê-la... Bem, vários colecionadores e guitarristas já mencionaram que "nem todas" as burst são excelentes guitarras, mas até então nunca tinha lido alguém falar que era uma "merda"!

Ele vendeu também a "Peter Green", mas manteve essa 59:


Foi com essa Les Paul Sunburst 1959, comprada em 1989, que Moore gravou seus maiores clássicos. A primeira música que ele gravou com ela foi o hit "Still Got The Blues".
Não sei se essa (mais provável)) ou a "merda" é a que teoricamente pertenceu ao guitarrista Ronnie Montrose (roubada em 1972). Montrose entrou com uma ação legal contra Moore em maio de 2009 (a petição está aqui, em PDF). Com a morte do Moore, não sei como ficou a coisa.
(Obs: Ronnie Montrose suicidou-se com um tiro em março de 2012 - ele sofria de câncer de próstata e depressão. Gary Moore morreu em fevereiro de 2011)
Bem, não estou tentando desmistificar um ícone já cristalizado na cultura musical do mundo, mas é interessante confirmar, através de uma fonte legítima, que realmente nem todas soam bem. Quase um alívio :)

Ela também não tem o poder de enfeitiçar os guitarristas de maneira irreversível. Inclusive dois dos guitarristas que iniciaram a hiper valorização das bursts na década de 1960, Keith Richards e Eric Clapton, optaram por simples e mais mundanas Fender... Jimmy Page é uma exceção clara, mas em qualquer lista dos "maiores guitarristas de todos os tempos", veremos que apenas alguns são fiéis às Les Paul clássicas.


Bem, não interessa. Independente de qualquer coisa, clássico é clássico e uma Les Paul sunburst 1959 "boa" ainda é o Cálice Sagrado das guitarras... :)

50 comentários:

  1. Pelo que dá pra entender pelo relato do Gary, o "problema" dessa 59 "ruim" são os captadores... afinal, ele disse que a tocabilidade era boa, visual, madeira leve (pra mogno, uma exceção à regra)... muito legal o post Jack!

    ResponderExcluir
  2. Jack, bem legal esse post.
    Só tem uma coisa: o Ronnie Montrose cometeu suicídio este ano, então o processo deve ter morrido...que trocadilho infame...rs..
    Essa "merda" eu poderia ficar com ela e punha um par de Mojo e resolvia...

    Um abraço!

    ResponderExcluir
  3. Eu também pensei nisso - trocar os PAFs. Já li pelo menos dois relatos nos fóruns especializados de bursts que realmente "nasceram" com a troca dos PAF.
    Mas eu duvido que ele não tenha tentado isso...
    Putz! O Ronnie Montrose suicidou-se? Credo!

    ResponderExcluir
  4. Quer dizer então que essa merda vale R$ 1.000.000,00 de reais!!!!
    caramba!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Essa merda não é a Peter Green, mas hoje em dia uma 59 original não deve custar menos de 250 mil dólares. Na década de 90 eram bem mais baratas.

      Excluir
  5. Eu particularmente acho as Les Paul muito lindas. E é indiscutível que timbre de Les Paul (quando muito bem construída) é timbre de Les Paul. Eu até pretendo adquirir uma boa Les Paul só pra não deixar de ter uma Les Paul. Mas eu particularmente, já não tenho mais dúvidas de que minhas guitarras number one são as strato (que atirem-me as pedras), ou alguma que tenha uma base nas strato (super strat, Suhr Guthrie Govan).

    ResponderExcluir
  6. Impressão minha ou tu quis dar uma desmitificada e puxar o saco um pouco pro lado das Fenders ahm?

    Bom, eu sou outro "suspeito" isso que nem tenho uma Gibson, quem dirá algo como uma lenda destas. Minha Les Paul Epiphone 99 continua sendo minha guita favorita entre tantas que testei. Tudo bem, nunca toquei numa Stratocaster originalzona. Mas, como estou comparando com uma Epiphone, achei que as Stratos Squier e Fender brasileiras que já pude tocar, comparações mais justas. Eu tentei, diversas vezes entender a paixão pelas Stratos. Eu plugo, até acho legal, pra fazer um som limpinho, aquele som vitral... mas é por um pouco de ganho que a coisa vai embora pra mim. Parece que falta "corpo". Plugo minha Epi e vejo que sou feliz. Até minha Cort Aero 11 me parece mais apropriada do que as Fenders (de segunda linha, deixo claro). Nessa consigo tirar aquele som vitral com um split ponte + meio, mas tem um humbucker pra me deixar feliz.

    Tratando de Fenders, eu curto muito mais o timbre das Teles. Mas esse também parece um pouco limitado no quesito versatilidade. Parece que só som limpo e baixo ganho soam realmente legais.

    Essa paixão veio antes de ter minha Les Paul. Na época que só tinha uma Yamaha RG eu ouvia as gravações e já curtia mais os sons de Les Pauls do que Stratos sem nem ao menos saber ao certo qual era qual. A escola nem foi do tipo "olha o Slash tem uma, o Page tbm". Foi quando descobri que aqueles que achava mais legais, eram, de fato, uma LP.

    Hoje em dia depois de conhecer os timbres dos últimos álbuns do Joe Bonamassa então...

    Um dia ainda ei de ter uma coleção de Gibsons (ou só uma Les Paul, tava de bom tamanho já :) ) e acho pouco provável que vá mudar de ideia com o tempo.

    Na verdade, minha conclusão é só uma: questão de gosto :)

    Grande abraço. Curto muito teu blog.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É questão de gosto sim. Mas ambas são tão diferentes que o legal é ter uma de cada :)
      Eu sempre preferi - e ainda prefiro - Telecaster. Durante uns 15 anos não tive a paciência para apreciar devidamente uma strato, mas depois que "caiu a ficha", virei fão. Idem para as Les Paul.

      Excluir
    2. E... Realmente quis compensar um pouco. :) As Les Paul entraram na minha vida de forma tão avassaladora que esqueci das adoradas Fender...KKK!

      Excluir
  7. Ah, Paulo... Falar das '59 e não falar do Paul Kossoff. hehehe Brincadeira!
    O som fdp do Paul Kossoff no "Fire and Water" do Free foi o que me fez ficar completamente apaixonado por lespas. Jimi Page, pra mim, sempre foi um semideus. Mas ele tem tantos timbres diferentes e maravilhosos, e usou tantas guitas nas gravações (várias lespas, teles, danelectro, strats, etc) que acabei me apaixonando por timbres dos FAIXAS do Zeppelin, e não por uma guitarra em especial. Se é que me entende. heheheh
    Me corrija se estiver errado: o som do primeiro disco do Free é LesPaul'59 > plugada num Orange > plugada num Plexi. Certo?
    Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se fosse pra falar dos guitarristas ligados à Les Paul, com certeza Paul Kossof estaria entre os primeiros, Rodox. Exemplo fundamental de timbre, vibrato e bom gosto, sem firulas. Não estudei muito à fundo, mas o pouco que sei dele peguei no site do Jay:
      http://www.woodytone.com/2009/06/10/paul-kossoffs-all-right-now-tone/
      Há vários vídeos dele com Oranges, mas parece que foi coincidência - ele usava mais os Marshall Super Bass modificados. O primeiro álbum eu realmente não sei, mas tem um cara que jura que ele gravou o álbum "Fire and Water" com um amp Selmer T&B 50...
      Quem deve saber disso é o Joe Bonamassa, talvez o maior fã do Kossof :)

      Excluir
  8. Rodrigo Sacramento9 de novembro de 2012 11:35

    [i]mas em qualquer lista do "maiores guitarristas de todos os tempos"[/i]


    Sério que alguém tem em conta essas listinhas preparadas por gente desqualificada que passa o dia fumando maconha e depois peida um artigo pra extasiar seus leitores igualmente ignorantes?

    Kossoff, Page, Keith Richards, Clapton, Beck... Qualé! Esses caras não fazem o nome da Les Paul. Nunca fizeram. Isso é piada, e das mais sem graça! A Gibson precisam de nomes, vários nomes, pra vender signatures, daí aparece com esses caras. Quer dizer que, se o Chimbinha aparece empunhando uma Les Paul e faz enorme sucesso mundial, ele vira automaticamente um ícone da marca? Jimmy Page nem guitarrista deveria ser considerado, quanto mais um dos melhores. Melhores em quê? Em enfiar os dedos por entre as cordas? Olha a performance ao vivo dum sujeito desse (um garoto com 6 meses de guita toca mais):

    http://www.youtube.com/watch?v=wKlEVtA_TGQ

    Sem falar que é ladrão, estelionatário, plagiador, deveria estar atrás das grades e ter repassado quase toda a fortuna que fez com o Zep pros autores originais dos quais ele roubou a música:

    http://www.youtube.com/watch?v=JyvLsutfI5M
    http://www.youtube.com/watch?v=zThdTAWQFAQ

    E não me venham dizer que isso é homenagem, ou que essas são canções apócrifas pertencentes à história popular do blues, pois nem nos discos do Zep constavam qualquer crédito nas canções ou menção a autores originais. Não sei já foi julgado, mas até processo esse cara recebeu. Vocês deviam se envergonhar por colocar um pilantra desses num pedestal.

    Além do Gary Moore querem reverenciar mais alguém que orgulhe o nome Les Paul? Reverenciem o John Sykes, o Duane Allman, o Billy Gibbons, Randy Rhoads, Zakk Wylde, Joe Bonamassa, o velho Les Paul... Grandes nomes não faltam. Agora ficam pagando pau apenas praquilo que a imprensa diz ser bom. Crítico musical não toca, crítico musical não manja de campo harmônico, crítico musical é um produto do mercado cuja função é dar credibilidade a outro produto pra vender pro populacho.

    Acho que esse blog não é pra mim, é por isso que tô vazando, já deu de postar aqui e o pessoal achar que é provocação. Mas não é. Eu não sou um fanático, eu não sou apegado a nada, a nenhum mito, a nenhum delírio envolvendo qualquer marca. Tudo isso é besteira. Tanto que se hoje eu fosse comprar uma Les Paul r9 JAMAIS optaria por uma Gibson, pois não sou fanboy, sou uma pessoa que estuda, que analisa, que calcula... O pessoal aqui é ainda muito voltado pro que a mídia massa prega, pro que aparece na Guitar Player, pro que fulano de tal disse e esquecem de pensar por conta própria.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rodrigo Sacramento, eu gosto do Jimmy Page e do Led Zeppelin, mas depois que eu li o seu livro sobre Page, os plágios, as listinhas..., vi o vídeo dele enfiando o dedo entre as cordas. Eu passei gostar mais ainda do Jimmy Page, aliás eu passei a ser fanboy de carteirinha dele e sonhar com uma Gibson Les Paul 59 quando descobri que não precisa estudar nem analisar muito para ter uma. O ruim é só ter que calcular muito para possuir o "Cálice Sagrado".

      Já vai tarde...

      Excluir
    2. Poxa que pena, nos pobres ignorantes alienados pela mídia, vamos sentir falta.

      Excluir
    3. Todos os meus posts trouxeram muita informação valiosa. Se vocês não lhes souberam absorver o conteúdo, o problema não foi meu. Fiz o meu papel, semeie minha semente. Parte da semente caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu no pedregulho; e, tendo nascido, secou, por falta de umidade. Outra caiu entre os espinhos; cresceram com ela os espinhos, e sufocaram-na. Outra felizmente caiu em terra boa; tendo crescido, produziu bom fruto. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça, pois os meus post foram de profunda sabedoria!

      Excluir
    4. Acho que você precisa de um blog pra expressar seus conhecimentos e fúrias. huearhuaerhuheuhauer

      Excluir
  9. Rodrigo Excremento,opa errei ,Sacramento ,já vai tarde ,alias vai correndo chorar no colo da sua mãe que é só isso que voce sabe fazer né?
    Primeiro provoca e depois foge ...pior que cirança rsrsrs

    ResponderExcluir
  10. Esse revoltado Rodrigo Excremento,deve estar na fase anal:
    Fase Anal (18 meses/2 a 3/4 anos)

    Zona erogénia: mucosa intestinal
    Instâncias: id e ego
    Conflito: ambivalência da dor e ambivalência do prazer

    Acompanhando a maturidade fisiológica para controlar os esfíncteres (2-3 anos de idade), a atenção da criança dirige-se da zona oral para a zona anal. Essa mudança proporciona outros meios de gratificação libidinal (erotismo anal) bem como de expressão da agressividade emergente (sadismo anal). A musculatura é a fonte do sadismo e a membrana da mucosa anal, a fonte da pulsão erótica de natureza anal. A pulsão sádica, cujo objetivo contraditório é (1) destruir o objeto e também, ao dominá-lo, (2) preservá-lo, coincide com a atividade, enquanto que a pulsão erótica-anal relaciona-se com a passividade. A interação entre esses dois componentes instintuais é a seguinte: ao alvo bipolar do sadismo corresponde o funcionamento bifásico (expulsão/retenção) do esfíncter anal e seu respectivo controle. Quanto ao comportamento da criança vis-à-vis o objeto, em "A Predisposição para a Neurose Obssessiva" (1913i) [SE, XII, 321], Freud diz: "Vemos a necessidade de intercalar uma outra fase antes da forma final - fase em que as pulsões parciais estão já reunidas para a escolha de objeto, em que o objeto é já oposto e estranho à própria pessoa, mas em que o primado das zonas genitais não se encontra ainda estabelecido." Karl Abraham sugeriu que a fase sádico-anal fosse sub-dividida em duas fases:

    primeira fase - o erotismo anal está ligado à evacuação enquanto que a pulsão sádica tem por objetivo a destruição do objeto;
    segunda fase - o erotismo anal está ligado à retenção e a pulsão sádica ao controle possessivo do objeto.

    Desse modo, as polaridades entre erotismo/sadismo, expulsão/retenção são expressas em conflitos relacionados à ambivalência, atividade/passividade, dominação, separação e individuação. Excesso de ordem, parcimônia e obstinação são traços característicos do caráter anal. Ambivalência, desmazêlo, teimosia e tendências masoquistas representam conflitos oriundos desse período. Vários aspectos da neurose obssessivo-compulsiva sugerem fixação anal. Nesse estágio, os significados simbólicos de dar e recusar, atribuídos à atividade de defecação, são condensados por Freud na equação: fezes=presente=dinheiro
    Pra não dizer que estou plagiando alguem a fonte é http://pt.wikipedia.org/wiki/Desenvolvimento_psicossexual

    Rsrsrs vai se libertar seu enrrustido!

    ResponderExcluir
  11. Cada um usa os argumentos que tem. Sabem debater, postam vídeos e links de fontes que sustentam sua argumentação. Agora quando falta isso o que sobra é o ataque pessoal, o xingamento gratuito, o ranger de dentes, a raiva... Leio esse blog quase desde que ele foi criado e posto também há quase o mesmo tempo (vi o link do blog naquela briga envolvendo o Paulo e o pessoal do fórum cifra club) e sempre expus minha opinião, às vezes controversa em relação a da maioria, mas sem jamais precisar insultar ninguém. Se ela por si só é suficiente pra despertar o ódio em uma pessoa é porque o frustrado no fim das contas não sou.

    Bom... este é meu último post no blog, não responderei mais. Se surgir meu nome novamente é porque não sou eu, mas alguém usando meu nome pra me difamar. Já fizeram isso outras vezes. Inclusive abandonei o fórum cifra club porque criavam perfis falsos pra me sacanear e a moderação era negligente quanto a isso.

    ResponderExcluir
  12. Jack e aquela primeira guitarra do Les Paul?Que timbre ela tinha?
    Em alguma guitar-player vi uma foto dele segurando ela aparentemente desmontada,aquilo existe mesmo?Tem som de que?
    abçs e post foi fodastico sou ligadaço no timbre do kassof!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Falas da "The Log"? Foi a primeira tentativa (1940) dele de uma guitarra sólida. Tinha um centro sólido de Pinus e partes de uma Epiphone Acústica. Era bem rudimentar e ainda longe da Les Paul original.
      O principal responsável pela Les Paul foi o Ted McCarty, presidente da Gibson, e não o próprio Les Paul, ao contrário do que se pensa/fala.

      Excluir
    2. Obrigado!
      Eu nem sabia dessa do McCarty,interessante.

      Excluir
  13. Jack
    Como você aconselha guardar uma guitarra?
    No momento não disponho de um guitar-armario,tenho deixado no case,mas sempre aberto porque uma vez deixei fechado e quando fui abrir estava bem umido e as cordas enferrujaram muito...
    Se possivel tambem conte-nos como regula suas guitarras qual altura das cordas,como regula o tensor,se com mais alivio ou não etc.
    valeu véi.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sempre: no respectivo case. Bons cases têm uma certa impermeabilidade, mas se percebes umidade, podes colocar alguns saquinhos de gel hidrófilo para absorver umidade. A cada mudança de estação, ppte inverno e verão, o case deve ser aberto, limpo e a curvatura do braço/tensão checada.

      Como regra geral, recomenda-se um pequeno alívio (concavidade) na curvatura do braço, mas eu gosto dele absolutamente reto, ppte nas de braço colado. A altura das cordas sempre a mais baixa possível, mas quando passo um tempo tocando direto (que não é comum) e a mão fica mais forte, passo para uma ação um pouco mais alta.

      Regulagem de guitarras é um bom assunto para um tópico, mas tem tanta informação na internet que talvez acabe sendo redundante...

      Excluir
  14. Salve Jack!
    Cara estou em duvida sobre uma coisa,nessa epoca só existia Lespa com top de maple ou existia as black beauty tambem????
    O guitarrista do Kiss tem uma dessas não é ???
    Outra duvida kkkk o amplificador bugera bc15 é legal pra começar??,nunca tive um valvulado acho que vou pegar um desses o que acha??
    obrigado

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Puxa, acabei de falar sobre isso para o Aléssio (comprou uma Orville Custom) no tópico sobre a Vintage V100 AFD. Transcrevo:
      "A Les Paul Custom original, dos anos 50, não tinha top de maple - o corpo era somente de mogno. Nos relançamentos pós década de 50, a maioria tinha top de maple."
      Como era preta, ficou o apelido de "Black Beauty". Também chamavam-na de "Fretless Wonder"/ Maravilha sem Trastes, porque os trastes eram muito baixos e finos (rápida, mas terrível para bends).

      Excluir
    2. Eu tenho uma versão antiga (mas igual) à esse, antes da Behringer criar a Bugera. Não é um amp ruim, mas também não é bom.
      Espere um pouco (não sei se já chegou no Brasil) e compre um Orange Micro Terror, que tem a mesma estrutura (pré-amp valvulado) mas um timbre saturado muito mais bonito.

      Excluir
    3. Eu te aconselho a guardar um pouquinho mais de grana e pegar o Tiny Terror combo.
      Rapaz, é sonho de consumo, um drive delicioso...ehehe...

      Excluir
    4. O drive do Tiny Terror é maravilhoso, Velhinho. DNA 100% Orange.
      Tenho um desses aqui e foi por isso que indiquei o Micro Terror - imaginando que o nosso amigo anônimo queira um amp mais barato (acho que o BC15 deve estar na faixa dos 500-650 reais). Pelo que ouvi nas demos até agora, os gênios da Orange conseguiram fazer milagres com apenas uma 12AX7 no pré-amp. A saturação é muito semelhante à do Tiny.

      Excluir
  15. Paulo,obrigado pelas dicas,procurei esse microterror mas por enquanto só achei no mercadolivre,me parece bom mesmo !! e tá 600 um pouco mais que o bc15
    Mas dai o problema é o falante,vou acabar gastando mais com ele...ou posso utilizar o do meu combo atual que tem 20w ?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tens que checar a impedância de saída do amp e a desse falante do combo. Se bater, tranquilo.

      Excluir
  16. Paulo, a burst'59 do Gary Moore não tem cover nos caps? Eu nunca tinha visto PAF se cover...

    Abração!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sid, eu acho que pelo menos 20% das bursts que eu já vi estavam sem capa nos captadores. Essa manobra foi muito comum nas décadas de 60 e 70 - visava deixar o timbre mais "claro". Eric Clapton foi o primeiro famoso a fazer isso.

      Excluir
  17. Jack, a respeito do amplificador do Paul Kossoff, ele utilizava os Marshall Super Lead 59, com tudo no 10 assim como o Jimmy Page, além dele utilizar uma Fender Strato, que depois que ele faleceu passou para as mãos de outro guitarrista famoso: Dave Murray do Iron Maiden.

    Os timbres de les paul são muito bacanas, mas muito caro de se conseguir, devido ao preço inflacionado das Gibson/Epiphone da vida (citei essas 2 pois são as maiores representantes desse modelo).

    Mas o timbre que me fez voltar a gostar das les paul sem dúvida é do Clapton no Bluesbreakers, ali é uma aula de bom gosto.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Maranho, segundo pesquisei, parece que os Marshall Super Lead e Super Bass eram basicamente os mesmos, com pequenas mods:
      http://www.woodytone.com/2009/06/10/paul-kossoffs-all-right-now-tone/

      O timbre do Clapton era e é foda, tanto com LPs quanto com Stratos :)

      Abraço!

      Excluir
  18. Paulo, por que Guitarras caríssimas com LesPauls tem o corpo dividido em 2 peças? Por que não se faz 1 peça de mogno inteira e 1pç de Maple inteira? Abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. As top de linha têm corpo de uma peça de mogno, Filipe. É regra.
      O maple é cortado propositalmente num processo chamado de "bookmatch" (como abrir um livro no meio) pra dar o efeito bonito que vemos. Falei sobre isso nesse post:
      http://guitarra99.blogspot.com.br/2010/09/tops-de-maple-ilusao-de-otica-ou-reais.html

      Excluir
    2. . Esses dias eu fui a um marceneiro de 30 anos de experiência, levei minha guitarra porque ele tinha uma ferramenta que eu precisava. Daí ficamos conversando um pouco... Ele conhece muito de madeira. E eu sou formado em TÉCNICO EM MECÂNICA, então estudei um pouco sobre materiais também, e ficamos aií especulando juntos...
      . Ele comentou que algumas madeiras, principalmente as mais rígidas (duras), sofrem muita Tensão interna. Quando você dá um corte ao meio você alivia essas tensões. Caso contrário, depois de anos ela empenaria sozinha. É como a tensão interna no vidro do carro quando há uma trinca: ela se expande.
      Mas não sei até que ponto isso é válido para as guitarras.
      Abraço.

      Excluir
    3. Concordo na maior parte. O meu luthier desenvolveu uma técnica pra cortar os trastes da escala sem que a madeira se "movimente". Ao explicar ele disse que quando cortava uma escala (geralmente as madeiras mais rígidas) já posicionada, ela "abria", curvando-se ou mudando de padrão, pois os cortes provocavam alívio da tensão interna.

      Depois de bastante tempo, entretanto, as madeiras mais rígidas não envergam mais, elas "estabilizam". Braços antigos e já estabilizados nem precisam mais de tensor...

      Excluir
    4. Paulo, você falou uma coisa muito interessante.
      Qu tenho uma Giannici Sonic, muito antiga. Provavelmete de Corpo Cedro e Braço de Pau Marfim ou Marupa:

      http://www.giannini.com.br/painelgiannini/imgs/produto_ant/536_img.jpg

      Atrás vem escrito isso: http://4.bp.blogspot.com/-sR_L3xVVkWs/TWBB4K_F7uI/AAAAAAAAADk/mlzZ2oW5iz0/s400/06Guitarra+Giannini+GG01.jpg

      O braço NÃO tem tensor, eu mudei a corda de 0.9 para .10 eu quase não mexeu.

      Excluir
    5. Não tem tensor com ajuste no headstock Filipe, mas o ajuste deve ser na outra extremidade do braço, escondido pelo contato com o corpo. Tensor por trás era padrão na Fender até final dos anos 60. Pra ajustá-lo, tem que desparafusar e retirar o braço.

      Excluir
    6. Paulo, eu tirei o braço. Não há tensor mesmo. Mandei um email para a Giannini hoje perguntando, estou aguardando. Tem la na página deles no catálogo de 1990, série GG01 NB.
      Já ouvi dizer que antigamente se colocava uma barra de ferro por dentro, no lugar do tensor para o braço não mexer. Vai saber...

      Excluir
    7. Vai saber... :)
      Pra mim, é o velho "jeitinho brasileiro". Interessante é que esse jeitinho em relação aos equipamentos musicais sempre me pareceu um "downgrade" de qualidade.
      É foda.

      Excluir
  19. Paulo / Oscar,
    fui ao Workshop do FRANK GAMBALE semana passada. Ele tirou um sonzão.
    A Guitar Carvin que ele está usando tem uma especificação de cair o queixo, tipo: top de 20mmde Maple AAAA, Escala de Ebano, etc...
    Creio que nós (eu principalmente) nos prendemos somente em alguns modelos, como Gibson, Teles, Stratos Fenders... mas há realmente outros fabricantes produzindo coisas boas.
    Gosto muito de LesPaul, e tenho uma. Mas essa Carvin é demais!
    O que acha?

    veja o link: http://www.frankgambale.com/frank_gambale_carvin.html

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Excelente guitarra, componentes de primeira... Quem não gostaria de ter uma dessas? :)

      Excluir
    2. Com certeza é uma Excelente guitarra Filipe. Nós idolatramos a Fender e a Gibson pela história e por possuir os créditos da invenção e solidificação da guitarra elétrica bem como do Rock como conhecemos hoje. Eu e o Paulo chamamos de timbres clássicos, mas nem por isso deixamos os "modernos" de lado. Tanto eu como o Paulo temos guitarras com captação ativa :-)! A Carvin faz obras primas desde sempre assim como a Collings, a PRS entre muitas outras. Uma guitarra BOA é sempre BOA, sendo clássica ou não!

      Excluir
    3. Paulo / Oscar, também sou como vcs. Fender Strato e Gibson LesPauls são as que considero "padrão" para mim.
      Mas sempre há algum detalhe de negativo vêem em algumas séries. Hoje, o que eu mais prezo é o CONFORTO DO BRAÇO, se for ruim, descarto (Pode ser uma Gibson Custom como a de um amigo que testei de R$ 20.000, prefiro ficar c minha Vintage V100).
      Em 1º lugar, prefiro o braço Soft C de uma boa Strato Fender. O espaçamento dos trastes depois da 12ª casa e a curvatura dos trastes são ideais p/ mim. E em 2º as 12" de uma boa Lespaul Gibson Standart.
      Não consegui engolir ainda a PRS com aquela sensação de escala menor... Sem falar nessas escalas retas, mais para fritadores e casas bem fechadas e estreitas.

      Excluir
    4. Também não gosto de escals com raio > 12, Filipe, mas tenho uma PRS SE 22 Custom com um braço em C redondo absolutamente perfeito, um mix exato de Fender e Gibson :)

      Excluir

Antes de perguntar, faça uma pesquisa no campo "Pesquisar nesse blog".