sexta-feira, 16 de março de 2012

Les Paul Chinesa: dá pra encarar ou não?



         O Fernando Conde, que acompanha e participa do blog, recentemente comentou que seu tio havia comprado uma Les Paul "Gibson" chinesa num desses sites de produtos chineses tipo e-bay.
Quem já visitou esses sites percebe que as fotos dos clones de Les Paul são geralmente fantásticas, parecem realmente com as originais e deixam a gente babando de vontade de comprar uma dessas "Chibson" por 200-300 dólares.
Caso ainda não conheças, siga esse link e digite "Les Paul" no campo de "Search Products": DHGate
Quem entra nesse site fica pelo menos meia hora - praticamente TODOS os possíveis clones de Gibsons, Fenders, Gretsch, PRS, etc. estão lá.
Antes de mostrar as fotos e os comentários do Fernando, posso adiantar algumas coisas essenciais:

1) - Por favor, não perca um minuto do teu tempo pensando se uma dessas cópias chinesas pode sequer chegar perto de uma Gibson (ou qualquer outra americana ou japonesa) original. Sério!
2) - A maioria das fotos - ppte das "Custom Shop" - são fotos de Gibsons reais que eles pegam "emprestado".
3) - A qualidade das madeiras, hardware e construção é muito inferior e razoavelmente bem disfarçada pelos acabamentos sintéticos e truques estéticos (que veremos adiante)
4) - Aparentemente, eles de fato enviam o que compramos (os calotes tipo comprar e não receber são raros), mas existe um universo de diferença entre o que vemos/imaginamos nas fotos do site e o que chega em nossa casa.
5) - O americano tem um ditado que sintetiza tudo isso: "You get what you pay for" ou seja "Voce recebe o que você paga". No Brasil temos uma muito boa também: "Quando a esmola é demais, até o santo desconfia" kkkk!

Acompanho essas Les Paul Chinesas há anos, já fui vítima de uma (clique aqui) e postei a análise de uma Epiphone também.
Existe um vídeo famoso no YouTube: "How to Spot a Fake Gibson" (como identificar uma gibson falsa):


Mas certamente os chineses já assistiram esse vídeo...:)... Imagino uma cena assim:


Mas vamos lá  - segue o relato com  as fotos e comentários do Fernando Conde - os meus adicionais estão em vermelho):

"A guitarra e realmente uma cópia descarada, com direito a adesivos "Original Gibson USA", mas analisando com calma encontramos alguns pontos que entregam sua origem asiática.

Braço: Bem acabado e confortável,para outros...eu estranhei pois estou acostumado com minha GX GG1 que tem o braço "gordo" e foi o que até hj melhor me adaptei por ter virado "guitarrista" a pouco tempo (Tocava Violão)e ter a mão exageradamente grande, Head estilo Gibson com assinatura "Les Paul" e o verso o serial e Gibson USA gravados em baixo relevo, meio estranho pois a madeira fica a mostra e dá um grande contraste com o preto e aquele mogno asiático claro.

Marcação Escala: Escala perfeita trastes grandes, polidos e bem instalados, não necessitaram de alinhamento ou retifica, a marcação de trapézio em madre-perola sem marcas de Cola... agora a marcação lateral deixa a desejar, aqueles "dots" estavam desalinhados principalmente no fim do braço quase rente o corpo, na 12º casa então muito inclinados.

Corpo: Ele optou pela preta então fica mais difícil dizer se é inteiriço ou se tem emendas. A junção do corpo e braço, conforme informações do próprio luthier dele estava Ok.

Ferragens: Cromadas sem defeitos, estavam perfeitas... as tarraxas são estilo vintage Kluson Tulipa, gravado o nome Gibson no verso, são boas e não comprometem em nada e vão ficar, sem problemas.

Captação: Não vi a guitarra com captação original mas segundo ele são boas e na etiqueta diziam ser Gibson Alnico mas pude ver que estavam gravadas como Epiphone, mas ainda duvido que sejam originais... o metal de baixo muuito amarelo e a solda do aterramento do cover com a carcaça muito mal feita.

Elétrica: Ponto negativo, as soldas são terríveis, inclusive um "pot" de volume estava com mau contato e teve de ser reposto.

Acabamento: Pintura sem detalhes muito boa, só não gostei muito dos frisos pq em partes estão branquinhos e em outras meio amarelados.

Som: Não posso falar muito pq meu contato com ela foi de +- 40 mim. já com a captação trocada (captadores GFS de alnico) mas achei muito boa e com bom sustain.

Resumo: Apesar dos problemas encontrados ainda achei uma boa compra pelo valor final(+- R$ 900,00 com impostos). Inclusive achei superior as Epiphones.
"


 "Visão geral da guitarra"


"A tampa do tensor seguindo o mesmo desenho e fixação das Gibson (2 parafusos) já que a maioria das chinesas são fixados com 3."
(Bem, essa daí eles já se tocaram  - foi só tirar um parafuso, hehehe)


"Nessa vc pode ver claramente as marcações/bolinhas laterais desalinhadas, infelizmente com a câmera não deu pra capturar a diferença de coloração no friso lateral, mas acredito que depois a cor vai se igualar no tom amarelado"


"Detalhe aqui para as tarraxas com a logo Gibson e o serial em baixo relevo."


"Comparação dos braços desses 2 modelos, o da SX visualmente mais gordo que o da LP."
 (A angulação do headstock não é de 14º, mas maior que 10º)


"Aqui é pra mostrar o detalhe do acabamento extra do tailpiece - vc pode ver uma arruela que foi colocada pra cobrir aquele erro de 2mm que comentei no blog."


"Nessa vc pode notar a escala e os trastes que comentei no Blog que não necessitaram de retífica e/ou nivelamento, vieram 100%"


 No detalhe, o acabamento ruim da cavidade, com uma "lasca" aparecendo por baixo da moldura

Existem inúmeros artigos e sites na internet comparando as chinesas com as Gibson. A maioria mostrando dicas de como identificar uma cópia.
Esse blog do luthier neozelandês Glyn Evans tem fotos bem legais. Um dos pontos mais fáceis de identificar uma chinesa era a ausência de cobertura do binding nas extremidades dos trastes. Nenhuma chinesa tem isso....Ou tinha... Eles já perceberam e as mais recentes TEM as pontas dos trastes por baixo do binding:

As Gibsons são assim (com fret edge binding):

As chinesas ERAM assim:

Agora estão assim:
Ainda entupidas de verniz, mas como diz  próprio Glyn: "It's getting harder to spot them!"... Realmente, pode chegar o dia em que só um cara muito experiente vai identificá-las... :)

A não ser, claro, que a gente se depare com esse selo:

 "Bench Tesred  - Buikkit Approvud"???  Meu Deus!! Só isso já basta. Não precisa nem olhar a guitarra kkk!:)
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Sessão Especial de meia noite: HORRORES ESCONDIDOS

Alguns caras mais ousados retiram o verniz pra ver o que tem "embaixo" dessas guitarras chinesas. Eu mesmo radiografei uma e descobri que o mogno dela tinha 144 furos!


Essa seguinte é uma Les Paul até muito bonitinha. Pela foto inicial de longe, parece ok, mas daí o cara removeu a tinta:

 Ele retirou a fina camada superior e inferior (folha ou veneer) que é usada para esconder emendas ou defeitos nas madeiras. Observe que o top de maple tem áreas bem feias e irregulares


 O mogno posterior. Como sempre, com várias emendas,geralmente de pedaços de árvores diferentes, com densidades e sonoridades distintas.


Nessa Les Paul SX, um dos blocos tinha um buraco que foi preenchido com epóxi, serragem e pequenos pedaços de madeira. Coisa feia!



SOCORRO!

E as Epiphones

São feitas na china (numa fábrica própria atualmente) - será que também têm alguma gambiarra?
Bem, pelo menos no quesito "vamos esconder essas emendas" as Epiphones jogam no mesmo time das outras chinesas. Já postei sobre uma que pude analisar aqui em casa

Aqui, o cara se deu ao trabalho de remover a tinta:
Talvez 4 emendas, todas de aspecto diferente. Pelo menos o bloco do meio é relativamente grande.


E esse outro infeliz, que descobriu que o suposto braço de mogno de sua Epi era na verdade maple (com uma grossa (põe grossa nisso) cobertura de verniz colorido.
Observem a espessura do verniz. No post, o cara diz que o braço passou de grosso pra fino! kkkk:)

Pelo menos é um maple até que bonitinho:)

O Caio acabou de postar um comentário levantando a questão das cópias japonesas dos anos 70/80: Burny e Greco, ppte.
Essas são outro papo. Algumas eram até melhores que as Gibsons da época, inclusive com specs vintage.
Eu compraria uma Greco ou Burny antigas sem pestanejar. Atualmente a Greco produz guitarras tipo Les Paul, mas feitas na china...
Essas guitarras merecem um post só pra elas.

E, pra finalizar, não estou "malhando" os chineses. Eles estão aproveitando um hiato de mercado (se é que podemos considerar assim). Conforme mencionado pelo Anderson em seu comentário, "a China é país com o maior número de certificações ISO do mundo".
Culturalmente, para a China, o ato de copiar não tem o mesmo grau de "pecado" que para nós ocidentais. 

Não os condeno, mas também não os absolvo :)

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75 comentários:

  1. Depende do quanto se está disposto a gastar... Acho bobagem fazer qualquer comparação com os modelos originais, mas pode-se sim comprar bons instrumentos por preços convidativos. Claro, que uma customização será obrigatória!!!

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    1. A customização desse modelo foi apenas na captação, mesmo assim pq já tinha os captadores de um modelo anterior... Tarraxa segura bem afinação e será mantida apesar de ter um jogo de Wilkinson con trava disponível

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    2. O valor foi inferior aos modelos vendidos aqui e a única alteração do projeto original foi a captação, e mesmo assim pq já estava com captadores PAF da GFS da antiga LesPaul, e inclusive as tarraxas foram mantidas apesar de ter um jogo de Wilkinson com trava disponível para instalar

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  2. Excelente post Paulo. A gente realmente fica tentado quando vê aqueles anúncios na internete, mas tem que ficar atentar para os detalhes. Abraços

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    1. Como o Paulo falou:

      "2) - A maioria das fotos - ppte das "Custom Shop" - são fotos de Gibsons reais que eles pegam "emprestado"".

      Ou seja: Se tentar se aventurar no mercado chinês pelo menos opte por vendedores com alta qualificação e veja também quem o qualificou... podem muito bem criar vários perfis de compradores fictícios pra validar como positivo e subir o % deaprovação

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  3. Paulo, excelente post.
    Você já testou um modela da inglesa Tanglewood?
    Eu vi outro dia na loja e achei o acabamento muito bom. O preço é atraente também. Mas não cheguei a tocar.
    Abraços.

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  4. Quando eu comentei Paulo, vc ainda não havia postado as fotos. Eu concordo com tudo o que foi colocado, mas existe uma grande variação de preços e qualidade. Vc encontra Stratos por U$ 80. Mas eu paguei US$ 400 (com frete e impostos) e comprei uma strato com corpo em Ash duas peças, acabamento natural em PU, braço em birdseye com big headstock, marcação em abalone e nut de osso. Mantive a ponte (2 pivôs e big block) e customizei todo o restante. Nem penso em comparar com uma Fender no mesmo padrão mas é um belo instrumento que pronto, me custou cerca de R$ 1.300,00. No caso das Les Pauls, pela própria construção, fica mais complicado uma análise. A minha opinião é que "pode não ser de todo ruim" se você souber comprar. O mais complicado mesmo são aquelas que são vendidas por aí como originais...

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  5. Paulo ótimo post, e sobre as guitarras Japonesas Burny Les Paul, Greco Les Paul podem ser comparadas com Gibson Les Paul USA?

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  6. Assunto pertinente. Afinal, o que uma empresa pretende quando coloca o nome Gibson no headstock ? Não soa honesto e não é ! Vale quanto se paga ? Talvez ... Depende muito das pretensões de quem compra e do valor pago. Se informar, comparar com a original (além do quesito preço) e saber que não há milagres é o ponto de partida. Há cópias grosseiras e cópias refinadas e "fiéis". Há um artigo na internet com muitas fotos e comentários sobre as "Gibson" Chinesas: http://www.guitarraprofesional.com/FakeGibson/GibsonFalsa.htm
    É surpreendente o que aparece quando se lixa a madeira do tampo de alguns exemplares.
    Porém, como já publicado neste blog, ser réplica não é pecado (vide artigo sobre guitarra do Slash), nem todas as guitarras são iguais e tenho certeza que o visual de uma Les Paul por um preço acessível é um forte critério de escolha para muitos.

    Uma observação: Um profissional da área da qualidade me disse que a China é país com o maior número de certificações ISO do mundo.

    Grande Paulo, parabéns pelo conteúdo do teu blog.

    Abraços

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  7. Pessoal, como ainda estou evoluindo o post, alguns de seus comentários - muito interessantes, por sinal - farão parte dele.

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  8. Paulo, muito bom o post, como sempre! O q me deixa pensativo é: Quem compra uma Chibson sabe q ela não é original. Mas se o cara resolve passar pra frente, será q ele informaria?

    Não vejo problema na réplica, mas sim no nome ostentado no headstock... :-/

    Abraço,

    Sidney

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    1. A decisão de comprar essa guitarra em nada tem a ver com a ostentação de um nome gravado no headstock ou o interesse de enganar algum desavisado.
      Foi levado em consideração o Custo X Benefício, no cometário do post que fiz ao Paulo escrevi que o corpo "parece" ser de peça única e até acredito que seja pois a maioria dos anúncios de LP inacabadas são assim e também não notei nenhuma emenda, outro trecho do meu comentário pode ter passado despercebido,e escrevi que do meu ponto de vista o Custo X Benefício dessa Guitarra é maior que de uma Epiphone.

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    2. olá! :D
      todo guitarrista gostaria de tirar onda com uma Gibson, mas nem todos tem condições.
      eu acredito que eles colocam o nome Gibson no Headstock nao para "enganar ninguém" mas para que os guitarristas que comprarem possam "tirar uma ondinha" com o a marca.
      Se o objetivo deles fosse enganar, venderiam com o preço de uma USA, e nao diriam que é made in china.
      Eu também achei q é jogo comprar uma dessas para dar um upgrade depois, trocar os caps e tal, ate prq elas sao baratas.

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  9. Tambem penso sobre o que o Sidney disse, tenho um amigo que comprou uma SG de um amigo dele e me trouxe todo feliz pra regular, não tive coragem de contar na hora pra ele que era falsa, demorei uns dias, comprou como original, não precisei pegar nela, de longe se notava como era descarada a falsificação, pra começar não tinha nem serial. O problema não é comprar da china sabendo que é falsa, é pensar na mão de obra que mal recebeu um prato de comida pra fabricar a guitarra, a madeira muitas vezes cortada irregularmente...

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    1. Não querendo minimizar o fato do dos trabalhadores asiáticos trabalharem por salários baixos ou pela extração de irregular de madeira, mas vc pensa assim na hora de comprar um Ipad ou Iphone, quando compra uma Epiphone ou qualquer outra guitarra fabricada na Ásia?
      É só olhar a sua volta e vc vai perceber que aproximadamente 70% do que vc vê tem pelo menos 1 parafuso feito por esses mesmos trabalhadores que recebem um salário de fome, pra ficarem 12h por dia em um local insalubre usando matéria prima provavelmente extraída de maneira ilegal ou inapropriada.

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  10. É... Revender uma LP chinesa para alguém, aproveitando-se de sua ingenuidade, isso sim é bandidagem.

    Uma das razões de eu postar esse tipo de assuto é pra isso. Abrir os olhos da rapaziada que não tem conhecimento técnico pra distinguir uma guitarra boa de outra ruim.

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  11. Tô economizando já tem um tempo pra comprar a minha linda e preciosa Navigator numa viagem que farei a Tokyo no fim do ano. Enquanto vocês encucam com as mazelas da Gibson - chambered body, layered rosewood, R9 decaindo em qualidade ano após ano... eu desfrutarei da melhor Les Paul Custom Hand-Made do mercado mundial.

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  12. Fala Paulo!!

    Leio direto o seu blog e fico abismado com tanto conhecimento!

    Eu tenho uma Les Paul da Marca Xaviere (www.guitarfetish.com) e eu adoraria que caso algum dia vc quisesse e tivesse tempo, fazer uma analise dela, eu até levaria pra vc (Sou de São Paulo Capital)

    Se algum dia tiver a curiosidade de ver essa guitarra, é só mandar um e-mail marcotilly@hotmail.com

    Abração!!

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    1. Sou outro Paulo, rsrsrs... Mas taí outro exemplo! Sua guitarra é totalmente Made in China. Componentes, madeiras, captadores (que são GFS, marca americana mas produzidos na China, assim como Toneriders e tantos outros). Como já foi dito aqui, há produtos vagabundos, enganações e falsificações, mas não quer dizer que não possa se encontrar instrumentos de qualidade. Comparar com americanas é complicado, pois como o May já postou aqui no blog, as madeiras são diferentes, são da mesma família, mas a questão é a secagem, aparelhamento, enfim, procedência. Conheço as Xaviere e são interessantes pelo valor. Gosto e uso GFS e acho que eles tem um bom controle de qualidade, mas é tudo "china", rsrsr Basta ver os pedais Biyang com o logo deles. Abs

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  13. Muito bem colocado Fconde. Morri pela boca... hehe
    Mas é f***. Por isso ainda acho que vale muito mais pagar pra um luthier fazer um instrumento com as caracteristicas minhas, do jeito que eu quero, do que me preocupar com o logo que ta no headstock pensando em vender. Ajudo um brasileiro a ganhar seus trocados, ajudo a economia e tenho um produto que sei de onde veio e como foi feito.
    Abç

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    1. Matheus, só mandaria fazer uma Guitarra num luthier ou pagaria uma fortuna numa Gibson Original se vivesse de música, claro que gostaria de ter mas tocamos por diversão, nosso compromisso é com lazer. Claro que gostaria de uma Gibson ou uma Guitarra de luthier, mas não vejo um equilíbrio entre: "Prazer X Custos"
      Quanto ao logo no Head a explicação é a mesma que dei ao comentário do [b]Sidney[/b]:
      [i]A decisão de comprar essa guitarra em nada tem a ver com a ostentação de um nome gravado no headstock ou o interesse de enganar algum desavisado.
      Foi levado em consideração o Custo X Benefício, no cometário do post que fiz ao Paulo escrevi que o corpo "parece" ser de peça única e até acredito que seja pois a maioria dos anúncios de LP inacabadas são assim e também não notei nenhuma emenda, outro trecho do meu comentário pode ter passado despercebido,e escrevi que do meu ponto de vista o Custo X Benefício dessa Guitarra é maior que de uma Epiphone.[/i]

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  14. Na sequência:
    1 - Rodrigo: boa sorte! A Navigator/Fernandes é considerada a melhor cópia de Les Paul do mundo, ppte as mais antigas. Depois, por favor, envie-nos fotos e uma análise dela, ok?

    2 - Marco: faço minhas as palavras do Paulo Rori. Tbém acho que a Guitar Fetish/GFS tem um bom/razoável controle de qualidade. Mas é tudo chinês mesmo. O inacreditável é o preço! Dá vontade de comprar umas 3 dessas! :)

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  15. Engraçado... Acho que mudou alguma coisa no Blogger. Recebi uma mensagem de um post aqui mas não o encontrei. Já é a segunda vez que acontece isso.
    Ou foi deletado por quem postou, que é improvável.
    Mas vamos lá. O comentário é esse:
    "Paulo May

    já que estas a falar de nacionalidade rsrs
    qual vc considera melhor squier Std , Squier Classic vibe , Fender roadhouse ? a nova tagima 635??? parece que vc não gosta muito de cedro o que me diz sobre a marupá?

    alias algumas fenders mexicanas não tem veneer né?

    li em algum forum gringo sobre um cara que diz ter visto uma AM com veneer-será???
    sei lá.....rsrsr ???"""!!!???!!!
    gosto muito do seu blog! parabens!
    abç"
    ____________ "_____________________

    A Roadhouse é mexicana (Ensenada Factory), mas parece ser uma versão melhorada da "Standard" mexicana. Não dá pra saber (ainda) se tem aquele truque do veneer e múltiplos pedaços de alder. A srato Classic Vibe é muito boa, todos que eu conheço que a possuem elogiam muito e só precisa de um bloco pesado pra ficar ótima.
    A Squier Standard tem corpo de agathis ou uma mistura de agathis e alder chinês - particularmente detesto agathis para stratos e teles.
    Pelo custo/benefício, iria de Classic Vibe, com certeza!

    Acho improvável aquele veneer (que esconde as emendas) numa strato americana, mas houve um período da década de 90 que a qualidade caiu muito.
    Já um veneer de maple figurado (flame, etc.) é possível e até esteticamente bonito :)
    ________________________________

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    1. Esqueci das Tagimas... Mas prefiro nem falar dessas :)
      O Marupá tem sonoridade próxima do basswood. Interessante para guitarras estilo Fender mas particularmente, não gosto.

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    2. Usando a própria Tagima como parâmetro, as guitarras novas (735-S e 736-S) são muito superiores às vendidas entre 2000/08. Marupá fica legal com caps cerâmicos de alto ganho, ou seja, concordo com o May, não é para strato. Das citadas, as Classic Vibe são realmente as melhores. Hj vendidas com Duncan Design, mas os primeiros modelos vinham com Toneriders. Muito bacanas...

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  16. Rola uma lenda que na verdade, os modelos que sobram das Epiphone LP feitas na fábrica de Qingdao na China são levadas a outras fábricas onde removem o logo Epiphone e o apenas substituem por Gibson pra evitar a "mão de obra". Será que a lenda é verdadeira já que o próprio Conde encontrou captador da Epiphone na Gibson??
    Mais uma aí pra vc desvendar ;)

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    1. Pode até ser (o famoso "turno secreto da noite"), mas a Gibson faz Epis na china desde os anos 80. Já contratou (e descontratou) diversas fábricas. Os caras aprenderam bem a manha todinha :)
      E com essas máquinas CNC e madeira sobrando por lá - sem falar na mão de obra baratíssima - dá-lhe Les Paul chinesa! kkkk!

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  17. Estou numa jornada, que dura alguns meses e tenho visto e lido muita coisa diferente sobre les pauls e suas madeiras. Estou procurando uma guitarra modelo Les Paul para modificaçao em um lhutier. Vou colocar um EMG 81 (e apenas um) e tapar os demais buracos deixando apenas o botao de volume. Minha intençao é uma guitarra para tocar metal e hardcore, som pesado porem sem perder o brilho e os medios agudos. Li que as Shelters SX gg1 usam madeira Hardwood e muito se fala bem dela, pela boa definiçao dos medios e agudos dela. Porem se falam tanto de falsificaçoes e madeiras mistas que estou bem perdido nesse ponto da minha pesquisa. Voce tem alguma dica para minha pesquisa?

    Abraço!

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    1. Não façoquestao que a guitarra seja em mogno, pois se eu tivesse muito dinheiro para comprar essa guitarra, compraria uma gibson de 5mil reais. Eu faço questao que essa les paul tenha uma madeira maciça e braço colado. Basswood, Hardwood, Aldro, Cedro, já vi de tudo e pouco me esclareceu o que tenho lido.

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    2. Nicolas,
      vc esta se perdendo nos nomes e tipos de madeiras... Hardwood só quer dizer que madeira é uma madeira sólida, nada mais!

      Aconselho a ler esse tópico do CifraClub:

      http://forum.cifraclub.com.br/forum/3/207409/

      e esse trabalho em PDF:

      http://www.funtecg.org.br/arquivos/guitarra_final.pdf

      Madeiras tradicionalmente usadas para LP são:
      - Cedro
      - Mogno, que pode ter várias origens (Africano, brasileiro, hondurenho ou Asiático, esse ultimo também chamado de Nato)

      Já que vc quer uma guitarra p/ Metal e Hardcore aconselho a usar uma Strato ou Tele que além de mais baratas que uma LP a modificação será muito mais fácil de fazer e reverter caso decida passar pra frente.
      P.S.: No ML o carvalheiro vende corpo e braço de guitarras vc pode encomendar com com ele uma do seu jeito.

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    3. Valeu mesmo pelas dicas!
      Minha intençao é construir uma les paul mesmo.
      Vi algumas em Nato, e outras em alder (classicas em uso nas strato). Vou estudar e pesquisar mais.

      Abraço!

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  18. Aconselho a testar a pegada da Guitarra... pra mim a SX foi a melhor escolha, mas vc tem tocar e decidir qual que te oferece a melhor pegada... De LP vc tem a Condor, SX, Cort, LTD, Tanglewood, Vintage... todas essas marcas muito legais (Cort e Tanglewwod confessa que nunca toquei).
    Já que vc vai usar somente o HB na ponte procure por uma LP Junior ou PRs SE(http://jrguitarblog.blogspot.com.br/2011/09/prs-se-one-junior-mod.html)... essas vem somente com o P90 na ponte e acredito ser mais fácil adaptar a cavidade para um HB do que ter que fechar, refazer o acabamento e pintar.
    P.S.: Procure por guitarras usadas, é mais barato e dói menos mexer numa que já precisa de uma "guaribada" do que uma que vem brilhando.

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    1. Fernando, meu caro, valeu a força!
      Obrigado pela ajuda nas respostas! :)

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    2. Que isso Paulo, me agradecer?!?!?! Eu que tenho que me desculpar por sair dando pitacos assim no seu Blog sem sequer pedir licença!
      Nesse post recebo os avisos de novos comentários e esse achei que era um assunto que poderia dar palpite... Me da coceira quando vejo projetos de personalizações que "limitam" a um estilo e me parecem muito caros.

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    3. Não só podes como deves, Fernando. Sem rasgação de seda, é sempre legal quando o pessoal mais ligado no blog e que também entende do assunto dá uma ajuda respondendo às perguntas :)
      Valeu, meu amigo!

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  19. Sim, acho as les pauls Jr muito lindas e ja vem com a facilidade de vir apenas com um captador P90. Porem, de qualquer forma os preços das Jrs passam muito os mil reais que pretendo gastar no corpo. O HB que vou colocar é um EMG 81 ativo, vou ter que adaptar uma cavidade para a bateria e para o circuito. Ate o ponto de cogitar encomendar um corpo em um luthier, a minha melhor opçao era a SX. Mas e dificil saber qual madeira e as caracteristicas da guitarra, apenas dizem que ela e feita em madeira maciça (hardwood).

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  20. http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-425390300-guitarra-tanglewood-com-case-_JM

    Achei essa orferta hoje, sera que ela é em mogno mesmo? pela foto da parte de tras tem na parte superior uma diferença na pintura, achei estranho.
    Um pena eu nao ser de SP para testar, pois achei o preço bem bom.

    Outra coisa e que nunca tinha ouvido falar dessa guitar.

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  21. Nicolas,

    eu tenho uma SX(inclusive foi a minha que postei nas fotos desse tópico) ela tem 3 emendas que mesmo com tinta dá pra perceber e nem por isso trocaria por outra... lembre que em pequenas quantidades não prejudicam o som se forem bem feitas.

    As Tanglewood acredito serem feitas de mogno sim (não sei dizer a procedência) mas essa da foto da pra notar as 2 emendas(3 partes).
    Já que vc esta olhando no ML tem essa aqui: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-238257470-les-paul-sx-das-antigas-mogno-braco-colado-lojavirtual501-_JM

    Como falei anteriormente;

    1 - Vc tem que analisar a pegada( As SX tem o braço gordo, porém foi perfeita p/ mim)
    2 - Não fique 100% preocupado com a madeira, só aconselho a fugir dos termos "Hardwood" e "Laminado"
    3 - Madeiras comuns em LP são Cedro e Mogno, sendo que como o mogno tem várias origens e cada uma com uma característica "impar"...

    Tenha em mente o senguinte: Mesmo se vc tocar em 2 guitarras iguais (mesmo modelo, série,captação, cor etc) terão características propiás, afinal uma peça de madeira nunca será igual a outra.

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  22. Caros colegas, hoje fui na made in brazil testar a les paul http://www.madeinbrazil.com.br/product.aspx?idProduct=30373&idDept=235 Tanglewood. Sai da loja com ela dentro do case! que acabamento fino. Gostei bastante do que vi e do que ouvi, um timbre caracteristico de lespaul e com um braço ligeiramente mais fino, que me agradou bastante. Guitarra com bom peso e pela pintura da pra ver o desenho da madeira. Testei as duas que tinha na loja e escolhi uma delas. Gostei tanto do acabamento que nao vou mexe-la muito. Vou colocar um captador mccarthy PRS na ponte e trocar as tarrachas mais para frente caso nao segure bem a onda (Tarraxas: Kluson nao blindadas).
    Depois vou postar umas fotos dela e um som.

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  23. Oi lá blog, ótimo. Quanto mais informações nós podemos fornecer sobre Gibson falso é o melhor. Se há alguma coisa no meu blog você pode usar, sinta-se livre. www.mrglyn.blogspot.com Espero que esta mensagem faz sentido, eu estou usando um programa de tradução. Felicidades Glyn

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    1. Your message was perfectly translated, Glyn. Sorry for not let you know before that I put a link here directing to your blog - which is wonderful, BTW. :)
      This topic is about chinese fakes LP and I found very substancial and solid new info in your blog - that's why I put a link. Like many guitarrists in the rest of the world, brazilians usually can't afford a real Gibson, so these cheap chinese copies are a temptation around here... :)
      Anyway, thanks for your knowledge and kind message.

      PS: I crated a direct link to your blog in my favorites section

      Paulo May

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  24. ola,gostaria de saber qual é melhor.....epiphone americana,ou,gibson chinesa?

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    1. Amigão, não existe Epiphone americana (exceto raras exceções semi acústicas) e nem Gibson (real) chinesa.
      Já adiantando, qualquer Epiphone Chinesa deve ser melhor do que uma "Gibson" chinesa falsificada.

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  25. Ótima postagem Paulo! Abs

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  26. Poxa vida, eu estava quase comprando uma Gibson chinesa...
    Agora desencanei totalmente. Vou continuar com a Minha Epiphone Standard LP mesmo, faz um ótimo barulho, sem dúvida.
    Quero agradecer o toque, pois eu economizei uma boa grana e dor de cabeça.
    Valeu, obrigado!

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    1. Não há de que, Lucas. A razão do blog existir é principalmente essa - quanto mais a gente sabe, menos a gente erra (ou gasta). :)

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  27. Olá! Ví sua matéria e achei muito bacana e educativa! Parabéns, é bom saber quais os riscos que corremos com essas réplicas. Por outro lado, interessante que tenha achado melhor que Epiphone.
    Aproveitando,dê uma olhada no meu blog www.lespaulbr.com. Vou por seu blog nos meus Links, se puder me recomendar tb, agradeço!

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    1. Olá vou respondendo a seu comentário uma vez que o texto em itálico no post foi mandado por mim.

      Quero esclarecer que a minha avaliação em achar essa guitarra melhor que Epiphone foi feita após a troca dos captadores originais por um par da GFS e levando em consideração,também, o custo x benefício, afinal uma Epiphone custaria o dobro dessa.


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  28. Paulo, tenho uma LesPaul Vintage V100. Será que essas Gibsons Chinesas são melhores que a V100? (Digo em questão de Construção e madeira, pq o resto a gente troca..) Pois essas Chinesas tem uma estrutura razoável...
    Você sabe se, pelo menos, essas chinesas tem as dimensões EXATAS das originais?

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    1. São todas Chinesas/orientais, Filipe, inclusive as Vintage. Nem a Gibson sabe as medidas exatas porque não existem - elas eram feitas à mão antigamente. A Gibson baseia-se numa média das medidas das LP clássicas.
      A minha Vintage, com exceção do headstock e o cut inferior, modificados de propósito, tem as medidas "Gibson", inclusive a curvatura do tampo.

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    2. É, se não me engano, minha Vintage V100 é Indonésia.
      Mas olhando esses detalhes de acabamento e emendas (até massa p/ correção) de madeira da Gibson China, a Vintage parece um pouco melhor. Estou certo? A minha tem corpo em 3 peças.
      Antes de comprar testei várias lesPauls do nível: Epiphone, Cort, etc. E a Vintage me agradou mais em questão de construção.

      Em algum lugar você comentou sobre comparações. Aproveitando, veja se estou certo: No geral, as Epiphones são melhores que essas Gibson China, e as Vintages melhores que as Epiphones. (generalizando, em questão de construção)
      O que acha?

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    3. Sim, em geral. Mas, como disse, a qualidade flutua muito.

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  29. olá! encomendei uma les Paul chinesa por 300 dólares com hardcase. ainda não chegou, mas na pior das hipóteses, vou ter um case facilmente negociável e um corpo de guitarra maciço para customizar do jeito que eu quiser. não vou dizer que compensa 100% porque ainda não chegou, mas já está no correio esperando para ser retirada. tomara que não tenha sofrido danos na viagem, por isso a importância de comprar sempre com hardcase. o vendedor é atencioso, até me mostrou a guitarra na webcam e acredito que não vai ser tão cretino de enviar outra no lugar, pela imagem é bem acabada e o case é perfeito. para os mais empolgados, é bom manter sempre a barba de molho: a receita federal de vez em quando confisca essas guitarras com logomarcas famosas, principalmente daqueles espertinhos que pretendem abrir um negócio atravessando as guitarras e cobrando valores maiores aqui no Brasil. se você encomendar muitas, tem grande chance de ficar sem nenhuma... de qualquer maneira, mesmo pagando as taxas e impostos corretamente (mais uma vez, valores declarados muito abaixo chamam a atenção da aduana), acho que compensa. alguns dizem que essas guitas vem com captadores epiphone, alguém saberia me dizer se procede? de qualquer forma quando for regular a guitarra, vou fazer um exame mais detalhado e posso até enviar algumas fotos. saudações!

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  30. Os captadores Epiphone são chineses e têm qualidade apenas mediana. Então não é um grande mérito a guitarra ter captadores Epiphone. Depois de avaliá-la, diga-nos se valeu a pena.

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  31. A guitarra do post veio com os captadores com um plastico colado escrito Gibson mas na base estava gravado a logomarca da Epiphone, se são originais eu não sei, até pq quando testei a guitarra não estava mais com esses captadores, então não tenho nem como avaliar o desempenho deles, quem tocou disse que até eram razoáveis e que não comprometiam o som, mas pela qualidade e acabamento da solda que prende o cover ao captador duvido que seja original...

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  32. LES PAUL CHINA – parte 1

    Boa noite!

    Após retirar a guitarra no correio, pagar as taxas (foram baratas!) e fazer alguns testes em casa, eis o relatório!

    Inicialmente, quero dizer que não estou incentivando ninguém a comprar nem sou a favor de copiar guitarras, só estou citando um fato e cada um que tire suas conclusões.

    A embalagem veio muito bem feita, com uma grossa camada de isopor em volta do case. A guitarra veio embrulhada num tipo de plástico com espuma, comumente usado para embrulhar eletrodomésticos. Não havia sinal de "maus tratos" durante a viagem para o Brasil.

    Modelo: Les Paul Standard
    Corpo: Mogno (peça única)
    Braço: Mogno (peça única, sem colagens)

    (obs: para verificar a espécie da madeira, me orientei pelo peso, pelas nervuras que dá pra ver através da pintura transparente e arranhei atrás da tampa do truss rod até chegar na madeira. Tudo indica que é mesmo mogno, ou aquele parente próximo, o Nato asiático)

    Top: flamed maple (a julgar pela espessura que dá pra ver na cavidade dos captadores, o top de maple tem cerca de 3 a 4 mm). O desenho da madeira é fantástico, acabamento em verniz brilhante transparente, com binding na cor creme nas laterais do corpo e do braço.

    Escala: rosewood com marcações em madrepérola, muito bonitas.

    Trastes: médio jumbo, em número de 22 e perfeitamente alinhados, não requer nenhuma lixação ou regulagem.

    Ponte: padrão tune-o-matic cromada com os carrinhos alinhados 3 a 3

    Captadores: 02 humbuckers Epiphone na cor zebra (sim, são epiphone, não que isso seja uma vantagem rsrsrsrs) comparei com os captadores de uma SG epi original que eu tenho aqui e tudo indica que os da les paul também são originais. O timbre dos captadores é de razoável a médio (mais uma prova da sua marca).

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    1. LES PAUL CHINA – Parte 2
      Tarraxas: cópia bem descarada da Gibson semi-blindada das les paul antigas, com pivô de 6 mm e bucha de encaixar. Parecem bem feitas, mas o plástico é de uma cor verde diferente das originais. Fiz uns bends bem demoníacos aqui e depois que as cordas assentam no lugar, as tarraxas parecem segurar bem a tensão da afinação. Isso é um detalhe que só o tempo dirá.

      Acabamento: não digo que seja excelente, pois se fosse não seria chinesa, mas está mais para o ótimo que para o bom. Pelo menos é superior a muitas guitarras padrão médio.

      Parte elétrica: fui surpreendido pela qualidade dos potenciômetros (marca Alpha), pensei que fossem bem piores. um aspecto positivo: parte da fiação é ligada num plugue de encaixe rápido, o que facilita a vida de quem quer substituir captadores. A chave de 3 posições é bem precisa e não tem os típicos estalos e chiados das chaves vagabundas que costumam vir nas les paul baratas. os cabos são grossos e a blindagem também. As soldas foram muito bem feitas. Faltou apenas blindar as tampinhas das caixas de circuito, um detalhe que chama a atenção pela falta de capricho dos fabricantes.

      Detalhes positivos: o case é de longe a maior vantagem da compra. Ele é muito, mas muito bem feito, o acabamento é de encher os olhos, vem com um estofamento interno perfeito e um porta-objetos igual ao dos originais; possui três trancas de um lado e uma do outro, todas com chave. Parece ser muito resistente e durável. O braço da guitarra é muito confortável, as cordas não precisaram de muito ajuste para ficarem na altura ideal entre o trastejamento e o excesso; todos os harmônicos estão exatamente em cima das casas certas, o que me poupou tempo precioso de ajustes. O nut é de osso; os knobs são muito bonitos, sem defeitos; as bolinhas da lateral do braço perfeitamente alinhadas; headstock com acabamento primoroso e logo em madrepérola de verdade; ausência de qualquer risco, amassado, arranhão ou detalhe da madeira na parte transparente da pintura (daí a importância de comprar sempre com case).

      Detalhes negativos: esses chineses malucos pecam pelos detalhes e pela pressa de fazer muitas guitarras, aí em alguns lugares a cobertura de verniz é mais fina, deixando o binding mais clarinho em certas áreas e mais amarelado em outras. Este problema tende a resolver sozinho com o envelhecimento. O interior das cavidades dos circuitos é muito sujo de cola, restos de verniz, restos de solda, coisas que jamais haveria em uma guitarra americana. A tampa do truss rod veio com um parafuso muito curtinho que não alcançava a madeira do outro lado, tive que trocar por outro mais longo. Por sinal, os parafusos do truss rod vieram dourados, enquanto todos os demais são cromados. O plástico das tampas dos circuitos estava todo encardido e cheio de rebarbas, que foram lixadas. TODOS os parafusos estavam um pouco bambos, o que me custou uma meia hora de chave de fenda. Um parafuso da tarraxa se quebrou quando apertei e deu maior trabalho pra tirar. Não aperte muito parafusos chineses, eles quebram a cabeça. Vou comprar um kit completo de parafusos inox daqueles bem nacionais.

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    2. LES PAUL CHINA – Parte 3

      Teste desplugado: o som é bem nítido, cheio, com um sustain característico da combinação mogno/rosewood no braço; trastejamento zero com ação das cordas beeeeem baixa; os trastes parecem ter sido submetidos a algum tratamento ou polimento que tira aquela "estranheza" de guitarra nova, um detalhe típico de boas marcas: ponto para os chineses. Mesmo desligada, produz um som bonito, fiel, tanto nos solos quanto nos acordes.

      Teste plugada: os captadores não ajudam. Que sejam Epiphone, vá lá, mas o timbre é "amarrado", parece que a guitarra até quer se expressar, mas o captador não deixa o som sair. Bom sinal: o sustain presente no teste desplugado se mantém, com dois, três, até quatro bends sem "sumir" o som. Com overdrive, o sustain fica matador, mais uma dica de que tanto a madeira quanto a construção são muito boas. Os potenciômetros são lineares nos volumes e logarítmicos nos tons, esquema padrão das les paul. Devido à deficiência dos captadores, a melhor posição da 3-way é no meio, pois ao menos eles somam as forças e produzem um som mais encorpado. É lá que ela vai ficar até chegarem os captadores novos rsrsrsrs.

      Conclusão: a guitarra e o case valeram cada centavo. Lógico que existem milhares de vendedores internet afora, mas a reputação deles, pelo menos no meu caso, se confirma na qualidade do produto. Falta ajustar os detalhes do acabamento, zelar pela limpeza das cavidades e pontos "escondidos" e ter mais capricho na montagem das peças e ferragens, enfim, coisas simples, mas que poderiam ser resolvidas facilmente.

      Se a coisa continuar assim, logo logo veremos uma das duas coisas: redução de preços das marcas originais ou fechamento das fábricas americanas que vão se mudar para a China, pois os caras estão ficando experts em guitarras famosas e cobram bem menos por hora de trabalho.

      Não consegui achar o link para upar fotos, se o moderador quiser eu mando algumas via e-mail e ele posta depois.

      Obrigado pela leitura e espero que tenha ajudado a esclarecer algumas dúvidas.

      H.F.

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    3. Amigo / Paulo,
      eu acho que as Vintages LesPaul AFD e V100, sao nesse nível. O que acham?
      O conforto do braço também me agradou muito.
      Eu tenho um V100 e estou plenamente satisfeito. Coloquei Seymour Duncan 59 e SH4. Mas os Wilkinson que vieram nela não sao ruins não... Só me incomodava o excesso de médios para meu gosto.

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    4. Unknown,
      Muito obrigado pelo review da tua guitarra. Completo e esclarecedor.

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    5. Filipe, a V100 não tem top de maple, apenas uma folha fininha, mas é uma excelente guitarra também. A dupla da Seymour é clássica :)

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    6. moderador, tem um endereço de e-mail que eu possa enviar fotos?

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    7. Não dá pra inserir fotos nos comentários, infelizmente.
      Mas podes colocar as fotos em algum site grátis (4shared.com, googledrive, etc.) e postar os links aqui.

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  33. mesmo diante disso tudo,eu acho que vale a pena,eu não compraria uma original é muita grana pra
    voce dar numa guitarra,eu tambem amo guitarras mais dá pra tocar bonitinho com uma chinesa.
    são bonitas,tem bom som,depois que inventaram a pedaleira digital,parou então de existir guitarras com som de violão ruim srsrss.....

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    1. Anderson, não é bem assim... essas cópias chinesas o controle de qualidade não é o forte delas(pq teriam esse cuidado se a marca não é deles) então o risco de vc comprar uma guitarra e acabar com um belo enfeite de parede e muito grande, pq caso receba dos correios uma guitarra toda fora dos padrões(ponte, cordal, trastes, braço etc) vc não tem pra quem reclamar... Vai trocar por outra ou pedir o $ de volta como!
      E pedaleira digital não faz milagre nenhum... ela só emula os efeitos dos pedais analógicos.

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  34. Caro Unknown H.F , você poderia informar o nome do vendedor? Obrigado

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  35. Quer uma Gibson, mas não tem grana, compra pelo menos uma studio ou uma serie J que custa na faixa de R$ 3.200,00 a R$ 4.200,00, quando tiver mais grana troca por uma standar ou traditional. Testei uma réplica ou seja falsa e achei orrivel, o cara queria R$ 2.500,00 então fui na loja e comprei uma Gibson LPJ original por R$ 3.500,00 parcelado em 10 vezes.

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  36. Se alguém comprou uma guitarra Gibson Les Paul falsa da China e veio com qualidade, bom acabamento, madeira boa e tudo mais, posta o link, pois todas que eu vi não eram boas, deixando muito a desejar.

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    1. Até hoje só vi 1 dessas xing ling com acabamento bom e sonoridade Ok. De resto todas tortas e muito ruins. Bom, não da pra se esperar algo muito diferente disso tbem.

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  37. William postando...... olha seus loucos por guitarras eu sou super iniciante e estou muito satisfeito com minha Les Paul Strinberg(rsrs tem alguma opinião sobre ela?). Estou super afim de pegar uma strato xing ling com um preço super acessível que mal tem ? Só quero me divertir e tirar um som. Embora não saiba tocar muita coisa , tenho uma base de violão aprendi sozinho então pra que gastar uma nota numa guita que nem saberei explora-la? Resumindo deixe essas guitarra-diamantes pros profissionais ou pros auto-entendidos como alguns de voces que li aqui...... parabens pelo blog muito bom!!! Caras voces sao loucos!!!

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    1. Entendi perfeitamente o teu ponto, William. É válido e foi bem colocado.
      Mas o post teve a intenção de orientar o cara que já tá no nível de "comprar uma guitarra realmente boa" e cair no conto dessas Les Paul, que são muito bonitas e perfeitinhas por fora mas por dentro... :)
      Obrigado pelo toque e continue lendo o blog! :)

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    2. Concordo com vc e com o Paulo William. :-) Não há mal nenhum comprar uma guitarra "acessível" desde que vc o faça com consciência disso. Aliás ainda bem que elas existem né? Abraço e apareça! :P

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  38. Caros achei um caso peculiar, com o selo de aprovação da Gibson kk

    http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-577751147-guitarra-gibson-les-paul-standard-iced-tea-59-frete-gratis-_JM

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    1. Picaretagem mesmo é esse atravessador brasileiro, que nem inclui os impostos. É só entrar no e-bay e comprar direto lá na china, dá na mesma e sem os 30-40% do atravessador.

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