Recentemente o Oscar Isaka Jr. Esteve aqui em casa e trouxe sua Les Paul Traditional 60's, uma linha exclusiva feita pela Gibson para a rede Guitar Center dos EUA. É uma Traditional, com os 9 furos de alívio de peso, corpo de duas peças de mogno, cerca de 4,4 kg. Enfim, uma Les Paul que em termos de qualidade, estaria abaixo apenas das Custom Shop. As LP Standard são mais caras mas aquele corpo com câmaras ainda não engoli (e nem vou).
Enfim, como ela estava com um captador Jim Rolph Pretender 58 no braço, a minha Les Paul 81 tem o mesmo captador e a Les Paul Vintage AFD está com um Rosar Mojo 13, que é baseado no Rolph, fiz uma comparação, usando o mesmo setup e solo para as 3.
Obs: O Júnior me lembrou que a Traditional estava com cordas 0.11, enquanto as outras duas com 0.10. Isso pode explicar os graves um pouco mais lentos (portanto mais perceptíveis e soltos) dela.
É interessante notar que o timbre Les Paul "genérico" está presente em todas, mas as diferenças estão nos detalhes.
Ainda estou timbrando o neck da AFD - atualmente o Mojo 13 está com a bobina ativa virada pra ponte e o controle de tonalidade em bypass (desligado), por isso soa algo mais aberta que as outras. Mas é proposital - gosto muito do som meio humbucker, meio single na posição do braço de Les Paul. Detesto timbre gordo e/ou aveludado, com graves sobrando. Quero estalo, definição e clareza COM a densidade de humbucker (tô quase descrevendo o som de um PAF).
Para comparar bem, o ideal é ouvir normalmente uma vez, deixar o youtube carregar todo o vídeo e depois trocar rápido de uma para outra com a barra de posição.
Uma levada de base estilo Freddie King (sem shuffle aparente, mas pensando em shuffle). Vamos ouvir:
Olá Paulo, primeiramente parabéns por esse blog, fantástico. Acompanho a um bom tempo mas é minha primeira msg. Estou começando a aprender violão e logo espero entrar no mundo das guitas também.
ResponderExcluirSobre as LPs, meu ouvido destreinado indicou sua LP81 como a mais definida, o Tradicional menos definida e a AFD no meio termo. Vamos ver a opinião dos colegas.
Para um iniciante, realmente são demos muito parecidas.
Isso só evidencia o baita custoXbenefício da AFD. Pena eu preferir uma cor mais sóbria para as LPs, tipo a Chocolate Brown do JB ou mesmo uma Sunburst mas é questão de gosto.
Talvez pela influência do violão, eu tb acho que som definido, claro e com puch é essencial, e percebi que os PAFs são referência em termos de humbuckers.
Vou dar meus pitacos sempre que puder aqui. Abraço!
Marçal.
É Marçal, a AFD é meio escandalosa mesmo. Eu até prefiro os tops lisos ou dourados para as LP :)
ExcluirTeu ouvido pode até estar destreinado, mas tá muito bom - a relação de definição é essa mesma :)
Achei a diferença entre a 1º e segunda bem pequena, porem existe... a 1º o som mais suave, a segunda com o som com um pouco mais de ataque. Já a 3º a diferença e maior, até pelas modificações que vc fez, mas mesmo assim pode chegar a um timbre parecido com as 2 anteriores com uma timbragem diferente.
ResponderExcluirPelo seus posts no blog já notei que sua preferência e mais para aquele som mais aberto e cristalino, então acho que um P90 seria o ideal para a posição do braço, acredito que conseguiria um som com mais corpo que os single e com mais ardido que os HB. Mas como a instalação desses P90 requer modificações no corpo, e particularmente acho que não valeria a pena numa guitarra nova e que ainda tem muito a dar e ser explorada(Agora pareceu até frase de cafetão.. rs)A alternativa seria tentar um P90 em formato de HB, talvez seja a solução ideal.
Eu sempre tive um olho gordo pra essas LP da Xavier do site da GFS, principalmente para essa daqui - goo.gl/0Qm8f
Grande Fernando! :)
ExcluirConcordo ipsis literis contigo! A Traditional tem um ataque feroz - tanto que o Junior colocou um captador de alto ganho na ponte e vai retirar o Rolph do braço. A vocação dela e bem Rock'n'Roll.
Tenho várias guitarras com P90 e uma guitarra com os Mean 90 (formato humbucker) da GFS. Adoro os P90, mas definitivamente eles não têm a complexidade de um humbucker.
P90 tem ataque, definição, clareza, mas falta aquela sensação de dois timbres ao mesmo tempo que um bom humbucker de baixo ganho dá. E viva o PAF! :)
As Xaviere são estupidamente baratas. Eu também já fiquei horas matutando lá no site da GF...
Putz! Tô indo pra lá agora dar uma espiada nas teles com binding! KKKK
Que post legal Paulo, meu ouvido pode tar maluco cara mais achei bastante diferença entre as 3, o interessante que vc menciona q a LP81 e a tradicional tem o mesmo captador Rolph 58 e soam bem diferentes... não na parte inicial mais na parte final uma sai um com o som definido a outra parece embolar um pouco ja a com mojo 13 sai um som mais aberto, pode ser que ouvi errado cara, ouvi num lugar com barulho etc... a LP81 me chamou muito atenção ta com um som bem bonito cara.
ResponderExcluirEu tava esperando um post assim pra te pedir uma opnião... apesar de não ser fã de LP (gosto mesmo é de strato e tele) tenho q admitir q tem som q só LP faz... to fazendo um LP e to precisando de uma opnião de captador... vou fazer o que o jimmy page fez com a LPnº1 dele no q diz respeito a parte eletrica, cara os captador dela estava pensando em colocar um 59 e um HH777 da malagoli, que vc acha... adoro o som da LP do gary moore e da flyng V do albert king... aquele primeiro riff do albert king de born under a bad sign com SRV é de matar...
Sim, Jorge, a Traditional tem graves mais fortes. Mas ela estava com cordas 0.11 e as outras com 0.10.
ExcluirOlha, o HH777 é um excelente captador, mas pra coisas de alto ganho. Tanto o Gary Moore quanto o Albert King usavam captadores clássicos (7 a 9k). Dá pra conseguir os timbres do Page com o HH777, mas ele vai soar agressivo em situações com menos saturação.
O Seymour 59 definitivamente eu não acho um bom captador. É pra quem gosta de som de LP fechado e gordo. Se a capinha não é importante pra ti, recomendo o Rosar Mojo 13 no braço. O Rosar Heartbreaker é o 59 melhorado. Ou o Malagoli Custom 57.
Paulo fui ver suas recomendações... show de bola é esse o timbre... valeuu... a hora q ficar pronta posto um video pra vc analisar como ficou a combinação... Paulo quando vc tiver mais tempos posta outras comparações de captadores... vai ser muito legal uns timbre de strato e tele sei que vc gosta do som dessas guita!
ExcluirAssim que possível, Jorge :)
ExcluirOlá! Ha um tempo pediu para eu lembrar-te de fazer uma matéria sobre a real diferença de timbre entre braço parafusado e colado. Espero que a matéria saia logo. É uma grande dúvida!
ResponderExcluirObrigado!
Abraço
Fazem 7 dias... :) Com certeza irei postar sobre isso, provavelmente depois de um post sobre pontes de strato...
ExcluirPaulo, perdoe-me por fugir do assunto do tópico, mas estou com uma dúvida cruel. Vi seus posts antigos a respeito da condor rx 20 e da sx sst62.. Estou querendo comprar uma das duas e depois ir melhorando aos poucos. Minha dúvida é: Qual delas tem o braço mais "largo" ? Vou tentar melhorar a pergunta com um exemplo: Não curto violões com o braço mais "aguitarrado", prefiro os clássicos (braço mais largo). Agora quero passar pro mundo das guitarras e, pelo meu orçamento e pesquisa, uma dessas duas atendem o que eu busco. Então, qual braço é mais "largo" ? Ficarei muito agradecido pela resposta.
ResponderExcluirAtenciosamente,
Vitor Jaime
Definitivamente a SX, Vítor. O braço das duas RX 20 que tenho é mais fino que o Fender. O braço das SX SST não é tão "largo" porque existe um limite técnico em relação à guitarra stratocaster, mas é grosso, bem cheio na pegada.
ExcluirPaulo, MUITO obrigado pela resposta, e rápido ainda por cima. Fecharei negócio hoje mesmo. Parabéns pelo EXCELENTE blog. Virarei visitante assíduo. Abraço!
ExcluirNão há de que... Mas vais testar a guitarra antes de comprar, não? :)
ExcluirPaulo, na minha cidade não tem SX, já fui à todas as lojas. Minha cidade é Macapá-AP, relativamente pequena e com poucas opções de escolha, sem mencionar que os instrumentos são muito caros em relação ao sudeste do país. Pra você ter uma ideia, uma condor rx 20, aqui, está custando R$700,00. No ML eu vi a mesma guitarra por R$300 e pouco. Infelizmente não poderei testar a guitarra antes... Testei essa condor e ela me agradou, por isso vim tirar as dúvidas na internet. Gostei MUITO dos seus posts a respeito das duas guitarras. Também vi vários vídeos da SX modificada e ela me pareceu uma guitarra com muito potencial.
ExcluirEntendi.
ExcluirAs SX não têm um controle de qualidade muito rigoroso, então algumas vêm muito desreguladas e com trastes mal colocados. A minha preocupação maior é com os trastes - imagino que não tenha luthier aí por perto. Quanto aos braços, das 6 ou 7 SX SST que já testei, todas tinham braços gordos - pelo menos mais que as RX20.
Te desejo boa sorte na compra, então.
Obrigado. Tem alguns luthiers por aqui sim, mas dá pra contar nos dedos (de uma mão) os que são confiáveis e minimamente bons. Vou pedir pro vendedor falar com alguém da loja, que toque guitarra, escolher a que estiver em melhor condição. Não tem jeito, compra pela internet você precisa confiar na pessoa. Obrigado novamente.
ExcluirTanto a Norlin quanto essa Gibson atual de série são duas porcarias. Se ainda fosse as standards do início dos anos 90... Essas sim eram boas guitarras.
ResponderExcluirTem muito guitarrista de apartamento, tocadores de bar, que são muito mais marrentos que nomes consagrados. Peter Townshend, Ace Frehley a até Jimmy Page usaram guitarras da era norling, mas para alguns, elas são porcarias...
ResponderExcluirNunca entendi também essa história dos furos para alívio de peso. A guitarra é boa, até o momento em que batemos uma radiografia (!!) e descobrimos furos internos.
É tipo a hype em torno das Les Pauls 59', resultado muito mais do desejo dos "colecionadores", que de qualquer outra coisa. Curioso que os dois principais nomes que tiraram a Les Paul burst do limbo (fracasso total de vendas), Mike Bloomfield e Eric Clapton, abandonaram o modelo tempos depois. Clapton diz que quase nunca toca outra coisa além de stratos, e Bloomfield tbm já havia migrado para as Stratos e outros modelos de semi acústica.
comparar com a captação da ponte não seria interessante, paulo?
ResponderExcluiracredito que as diferenças de saída dos caps poderia ficar mais evidente, mas enfim, acho um desafio acertar a captação da ponte, e divido a mesma opinião no que concerne ao timbre do braço, a respeito dele não ter muitos graves e ser mais definido.
tenho uma fender telecaster richie kotzen e já estou indo para o quarto captador da ponte. começando pelo chopper T o considerei muito 'magro' quando comparado com o twang king (que é o captador mais lindo que já pude tocar e ouvir numa tele), e arrisquei - amadoramente - num seymour duncan hot rails, que 99% das vezes toquei splitado para que o som não ficasse abafado por demais. ainda decidido em deixar o som da ponte um pouco mais cheio e menos brilhante (swamp ash + mapple no braço = brilho), instalei o diMarzio Tone Zone T, que continha menos médios que o hot rails, porém, um pouco mais de graves e agudos. Resultado: utilizo também quase que 100% do tempo splitado, pois soa mais bonito e harmonicamente equilibrado aos meus ouvidos.
Bom, depois de tentar dois mini humbuckers e usá-los splitados, me parece que estou mais atrás de um som de single do que um som de MB. Agora estou aguardando a chegada do quarter-pound, que possui uma relação mais 'scooped' (7-5-7) e creio que irá talvez me satisfazer a respeito das minhas insatisfações iniciais com o chopper T, que por sinal, já estou em vias de colocá-lo novamente, para reanalisar meus parâmetros timbrísticos.
O triste é que só fui me dar conta - e claro, aprender - a respeito de saída de captadores, materiais, e influência que estes exercem no timbre, somente DEPOIS de já ter comprado e instalado o Hot Rails e agora, o Tone Zone. De fato, o tone zone se mostrou bem superior que o hot rails, mas dentre os três, creio que o som que melhor 'casou' com a guitarra AINDA É o do chopper T. O richie kotzen realmente deve ter dado trabalho ao Larry para encontrar o captador da sua guitarra. Como toco essencialmente rock, e quero que a guitarra tenha som de telecaster, acredito que o quarter pound vai me cair como uma luva - primeiro, por ser alnico V, segundo, por conta da sua saída, que pode ser 8, ou 15k, que logicamente, utilizarei em 8k, além do fato da sua relação de EQ cobrir perfeitamente os detalhes que o chopper não consideraria.
Enfim, agora é aguardar pra testar. E falando no assunto, já que você é de floripa, Paulo, gostaria de deixar a minha telecaster richie kotzen para você tocar, testar, enfim, conhecê-la, caso ainda não tenha tido a oportunidade de tocar esse estrondoso instrumento. Se quiser, até te levo o chopper T pra você trocar pelo tone zone e deixá-la original, para então poder tocar e avaliar... o que acha?
Seria interessante ouvir um feedback de alguém que já tem mais de 30 guitarras em sua coleção pessoal...
Luiz, li esse e os teus outros comentários. Obrigado pela participação (e ajuda ao Brum :) ).
ExcluirA Tele RK é uma guitarra fantástica e a tua história com o captador da ponte eu praticamente vivi numa sequência similar. Toquei anos com um HotRails e cheguei a testar um DiMarzio dual blade (só não me lembro qual). O Quarter Pound tenho até hoje e utilizei-o durante alguns anos (na época que tbém não sacava a parte técnica) na Tele 74 - com certeza não é um dos meus caps favoritos, mas espero que gostes dele:)
Pois bem, nos últimos 4 ou 5 anos tenho tentado, pelo menos nas Teles, Stratos e Pauls, configurações o mais vintage e "natural" possíveis - e não vejo nenhuma possibilidade no horizonte de voltar a usar caps de alto ganho. Criei alergia a dual blades - independente do ganho - e os utilizo muito pouco.
Depois me conte como ficou a RK com o Quarter Pound, ok?
tenho a leve sensação de que estou indo atrás de cada vez menos saída, também, mas enfim, darei uma chance ao quarter pound, e se não der muito certo, vou atrás de algo com menos 8k.
ExcluirJá tocou em cap de tele com alnico II, paulo? se sim, o que achou?
a conclusão é que no final das contas um cap com baixa saída acaba te dando um timbre muito mais orgânico e repleto das nuances que o instrumento em particular (modelo, madeira, ferragens) pode lhe oferecer..
abraço e boa semana!
Tenho o Fender CS Nocaster com alnico III. O AII é incomum nesses caps. Nitidamente há uma diferença de personalidade entre uma tele dos anos 50, com AIII e escala de maple e dos 60, com AV e escala de rosewood. O alnico 3 tem menos punch e agudos, soando algo macio. Mas quando uma telecaster é bem equilibrada, o alnico 5 é o que soa melhor.
Excluiré esta aqui..
ResponderExcluirhttp://www.fender.com/series/artist/richie-kotzen-telecaster/
a minha é japonesa, tendo em vista que esta versão só começa a ser vendida a partir desse ano ;)