sexta-feira, 11 de julho de 2014

Vintage X Moderno (ou: a minha história com a Roland)

Paulo May

        Quando eu falei para o Oscar que estava pensando em postar sobre esse assunto, ele já chicoteou: "Cara.. Isso é polêmico e vai gerar uma enxurrada de perguntas e posicionamentos..."
Mas, diante da minha última experiência com a Roland (a primeira foi em 1986), fui obrigado a publicar o post, mesmo correndo o risco :)
         Eu não sou e nunca fui um daqueles guitarristas do tipo "solista técnico/virtuoso". Sempre gostei mais de bases e arranjos, da procura do groove perfeito entre guitarra base, bateria e baixo - e eventualmente piano. Durante a época (1983-1994) que tive banda e estúdio de gravação, onde compunha jingles e trilhas, sempre busquei maneiras de ampliar os limites dos sons de guitarra. Não foi à toa, portanto, que adquiri uma guitarra "midi", uma Roland GR 707 em 1986 (ou 87). A guitarra tinha um visual futurista e uma estranha barra de carbono numa segunda junção braço/corpo para minimizar as vibrações do braço e estabilizar a captação dos sinais pelo captador hexafônico. Ela era preta, mas igual a essa (de um anúncio dos anos 80):


O "tracking" das notas era complicado, tínhamos que tocar de forma bem diferente de uma guitarra normal, evitando bends, ruídos e slides desnecessários. Aquela barra realmente incomodava e pra completar, era um porre pra tocá-la sentado. Ela ficou largada até por volta de 2000, quando resolvi serrar a barra de estabilização e usá-la como guitarra normal (feita pela Ibanez, com corpo de alder). Quando perguntavam que guitarras eu tinha, ficava até engraçado: "duas teles vintage, uma 1968 e outra 1974 e uma Roland GR707!!" KKK!
Em 2004, joguei tudo dessa guitarra fora e só fiquei com a ponte (interessante - nunca vi outra igual) e o braço, que pode ser visto aqui em 2011, já desfigurado, numa telecaster:

Ainda tenho o braço solto por aqui:).
Bem, o fato é que "NÃO FUNCIONOU" pra mim e desde então, vinha mantendo distância de guitarras desse tipo. Nos últimos 10 anos entretanto, com o contínuo aumento da capacidade de processamento das CPUs, as empresas desenvolveram - e evoluíram - o conceito de "modelagem acústica". Vejam bem, isso não tem nada a ver com MIDI, sampler, sintetizadores, etc. "Modelagem Acústica" é a simulação digital da física que gera sons ao nosso redor. Alguém já disse que o universo pode ser traduzido em números e acho que estamos no alvorecer de uma revolução: a "Virtualização da Realidade". Cada nova geração de hardwares e/ou softwares simuladores ou modeladores está vindo melhor, mais real, orgânica e cada vez mais difícil de distinguir do equipamento original. Já postei sobre o Amplitube e a última versão está matadora...
Não se enganem comigo: quem acompanha o blog sabe que eu (e o Oscar também, garanto) sou fanático por timbres vintage, guitarras clássicas, válvulas, etc. Mas não sou um xiita radical: minha mente respeita, antes de tudo, meus ouvidos. Não interessa o que está gerando um som - se gosto dele, eu quero.

Mas vamos voltar à minha história com a Roland... :)
Eu conhecia o sistema "COSM" de virtualização da Roland (desde que foi lançado, há bem mais de uma década), sabia da guitarra "Synth Ready" GC-5 mas nem pensar em sequer testá-la já que o preço aqui no Brasil é absurdo.
Sem eu me dar conta, entretanto, a Roland lançou uma versão mais barata, a GC-1, que, ao invés de ter todo o sistema (captador GK3 + Processador) embutido (o que comprometia a GC-5 enquanto guitarra real, pela grande quantidade de madeira do corpo que era retirada), a GC-1 é uma stratocaster autêntica, apenas com um recesso da parte de cima para o GK3 e uma pequena cavidade extra na traseira - na verdade, uma extensão da cavidade do jack de saída.

Essa opinião que tenho em relação à GC-5 é compartilhada pelo meu amigo (e grande guitarrista/violonista) Zeca Petry, que passou algumas dicas essenciais para o meu update técnico em relação a esse sistema da Roland. 

Há uns 15 dias, entrei numa loja aqui de Floripa e vi essa guitarra Fender/Roland GC-1 à venda por 1.900 reais:




Nem pensei nela como "Synth Ready" - à princípio analisei objetivamente e o que vi foi uma ótima strato, com um excelente braço de maple "one piece" (braço e escala de uma peça), corpo de alder com 3 partes (a camada de PU é por sorte fina e dava pra ver os limites das colagens). Levei sem nem ao menos tocá-la. Mesmo que a utilizasse somente como uma strato normal, já valia. Em casa, fui checar as especificações e descobri que o braço e boa parte das ferragens (tarraxas incluídas) são feitos no EUA. O corpo de alder, captadores e ponte, são mexicanos.

Depois de tocá-la por cinco segundos, já tinha 95% de certeza que os captadores eram cerâmicos - e aí vai minha primeira pergunta pra Roland: Por que colocar captadores tão inapropriados (e ruins para uma strato) numa guitarra tão boa e bem acabada? Não faz sentido.
Por que manter aquele infame bloco de zinco das standards mexicanas? 3 captadores de alnico e um bloco de aço elevariam essa guitarra a um nível superior e os custos não seriam tão diferentes.
Acredito que esses dois detalhes perderam-se na logística entre a Fender e a Roland - faltou um pouco mais de visão, pois essa guitarra poderia facilmente ser anunciada também como um excelente instrumento clássico.

O braço é realmente muito, muito bom. Pode até não ser americano e/ou tive sorte nessa guitarra, mas os trastes estavam perfeitos, 100% alinhados (raro em qualquer guitarra) e super macios nas pontas, com "zero" de rebarba. Como provavelmente será a guitarra que usarei em eventuais performances ao vivo, garanti uma estabilidade extra trocando as tarraxas Fender comuns por Fender com trava, que eu já tinha por aqui.

ADENDO 16/8/14: O leitor Yyz me apontou a página da Roland onde há uma explicação para o qualidade que percebi nessa guitarra: " It’s mostly made from American Standard Strat parts: the alder body, 22-fret neck, frets, and tuning keys are the same ones found on every US Standard. The pickups and bridge are of the vintage type found on old Strats, and now used in Mexican standard Strats, so it’s a hybrid."... Então é isso mesmo: apenas os captadores e a ponte são da (ruim) strato Standard mexicana e o resto é da American Standard. A guitarra é montada no México - daí a confusão. Isso explica porque ela me chamou a atenção na loja - o corpo e braço são obviamente superiores.

Obviamente, tomei o cuidado de gravar uns licks com os cerâmicos e em seguida coloquei um set de captadores de alnico 5 e fio formvar, além de um bloco Manara e saddles de aço, meus preferidos.
A diferença da sonoridade entre os caps cerâmicos e alnico é brutal. Só quem não gosta ou não conhece o timbre de uma strato iria aprovar aquele lixo cerâmico. Ouça:


 Ouça a diferença entre os captadores cerâmicos e os de alnico.



Acima, uma foto com a prova do crime. Caps com duas barras cerâmicas/ferrite na base.



 O corpo foi bem feito - cavidades H-S-S, cobertas com tinta condutiva.

ATENÇÃO: muito cuidado ao movimentar o escudo - a fiação do GK3 limita o posicionamento do escudo para troca dos captadores. É necessário, com muito cuidado, abrir a tampa traseira do circuito, estender os fios que estão presos sob pressão às paredes da cavidade e só depois posicionar o escudo para trabalhar.

Bem, com os novos captadores, bloco Manara e saddles de aço, agora ela passou a soar como uma stratocaster de verdade, e das boas. Resolvi então - e só após isso: garantir que ficaria uma boa strato "per se", ouvir demos dela junto com o (essencial) módulo sintetizador GR-55. Entre as várias demos que encontrei, uma em especial me convenceu a comprar o GR-55: o inglês "James", funcionário da Roland, demonstrando a GC-1 e o GR-55 para uma loja na internet:


O James é muito legal - típico guitarrista "normal" fazendo uma demo "normal" e objetiva. As demos da própria Roland carregam o estigma de "guitarra para nerds" que infelizmente vemos desde os anos 80 - e mesmo o Steve Stevens não ajuda em nada. Essa demo, por exemplo (clique) é muito brega e na minha opinião espanta qualquer guitarrista curioso que vá até o site da Roland checar o GR-55. Mas esqueçam essas bobagens. Depois de sacar o sistema com o James, o resto é complementar:



Aqui a demo da empresa para o GR-55. O estilo "TV Globo" do locutor é inadequado e kitsch, pra variar:


         Então, se vocês acompanharam até agora, do meu ponto de vista, continuo sem muito interesse em utilizar a guitarra pra gerar sons de piano, sopros, sintetizadores, etc. O legal mesmo desse sistema são as modelações e afinações. De brinde, um multi efeitos de alta qualidade e o sintetizador.

Não a utilizaria muito em casa - os timbres que ela modela eu já tenho em outras guitarras e todos de alta qualidade. A mão na roda, a puta mão na roda disso tudo, é a extrema versatilidade para ensaios e shows ao vivo. Não há o que pague sair de uma strato em afinação padrão para uma tele em open G e depois passar para um violão Martin D28 (o GR-55 modela o corpo/ressonância de vários violões Gibson e esse Martin), tudo com apenas dois cliques... :)

Com os vídeos do youtube e o manual, em menos de dois dias já dominei relativamente bem o sistema e criei meus próprios patches. Já posso tocar Gimme All Your Lovin' (Les Paul com humbucker/Marshall/afinação padrão), Honk Tonk Women (Telecaster/Twin/Open G) e Shake Your Money Maker (Les Paul com P90/Twin Reverb/Open E com slide) com apenas uma guitarra e não três!

Dessa vez eu e a Roland nos entendemos :)

PS: Se alguém da Roland está lendo isso, novamente chamo a atenção para os detalhes dos captadores e bloco da ponte e, por favor, vocês vendem a guitarra sem o cabo de 13 pinos GK e o GR-55 também sem o cabo. Putz! No sense. As lojas nem sempre têm esse cabo disponível e temos que adquiri-lo separadamente - um banho de água fria justamente quando não precisamos.


93 comentários:

  1. Oi Paulo, o quão "real" é a simulação de mudança de afinação? é uma ferramenta pra quebrar galhos ou é mesmo um "pau-de-obra"? Uma vez testei um pedal Digitech que tinha essa opção, foi configurar pra 1/2 tom abaixo que quase vomitei encima, horrivel.

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    1. Bruno, as respostas estão no post e demos. Sempre é legal testares pessoalmente pra ter tua própria impressão.

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  2. Onde posso conseguir os saddles de aço? O bloco vou comprar do Manara.

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    1. http://www.guitarfetish.com/

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. No brasil, onde posso comprar esses Saddles de Aço? Por um precinho né

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    4. Samy, se vc achar avisa a gente também por favor :-D

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    5. kkkkkkkk
      Mas aqueles saddles da fender americana, são aço...
      PS: meu teclado não tem ponto de interrogação, mas estou fazendo uma pergunta...
      obrigado e parabéns pelo blog, leio sempre.

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  3. Parabéns novamente pelo excelente conteúdo Paulo!

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  4. Mais um ótimo post!!! E quanto à latência? Chega a ser perceptível?

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    1. Não é perceptível. Nas modelações e simulações é "zero". Nos synths é excelente, mas nesse caso alguns timbres exigem adaptação do modo de tocar, como o piano, por ex.

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  5. Mas que belo post Paulo, eu também sempre pesquisei as coisas top da Roland, o mais impressionante produto de guitarra que eu já vi é o velho Roland VG8, que lançou o COSM, uma pedaleira 30 anos a frente do seu tempo, ouso dizer que até hoje esse mostrengo ainda bate as pedaleiras GT e todas as outras, ainda tenho a minha VG8 original dos anos 90 até hoje, tive outras da linha VG e GR, que diversão, a Roland Ready ainda não tive mas quem sabe ?... abç!

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    1. Aliás, dois vídeos meus assassinando o jazz com uma GR30 e uma Brian Moore !

      https://www.youtube.com/watch?v=auTiJVMnUbY
      https://www.youtube.com/watch?v=VCsWRwtJvIk

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    2. Já vi que tu és expert nessa área, Mad - ótimas demos. VG8, GR30, as guitarras Brian Moore... Passei batido por tudo isso depois do trauma com a GR707. :)

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    3. hehe, acho que já deixei essa fase para trás, mas sabes como são as recaídas !....

      Paulo, aproveitando, repasso uma dica de uma ferramenta baratíssima que serve muito bem para ajustar os slots da nut, aquelas limas da stewmac são caríssimas mas eu já regulei 2 guitarras usando isso aqui em conjunto com um apalpador de folgas e ficou perfeito, serve muito bem também para apenas arrendondar os slots:

      http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-566491241-limpador-de-bicos-macarico-13-agulhas-carbografite-_JM

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    4. Pô, muito legal, Mad. As pontas funcionam como limas redondas? Tá tão barato que já comprei 2 só no embalo :)
      Eu já tenho um set de limas da Stewmac. São caras, mas perfeitas.
      Valeu o toque :)

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    5. Na verdade funciona bem até para fazer o acabamento final, mesmo que vc tenha as limas, já que essas pontas deixam o slot perfeitamente redondo, as limas nem tanto. O que não dá é para fazer uma nut a partir do zero, ou seja de um pedaço de osso, porque ia ficar muito sem jeito mas para acertar a altura de uma nut já pronta funciona perfeitamente e é uma solução barata, as limas da stewmac custam $27 cada mais o frete !

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    6. 27 dólares? Eu comprei 6 limas apenas - acho que era um set... E agora lembro - só comprei porque o Oscar tava nos EUA e trouxe pra mim. Se tivesse que pagar o custo Brasil, não faria.
      Já comprei o set de limpadores. Depois te conto. :)

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  6. E aí cara, beleza? Sou fã do blog, já li tudo! Inclusive entrei essa semana no universo das Stratos 100% inspirado pelo blog. Adquiri uma Condor Rx20s por míseros R$220,00. Pretendo seguir suas dicas e transformar a guitarrinha em uma Stratocaster viável gastando até R$600,00 ao todo. Obrigado pelas dicas, nós meros mortais que não vivemos no mundo das Custom Shop da vida apreciamos demais sua iniciativa! \m/

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  7. Parabéns pelo post.
    Eu tinha essa mesma impressão sobre captadores nacionais. Minha primeira guitarra, la nos anos 90 era nacional etc. Fiquei a impressão de que produtos nacionais não eram bacanas, e na epoca nao eram bons, mas com o tempo as coisas mudam e só fui perceber isso faz pouco tempo. Os ultimos posts, com o Seizi, o Sossego e mesmo o post do Malagoli ilustram um pouco disso.
    Agradeço a existencia desse blog para refazer certos conceitos e como sempre para banhar a gente com o conhecimento que vocês tem.


    Erick

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    1. Conhecimento que sempre deve ser dividido, Erick - por isso o blog existe :)
      Obrigado! :)

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  8. Muito bom seu comentário. Também tenho uma GC1 Sunburst. Ótima guitarra. Corpo construido em duas peças. Diferente de algumas MIM que chegam a ter mais de cinco peças coladas. Mas fiz algumas modificações na minha. Troquei os captadores pelo conjunto Everything Axe da Seymour Duncan. Troquei o nut (que é bem vagabundo) e coloquei um Tusq de teflon. troquei a ponte e o bloco e coloquei a Supervee Bladerunner. troquei as tarraxas e coloquei o conjunto Fender original com travas. Ficou outra guitarra, em timbre e em afinação. Uso ela com a GR55 e atualmente estou muito satisfeito. O som analógico dela é incrível.

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    1. O nut da minha tá numa altura tão perfeita pro meu gosto que nem me atrevo a mexer nele, Leonardo :)
      A tua declaração reforçou a minha - essas guitarras são muito bem feitas e estão acima do padrão das standards mexicanas. O mais interessante é que aqui no Brasil uma GC-1 com o GK3 embutido tá mais barata que uma standard MIM. Acho que é porque ela é importada pela Roland e não pelo representante "oficial" da Fender...Vai entender :)

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    2. Esse preço que você comprou é praticamente o que paguei pela minha lá nos EUA. U$ 800,00. Devia estar encalhada na loja.

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  9. Vou viajar logo, e pretendo trazer uma line 6 variax (James Tyler), alem de uma pod hd500. Algum de vocês teve experiência com essa guitarra? As demos me impressionaram, especialmente as afinações.

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    1. A Roland faz tudo que uma Variax faz e ainda tem o multiefeitos e o synth, além de uma excelente strato Fender "clássica".

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    2. eu experimentei essas novas Variax e achei bem melhores que as anteriores, tanto em termos de simulação quanto em termos de tocabilidade e tone de guitarra careta. Minha única crítica vai para a tecnologia dos saddles piezo que dão uma resposta "engraçada' quando se usa palm muting apoiado na ponte... De resto, essa parte de modelação parece mais apurada que a do GR-55. É bom lembrar que não é uma guitarra nada barata!

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    3. Lá fora, a guitarra com a pedaleira sai na faixa dos 1000 euros, antes de tirar os impostos lá (e adicionar os de cá). Qual é a dessa resposta com o palm muting?

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    4. Mostrando o problema:
      https://www.youtube.com/watch?v=eQEHbFc0bZs
      A aparente solução vem em forma de um novo firmware?
      https://www.youtube.com/watch?v=IJNyibwbOCc
      E ainda tem os que não sentem a diferença...rs:
      https://www.youtube.com/watch?v=d6pOgfwKNBw

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    5. Interessante esse lance do palm mute. Não cheguei a reparar em detalhes isso na GC1. Deve ser normal, pois uso palm mute pra quase tudo e não percebi nada... Mas amanhã vou ligá-la pra confirmar.

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    6. Com o captador hexafônico magnético da GC-1 isso não ocorre! O problema rola com os piezo, mas me pareceu que o Firmware novo da Variax já deu uma solucionada! Já um desses Godin ou algum outro violão equipado com piezos e sistema GK Ready, não sei como se comportam com o GR-55...

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    7. Caramba, ainda bem que o LPG existe. Mudei minha ideia de compra: gc-1 + gr-55, ftw. Rodo algumas lojas quando viajar e já trago as duas, com cabo

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    8. :). Agradeça também ao Alex Frias, Caio.

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  10. Eu adoro poder experimentar boas guitarras, com madeiras e construção interessante, hardware preciosista, captadores "boutiquentos" e cheios de onda, muitas vezes com a possibilidade de obter semelhanças com as "aquela tais" eleitas como ícones da excelência vintage. Essas sonoridades ricas e complexas desse tipo de guitarra, aliadas ao fetiche visual, sempre me mantiveram um fã incondicional.
    Porém a possibilidade de poder disparar sons de synth e/ou processar criativamente o próprio som da guitarra para conseguir uma paleta mais extensa e expressiva igualmente me atraíam. Assim, passei a perseguir essa dobradinha com muitas satisfações e frustrações ao longo do tempo... Tive, da própria Roland, um GR-500 ancestral e muito tempo depois um GR-1, que ainda tenho. No meio tempo usei uma guitarra da CASIO, tipo Strat, MG-510 disparando módulos em rack da época, que apenas oferecia uma saída normal dos captadores (Sc-Sc-Hb) e uma porta de MIDI OUT.
    Há coisa de um ano e meio adquiri um GR55 e fiquei bem feliz com ele. Não vai me fazer desistir dos trocentos pedais e guitarras que tenho, mas é o que estou pretendendo usar quando sair para as pequenas gigs de lançamento do meu CDzim solo. Monttei uma Strat Partscaster pra usar com o GK-3A e está batendo um bolão, porém vou acabar comprando uma dessas MIM GR Ready no final das contas, ainda parece melhor de se tocar!
    Mais uma vez obrigado pelo artigo, sucesso sempre pra vocês!

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    1. Alex, não me surpreendi! KKK! Já deu pra sacar que tens uma vasta experiência e conhecimento na área que o blog atua. O que eu não esperava era o - realmente ancestral - GR-500 :)
      Se passaste por tudo isso, já dá pra escrever um livro :)
      PS: preciso do teu e-mail ou contato.
      Abraço!

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    2. Na verdade é a idade que é bem avançada...rs. Mas o GR-500 caiu em minhas mãos sem a guitarra própria para ele. E assim tive que adaptar uma guitarra comum a ele. O bicho nem era polifônico como o seu sucessor o GR-300. Ele tinha uma seção monofônica e poderosa de sinthy analógico e uma outra seção composta de fuzzes, um para cada corda, que passava pelo VCF e dava uma onda bem sinthy e polifônico. Por isso ele tinha o apelido de Paraphonic Synthesizer. A única pessoa de que tenho notícia que possui um desses e COM A GUITARRA PRÓPRIA é o Marcelo Yuka, pois meu amigo e grande músico André Sachs usou-o no novo trabalho do próprio Yuka.

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    3. Nem vamos falar em idade pra não comprometer :)
      Quando tive a GR707 também estava sem o synth. Usava o de um amigo e acabei não comprando porque realmente nunca gostei do sistema.

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    4. Só a nível de curiosidade: a GS-500, a Guitar Controller do GR-500, tinha, entre outras coisas, um avô do Sustainer e do Sustainiac embutido. Ou seja o "hold" era físico, a guitarra sustentava infinitamente! Uma pena eu não ter conseguido uma na época...

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  11. Por coincidência, vi uma GC-1 em sunburst com escala rosewood essa semana, na multisom do shopping Continente na grande Florianópolis... aparentemente o preço é padrão dentro daquilo do post, na vitrine estava por R$1899,00. Nem peguei pra tocar porque o atendimento lá é péssimo... mas fica a dica pra quem tiver interesse em pegar. Fiquei surpreso por ser uma boa strato Fender abaixo do preço abusivo das Fenders mexicanas. Grande post Paulo! Abraço

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  12. Fala Paulo, Excelente post!

    Realmente, é uma bela guitarra. Ficou melhor ainda com os caps em alnico e o bloco Manara. E o preço? muito bom, né. Só não vou me coçar pra comprar porque também vou ter que comprar uma pedaleira Boss pra fazer esses sons bacanas. E o salário ó...

    Não sou preconceituoso para sons de outros instrumentos na guitarra. Como já disse o mestre Allan Holdsworth: "Pra que usar um modelador pra soar como uma strato? Se queres uma strato, vai na loja e compra".

    Eu mesmo aprecio outros sons. O problema é a mente do músico pra usar isso. Se usado pro bem, mal não tem! As vezes precisamos de uma gama de timbre em estúdio que muitas vezes não possuímos. Nesse caso uma dessas já quebra uns 4 ou 5 galhos.


    Tenho um amigo que tem uma "YouRock Guitar" e me emprestou pra uma gig da minha banda de blues. Como não temos tecladista, achei muito bacana tocar as partes do teclado com um som sugestivo. Mas como usei praticamente sons de órgão, vou esperar pra comprar um EHX B9, assim posso tocar órgão sem precisar de cabo midi.


    Abraço,
    Arthur
    heroisdas6cordas.blogspot.com.br

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  13. Eu acabei de fazer o mesmo teste com alnico x cerâmico. No caso a diferença não foi tão gritante, mas é bem perceptível sim. O cerâmico era de uma Yamaha Pacifica 112J e o Alnico de uma Tagima T-635. https://soundcloud.com/daniel-matos-27/comparacao-ceramico-x-alnico

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    1. A diferença é bem perceptível. Só um detalhe: na foto do link, colocaste 2 captadores cerâmicos, né? :)

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    2. Isso, peguei uma imagem qualquer de captadores ceramicos. kkkk. Ah, o cerâmico da yamaha só tem 1 barra grande embaixo.

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  14. Paulo,
    Depois de ler o post e antes de ver o vídeo com o James, pensei: ótima Fender para os upgrades citados mas moderna demais para o meu gosto.
    O vídeo mudou minha opinião: conjunto espetacular! Amps, efeitos diversos e outros instrumentos embutidos em uma caixa só, com essa fidelidade de som?!
    Me parece ser um conjunto indispensável para quem está na estrada, ao vivo, ensaios também.
    Continuo achando visualmente quase uma aberração o captador Roland abaixo do single bridge mas o resultado dos equipos supera isso. Usou um set Rosar nessa strato ou misturou os caps?
    Mais uma dica anotada. Parabéns por vencer essa resistência pessoal e até!

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    1. Marçal,eu nem olhava esse tipo de coisas antes. O acaso me fez topar pessoalmente com essa guitarra e daí uma coisa levou à outra. Mas, independente das facilidades modernas, é uma puta strato, com braço maravilhoso. Só tenho tocado com ela :)
      Me esqueci de falar dos caps no post, mas são chineses, de uma linha especial (Giovanni Vintage GVS1) da ARTEC, comprados via ML na guitar hard parts aqui no Brasil. O fio não tem exatamente a cor do formvar que eu conheço, mas não é polysol, com certeza. Captadores muito bem feitos e baratos. Queira testá-los e coloquei nessa guitarra. A única dúvida que restou é sobre o valor dos pots - me esqueci de checar na hora da troca e quando fui ouvir, podia jurar que são de 500k. Mas fica pra próxima vez que abrir :)

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  15. Você não é o primeiro que tem boas experiências com os chineses Artec, acho que o Alex Frias já experimentou um conjunto e gostou também. Não conhecia esse set deles.
    Abs.

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    1. Então, eu até me interessei por esses pups Giovanni, mas só os experimentei na guitarra de um conhecido, e pra dizer a verdade achei-os bem interessantes, mas a guitarra não era lá nenhuma "Brastemp"...rs. Já usei ARTEC Lipstick de Alnico no meu Dano Electric Sitar, pois não conseguia abrir o pup que veio nela para fazê-lo RWRP em relação ao outro e assim eliminar o buzz/hum quando os dois são acionados (em série no caso da Dano). Os asiáticos que experimentei com bons resultados e que tinham essa pretensão de terem características vintage por um precinho baixo foi o TONERIDER. Pena é que o modelo que comprei (City Limits) não era bem o que eu procurava na época para uma determinada guitarra, ele tem uma formulação mais pra "overwound" e tal, mas o resultado foi ótimo. Também tive um par de humbuckers deles com Alnico IV (Classic IV) e vendi uma guitarra com um deles. O outro pus numa Strat AmStd transformada em HSS, depois de trocar o magneto dele por um de Alnico II. Vai ser difícil (mas nunca impossível...rs) tirá-lo dessa guitarra, pois ficou na conta!

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    2. Esses Artec de formvar são legais - mas eles estão com uma pontinha a mais de agudos - eu tô cismado que os pots são de 500k. Tô puto da cara por ter esquecido de checar. Agora só na próxima troca de cordas :)

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  16. Eu não entendi...
    As simulações e mudanças de afinação só funcionam com o GR-55?
    Se caso, eu não usar o GR55 com a guitarra, terei apenas o som dos captadores "físicos" sem as simulações?

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    1. Sim, a GC1 é uma strato comum com o captador hexafônico Roland embutido. A GC5 tem o captador + o processador que faz as modelações (não tem sintetizador e nem multi efeitos).

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  17. Também estou comprando uma GC1. O bloco Manara que vc usou é tamanho padrão das fender americana/mexicana? Estou consultando também captadores Custon Alnico Blues da Malagoli. São captadores similares aos que você colocou na sua? Agradeço a atenção.

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    1. A ponte é padrão Fender méxico. Quando fores falar com o Manara avise - pra garantir, o ideal é enviares o bloco de zinco que vem nela pra ele.
      Os similares aos que eu comprei são os novos Malagoli 54 com fio de formvar. Mas o alnico blues e legal também.

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  18. O Alex citou os Tonerider, li uma vez no forum strat-talk (se não estou enganado) que os captadores das squier classic vibe, pelos por algum tempo foram exatamente esses. A maioria dos strateiros gostam do som dessas squiers 50´s e 60's.

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  19. Graças ao post, comprei uma GC-1 hoje... Muito bem construída e ainda mais com esse preço (paguei o mesmo valor em Curitiba). Cheguei a verificar com alguns lojistas se eles conseguiam esse preço e ficaram espantados com o mesmo.
    Obrigado por alimentar nossa GAS com artigos de qualidade!

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    1. A correia e o bag são muito legais, né? Considerando a realidade do mercado atual de preços, essa guitarra tá realmente barata. Se compararmos com uma standard mexicana (inferior), ela tá BEM barata.
      Eu acho que é um truque da Roland pra gente comprar o GR-55 :)

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    2. São muito legais mesmo, e ainda ganhei uma palheta da Boss de brinde, hehehe.
      Deve ser jogada da Roland sim, o cara da loja até insistiu para mim encomendar o GR-55 com ele.

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  20. Paulo, apenas uma correção: de acordo com a própria Roland, o corpo de alder (assim como o braço, os trastes e as tarraxas) é o mesmo utilizado nas Am Std: "It’s mostly made from American Standard Strat parts: the alder body, 22-fret neck, frets, and tuning keys are the same ones found on every US Standard. The pickups and bridge are of the vintage type found on old Strats, and now used in Mexican standard Strats (...)" http://www.rolandus.com/blog/2013/08/01/g-5-gc-1-v-guitar-strats/.

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    1. Ôps! Muito obrigado, Yyz. Não sei como essa página me passou batida... Já coloquei um adendo ao texto.

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  21. Paulo, mais informação da fonte "oficial":
    "The physical design of the guitar is similar in spec to an American Standard Stratocaster, but is assembled in Mexico. The “Synchronized Tremolo” bridge and pickups are the only parts that differ from the American Standard series (...). All guitar parts made in America, assembled in Mexico".
    http://cms.rolandus.com/assets/media/pdf/gc-1_training_guide.pdf

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    1. Tá aí então... É só trocar a ponte e os caps e temos uma American Standard por meros 1.700-1.800 reais. É a maior pechincha que já vi aqui na terra brasilis :)

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  22. É Paulo, coincidência ou não, após o post, essa guitarra sumiu das lojas on-line e os poucos anúncios já estão no valor das mexicanas std comercializadas por aqui, acima de 3100,00.

    Pelo visto quem quiser elas por um preço bom, vai ter que gastar a sola do sapato...

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    1. Ontem eu vi uma linda, sunburst, na loja da Multisom do Beira Mar (Fpólis) - 1.880 reais.

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  23. Incrível como lojas aí de Floripa sempre tem melhores preços que Campinas e São Paulo, vai entender.

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  24. Paulo, mais algumas observações sobre a GC-1: diversamente do que a Roland enfatiza, as tarraxas da GC-1 não parecem ser as mesmas da Am. Std. Pelo que pesquisei, as tarraxas das Am. Std. são (e eram em 2012) staggered heights (está na descrição do site da Fender e pode ser facilmente verificado nas fotos das Am. Std. à venda por aí), enquanto as da GC-1 não (ao que parecem, são as mesmas da Mex. Std.). Embora o braço realmente pareça ser o mesmo das Am. Std. (seja pelos comentários aqui e em outros fóruns na net, seja pelo acabamento e padrão 22 trastes), fica a dúvida em relação ao corpo: será que a informação da Roland é confiável? A GC-1 3TS (Three Tone Sunburst) tem o contorno traseiro todo em preto (tal como as Mex. Std. e diferentemente das Am. Std.). Será que seria para disfarçar um top de veener escondido ali (tal como nas Mex. Std. - algo que, definitivamente, não existe nas Am. Std.)? Ou será apenas padrão de acabamento, pois até modelos como a Deluxe LoneStar e a Roadhouse 3TS tinham o corpo pintado dessa forma.
    Curiosamente, nos States a GC-1 custa U$400,00 a mais do que uma Mex. Std. (quase o dobro!), o que pode sugerir que, de fato, há essa diferença de qualidade (ao menos em relação ao braço e corpo) que a Roland propagandeia (pois o captador GK-3 sai, avulso, por uns U$200,00 - e numa linha de produção, deve sair bem mais barato - não justificando essa diferença toda de preço).
    Abraço.

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    1. As tarraxas da GC-1 preta eu troquei pelas com lock, mas as da sunburst (sim, tô com duas :) mantive originais e até agora a afinação tá beleza. As duas têm uma pintura de PU bem fina e dá pra ver, em determinados ângulos, as emendas - isso não ocorre quando eles colocam o veneer. O Oscar tbém comprou uma sunburst e é a mesma coisa. Os corpos são no padrão daquele de uma AS que comprei na B. Hefner. As avidências ainda apontam para um corpo sem veneer :)
      Obrigado pelas informações! :)

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  25. Olá Paulo, você precisou fazer a blindagem nos receptáculos dos captadores ou o nível de ruído do corpo original é tolerável? Os captadores da malagoli de alnico possuem um nível de ruído mais aceitável que os captadores originais? não consegui identificar ruídos no vídeo que você gravou comparando o som entre os originais e os de alnico que você instalou.

    Abraços.

    Reginaldo.

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    1. Existem basicamente 3 tipos de ruído - o hum de 60 hz que é inerente ao captador single comum, só aparece a partir de certo ganho mas eu convivo muito bem com ele, o ruído captado de fontes eletromagnéticas (rede, geradores, neon, fluorescentes) - não há nada relevante aqui em casa e o ruído de ligações e/ou aterramento ruins na guitarra. A blindagem só funciona para o segundo tipo de ruído, por isso não melhora nada em 90% do tempo. Raramente faço blindagem completa dos meus instrumentos.

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  26. Olá Paulo, essa guitarra foi uma bela descoberta! Parabéns! Você saberia dizer a diferença (ferragens, acabamento, etc) entre ela e a highway one? Elas tem preços próximos...

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    1. As duas CG-1 que comprei têm corpos e braços excelentes - na minha opinião, no nível de uma American Standard. No mínimo, Am. Special. Portanto, desde que trocando a ponte e captadores, eu as colocaria nessa região de qualidade - onde as Highway 1 também se encontram.
      Paguei cerca de 1.850 reais por cada uma - onde tem uma H1 por esse preço?

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  27. Parabéns pelo blog Paulo, já é referencia nacional.

    achei o modelo cg1 aqui em Brasília, em uma loja tradicional da cidade, por incríveis 4500 reais,levei um susto, até pedi pro cara conferir o modelo,afff....mais uma guitarra que vai encalhar na loja....beira o ridículo isso.

    Abraços

    Luiz

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    1. Obrigado, Luiz.
      4.500 reais por uma GC1 ???. Putz!
      Olha, eu acho que ainda tem alguma à venda na rede Multisom. Ligue para 48-33330711 e peça para o Felipe checar no estoque. Se o preço estiver mantido, não custa mais de 1.900 reais.

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    2. Se não achar lá, ainda tem na TeclaCenter por R$2.209,90 à vista (R$2.340,00 em 12x) e no Mercado Livre, na faixa de R$2,3k.

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  28. Boa noite, gostaria de saber mais sobre "TRUE TEMPERAMENT" talvez aqui não seja o logar correto de pedir isso, mas agradeceria se prepare-se para nó uma matéria sobre esse assunto.
    Muito obrigado

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    1. Dione, adoraríamos também saber mais sobre isso, mas nem eu nem o Paulo tivemos nenhum contato direto com o sistema pra poder dar mais detalhes ou compartilhar experiência. O que sabemos é o que é de domínio público na internet. De qualquer forma obrigado pela sugestão. :-)

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  29. Fala Paulo, boa noite, tudo certo?
    Tenho algumas dúvidas stratotécnicas hehe, ja que tu tem ela e experiencia, com relacao as tarraxas dela, tenho umas grover com trava aqui, seria melhor colocá-las, ou as que vem de série nela seriam tao boas quanto?
    Dúvida 2, tenho uma ponte de southern cross aqui em outra guita, li, se nao me engano no blog de voces que a southern cross teria as ferragens superiores a linha da mexicana, logo, seria melhor do que a ponte que vem de série nela? valeria a pena a troca?
    Agradeço desde já sua atencao e guia,
    Curti de mais o blog de voces, materias com conteudo e post recheados de boas infos, parabéns e continuem com esse trabalho!
    Abraço
    Riccieri

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    1. Riccieri, assumo que vc esteja falando da Fender GC-1 certo? As tarrachas dela são as mesmas da American Std, portanto muito boas sim. Tarrachas com trava são melhores se vc usa bastante a alavanca, caso contrário não vejo nescessidade de substituir. Quanto a ponte, a parte falha das mexicanas é o bloco. Se troca-lo por um Manara de aço vai ficar ótima! :-)

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    2. Isso, exatamente Oscar, a GC1.
      Hummm, interessante, no caso entao pelo material entre a ponte da southern, saddles, ponte em si e a mexicana, nao teria tanta diferença?
      Estou pensando em logo pegar um manara, gostei da diferenca que ouvi nos audios comparativos.
      Obrigado pelas dicas

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  30. Este comentário foi removido pelo autor.

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  31. Legal, Paulo! Belo texto. Olha só... Uma amigo tem uma GC-1 2011. Ela tem um braço maravilhoso e muito sustain. Ele está com dúvidas com relação à quantidade de peças do corpo. Isso porque, olhando por trás, vê-se claramente que ela tem duas peças, mas vista pela frente não se vê emendas. Isso é normal?

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    1. Depende da habilidade dos caras na colagem e posterior lixamento das superfícies. A tinta costuma mostrar os pontos de colagem, mas nem sempre. Vale a informação da traseira - ela tem duas peças, que é o padrão das boas. :)

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  32. Boa tarde amigos, peço uma stratonsultoria de voces hehe
    Estou comprando um bloco Manara de aço pra minha gc1, de um amigo, a distancia, só que o bloco do amigo é um bloco manara comprado pra uma fender reissue 62 "para pontes vintage padrao",
    Esse bloco seria o mesmo se eu comprasse pra uma ponte da GC1? compativel sem problemas?
    Abraço, e obrigado desde já

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    1. 95% de chance de não bater com o furo para a alavanca. A ponte da GC1 é padrão mexicano, também semelhante à maioria das chinesas. A solução é tentares aumentar o furo da alavanca (da placa da GC1) - trabalhinho chato e não fica muito bonito...

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  33. Paulo, boa noite, andei pesquisando na internet e o preço da gc1 subiu muito, quase não consigo achar ela pra venda, as lojas que achei estão vendendo por 3,500 reais! No ML também esta em falta, e uma que tem la usada ta custando o mesmo valor.. Minha pergunta é se vale a pena investir esse valor nela, ou se compensa procurar uma fender MIM usada.. Nas minhas pesquisas também achei a Roland G5, tens conhecimento dela? Pelo que pude ver, ela tem uns simuladores embutidos, simula até outras afinações. Mas o que me interessa mesmo é a guitarra, madeiras, construção e etc. Será que esta vale a pena? Infelizmente o sonho de ter uma Fender boa esta cada vez mais difícil de realizar..

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    1. Com o aumento do dólar ficou complicado... Ainda não acredito que consegui comprar duas GC1 por 1900 reais cada... A segunda foi mais barata ainda: 1.780 reais!
      No momento tá ruim mesmo comprar. Mas como todo mundo tá sem dinheiro, acho que deves ficar de olho no ML ou em grupos de venda no FB - de repente aparece alguém pendurado querendo vender.

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  34. Após muita procura consegui uma dessas sunburst. Paulo foi tranquilo a troca de captadores por conta das chaves? Como os captadores são horriveis decidi pela troca e estou em duvida. Eu toco Rock e Punk Rock, Estou pensando em colocar um set SD Everything Axe por ser bem versátil, o JB Jr e o Lil 59 já são conhecidos porém nunca escutei o captador do meio, que dizem que nas posições 2-4 prometem manter um quack de strato até que aceitável. Ou talvez um set LennyTone da Malagoli... ó duvida, nunca tive uma strato, atualmente além dela tenho uma Les Paul com emg 81 85. Se puder opinar agradeço. Abraço

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    1. Se tocas Rock e Punk, as posições do meio não serão tuas preferidas :)
      Um set SD Everything Axe deixaria essa guitarra poderosa, principalmente se já estás acostumado com os EMGs, mas obviamente estará longe de uma strato clássica.
      É questão de gosto e estilo musical.

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    2. Também terias que trocar os pots, pois pelo que me lembro, são de 250k e o set da SD acho que pede pots de 500k...

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  35. Fala Paulo, bom dia.
    Tenho uma dúvida, em relacao ao funcionamento dela com a GR-55.
    Quando plugada no 13 pinos utilizando o som dos captadores pelo 13 pinos, o som pelo plug p10 funciona tranquilamente também ao mesmo tempo?

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