segunda-feira, 16 de junho de 2014

Vai mais um PAF aí? - Malagoli Custom 55

Oscar Isaka Jr




          Sonoridade... Tá aí uma palavra extremamente subjetiva e perigosa. Se descrever sons através de palavras já é complicado, como então fazê-lo para sensações e emoções? Sempre tentamos (quase sempre sem sucesso) descrever aos amigos o que sentimos, seja numa mesa de bar - ou mesmo numa conversa informal em alguma loja - quando ouvimos aquele drive cremoso, a distorção definida, aquele clean cristalino, o delay orgânico, o tremolo pulsante, o timbre magrelo e "sem vida" até o "som gordo" e transparente.

Através dos anos, lendo, testando e principalmente escutando timbres e sonoridades de captadores, guitarras, amps e tudo mais que rodeia esse nosso mundo da guitarra elétrica, toda a subjetividade se torna comum quando ouvimos a palavra "P.A.F." Quando recebi o Malagoli Custom 55, entusiasmo foi a primeira palavra que me veio à mente... Ok.... Tenho que confessar que como "escritor" desse Blog, sou um ótimo analista de sistemas :-)

 

Quando o Érico nos contatou perguntando se não queríamos testar algum modelo da Malagoli, de pronto aceitamos e achamos uma ótima idéia. Nós do LPG sempre procuramos valorizar muito nossos cientistas do timbre brazuca, que mesmo com todas as dificuldades tributárias e etc, conseguem  entregar um produto de altíssima qualidade, mas que muitas vezes não recebem o devido valor  e reconhecimento. Sabemos da importância da Malagoli no mercado nacional e sempre tivemos pedidos de vocês sobre os captadores da marca, então a oportunidade veio muito bem a calhar e depois de alguns e-mails, claro que o modelo escolhido foi o Custom 55, um dos modelos P.A.F. oferecidos pela empresa. Antes de falarmos do modelo, aproveitamos e batemos um papo com o  Érico sobre a Malagoli.

LPG - Como e quando a Malagoli começou? Sempre foi no mercado de captadores?

     A historia é interessante. Nos anos 60 havia uma banda no bairro da Pompéia, chamada The Thicks. Por falta de condições, dois dos integrantes, Carlos e José Malagoli, começaram construindo seus próprios instrumentos. Em seguida, passaram a vender guitarras aos amigos, e por fim, a produzir os próprios captadores. Com a procura por estas peças, a produção de guitarras foi desativada e os captadores se tornaram então o principal produto da empresa.
      Nos anos 70 e 80 a empresa ficou muito conhecida também pelos pedais SOUND.

LPG - Qual a visão da Malagoli sobre o mercado nacional? Como a Malagoli (troquei pelo SOUND) se encaixa nisso?


     O mercado tem se desenvolvido bastante, isso é muito importante para todos que vivem dele, desde as fabricas até os músicos. É um ciclo, quando o músico brasileiro acredita em um BOM produto nacional, ele permite ao fabricante se desenvolver, crescer e investir mais, o que significa mais opções no mercado
     Hoje nosso site, dentre os especializados na venda de captadores, é um dos principais do mundo. E isso aconteceu aqui, no Brasil. Com um produto feito por brasileiros

LPG - Como nasceu a Malagoli Custom Shop, e qual o papel desse setor na empresa?

     A divisão Custom Shop é hoje a principal da empresa, pois é onde mais fazemos pesquisas, testes e lançamentos de produtos. Dedico a maior parte de meu tempo ao laboratório onde ficam somente eu, meu computador e centenas de peças e protótipos de captadores. Todos os captadores que fabricamos são de ótima qualidade, mas os da linha Custom Shop estão um patamar acima. 100% da matéria-prima vem dos EUA, dos mesmos fornecedores das grandes marcas de pickups.
     Confiamos tanto nestes captadores, que para eles a garantia é ETERNA. Fazem também parte desta linha os captadores signature HH777 e RL Legacy

LPG - Poderia comentar sobre o Custom 55 ? Como ele nasceu, materiais empregados na construção e etc?

     Curto muito captadores Vintage. Tenho e já destruí vários. Além disso conto com alguns  importantes colaboradores. O 55 surgiu da vontade de todos em fazer um P.A.F. respeitan-do suas características, mas não montar uma simples réplica e sim criar uma releitura do modelo clássico da Gibson. Como nós, da Malagoli, faríamos um P.A.F.. Ele usa fio Plain Enamel como os originais e imã alnico 2 "Rough Cast". E tudo isso em um visual moderno, bem montado. A produção é 100% artesanal e 100% feito no Brasil!

LPG - Perspectiva para o futuro? Novos produtos? Vintage? Moderno?

     Ano que vem é um ano de comemoração, pois completaremos 50 anos de atividade. Por isso, muitos lançamentos estão programados, para todos os gostos. Um lançamento que deve ocorrer em breve é o Little 55. Um Humbucker formato single, porém com alnico e fio Plain Enamel... Ops, falei! kkkkk


Alnico "Rough Cast"
     Ao abrir a caixinha do Custom 55 encontrei o nosso set encomendado, um belo par de Humbucker Zebra. Embora padrão nesse modelo, pedi ao Érico que não parafinasse o nosso set de testes para que pudéssemos avaliar o modelo em toda a sua plenitude. Como já discutimos antes e constatamos várias vezes nos nossos testes, a parafina minimiza a microfonia e realça o ataque, mas também tira um um pouco da complexidade harmônica proporcionada pela vibração natural das bobinas. Além do fio Plain Enamel (que dispensa comentários rsrs), o Alnico 2 Rough Cast completa a fórmula do Custom 55 mostrando o cuidado da Malagoli em usar as mesmas características dos PAFs originais. O Alnico Rough cast é assim chamado devido ao método pelo qual é feito, usando moldes de areia, o que atribui a ele um aspecto rústico ao invés do metal polido e brilhoso do alnico moderno. Quando falamos de PAF, todos os detalhes contam!!


     A guitarra teste foi a mesma que usamos nos outros posts sobre PAF do Blog (Parte 1 e Parte 2) - minha "R9" 2003 de guerra. Durante a instalação já aproveitei e medi a resistência das bobinas (ambos vieram com "4 fios" e notei uma assimetria de quase 1k entre as bobinas. Bobinas assimétricas é uma característica bastante conhecida (eu diria até padrão) dos PAFs, mas normalmente é menor que isso, com cerca de 0.3k nos demais modelos que testamos aqui. No total, cerca de 7,7k em cada um deles sendo ambos os modelos idênticos na resistência, diferindo apenas no espaçamento dos polos pois o da ponte tem 52mm ( F-Spaced, Trembucker, etc etc etc).

Ok, guitarra afinada, regulagem de altura feita e plugada no Deluxe Reverb Reissue, toquei as primeiras notas... Um PAF tem que ser ao mesmo tempo macio no ataque sem perder a definição com a nota abrindo harmoniosamente após a palhetada, o famosos "bloom", com sustentação e precisão nos graves e dose certa de agudos. Fácil né? rsrs. Pois vou dizer que o Custom 55 tem sim um bom pedaço de todas essas características. De cara é possível notar a característica da combinação do fio PE com o Alnico 2 com bobinamento manual sem muita pressão, gerando um ataque macio mas definido com o decaimento das notas de maneira muito bonita com bastante dinâmica.
O ataque é mais suave nos médios, com uma boa definição de agudos (olha a assimetria aí) e o grave cresce depois. Botei mais volume no amp até quase saturar o Deluxe e ele segurou numa boa somente acentuando as características que já mencionei e talvez apresentando um leve excesso de agudos que deu pra limar com o tone numa boa.
Mesmo com bastante volume não tive nenhum tipo de microfonia e até com drives leves e médios o Custom 55 mostrou um timbre muito bom e consistente. O captador da ponte tem um twang quase de tele enquanto que no braço é onde a magia realmente acontece e o PAF abre com tudo o que já sabemos.


         Pra mencionar algo,  talvez senti falta de um pouco mais de foco nos médios e percebi um leve excesso de agudos (mas lembrem-se que os do teste estão sem a capa metálica e sem parafina, duas características que soltam mais os agudos). Notei um pouco menos do timbre Double-Tone saxofônico mais presente em alguns outros modelos, mas no geral ele atende muito bem os requisitos de um bom PAF. Abaixo, gravei duas bites tentando replicar os riffs dos outros posts pra vocês terem uma referência. Não estão com as exatas settings, mas da pra ver e ouvir que o Custom 55 não deve nada aos outros modelos.



Conclusão, fiquei extremamente feliz e honrado de poder dizer que o Custom 55, feito aqui no Brasil,  tem sonoridade e personalidade de gente grande, com as qualidades que esperamos de um bom  catador PAF-like. Ainda quero testá-lo na minha SG, e numa Semi-acústica (acho que vai brilhar aqui), mas o Érico imprimiu sua sonoridade sem comprometer as boas qualidades que fazem a sonoridade do PAF talvez a mais misterioso e complexa do mundo elétrico das 6 cordas.

Com isso tudo, o Custom 55 é um forte candidato ao nosso selo de Ouro LPG! Vamos apenas aguardar mais alguns testes e opiniões pra confirmar.

Obrigado ao Érico e que ele continue a nos brindar com ótimos modelos.

Contato:
Malagoli Captadores


 

Edit: O Alex Frias também tem um Custom 55 instalado em sua Cort Source e gravou um sample demonstrando. O modelo que ele pediu tem a capinha de Nickel e uma leve parafinação. Veja:



EDIT: O Érico estava tentando publicar um comentário também, mas por algum motivo não estava conseguindo, então estou transcrevendo a vocês:

"Olá Amigos. Parabéns pelo Blog e pela matéria, ficou muito show!!! Nosso mercado precisa de ações informativas como essas do LPG, para ajudar o público na escolha! Isso é muito importante, um belo trabalho! Valeu pela ajuda! Abração! Érico Malagoli."

Nós que agradecemos Érico! :-)

81 comentários:

  1. Aprovadissimo! Já tive alguns caps da sound, alguns da malagoli. Nunca fiquei decepcionado! Fora isso, o Érico é sempre disposto a tirar qualquer duvidas: sabe fabricar e desenvolver, mas também sabe vender muito bem. Tomara que a parceria renda mais frutos. Sugestão: custom Dallas vs Texas specials.

    ResponderExcluir
  2. Parabéns pela iniciativa, devemos mostrar oque tem de bom no Brasil ao contrario de pagarmos uma fortuna nos produtos que são estrangeiros e taxados, MALAGOLI e SERGIO ROSAR tem muita tradição e são apaixonados pelo que fazem parabéns as esses dois Guerreiros Brasileiros que nos presenteiam com produtos de excelente qualidade e custo excelente.

    Paulo / Oscar Continuem assim perfeito abrs Amigos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Maik e concordo com você. Que ambos conitnuem a nos prestigiar com modelos excelentes como esse.

      Excluir
  3. O terceiro timbre limpo é incrível!

    ResponderExcluir
  4. Eu estou fazendo uma Les Paul e continuo usando os caps da Malagoli. Até Julho poderei ouvir o resultado com os caps Custom 57 com cover dourado. Numa outra linha, com mais ganho, gosto bastante do HH777. Vocês do blog e o Érico são bastante respeitados. Poderia surgir uma boa parceria para desenvolvimento de produtos.

    ResponderExcluir
  5. Olá, Oscar / Paulo.
    Utilizo os captadores Custom 57 e 57 Plus Malagoli e praticamente não percebo diferença, quando os comparo aos Gibson que muito já usei.
    Confesso que minha experiência com a marca se deu porque comecei achar muito caros os Seymour Duncan e DiMarzio... E logo no meu primeiro pedido tive essa surpresa muito positiva: no ouvido e no bolso.
    Recomendo os produtos Custom Shop Malagoli.
    A opinião de vocês é muito importante para quem acompanha o Blog e, no caso de quem já usa alguns dos produtos testados por vocês, significa muito um parecer positivo.
    Obrigado pelo post.
    O trabalho de vocês é excelente!

    ResponderExcluir
  6. Excelente post Oscar... Parabéns pelo conteúdo!!

    ResponderExcluir
  7. Valeu LPG, estou de olho nestes custom 55 ó não encontrava vídeos ou áudios, agora já sanei minha curiosidade, sou cliente da Malagoli tenho duas guitarras equipadas com caps custo e agora pretendo ir pra terceira com os custom 55.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se for uma LesPaul cairá como uma luva Tarcisio! :-)

      Excluir
  8. Uso e recomendo os Malagoli, atualmente estou usando o 600T na ponte e o Custom 59 no braço da minha les paul, e faz uma diferença muito grande, o erico como todo mundo falou entende do assunto e faz captadores de igual p igual com os Seymour, Dimarzio, Gibson e Fender.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo Laerte. Hoje posso afirmar que temos nacionais que competem de igual pra igual com os grandes gringos.

      Excluir
  9. Parabéns pelo post e por mostrar que temos produtos de qualidade aqui no brasil! Sou cliente Malagoli, minhas duas guitarras tem captadores deles, recomendo a todos! Vocês ajudam muito com este tipo de post, confesso que não encontrei muitos vídeos demonstrando a sonoridade dos captadores Malagoli. Comprei um pouco desconfiado, mas vi que os produtos são sensacionais e continuo cliente deles!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Igor. Temos muita coisa boa aqui, Sergio Rosar, Malagoli, Pedrone, Alien, são apenas alguns! Basta a galera dar um pouco de credibilidade e experimentar mesmo ! :-)

      Excluir
    2. É isso mesmo! A galera precisa ajudar a divulgar essas marcas brazucas, que são realmente de qualidade. Eu descobri elas na busca por produtos bons com um preço justo, já que as marcas gringas famosas não tem preços tão acessíveis. Todas as que eu pude experimentar e gostei, eu indico e divulgo sempre que possível!

      Excluir
  10. Tenho dois Custom 57 na minha Les Paul. O timbre é impressionante: claro, encorpado, com definição e clareza fantásticos. Um produto de extrema qualidade. Recomendo.

    ResponderExcluir
  11. Olá Jr.
    Até percebi um pouco dos agudos a mais que você citou no clean neck, mas acho que com boa equalização isso é minimizado. É mais uma opção nacional com qualidade similar aos produtos gringos de renome.

    Marçal.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marçal, isso é verdade e também depende muito da guitarra. Acredito que isso pode ser benéfico especialmente para LesPauls de madeira mais grave com as vezes vemos por ai. Nem todas tem agudos mais abertos e precisam e um empurrãozinho.

      Excluir
  12. Ainda sou relutante a comprar captadores nacionais principalmente pelo fator custo. É praticamente o mesmo de um Seymour ou DiMarzio comprados fora do país. Acabo preferindo pedir para alguém que viaje comprar para mim em vez de pagar o mesmo preço pelos nacionais. Vou pesquisar saber mais sobre a qualidade dos produtos do Sergio Rosar e da Malagoli para ver se consigo eliminar este preconceito.
    Forte abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Renato, acho que todos nós temos um pouco desse preconceito. Sempre desconfiamos primeiro e o fabricante nacional, além de ter que vencer a burocracia e dificuldade de encontrar os insumos corretos e etc, tem que nos convencer a experimentar o seu produto. Pagar pra ver mesmo! :-) Aqui no Blog não temo afiliação comercial com ninguém, ou seja não recebemos nada de ninguém pelo que fazemos/publicamos, mas sempre damos crédito ao nosso produto nacional que assim merece. :-)

      Excluir
  13. Isso é importante, Oscar. Eu considero você e o Paulo verdadeiros experts em guitarras. Se vocês não tem parceria ou vínculo comercial com nenhuma empresa, a confiabilidade das informações é ainda maior. A propósito, a ausência desta filiação hoje é bastante raro!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É Renato, por isso que pra mim o Japonês Torao perdeu meu ibope. No início era bastante confiável mas logo percebi algumas discrepâncias aqui e ali, elogiava demais certos produtos que nem tão bons eram. Fuçando aqui e ali, percebe-se algumas parceirias com fundo econômico envolvido. Triste não?

      Detalhe, o cara é médico cirurgião... não sei porquê haveria de aceitar $$$ pra elogiar, mas acontece. Claro que, eu JAMAIS vou ter certeza absoluta pois não durmo debaixo da cama dele, mas ao meu ver, sim, ele recebe o tal cachê.

      Excluir
    2. Sempre achei os reviews do Torao bastante fracos, principalmente pelo motivo dele ter um fraco embasamento técnico para falar de produtos eletrônicos (pedais e fontes no caso) e também de guitarras.
      Gosto deste blog pelo altíssimo nível técnico dos autores :)

      Excluir
    3. Sempre acho fraco o timbre do Torao, não sei. Simplesmente nunca me convenceu. Agora esse Blog aqui é um filé, gente apaixonada pelo que faz e com ouvido!

      Excluir
  14. Perguntas diretas e "básicas", mas importantes creio eu.

    1- Dá pra comparar com Seymour e Dimarzio pelo visto, mas tem como apontar algum modelo específico, com a mesma "linha" de timbre? (Pearly Gates?)

    2- Você tiraria o set de caps originais da sua Gibson (por exemplo) para colocar esse par da Malagoli? (permanentemente)

    3- Supondo que você entrou em uma loja para comprar um set pra sua Les Paul, e praticamente todos estão na mesma faixa de preço, deixarias de comprar um Seymour Duncan pra levar esse Malagoli? (sem analisar o peso das marcas)

    4- Cite (se possível) 2 captadores famosos, um melhor que o Custom 55 e outro pior. (Tudo bem, "melhor" e "pior" é relativo a gosto pessoal, é um tema abrangente demais e etc... mas acho que deu pra compreender a intenção de pergunta).

    Se alguma questão ficou confusa, vaga ou irrespondível, posso delimitar melhor caso precise. Ou simplesmente deixe de lado aquilo que não der pra responder ok?

    ABÇs

    ResponderExcluir
    Respostas



    1. Oscar Jr.23 de junho de 2014 05:05

      Oi Bruno, As perguntas que você postou são um tanto "dependentes" de gosto e outras particularidades, mas vou tentar responde-las da melhor maneira possível Ok?

      1- Acho que da linha da Seymour(que eu conheço) o que mais se compara com o timbre é o Seth Lover. Noto o mesmo tipo de ataque "solto" devido a não parafinação e aquela leve maciez no timbre como um todo. A diferença é que no Custom 55 há um pouco mais de estalo e detalhe de agudos devido a Assimetria das bobinas do mesmo. O Seth Lover tem bobinas simétricas o que cancela perfeitamente as fases e remove o ruído, mas leva junto também alguns harmonicos altos. O mesmo acontece com o Gibson 57 Classic. Melhor ou pior aqui é questão de gosto, se vc precisa de som mais estaladinho e com mais agudos por gosto ou para uma guitarra um pouco mais grave o 55 se sairá melhor, mas se vc curte/precisa som mais macios e aveludados de novo por gosto ou por que tem uma guitarra mais aguda o Seth Lover se sairá muito bem mas ambos tem no DNA bons timbres e complexidade harmonica. Captadores "baratos" ou ruins mesmo tem um timbre linear, que responde ao ataque e só, soando secos e unidimensionais. Quando algo "diferente" está rolando, ouve-se mais que isso, o ataque é precedido de outros harmônicos e sons que vão enchendo o timbre total. No terrível mundo de descrição de timbres, chamamos isso de "BLOOM" pois é como a nota abri-se depois de atacada e responde diferente para cada intensidade de palhetada (dinâmica).

      O Pearly Gates , embora seja da familia PAF, é um pouco diferente pois foi concebido para uso com drives. Tem saturação completa de parafina e uma bobinagem mais "apertada" o que confere um ataque mais firme e médios mais concisos o que é perfeito para um pouco mais ganho (como o Sr Gibbons usa), mas compromete um pouco o BLOOM e esse efeito de timbre mutante que vemos nos caps como o Seth e o 55, que tem bobinagem um pouco mais frouxa e não tem parafina. De novo, vai do que vc deseja .

      2 - Não teria nenhum problema em utilizar os Malagoli no lugar de qualquer captador Gibson, até por que não tem captador Gibson na linha atual que tenha esse tipo de DNA sonoro. O 57 Classic é o mais próximo, mas as bobinas simétricas e a parafinação completa, embora o deixem SUPER VERSÁTEIS para uso com bastante ganho, comprometem a dinâmica e o clean podendo soar abafados dependendo da guitarra. De novo varia com o tipo de sonoridade que vc quer e também da guitarra com que está trabalhando. Já usei os Sergio Rosar Mojo durante muito tempo numa das minhas Gibson LesPaul. Arrisco ir mais longe, da linha Seymour, DiMarzio e Gibson normais de produção, não tem nenhum modelo com as característica do Sergio Rosar Mojo ou do Malagoli Custom 55. Tem parecido, mas não igual e por isso digfo novamente que é questão de opção de sonoridade e não qualidade de captador.

      3- Acho que respondi essa no item anterior. Novamente tudo depende do tipo de som que eu busco, mas eu escolheria o Custom 55 sobre qualquer outro (inclusive o Mojo nesse caso) se eu estivesse buscando um captador para uma guitarra tipo Semi-Acustica / Acustica. Quando imagino a sonoridade dessas guitarras, o Custom 55 viria a cabeça em primeiro lugar. O Gibson 57 Classic provavelmente em segundo com o Seth Lover em terceiro pois depende bastante da Guitarra para soar como eu gosto.

      4- Novamente acho que já respondi essa questão, e depende do propósito. Por exemplo no quesito PAF numa LesPaul, para o MEU GOSTO, eu citaria o Jim Rolph Pretender 58 como melhores e os Bare Knuckle Stormy mondays como piores.

      Espero ter respondido seus questionamentos de maneira satisfatória Bruno. Lembrando que isso são opiniões exclusivamente pessoais minhas e não quer dizer que sejam verdades absolutas e nem consideradas como tal. Falar se captador A ou B é melhor ou pior é muito relativo ao objetivo que se busca associado a gosto pessoal e equipamento (Guitarra/Amp/Pedais). Ainda bem que temos bastante variedade de escolha. :-)

      Um abraço!

      Excluir
    2. Respondido 100%, e muito bem destrinchado por sinal. Valeu Oscar Jr.

      Excluir
  15. Show de bola. Muito bom ver mais um produto nacional de qualidade. Eu mesmo tenho procurado ao máximo usar produtos nacionais nos meus equipamentos. Tenho 7 pedais no board, 5 deles são nacionais, e o amp também é nacional. Estou agora planejando encomendar uma guitarra tipo Les Paul com um luthier do RS, e de certeza os captadores serão nacionais. Agora, Oscar, você com esse post me botou uma bela dúvida. Eu tinha decidido por um par do Sergio Rosar Mojo, mas aí veio esse Custom 55... Será que ficaria uma combinação legal colocar um destes (custom 55) no braço e um Mojo na ponte? Pelo que você falou, este da Malagoli soa um pouco mais agudo; isso se confirma também em comparação com o Mojo?

    Abraço! Parabéns pelo material do blog. Excelente fonte de consulta! Passo por aqui várias vezes por semana, e mesmo quando não tem post novo, fico viajando nos anteriores... hehehe

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho que sim Adclelmo. Apesar de ambos terem boas características de PAF, o Mojo é um pouco mais versátil e estável para uso com drives. O Custom 55 é otimo pra drives mais leves, mas com um pouco mais de ganho já começa a embolar um pouco. :-)

      Excluir
  16. Eu acho essa combinação bem interessante, viu? Andei pensando nisso também!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. As combinações são infinitas Alex!! Tanta variedade de captadores ótimos fazem a gte até se perder no som que buscamos. Eu mesmo, me pego comprando e trocando captadores só pra ver o que vai dar.. rsrsrs!! :-)

      Excluir
  17. Caras, fico impressionado com o comprometimento e a seriedade com as matérias tratadas aqui no LPG, coisa de revista especializada, muito bom mesmo e tudo de graça.
    Empresas nacionais e sem vínculos dando a cara ao tapa aqui, mostra a idoneidade.
    Parabéns e gostaria de sugerir alguma coisa sobre os caps da Santo Angelo que estão entrando também no mercado nacional a preços muito acessíveis e com pouca informação sobre eles.
    No mais é isso e parabéns pelo blog.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Hugo. A gente sempre avisa os fabricantes que vamos falar a "real" - e a maioria topa :). Via de regra, eles que entram em contato e no caso da Santo Ângelo, acredito que os caps são feitos na china e "selados" aqui.

      Excluir
    2. Obrigado Hugo mais uma vez! Na medida do possível sempre vamos procurar fazer esse tipo de post. :-) Volte sempre!

      Excluir
  18. Muito bom ver os produtos nacionais com alto nivel. Tenho malagoli Custom Alnico Blues no braço e um Hot Blade na ponte da minha chinezinha SX. excelente som.

    Dica de teste: Custom Dallas (ou Alnico Blues) x Texas Special.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sugeri o mesmo! Acho muito válido!

      Excluir
    2. Obrigado Raphael e Caio! :-)

      Excluir
    3. Sou muito curioso pra ver uma avaliação aqui do blog dos single coils da Malagoli. Gosto bastante daqui :)

      Excluir
    4. Eu também! Queria ver, o pessoal do blog é bastante "sergio rosar" , tanto que sendo uma matéria sobre os Malagolis, enfiaram "Sergio Rosar" em quase todas respostas, mas espero que saia algo a mais sobre os Malagolis, pois merecem.

      Excluir
    5. Leo, o blog não é Sergio Rosar rs, só acontece que somos (tanto eu como o Paulo) acabamos por ter mais contato com o Sérgio onde ele nos pede algumas opiniões e etc. Essa é a única razão. Aliás já conversei com o Érico e esta nos planos fazermos posts dos Singles de Strato e Tele.

      Excluir
  19. Olá Paulo e Oscar.
    Tenho uma Hurricane Les Paul japa, 86.
    Estão com 2 GFS Vintage 59. Estou achando o timbre um tanto apagado (bem muddy no braço).

    Me pintou um par de Gibson Classic 57. O que diriam entre eles e os Custom 55?
    E até mesmo em comparação com os GFS? Vale a pena?

    Obrigado! Adoro o Blog, perco horas do meu dia lendo as matérias! haha!
    Abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Ziggy. Não conheço o GFS, mas tudo depende do seu objetivo. Se vc quer versatilidade o Classic 57 é mais estável em drives e etc. Se vc vai usar pra Cleans e Blues com low drive o Custom 55 é uma ótima pedida. Da uma lida no comentário que eu fiz acima em resposta as perguntas do Bruno! :-)

      Abraço

      Excluir
    2. Fala Oscar!!!
      Cara, eu toco blues e toco rock and roll (nada pesado, vou de Paul Kossoff à Ace Frehley ou Billy Gibbons, falando de Les Paul).
      Toco na banda Made In Brazil, gosto de um drive definido com médios cortantes (só uso ampli de um canal saturado por exemplo, EL34 no power.. ), mas quando toco clean ou low drive, gosto de um timbre de Les Paul mais estalado e brilhante (e é principalmente isso que sinto falta no GFS, se é que é o captador)

      O que está me tirando o sono, é que além de ter que escolher pelo timbre, os Gibson sairão o mesmo preço que os Custom 55. E isso me faz pender mais pro Gibson....

      Excluir
    3. Ziggy, experimenta então... Se não for o que vc espera, vc pode sempre ligar pro Erico e encomendar os Custom 55! :-)

      Excluir
    4. É, vamos ver o que rola.
      Em tempo, se quiserem os GFS emprestados para mais um teste do blog, ficarei honrado em cedê-los. ;)

      Excluir
    5. Ziggy, vou dar o meu pitaco.
      O som que você toca é bem na veia que eu toco, some aí uns Led e uns Cream (rs...) e te digo que o par de Mojo é bem na linha do que você precisa, ainda mais se quer o estalado típico no braço. Aos meus ouvidos o Malagoli 55 é bem bom mas para drives mais leves/médio crunch...

      Excluir
    6. Obrigado, Fabrício.
      Onde consigo os Mojo, e qual a faixa de preço deles?

      Não estou podendo gastar muito, e como o Classic 57 é de um amigo, ele vai me facilitar.
      Aliás, já até combinei com ele há pouco de instalar e testar, se não gostar, devolvo.

      Excluir
    7. Acabei de encontrar. O preço do Mojo é bacana também, e ouvi uma demo dele no braço, adorei. Valeu a dica.
      Só não gostei que só tem preto. Quero manter o visual com as capinhas metálicas. :(

      Excluir
    8. Procure no meu canal no You Tube, tem uns vídeos com Mojo lá...
      Hum, a capinha metálica tem que ver com o Oscar, ela não é padrão, mas consegue-se colocar porque eu tinha o Mojo numa ESP LTD e ficou animal!

      Excluir
  20. Olá Oscar, ótimo post!

    Comprei um epiphone dot que veio com um bustbucker 3 no braço que pretendo mudar para a ponte.

    Estou a procura de um humbucker PAF para o braço com personalidade, não precisa ser versátil, para um leve crunch e clean (blues e jazz). Olhei alguns de boutique, mas por uma questão de custo estou entre o seth lover e o bustbucker 1.

    Vi na resposta ao Bruno sua recomendação do Malagoli Custom 55 para semi-acústica e fiquei interessado.

    Você teria algum comentário ou indicação? Também acho que a magia acontece na posição do braço.

    Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Gilberto.
      O Custom 55 é quase um meio termo do BB1 e o Seth Lover. Enquanto o BB1 é um captador mais Rocker, mais seco e com mais ataque "direto ao ponto", o Seth Lover esbanja maciez e detalhe no timbre aveludado e bonito com muita dinâmica. É difícil até comparar ambos, pois depende bem da sua aplicação, mas se vc quer personalidade eu diria que o Seth é mais único no seu DNA.

      O Custom 55 é mais parecido com o Seth Lover no quesito complexidade sonora, mas tem os graves mais secos e o ataque e agudo um pouco mais pronunciado por causa das bobinas assimétricas. Isso confere a ele uma sonoridade toda diferente do Seth tabém e por isso falei que ele soa matador em Semi Acusticas, que são guitarras mais graves e com menos ataque por natureza. No post vc pode ouvir a gravação do Alex Frias com eles instalados numa Cort Source que é bem parecida com a sua Epi Dot com ótimos resultados! :-)

      Excluir
    2. Obrigado Oscar.

      Muito interessante sua análise. O Custom 55 pode ser uma boa opção para compensar o som mais fechado da semi acústica, principalmente na posição do braço, realmente em alguns momentos faz falta um pouco mais de agudo.

      Essas comparações são complicadas, acredito que todos soariam bem com suas características, o difícil é decidir, hehe...

      Outro que me interessou foi o mojo 13.

      Excluir
    3. O Mojo é mais versátil que o Custom 55 Gilberto. Nos drives se comporta um pouco melhor embora nos cleans soe menos complexo na minha opinião. Questão de gosto novamente! :-)

      Excluir
    4. Isso mesmo, maior complexidade sonora no clean que deve ficar bacana também com aquele leve crunch nas dinâmicas mais fortes.

      Vou seguir sua dica e pegar o Custon 55 braço e o BB3 vai para a ponte para dar conta de um crunch mais parrudinho de vez em quando.

      Oscar, mais uma vez obrigado!

      Um abraço!

      Excluir
  21. Oscar e Paulo,

    Não sei se vocês conhecem, mas olha o GAS chegando denovo: http://www.doylecoils.com

    Achei banana!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Já vimos Arthur. Há tantos PAF clones especialmente no mercado americano que fica difícil saber de todos. O incrível é que cada um deles tem um "diferencial" pra dizer que é melhor que qualquer coisa. Esse especialmente é meio estranho por dizer ter recebido feedback do próprio LesPaul, que nunca gostou/usou de humbuckers. Les usava P-90s desde sempre e depois passou a usar os captadores de baixa impedância na sua LesPaul recording até o final de sua vida. Bom enfim... vai que ne? :-D

      Abraço

      Excluir
  22. Oscar e Paulo, parabéns pelo blog....sou leitor assíduo. Nessa faixa de mil reais das "Les Paul", a Ibanez oferece de entrada a ART100, com corpo e braço (colado) em mogno e ferragens Gibraltar. Acha uma boa opção para upgrade com os captadores nacionais citados? A Ibanez mantem um padrão descente nas madeiras em relação aos modelos superiores?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Gustavo. Não conheço essa guitarra. Desculpe.

      Excluir
    2. Eu também nunca toquei com uma, mas já vi (numa loja) uma ART - bem feita. Ibanez é Ibanez. Qualidade mesmo nas mais baratas.

      Excluir
    3. Muito obrigado pelo retorno. Seguem, a título de curiosidade, as características gerais:

      Guitarra LP Ibanez ART 100

      - Cor: Gold Top
      - Madeira do corpo: Mogno com Top em Maple
      - Tipo da construção: Braço colado (Set-In)
      - Braço: ART em Mogno
      - Ponte: Gibraltar III com Quik Change III tailpiece
      - Captação: ACH1-S (braço) + ACH2-S (ponte)
      - Tamanho da escala: 24,75”
      - Trastes: 22

      Excluir
    4. Eu já vi essa guitarra nas lojas, mas nunca toquei com ela. Realmente muito bonita e as especs são legais. :-)

      Excluir
  23. Oscar Jr,
    Parabéns pela matéria, mt legal. Eu achei o som perfeito, digno de um verdadeiro PAF. Acredito que com o passar dos anos e a perda de magnetismo do Alnico, o som chega a maturação ideal e perde um pouquinho dos agudos. Será que uma leve parafinada simula esse processo?
    Parabéns, grande abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Moises. A pontinha de agudos acredito que se resolva com a capinha metálica. A parafina também contribui, mas a parte "ruim" é que tira um pouco da clareza dos médios também.

      Excluir
    2. A perda de força do alnico com o passar dos anos é irrelevante e uma lenda. Bem menos de 1% por década.

      Excluir
  24. Boa noite Oscar.

    Descobri o blog (ótimo trabalho!) fazendo uma pesquisa sobre captadores nacionais, o que leva à minha pergunta. Possuo uma semi-acústica Ibanez que atualmente possui um Gibson 490R (PAF com médios mais acentuados) no braço e um DiMarzio 36th na ponte. Pretendo trocar o 36th por outro pickup pois quero fazer uma ligação que necessita de 4 condutores (fora de fase + push pulls p/ splitar os humbuckers). Considerando o seu teste do DiMarzio você diria que o Custom 55 está na mesma vibe e acima de tudo: ele segura a onda quando comparado com os importados?(minha experiência com captadores nacionais é zero) Procuro principalmente dinâmica e clareza nos agudos ao fechar o pot de volume.

    Agradeço qualquer indicação! Continue com o ótimo trabalho no blog!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Thomas. Pelo que eu pude testar, o 36th é mais forte que o Custom 55 especialmente na ponte. Notei um médio e graves mais proeminentes do 36th de ponte que testei no post de comparação de PAFs de ponte. O Custom 55 é mais "vintage PAF" eu acho, e acho sim que ele segura bem a onda com os importados sem dúvidas, mas acho que no seu caso ele vai soar bastante mais fraco na ponte se comparado ao 490R no braço. O 490R e BEM mais forte do que vc vai ouvir no Custom 55. :-)

      Excluir
  25. Obrigado pela resposta Oscar. É interessante o que você falou sobre o 490R ser mais forte que o 55, porque pelo que vi a saída deste último é mais alta.

    ResponderExcluir
  26. Coloquei um Custom 55 ponte e um Fat Boy (P90) braço na minha Ibanez Semi-acústica. Ainda estou na fase de testes, mas até agora estou bem satisfeito.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa Túlio. Depois nos conte sua opinião final.
      Aproveitando, estou mexendo com o Érico numa versão para o P-Blade .. Acho que logo deve sair, mas ja adianto que pra quem gosta de P90 vai ser um prato cheio. :-)

      Excluir
  27. Bom dia Paulo e Jr, tudo bem com vcs?

    Esse fim de ano vou botar em prática meu projeto de telecaster, finalmente. Iria montar do zero, mas decidi partir de uma vintage V62, pelo custoxbeneficio final do projeto.

    Vou alterar captadores e elétrica dela. Meu plano é ir de vintage hot t na ponte e esse humbucker malagoli Custom 55 no braço. Penso em ir de pots 500k e capacitor pio .047.

    Gostaria que se possível, dessem um avaliada no projeto, comentando os detalhes e combinações, à luz de vosso conhecimento.

    Desde já, agradeço a colaboração! Forte abraço e boas festas!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vai ficar show Julio!! Depois nos conte o resultado! :-)

      Excluir
  28. PS: vou me aventurar em remodelar o headstock tbm! Afinal, sofro um pouco de TOC...

    ResponderExcluir
  29. Um dos objetivos do blog é mostrar que esse tipo de iniciativa é viável e geralmente divertida, Júlio. A ideia parece bem legal e a configuração idem. Boa sorte! :)

    ResponderExcluir
  30. Obrigado pessoal! Construí a ideia após vasta pesquisa no acervo do blog, com os itens que se encaixam no meu gosto musical. O acervo de vcs está cada vez mais completo, parabéns, e vida longa ao blog! Abraços.

    ResponderExcluir

Antes de perguntar, faça uma pesquisa no campo "Pesquisar nesse blog".