domingo, 19 de maio de 2013

Ponte de Telecaster: entrando nos detalhes (parte 2)

Oscar Isaka Jr.



          Continuando a saga das variações de timbre causadas por pontes e etc, talvez o post de hoje continue explicando porque esse componente representa a maior variação tonal entre todos.
O foco agora é ponte Telecaster, a mãe de todas as guitarras sólidas, criada no início dos anos 50 por Leo Fender. Um dos meus passatempos preferidos tem sido a pesquisa de timbres da Fender. Strato e Tele têm tomado muito das minhas pesquisas sobre como e de onde os timbres clássicos são gerados. A Telecaster é incrivelmente versátil e pode gerar uma infinidade de timbres diferentes com as mais diversas aplicações que vão literalmente do Country ao Metal.

A simplicidade da Tele talvez seja também sua maior complexidade. De onde vem o Twang Clássico? Quais as variáveis? Madeiras do corpo e braço? Captadores? Tarraxas? Ponte? A resposta é.... TODAS AS ANTERIORES, mas hoje vamos nos ater somente à importância da ponte nessa confusão toda.

Senta que lá vem a história.....

          Fazia muito tempo que eu brigava com a minha Tele. Desde que ouvi a Fender Telecaster 1968 do meu amigo Paulo May eu achava que a minha era estranha e não chegava nem perto do som que eu considerava ideal. Cheguei a dizer pro Paulo que ele nunca ia gostar de uma tele de Alder, pois não tinha nem de perto o timbre das Teles que ele estava montando.

Essa em questão é uma Tele Mexicana ano 99 onde foram feitos os chanfros de corpo e apoio de braço de Strato e toda repintada em azul metálico, uma das características das teles nos anos 60. Quando a comprei, era tudo o que eu queria, pois as quinas da tele me incomodam e esse azul era uma das minhas cores preferidas. Ela tinha um par de Seymour Quarter Pounder para Tele que, pensei, troco e pronto!

A realidade não foi bem assim. Experimentei de tudo nessa guitarra e ela só falava legal com humbuckers Dual Blade na ponte. Testei os dois do Sérgio Rosar, True Vintage e Vintage Hot, dois Seymour Duncan sendo um Antiquity 55 e um Vintage for Broadcaster, Fender Texas Specials e nada do twang aparecer.

Depois de muita pesquisa, essa semana achei um artigo do mestre Bill Lawrence (foto abaixo) que falava sobre os materiais das pontes de Tele e diferenciava-os em ferrosos e não ferrosos. Os ferrosos (onde o imã gruda) interferem diretamente no campo magnético do captador de ponte, alterando a indutância, aumentando a capacitância (mais metal) e portanto influindo diretamente no som do mesmo.

Bill Lawrence

Juro que pensei Será? Vai ver é o mesmo efeito "sutil" das pontes de Strato com e sem bloco etc. Muda mas não drasticamente.

Pesquisando um pouco mais me deparei com o seguinte parágrafo do nosso querido Seymour W. Duncan (tradução livre):
Seymour Duncan

"Uma ponte ferrosa provoca a expansão do campo magnético dos single coils, gerando uma sonoridade única, clássica. Numa ponte não magnética, sem ferro, (latão/brass) não há expansão do campo magnético, deixando o captador com um som mais claro/agudo, limpo. Com captadores dual blade, uma ponte ferrosa não vai funcionar bem porque a placa atrai os dois campos magnéticos opostos (característica dos captadores humbuckers/dual blades) e essa combinação interfere com a qualidade e eficiência do captador. Captadores desse tipo funcionam melhor em pontes não magnéticas (aço não magnético ou latão). 
Eu não gosto de ponte de latão/brass porque ela modifica o timbre do single coil. 
Para uma sonoridade tradicional de Telecaster, certifique-se que a ponte seja ferrosa (atraia imãs)".

Ok, dois mestres argumentando... Eu tive que pagar pra ver...

Fiz o teste na minha Gotoh Modern Tele Bridge (foto à esq.) com 6 saddles/carrinhos e o imã não grudou na placa/plate, mas grudava nos saddles. Conclusão, material não ferroso no plate e saddles de aço. No seu artigo, o Bill Lawrence (assim como Seymour Duncan) comenta que esse magnetismo da ponte vintage/ferrosa não é legal pra captadores humbucker tipo dual blade e que um plate não ferroso é mais apropriado pra esse tipo de captador.
Não é a toa que ela falava bem com humbuckers....
Leia o artigo do Bill Lawrence

Fui atrás de uma ponte vintage, saddles de latão. Exatamente o contrário do que eu tinha na minha. Achei uma Wilkinson by Gotoh Vintage. Fiz o teste e positivo, o imã grudou no plate. 
Instalei a ponte vintage, com o mesmo True Vintage Sergio Rosar, afinei e com duas notas eu havia achado o timbre. Os médios que eu tanto queria estavam lá. O DNA da guitarra estava alterado, tanto que gravei o segundo set de samples pra ter certeza que a mudança tinha mesmo sido tudo aquilo. E não só eu percebi como todos que ouviram perceberam as mudanças!

Ponte Vintage

Nesse vídeo dá para perceber as diferenças de sonoridades (clean e crunch) das duas pontes:


A variável da equação que eu não estava considerando era justamente a que faltava pro timbre que eu estava procurando. 

Conclusão: agora minha tele estava soando como eu sempre quis que ela soasse. Ficou um meio termo entre uma Tele Country Twangger e com a rispidez agressiva de uma Tele Rocker!


Resumão de ponte de Tele:

Plate:
Aço Ferroso (Imã gruda): Twang Clássico, ataque com característica mais "Tóin", com agudos mais redondos devido a interação do magneto do captador com a ponte que aumenta sua indutância. Ótimo para obtermos os timbres clássicos do Twang Country. Jerry Donahue é um ótimo exemplo dessa sonoridade. 

Latão: Timbre mais seco e ataque mais preciso e sem interação magnética. Ótimo pra sons com maior dose de ganho e uso de captadores mais fortes como humbuckers por exemplo. Todas as Fender American Std vem com esse plate de latão e Keith Richards utiliza-o até hoje em suas Teles! 

Saddles:
Latão: Ataque mais preciso e sequinho, com tendência de segurar agudos. Junto com o plate de aço, faz a combinação clássica da Tele 52 amarelinha. 

Aço: Introduzido em meados dos anos 60, produz um som com mais conteúdo de agudos e mais força/punch, sendo novamente ótimo para sons com drive pela maior definição sonora. Novamente é a escolha da Fender para a American Standard, numa concepção mais moderna dos sons de tele!

... É realmente incrível e fascinante como de novo um pouco de pesquisa e informação conseguem transformar uma guitarra normal em um ótimo instrumento!!

____________________________________________Oscar Isaka Jr.


PS:
Pois é, convidei o meu amigo Oscar Isaka Jr. para dividirmos os posts e responsabilidades nesse blog :)
Já havia copiado para cá outros posts do blog dele, sempre repletos de informação crítica e analítica de alta qualidade.

Em relação à essas características das pontes ferrosas e não ferrosas de Telecaster, foi ele quem me chamou a atenção. Eu tenho ambos os tipos de pontes em diversas teles e não havia me tocado dessa ENORME diferença. O post é sensacional e acrescenta ainda mais informação para a timbragem de guitarras. 

Paulo May.

77 comentários:

  1. Excelente post Oscar/Paulo!

    Parabéns, ótimo texto, com ótimas referências e bastante conclusivo. A diferença é realmente muito grande!

    Estou começando a levantar informações para montar uma tele para mim! A primeira guitarra que montei, uma Strato, consegui graças às informações colhidas aqui no blog, e confesso que fiquei bastante satisfeito.

    Bem, a ponte já está definida agora! Hehehe, o post da tele de marupá tbm está me influenciando um pouco.

    Paulo, tem como postar (depois, quando vc tiver tempo) um teste sonoro, comparando as teles? Ash, Alder (não me lembro se vc tem), marupá, enfim, as que vc já testou e tem disponível...

    Mais uma vez, parabéns. Desde já agradeço!
    Abraços!

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  2. Obrigado Júlio :)
    Agora, com o Jr. postando aqui também, a qualidade do blog vai aumentar bastante! :)

    Vou postar as gravações que fiz, com certeza. Só estou esperando o corpo de telecaster de Freijó que encomendei com o Adriano. Assim, faço uma comparação de telecaster bem ampla, com 5 madeiras: Ash, Alder, Marupá, Freijó e Mogno!
    Vai mais uns 20-30 dias...

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    1. Opa! Firmeza então Paulo. Vai ser um post épico esse das comparações! Hehehe! Abraço.

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  3. Pela união das forças de Jack + Jr. temos agora o Blog mais vintage e classudo do Brasil :)

    Já tinha lido o post, parabéns para ambos e façam atualizações semanais daqui pra frente, por favor... hahaha...

    Abraços!

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  4. Sim, o post é sensacional! E fica provado que o diabo mora nos detalhes... Cacilda!

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    1. kkkk cara não sei se esse bicho aí que vc disse, mas os detalhes fazem mais diferença do que normalmente a gente pensa. :-) Especialmente quando já temos o timbre na cabeça e estamos atrás dele!! rsrs!
      Abraço!

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  5. Estou procurando uma guitarra com braço igual ou parecido com o de violão, que é mais largo, vocês conhecem ou indicam um modelo? Nada caro, é só pra estudo mesmo.

    Abraço.

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    1. Não conheço nenhuma assim de fábrica Juliano. Acredito que só mandando fazer em um luthier mesmo.

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  6. por favor esclareça pra min o segredo desça GBS14 que diz ser em ASH
    ela parece ser muito barata pra ser em ASH, ou sera mais um golpe como a MENPHIS ou isso é verdade,. Veja o link dela: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-485414473-guitarra-gbspro-stratocaster-gbs14-natural-corpo-em-ash-_JM

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    1. Thiago, o segredo é a origem da madeira. Esse "ASH" da GBS é o conhecido como ASH Chinês ou SEN, e não o ASH norte Americano imortalizado pela Fender. Eu e o Paulo já testamos exaustivamente essa madeira e ela não chega nem perto do ASH verdadeiro! :-)

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  7. Caramba! Não fazia ideia de que o material da ponte poderia interferir no campo magnético do captador. Esses posts técnicos são os meus favoritos

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    1. Nem a gente, andré! O foda é ouvir as diferenças e não entendê-las ou pior ainda, não saber como tuná-las. Se não fosse esse trabalho (e, putz, dá um trabalhão trocar pontes de Tele) fantástico do Jr., ainda estaríamos na ignorância.
      Mas vamos nos aprofundar ainda, mais e logo logo postaremos um guia técnico de como relacionar pontes, madeiras e captadores de Tele.
      Também adoramos os posts técnicos! :)

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  8. O difícil é saber que uma mudança dessa aprovada numa guitarra de alder, pode não funcionar bem numa de ash, basswood, cedro ou mogno, por exemplo.

    Sem contar a influência do braço no som gerado pelo instrumento.

    E mais um salve para os posts técnicos!

    Marçal.

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    1. Exato! É foda ou não é?
      A minha Tele Black Jack, que tem as mesmas madeiras da 68, não ficou legal com a ponte de latão. Ela precisa desse boost de médios-médios da ponte ferrosa...
      Então a coisa é mais complicada ainda: o som aprovado numa guitarra de ash pode não ser aprovado em outra também de ash...
      PQP!

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  9. Paulo, achei que sua Black Jack era de swamp ash, mais leve, o que poderia explicar a diferença sonora.

    O ash parece ser o mais difícil mesmo de timbrar e combinar bem com as outras partes.

    Com alder sempre preferi o som das que tem pontes vintage ferrosa e 3 saddles. Quando vejo vídeos de teles de alder com ponte moderna e não ferrosa, tipo as atuais Fender Am. Std, até gosto do som mas parece muito moderno pro meu gosto, mais próximo de uma strato.

    Tb já postei no fórum guitar player que gostei demais da sua tele de marupá com ponte ferrosa, ficou pouca coisa abaixo daquela Fender CS.

    Até mais.

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    1. Eu também achei que era swamp - comprei como swamp e postei como tal, mas depois o óbvio solidificou: ela pesa 4 kg! Pode até ser de região pantanosa, mas tem a densidade do hard ash... :)

      O Ash não é difícil, é MUITO difícil de timbrar - mais pela sua imprevisibilidade. É foda.

      Também acho que o alder fica melhor com ponte ferrosa, na grande maioria das vezes. O Marupá não tem o equilíbrio do alder e talvez fique melhor com ponte não ferrosa. O difícil é encontrar ponte de latão no padrão de furação moderno.

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    2. Paulo, esse plate Condor ferroso padrão moderno que você comprou será que é igual a esse: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-481573792-ponte-para-telecaster-condor-6-saddles-carrinhos-_JM

      Estou procurando entre o ML e Ebay, acha muito plate moderno mas com material ferroso são poucos.

      Sua escolha foi legal, usar ponte moderna para perfeita afinação e se não ficar legal, troca por uma com plate ferroso e já era. Assim qualquer Fender moderna pode ser alterada só com a troca do plate, se eu entendi como deveria.

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    3. Marçal, eu basicamente utilizo esse da Condor/Chinês, que é de uma liga de zinco ferrosa. Idem para as pontes modernas Squier, Fender MIM e várias outras Fender.
      A furação para passagem das cordas nessas pontes é diferente da vintage, portanto não dá pra trocar depois.

      Existem pouquíssimas (e caras) pontes de latão com padrão de furação "moderno", assim, uma vez que fizeres os furos para essas pontes modernas de zinco, não tem volta.

      O mais importante é decidir o padrão/localização dos furos: mais na frente (em direção ao braço)/moderno ou mais posterior/vintage.

      A única ponte "moderna" de latão que utiliza a furação vintage, que eu conheço, é a Gotoh.

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  10. Caro, Oscar. Estou montando uma tele com corpo e braço da Mighty Mite adquiridos no Ebay. Pretendo também comprar as ferragens no ebay. Tendo em vista que o dinheiro está meio curto, me deparei com essa ponte: http://www.ebay.com/itm/Chrome-Vintage-Electric-Guitar-3-Saddle-Bridge-W-Copper-Saddle-54mm-/190813422446?pt=AU_Instrument_Accessories&hash=item2c6d5dc36e Será que vale a pena ou seria muito vagabunda? Obrigado pela atenção.

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    1. Jefferson,

      Saddles de cobre são um tiro no escuro. Vc pode até experimentar, mas se fosse pra escolher uma ponte de baixo custo eu iria nessa Wilkinson que já usei e é muito boa se vc quer o padrão vintage:
      http://www.ebay.com/itm/Wilkinson-Lic-WTB-Tele-Bridge-w-Brass-Saddle-Dual-Load-/150527511362?pt=Guitar_Accessories&hash=item230c238b42#ht_3160wt_1161

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    2. Obrigado pela dica, amigo! Mais uma pergunta: "Timbristicamente" falando, qual seria a diferença entre essas pontes vintage e outras com 6 sadles? Mas uma vez, obrigado pela atenção.

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    3. Se os materiais forem os mesmo seguem mais ou menos o que foi postado no blog Jefferson. O saddles de aço tem um pouco mais de punch e realçam mais os agudos enquanto os saddles de latão tem um som mais seco. A ponte de 6 saddles é mais fácil para ajustar as oitvas também, mas acredito que ser 6 saddles ou 3 saddles não interfere TANTO no timbre assim. O material dos mesmos sim!

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  11. Olá amigos!
    Gosto muito desse blog. Aprendo muito por aqui. Obrigado por partilhar um material tão rico.

    Já vi que um dos fortes do blog são as Telecasters.
    Gostaria de saber se vocês já tiveram alguma experiencia com as da marca Hurricane. Já li e ouvi dizer muito bem delas mas sempre eram vendedores ou "não muito entendedores" rs.

    Quero comprar uma Telecaster barata que tenha uma boa construção e madeira para posteriormente fazer as alterações de captadores e ferragens.

    Obrigado, um abraço!

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  12. Muito bom post!

    Paulo, Oscar, e no caso de uma Telecaster com humbucker na ponte, mas a tal sem o plate. Ponte do tipo stratocaster hard tail. Influencia alguma coisa? E sobre os saddles, mantem na mesma?

    Obrigado e um abraco!

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    1. Rafael, se for humbucker em ponte tradicional de Tele (como na Kotzen por exemplo) aí melhoe que o plate seja não ferroso. De resto tudo mais se aplica :-)

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    2. Se for humbucker clássico, grande, o ideal é uma ponte hardtail e o captador preso numa moldura de plástico - método tradicional.
      Tele com humbucker é outro "bicho" - uma entidade à parte :)

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    3. Oscar, Paulo, obrigado.

      Então acertei... a Tele equipada com Humbuckers está com ponte strato hard tail não ferrosa. Saddles ferrosos.

      Eu tenho uma tele custom tagima 1999 com singles e essa que fiz com um amigo luthier a partir de um braço strinberg com escala raio 14. Realmente, um bicho diferente... e as vezes, difícil de domar! rssss

      Abracos!

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  13. Caros,
    Duas perguntas:
    1 ) Curiosidade: O Plate do meu conjunto é liso acima do furo do pickup e abaixo é bem áspero. Pela foto que vi nesse post o plate vintage parece ser assim também. Sabem porque isso?
    2 ) A furação das duas pontes desse exemplo é a mesma? Inclusive a passagem das cordas?

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    1. 1) Não sei. Estética? Ou talvez pra manter os saddles mais firmes...

      2)Sim. A Gotoh tem a mesma furação das vintage, mas a maioria das modernas não. Leia mais sobre isso no final desse post:
      http://guitarra99.blogspot.com.br/2013/05/telecaster-butterscotch-relic-de-marupa.html

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    2. Paulo,
      Pelo que entendi não sei se vou gostar da ponte Gotoh, pois ela não interfere no campo magnetico e minha tele tem uma sonoridade mais tradicional das teles e menos humbucker.
      As pontes Condor (China) eu consigo aproveitar ao menos os furos das cordas?

      Obrigado!

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    3. Como disse na resposta e nos posts, a furação das pontes modernas é diferente das vintage. Os furos não vão bater.

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  14. Desculpe Paulo, eu estava torcendo para que somente os furos de fixação fossem diferentes.
    De qualquer maneira, fica aqui um muito obrigado por sua sempre prestativa resposta.

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  15. Peço licença para mostrar uma novidade que criei. Tenho uma boa novidade para quem precisa de praticidade e deixar a guitarra limpa. http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-498340144-plate-chave-e-potnciometro-para-telecaster-_JM

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    1. Parabéns Edson, excelente ideia. Tenho uma pergunta: se eventualmente um potenciômetro estragar e tiver que ser trocado, é possível? Complicado?

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  16. Parabéns demais pelo blog! Descobri semana passada e já li todos os posts técnicos, virou vício! Rs.
    Queria uma ajuda. Tenho uma Tagima Telecaster com captadores Fender Noiseless, mas não estou satisfeito com o som dela, os agudos são muito estridentes. Acredito que o problema esteja na ponte ou no nut.
    O noiseless segue a lógica dos singles ou dos humbuckers para a escolha entre aço e latão?
    Muito obrigado!

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    1. Rafael, tens dois problemas aí... A Tagima E os captadores Fender Noiseless! :)
      KKK! :)
      Brincadeiras à parte, eu sou suspeito pra falar sobre a Tagima, mas cara, não sei se é uma desastrosa coincidência ou fato, eu nunca toquei numa Tagima que fosse pelo menos razoável...
      Qto aos noiseless Fender, a regra também se aplica - aliás, no meu caso, NUNCA toquei com um single noiseless que me satisfizesse. Na teoria um single noiseless é formado por dois singles no espaço físico de um, então nem mágica pra fazê-lo soar como um single real. São desequilibrados, com ataque falso e os Fender, particularmente, sempre me soaram meio "plásticos" demais.
      A interação com a ponte é essencialmente no aspecto magnético, então o comportamento deve ser de single e não humbucker.
      Cheque os pots da tua strato - se forem de 500, passe para 250k. O capacitor deve ser de .047uF.
      Se continuar escrevendo, vou chegar no ponto de recomendar uma troca full de guitarra... :)
      Boa sorte!

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  17. Paulo, muito obrigado pelas respostas!
    A melhor sugestão é realmente trocar de guitarra. Gastei uma grana pra deixa-la boa, mas nunca me agradou. Estou só tentando pensar uma forma de deixa-la melhor, já que já é minha.
    Eu quero mesmo é uma excelente strato, pra ter uma guitarra só e não gastar mais dinheiro.
    Estou pensando em importar um corpo antigo de ash, porque é a madeira de uma Fender 78 que foi a melhor guitarra que toquei, acho o timbre dela maravilhoso!
    O que você sugere de captadores e peças pra montar uma strato top, sem fazer economia? E qual madeira acha a melhor para o braço com o corpo de ash?
    Você e o Júnior poderiam vender consultoria em guitarra!
    Pena que ele não tem mais a Loja, mas deve ter sido por uma boa causa.
    Obrigado!

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    1. Rafael, se procurares pelo post que fiz de uma strato preta, só com componentes top da Fender (ou autorizados por ela) terás uma base pra montar uma strato sensacional. O corpo de ash nas stratos deve ser leve, swamp.
      Os melhores corpos que já consegui dos EUA foram da KNE - os de ash custam por volta de 119 dólares unfinished. Shipping por volta de 60 e se conversares por e-mail com o Mitch, ele pode te ajudar a pagar menos na alfândega, pois conheçe o nosso drama aqui. PayPal sem problemas, chega em média em 30 dias, geralmente sem taxas.
      Braços importados e autorizados Fender excelentes (e se aguitarra é ash, recomendo braço todo de maple) consegues com o João Vítor no Ceará - ele finaliza já com os logos de forma sublime: http://guitarra99.blogspot.com.br/2013/04/links-uteis-luthier.html
      Captadores ideais dependem muito do gosto pessoal e tem muita coisa sobre isso no blog. Os meus preferidos são os Fender Custom Shop 54.. Tente montar a guitarra somente com peças próprias, no padrão e/ou autorizadas Fender para evitares dores de cabeça.
      Mãos à obra!! :)

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  18. PS: Seu clone do Zendrive é do Zendrive I?
    Achei um vídeo comparando os modelos i e ii, gostei mais do Zendrive I:
    http://www.youtube.com/watch?v=JAqYq3zQ0OE
    Algum dos dois é transistorizado? Não achei uma informação clara buscando no google.
    Você recomenda o clone de alguém? O Eugênio da EFX disse que faz, apesar de não ter uma arte pra ele.
    Obrigado, mais uma vez!

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    1. Rapaz o meu clone do Zen foi - acredite ou não - montado pelo Jr. - ele adquiriu alguns componente "NOS" meio caros e montou um pra mim. infelizmete ele não faz mais isso :)
      É de longe o pedal de saturação mais natural, orgânico e transparente que já toquei.
      é clone do Zen 1.

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  19. Paulo,
    Pena que o Jr não faça mais isso! O Zendrive 1 é transistorizado?
    Sabe onde o Jr conseguiu o esquema? Um amigo se disponibilizou a fazer um clone pra mim.
    Obrigado!

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    1. Rafael, o ZenDrive 1 é todo transistorizado sim. O esquema é bem facil de achar na internet. Coloca ZenDrive Schematic no google e vc acha facinho !:-)

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  20. Olá, Paulo,
    Voltando a um dos problemas, a guitarra Tagima, rs: cheguei à conclusão que parte do som agudo demais é decorrente do fato das cordas estarem vibrando por cima do ut e da ponte. Quero trocar os dois, o que me sugere? O nut deve ser de latão ou pode ser de osso? Como meus captadores são noiseless, devo colocar uma ponte com plat de aço magnetizável e carrinhos de latão, certo? Você sugere algum modelo de ponte com essas características?
    Muito obrigado, mais uma vez!

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    1. Rafael, não acho que seja isso. O nut só influencia no timbre qdo quando a corda está solta e a ponte definitivamente não é a principal responsável pelos agudos excessivos.

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  21. Obrigado, Paulo!
    Como acho que a madeira e a tocabilidade desta guitarra são boas, além do valor histórico que tem pra mim, quero investir em melhorá-la, enquanto não monto a strato.
    O nut está com problema sim, quando toco a mizinha solta o agudo é insuportável. Estou julgando com base no som da guitarra desligada, inclusive, e não tenho dúvida de que há agudos originários do nut e da ponte. É claro que melhorar esses quisitos pode não resolver o problema de agudos excessivos, mas um problema de cada vez. Rsrsrs.
    Em outro post, você fala de uma tele com ponte GOTOH, me parece que é a GTC 201 C. Essa ponte tem plat de latão, não é? E está com Rosar Hot t na ponte, o que parece contrariar a teoria deste post. Tenho então duas perguntas: o plat de latão combina com esse captador single especificamente? e entre a combinação Rosar hot t com plat de latão e Rosar True Vintage com plat de aço, qual prefere?
    (Sua crítica aos noiseless é pertinente, estou inclinado a trocá-los.)
    Um abraço!

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    1. O rosar Hot T só é "hot" no nome. 7,2k é bem normal para um captador de Tele e os da Fender historicamente já variaram de 5 a 8 k. O Hot T é o meu preferido pra qualquer tipo de ponte. O Vintage soa um pouco melhor com pontes ferrosas.
      Basicamente, a ponte ferrosa "suja" um pouco mais os médios e dá uma leve, pequena filtrada nos agudos.

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  22. Olá Paulo,

    Havia comprado um Fast Track da DiMarzio para colocar na minha tele, assim que tivesse uma. Agora ja tenho!

    Estou procurando loucamente uma ponte com plate de latão e saddles de aço, sem nenhum sucesso (por se tratar de humbucker!)

    Qual marca/modelo você tem?

    Posso usar um plate de latão chinês, que não terá diferença, concorda?

    Obrigado!!

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    1. Renato, plate de latão chinês não é fácil de achar - a maioria absoluta é de zinco. O Fast Track é um dual blade correto? Cabe em ambos os modelos, mas vais ter que comprar uma ponte que obedeça a furação do corpo da tua tele. Já ouvi dual blade soando melhor em pontes ferrosas (aço/zinco) dqo que latão e vice-e versa.

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  23. Sim o Fast Track é um Dual Blade, mas pelo que vi aqui não vai servir pois o que tenho é um de strato... E não cabe na furação nem na ponte da tele...
    Vou comprar um Chopper T Dual Blade para Tele mesmo então...

    Neste caso, do Chopper T, que ponte recomendarias?

    Obrigado.

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    1. Depois desse post aqui e do recente sobre a Tele de freijó, fiquei com a impressão que a minha escolha para combinar pontes e captadores é a oposta do Seymour Duncan :)
      Prefiro pontes ferrosas para dual blades e de latão para singles.

      Mas tenho uma tele com ponte ferrosa e um Rosar V-Hot T que soa excelente, melhor do que com a antiga ponte de latão.

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    2. ... É bom ressaltar que não gosto dos graves dos dual blades, que tiram definição ppte da 5a e 6a cordas da tele. Talvez por isso prefira ponte ferrosa, pois ela meio que acentua os médios e deixa os graves mais secos.
      Enfim, não há regra fixa e talvez seja mais questão de gosto. :)

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  24. Ola, Paulo e Oscar parabens pela matéria, sou fã de teles, teho algumas aqui e tambem fuço bastante em timbre esse foi um assunto ao qual não tinha dado importancia, gostaria de perguntar 2 coisas a voces que puderam fazer os testes com as 2 pontes, com relação a ruidos principalmente com mais drive, sentiram aumento na ponte ferrosa ? ou ruidos ligados a aterramento ? teoricamente se ela influi no campo tambem fiquei na duvida se não influiria trazendo mais ruidos. A outra pergunta é a seguinte, ouvi claramente a diferença de sonoridade entre as pontes, voce por acaso tentaram sabem se via equalização do ampli essa diferença seria minimizada ? (pergunto se tentaram fazer o caminho inverso, pegar as pontes diferentes e chegar no mesmo som). no mais parabens pela materia divulguei ela na minha comunidade de guitarra country no facebook onde falamos bastante de telecasters.

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    1. Obrigado, Guto!
      Não diferença de ruído entre elas, desde que o aterramento seja bem feito.
      Quanto à equalização, pessoalmente acho que quando tem que (sempre) equalizar o som da guitarra, há um problema inerente à guitarra em si - como no caso das guitarras de cedro, quando sempre acentuo os médio agudos. Nunca tentei equalizar uma tele pra soar mais parecida com outra. Eventualmente utilizo os controles de EQ dos amps pra compensar alguma característica dos alto falantes/caixas, como o excesso de graves em caixas 4x12. Mas isso é o máximo que chego. É bem pessoal - nada contra a EQ, mas quando tenho que usá-la, sempre acho que o problema é da guitarra.

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  25. Olá, excelente post, me veio a calhar muito bem =D

    Tô precisando trocar a ponte da minha tagima t-505, mas tá difícil achar uma com as mesmas especificações. Ao que me parece além dos modelos modern e tradicional ainda tem o asian(que vem geralmente em guitarras importadas,e que possui medidas bem distintas). Penso em botar a modern da gotoh, porém teria que fazer novos furos. Você acha que isso seria um problema?

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  26. Via de regra, há a furação vintage para pontes vintage de 3 saddles - e a gotoh modern cabe nessa furação - e a furação moderna, da maioria das teles chinesas e "brasileiras" com pontes de 6 carrinhos. Nunca tive uma tele Tagima, então não dá pra ter certeza. Na internet há fotos dessa guitarra com pontes vintage e modernas.

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  27. Então Paulo, a minha teoricamente e uma modern. Só que as marcações são diferentes( os 3 parafusos da minha ficam atrás do buraco por onde as cordas passam, já nas da gotoh os 4 ficam depois) alem de que a gotoh é um pouco mais comprida( provavelmente teria que cortar alguns mm do escudo) . Essa daqui é idêntica a minha. http://www.ebay.com/itm/New-CHROME-6-SADDLE-BRIDGE-FOR-Fender-TELECASTER-Guitar-parts-/151094704748?pt=Guitar_Accessories&hash=item232df23a6c .Talvez se alguem fizesse essas pontes sob encomenda seria a única solução. Estou meio perdido, algum conselho? haha

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    1. Essa ponte chinesa é a mais comum no mercado. Acho que é a mesma utilizada nas Squier tbém. Essa ponte tu encontras no ML - procure por "ponte telecaster condor"

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    2. Obrigado Paulo, irei trocar somente os saddles(já que são a raiz do problema)e tb pq não seria vantajoso trocar uma ponte chinesa por outra da msm qualidade =D

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  28. Paulo, você conhece ou tem conhecimentos das pontes da Callaham para Telecaster. Gostaria de ter uma ideia, se vale a pena a aquisição ou não...

    Obrigado!

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    1. Nunca tive uma, Marcos, então não posso falar. Já conheces as pontes magníficas do Christian Bove, feitas no Brasil?
      https://plus.google.com/+ChristianBove/posts

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    2. Nossa que lindas...
      Mais atende as especificações ferroso/latão do plate/saddles?

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    3. Ele faz com vários materiais - de aço a latão, então dá pra combinar "tudo com tudo" :)

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  29. amigos, tenho uma tagima 505... lixei o corpo e para surpresa ela é uma peça inteiriça de cedro! uso um dimarzio tonezone na ponte e um twang king no braço, nut de osso, braço de marfim, trastes jumbo... queria melhorar ela... a minha ponte é original de aço - o imã grudou - teria que trocar então, pois uso humbucker...

    teriam alguma sugestão de modificação nela? outros captadores, modelo de ponte... toco satriani, sabbath, srv, hendrix, etc...

    obrigado pela atenção

    marcelo jr

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    1. Marcelo, não PRECISA trocar, mas como humbuckers já tem alta indutancia, mais metal e mais indutancia as vezes pode abafar demais o som, por isso recomenda-se o uso de ponte não ferrosa. Mas se vc gosta do som dela assim não há pq mudar, a não ser que vc queira ver como fica. Aí fica a seu critério. Eu não conheço o ToneZone de Tele mas imagino que tenha um bom ganho.

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  30. Olá Paulo e Oscar,

    Recentemente adquiri uma Fender Telecaster MIJ ano 94 modelo TL71 (corpo em ash e braço em maple). Meu objetivo era atingir o timbre do Richie Kotzen e copiar as principais configurações da Tele Signature Richie Kotzen. Instalei o Twang King e o Chopper T com uma chave split para transformar o Humbucker em single.

    Em resumo, o que minha guitarra tem de diferente da Fender RK Signature:
    Fatores estéticos: cor, acabamento, shape do braço, ausência de confort cutway
    Ponte ferrosa vintage original Fender PAT
    Potênciômetro de volume de 500k (a RK é 250k)
    Potênciômetro de tom de 500k com Push Pull (na RK há só uma chave que transforma o Humbucker em single, não há controle de tom).

    A questão é: minha guitarra soa completamente diferente da RK. Ela tem mais o timbre de uma tele country com cap de alto ganho do que aquele timbrão macio e mais encorpado da RK.

    A troca apenas da ponte vintage por uma não ferrosa, moderna, com saddles de aço resolveria o problema? Segundo este post, entendo que sim.

    Se sim, é necessário comprar uma ponte original Fender (ou Gotoh) ou eu poderia pegar o plate de uma ponte genérica e usar carrinhos Fender de aço que já tenho? Esta segunda solução daria uma timbragem próxima a ponte original Fender?

    Queria uma opinião de vcs, experts, para tentar solucionar o problema. Já investi uma bela grana nessa guitarra, mas o timbre dela, apesar de ser bastante agradável, não chega nem perto daquele que era meu objetivo.

    Desde já agradeço a ajuda de vocês!

    Forte abraço,

    Renato

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    1. Pergunta complicada... O primeiro passo é deixares tua guitarra igual a dele (exceto a estética). Depois, considerares o amp, que é responsável por uma grande parte do timbre.

      Como não gosto do timbre do RK e nunca tentei copiá-lo, acho que não posso te ajudar mais do que isso.

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    2. Renato, Eu diria começe trocando o pot de 500k pelo 250k no volume e avalie o resultado. Isso vai fazer bastante diferença especialmente nos agudos.

      A troca da ponte por uma GOTOH igual a que ele utiliza é um ponto importante. A chapa é feita de latão e é mais grossa ajudando a eliminar o twang mais metálico. Além dos carrinhos "block" de latão ou aço e tudo favorece o corpo do ataque. A ponte Fender original vintage tem a chapa bem fina de aço e saddles de latão além do fator ferroso que deixa com aquele som mais metalico e twangy classico. Uma ponte "genérica" como vc disse, vai ter a chapa de zinco (pior ainda) além dos carrinhos diferentes e tudo na tele influencia no som. :-)

      Boa sorte!

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    3. Coloquei o set custom RK da malagoli numa tagima t505. Nada a ver e timbre ruim, magro demais. Coloquei pot de 250k e bingo... melhorou 2 caps. Irei colocar uma ponte nao ferrosa fender q ja cpmprei mas to ate com medo pq ficou cavalo o timbre, falta um pouco de agudo na ponte pra ficar extremamente parecido. Com a ponte nova deve resolver. Tens q tirar o tone e a chave é p transformar a posição 2 de paralelo em serie, nao splita nada

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  31. Penso em trocar a ponte da minha guitarra Tagima Strato em marupa das antigas, pois as cordas Ezona e Ezinha vao saindo levemente para o sentido fora do braço conforme aproxima da ponte visto que esta é larga, e a q vou colocar é de espaçamento entre cordas de 10,5 mm. Terei q tapar os 6 furos originais, pois a ponte nova (ponte de qualidade com sadles vintage em chapa de aço) tbm de 6 parafusos tem distância de furação diferente. Ja q de qualquer forma vou ter q refazer a furação, estou começando a considerar a possibilidade de uma wilkinson de 2 pivôs wvs 50 II k. Gostaria de saber se daria certo, se o marupá aceitaria bem essa ponte c furação 2 pivôs e n teria risco de com o tempo ir folgando a madeira na furação ( já vi acontecer com floyd). É melhor a ponte de 6 parafusos ou tanto faz?

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    1. Oi Paulo. Eu só vi essas coisas acontecerem com aquelas guitarras chinesas de compensado. O Marupá, apesar de ser uma madeira mais leve e menos rígida, pelo menos em teoria tem resistência suficiente pra suportar os pinos. Senão não seria amplamente usada pela Tagima e vários outros fabrincantes nacionais.

      O melhor ou pior depende do que vc vai usar. Se vc usa bastante alavanca, a ponte com 2 pivots é mais estável e da mais possibilidades. Se você usa pouco ou não usa, pode usar a ponte de 6 parafusos, que é a minha preferência. A escolha é sua :-)

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  32. Vlw Oscar! Obrigado pela atenção. Na verdade estou na duvida exatamente por isso, devido a essas possibilidades. Mesmo sendo mais limitada vc prefere a 6 parafusos pq? Timbre e Sustain? Estabilidade na afinação? Estética? Ou todas essas coisas junto? rsrsrsrsr

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    1. Rs a razão primária é que eu não uso alavanca 90% das vezes. Uma época eu estava buscando entender as variáveis que compõe os timbre das Strato vintage e buscava replicar 100% como uma Strato era feita na época. Nesse processo acabei gostando do timbre da ponte Vintage com bloco de Aço e Saddles bent steel. Eu tenho uma Strato com ponte de 2 pivôs também e saddles block (que soa excelente por sinal), mas as outras 4 são todas com ponte Vintage por todas essas razões! :-) O Paulo por exemplo não gosta dos Bent Steel, mas mesmo assim as strato dele todas soam ótimas! questão de gosto mesmo!

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  33. Poxa Legal! É + ou - isso q to buscando também, cada dia q passa estou + apaixonado e perseguinto um timbre de strato tradicional, Então, a ponte que estou de olho, de 6 pivôs tem exatamente estes sadles vintage Bent steel, além de bloco de aço Manara... ela me parece bem melhor que essa wilkinson, ( apesar q se eu pegar a wilkinson também vou colocar o bloco de aço de qualquer forma) O q vem a ser estes sadles, e o q eles tem de melhoria no timbre, em tese? Outra questão, se eu optar pela wilkinson terei que trocar minha tarrachas por com travas para usar o tremolo amplamente não é, ou da pra usar com tarrachas normais?

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    1. Pedro, digite "Saddles" na pesquisa do blog e vai achar um post sobre ponte de Strato e outro comparando saddles. A questão das tarrachas depende do quanto vc vai usar o tremolo, mas as tarrachas com trava certamente ajudam no caso de uso mais intenso.

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