terça-feira, 11 de junho de 2013

Telecaster Paisley Custom

  Paulo May        

         Estamos com a terceira parte da saga "Les Paul R9" quase pronta. Enquanto isso, uma pausa para o recreio. Acabei de finalizar a minha mais nova Telecaster: A "Paisley FGP":


Em janeiro desse ano um grande amigo meu do fórum da Guitar Player Brasil, o luthier André Corradi, veio com a família passar alguns dias em Floripa e me trouxe de presente um lindo braço de Roxinho, com frisos e tudo mais. De cara vi que a cor dessa madeira brasileira combinava com o corpo da minha tele vinho/vermelho metálico. Em fevereiro fui montar e sem querer deixei cair uma gota de Super Bonder no corpo. Só vi quando já estava tudo grudado... Depois de muitas reviravoltas, resolvi colar no top uma folha de papel indiano com detalhes metálicos e tentar um efeito "Paisley", que a Fender usou na década de 70 (era papel de parede com motivo Paisley). Deu certo, mas dessa vez enviei para o luthier Inaldo finalizar com verniz e polimento. Ficou linda! As Fotos não fazem jus.


Como já tinha dois caras do fórum envolvidos nessa guitarra, aproveitei e coloquei a linda placa de fixação do braço/neck plate do luthier Tanaka só pra fechar a trinca.


Eis a Paisley FGP, então. O braço de Roxinho (detalhe: braço e escala em peça única) não interfere na sonoridade clássica, pelo contrário, soa muito semelhante a um braço de maple com escala de rosewood.
Um belo presente do meu grande amigo, o luthier André Corradi :)



Especificações:
Corpo: Alder, 2 peças (colagem central)
Braço: Roxinho, quase em "D"
Frequência de Ressonância do Braço: F# (F#3)
Escala: 251/2", Roxinho, Raio: 10". Nut: latão
Tarraxas: Grover Mini Rotomatics
Captador Ponte: Sérgio Rosar Vintage Hot T com pinos de alnico III escalonado - 7,2K
Captador Braço: Genérico rebobinado: 6,5K
Pots e capacitor: Vol: 250K Tonalidade: 500K capacitor 0.047uf.
Ponte: (Ferrosa) GFS com 6 saddles de aço

Essa é a única Telecaster que tenho com pot de volume de 250k e acho que não vou trocar. O alnico III soa mais macio que o V e um pot de 500k pode abri-lo demais. O captador do braço tem o som típico desses captadores com capinha metálica: mais fechado e sem muito estalo. Com exceção do original da minha Tele de 1968, que tem uma saída fora do padrão da época, com 8,5k, nunca gostei desses captadores. Já testei muitos deles, inclusive o Quarter Pound Seymour e o Fender Twisted. Às vezes até soam bem, mas nunca divinos.
Esse corpo já compôs outra Telecaster, essa que tá nesse post e nos vídeos (clique).

Adendo 13/06/2013:
O Fabiano sugeriu e como eu tinha as fotos prontas, vou postar aqui mesmo pra não ter que fazer outro post:

Aqui, o corpo parcialmente lixado e pronto pra receber o papel "artesanal indiano", comprado em livraria. Usei o corpo para delinear o primeiro corte com tesoura. Cortei "por dentro" dos contornos, já que o lápis passa por fora do corpo.


Utilizei rolinho e cola de madeira com uma pequena diluição pra escorregar e posicionar melhor a folha no top. Foi um erro utilizar cola de madeira, sensível à altas temperaturas e umidade - deveria ter pesquisado um pouco mais. Após o verniz final, uma pequena parte perto do control plate descolou. Ainda bem que foi pequena, mas em determinados ângulos de visão, dá pra perceber bem... Vivendo e aprendendo :)

Utilizei um estilete com ponta novinha, posicionei o top pra baixo e cortei o mais rente possível pra evitar sobras nas bordas. Sempre fica alguma coisa sobrando... Na hora pensei que ia complicar, mas dei um jeito depois, após passar a laca indiana.

Após aplicação de goma laca com esponja e pano. A cor do top não podia ficar roxa total porque o restante do corpo é vinho metálico. Já havia testado antes nesse papel e sabia que ao passar a goma laca (também diluída em 1/3 ou 1/4 de álcool) o tom iria mudar e aproximar do vinho. Só não podia ficar muito amarelado...

Até gostei desse ponto e quase parei por aí. Mas comecei a achar muito "over". Mesmo acentuando a laca (outro vidro, com mais corante roxo e vermelho) nas bordas, não conseguia escurecer no ponto desejado.

Aí peguei os dois vidros de tinta PVA cintilante, misturei até chegar num ponto meio vinho (no pote) e apliquei, também com uma esponja.

Agora sim, quase pronto e fazendo uma transição mais uniforme com as laterais. A laca endurece depois que seca e ficou fácil, nesse ponto, retirar algumas sobras do tecido e deixar as bordas bem uniformes, Utilizei lixas (280/320), com muito cuidado pra não arranhar as laterais.

Por coincidência, um dia após acabar e já apavorado pensando em quantas camadas de verniz spray teria que passar pra cobrir tudo isso (o papel cria um relevo), o meu luthier, Inaldo, foi até a minha casa, viu o corpo, gostou e pediu pra finalizá-lo. Como todo cara experiente, conseguiu uma tinta na mesma cor original dela , repintou toda a traseira e laterais e envernizou tudo após. Foi nesse processo que houve o descolamento parcial numa das bordas do control plate. Ele ainda jogou um pouco da tinta original por cima de tudo, pra escurecer e ficar mais discreto. Mesmo com o pequeno defeito, ficou linda. :)

PS: Se eu soubesse disso (clique) antes de todo esse trabalho, talvez optasse pelo adesivo... Mas não teria tanta graça! KKKK!
Visite o site da Custom Guitar Wear aqui do Brasil: http://cgw.iluria.com/index.html?locale=pt-br

49 comentários:

  1. Parabéns Paulo, ficou linda D+ !!!
    Abraços

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    1. Obrigado, Anderson. Essa ficou mesmo... :)

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  2. Que legal, Paulo!

    Eu que não conseguia nem encapar cadernos nos tempos de escola estou me coçando para aprender como faz essa colagem!

    Abraços

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    1. Eu ainda sei como deu certo, Pedro! KKKK. Também sou péssimo nisso.
      Na verdade, depois de passar o verniz, houve um leve descolamento do papel na região do control plate e há uma irregularidade/elevação nesse ponto - maldita cola! :)

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    2. Paulo, pq vc usou a laca? Colar o papel/tecido na madeira e aplicar verniz por cima não funciona?

      Outra coisa, arrisca palpite de qual seria a cola ideal par ao processo?

      Abraços

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    3. A laca iria tingir aquele roxo excessivo do papel e já endurecê-lo, Pedro. O que de fato ocorreu. Se não fosse a laca, ficaria difícil lixar as bordas irregulares do papel. A laca é mais clarinha, mas eu havia reforçado a cor com anilina. Ambas diluem em álcool.

      Cola:
      Quem deve saber disso é o pessoal que faz artesanato. Eu até tinha uma cola chamada de "Cola Permanente" da Corfix, mas achei que a de madeira seria ideal. Talvez eu tenho diluído demais a cola ou passado pouco, não sei. O que eu preciso ainda perguntar para o Inaldo é se no processo do verniz final houve algum tipo de aquecimento - e acho que foi no polimento com politriz. Aqueceu e a cola soltou.

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  3. Então ficou pronta a Tele com braço de rouxinho.

    Ficou lindo os frisos e legal saber que ele pouco altera o timbre.

    Cara se nas fotos a guitarra já está linda, imagino ao vivo. E olha que eu nem curto essas folhas estilos papéis de parede. Pelo visto até chegar aí passou uns maus bocados rsrs.

    Quanto a sonoridade, está testando o Rosar da ponte com alnico III e pinos com alturas diferentes, ok?

    Assim que tocar mais com ela, atualize o quanto todas as alterações mudou o timbre comparada quando tinha a pintura vinho, que era lindíssima também.

    Até.

    Marçal.

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    1. Já arrumei as especificações, Marçal. Pinos de AIII escalonados. Eu quase mato o Sérgio com esses detalhes, mas valem a pena.

      Fui até ouvir a outra nos vídeos agora... O timbre é bem semelhante, mas mais macio, acho que ppte por causa do alnico III.
      O braço que o André Corradi fez é um pouco mais estreito que o padrão Fender. Assim as cordas estão mais fechadas e não deu pra colocar de novo o Fullerton de strato no braço porque há muita disparidade nos espaçamentos. O Sérgio não faz mais singles com espaçamento menor, mas vou dar um jeito dele fazer um Fullerton mais estreito pra mim :)

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    2. Paulo,

      Baseando-se nos vídeos/sons gravados sempre achei essa sua Tele de alder com o captador A5 melhor que todas as outras, depois da sua 68 claro.

      Acho o som equilibrado do alder na tele tão bom quanto em uma strato, pesando as diferenças e sabendo que uma excelente tele de ash tem um baita som marcante.

      Não sabia que você tinha testado um Fender Twisted neck. É um daqueles vendidos no Ebay? Pelo seu comentário, entendi que se aproximam de um bom captador de strato mas com menos dinâmica, profundidade.

      O Seymour QP neck sem splitar tem 11K, se juntá-lo com um de ponte como esse Rosar de 7,2K, na sua opinião, acha que o volume geral da tele fica desbalanceado? Ou por ser mais abafado não existe esse problema?

      Pelo visto um bom R. Fullerton neck é mesmo a solução para o timbre que você procura ali.

      Marçal.

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    3. Com certeza o Fullerton é uma ótima solução, Marçal. Pena que o Sérgio (e quase todo mundo) não faz mais os caps de braço com espaçamento menor. Nas teles é essencial.

      O captador dos vídeos era um Rosar Vintage Hot T mas com fio enamel, se não me engano...

      O Twisted Tele ganhei do Júnior e acredito que ele tenha comprado no e-bay, sim. E é exatamente isso: é mais aberto e com mais estalo que um tradicional de tele, mas não tem a dinâmica e profundidade de um bom de strato.

      O QP tem 11k mas soa com volume de 8k - não desequilibra tanto não.

      As minhas teles de alder soam bem parecidas, por isso ousei mexer nessa - a outra (SX de alder americano) até soa um pouco melhor, com uma compressão mais parecida com a tele 68.

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    4. Ixi, eu achei que um escudo de tele com abertura correta e um captador strato com espaçamento padrão alinharia sem problemas.

      Esqueci que o tamanho/largura de tele e strato difere rsrs...

      Se não estou enganado, o Seymour com um da linha Custom Shop e Lindy Fralin tem esses caps menores mas o som deles eu não sei.

      Esse Rosar A3 é com Polysol? Tem alguma preferência?

      Fiquei surpreso com essa da SX soar melhor que esse com madeiras da Music Tools. American Alder 2ª linha talvez ou uma SX acima da média?

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    5. Se repararmos bem, esses captadores atuais, com 52,5mm também sobram na posição do braço de strato, Marçal. Na minha Tele SX os dois polos extremos ficam quase totalmente fora das cordas. Pra mizona não tem problema, mas perde bastante na primeira corda. O captador fica bem inclinado para compensar.

      Exceto quando eu mesmo forneci o enamel e o formvar para os alguns captadores específicos, o Sérgio só utiliza polysol - infinitamente mais fácil de finalizar/soldar. Por coincidência, o único captador que eu acho que fica melhor com polysol é o da ponte de telecaster. Para todos os outros, com exceção dos de alto ganho, enamel (humbuckers) ou formvar (p/ singles).
      O Sérgio também não utiliza A3 - os pinos eram meus.

      Alder 2ª linha talvez ou uma SX acima da média? Essa é uma pergunta que vai ficar sem resposta, mas as duas soam MUITO parecidas. É o forte do alder - é previsível e raramente soa mal.

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  4. Paulo, eu to pra montar uma Telecaster um pouco ousada, mas ainda tenho muitas dúvidas, e com esse blog acabei adotando você (felizmente ou não) como minha referência em conhecimento de telecasters. Gostaria de saber se você pode me ajudar com algumas dicas, se puder, seria muito bom pra eu que você pudesse me adicionar no FB, pois lá a comunicação é mais fácil, as dúvidas não surgem todas de uma vez só, se é que você me entende. Se estiver disposto a ajudar um guitarrista juvenil, a minha página é https://www.facebook.com/tcorz

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    1. Thiago, infelizmente não disponho de tempo pra assessorar pessoalmente, mas esse tipo de assunto podes postar no fórum da Guitar Player Brasil (nos links à direita do blog). O Vicenzo está recém finalizando uma Telecaster e todos ajudaram no processo.
      Nesse blog há inúmeros posts sobre as minhas telecaster, inclusive com o processo de montagem, etc. Não tem muito mistério, desde que tenhas pelo menos uma base teórica da coisa.

      E não utilizo o Facebook. Tenho até uma página, mas é raro aparecer por lá.

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    2. Sim, entendo. De qualquer forma muito obrigado, procurarei no fórum mencionado sim, mas é difícil obter informações como por exemplo, das pontes ferrosas/não como você citou alguns posts atrás, em locais onde se debatem assuntos mais genéricos. Quanto mais eu leio, mais complicado eu fico.

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  5. Ficou linda mesmo!! E bom saber do braço de roxinho, mais uma alternativa!!

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    1. Só preciso achar o André pra ele ver como ficou... O cara tá sumido! :)

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  6. Parabéns Paulo. A guitarra ficou sensacional!! Quem sabe você não faz um post sobre como fazer a colagem do papel no futuro. Abraços, Fabiano

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    1. Já acrescentei no post, Fabiano.

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    2. Valeu Paulo. E, novamente, a guitarra ficou linda.
      Abraços

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  7. Paulo parabéns pelo trabalho com a Tele! Eu tenho algumas séries em vinil da Paisley e outras, gostaria que você olhasse quando puder: cgw.iluria.com
    Abraço!

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    1. Muito legal - já acrescentei o link no final do post!

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  8. Respostas
    1. Obrigado, André. Eu corria o risco de ficar linda e no final o braço de Roxinho não funcionar, mas tive sorte - madeira com sonoridade bonita e aberta, sem estridências.

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  9. Paulo, vc notou se houve alguma alteração no timbre do instrumento depois desse tipo de acabamento? Matheus

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    1. Acho que não. Fica difícil ter certeza porque eu troquei o braço...

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  10. Paulo,
    Desculpa colocar colher na tua cumbuca mas...

    As Paisleys originais ficaram conhecidas por "descolarem" o acabamento pois o papel de parede não absorve o acabamento.
    Acha que vai acontecer com a sua?

    Sei que as Ibanez florais utilizam seda para fazer o acabamento pois ela, sendo um tecido, absorve o acabamento deixando ele mais durável...
    Quem sabe você poderia testar uma assim?

    Abraços e parabéns pela guitarra!

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    1. Putz, Daniel!
      Não sabia desse detalhe das Paisleys antigas... Se bem que esse papel é um pouco diferente - parece quase tecido. Mesmo assim, durante a etapa final do verniz houve um descolamento/retração e/ou uma reação com a goma laca uma das bordas da cavidade do control plate.

      Qdo comecei a mexer em guitarras, há um bom tempo, eu tentei fazer isso numa strato usando um tecido fino. Me lembro que as bordas ficavam soltado fiapos constantemente e acabei desistindo...

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  11. Sempre me surpreendo quando visito seu blog, Jack :)

    Linda guitarra! Na hora lembrei dessa aqui: http://images.paraorkut.com/img/artists/images/b/brad_paisley-1366.jpg
    Mas a sua ficou bem mais bonita

    Abraços

    Vicenzo

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  12. Tudo bem, Vicenzo. A guitarra até pode ter ficado mais bonita mas o guitarrista aqui não chega nem aso pés daquele lá :)
    Bem, pelo menos temos outra coisa em comum: a minha melhor Telecaster também é de 1968 :)

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  13. Paulo, entreem contato comigo pelo facebook:
    https://www.facebook.com/CustomGuitarWear

    Quero lhe enviar uma amostra das nossas séries para você conhecer e testar o resultado! Agradeço por compartilhar nosso trabalho desde já!!!

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    1. Cara, eu raramente entro no Facebook. Nem sei como adicionar, etc. Mas curti a página pra me localizares lá, ok?

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  14. Valeu pela divulgação novamente Jack! A guitarra ficou simplesmente maravilhosa! Parabéns!!

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    1. Eu que agradeço, Tanaka! :)
      Não via a hora de botar aquela placa ali... :)

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  15. Paulo, uma pergunta aleatória:( que acho já ter feito...)

    Já experimentou corpo de Freijó?

    Tem um som ótimo, um meio de termo de Ash e Alder...
    Abraços

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    1. Já experimentei o Freijó em duas stratos, Daniel, e por incrível que pareça, me soou semelhante ao Marupá.
      O Freijó tem características físicas similares ao alder e o ash mais leve.
      Estou finalizando uma Tele de Freijó essa semana - vamos ver como soará... :)

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  16. Paulo, quanto bom gosto!

    Olha, já ouvi falar e muito desse tipo de personalização, mas prefiro as de cores "mais comuns".

    Enfim, jamais pensaria em ter uma guitarra como essa tele, mas quando bati os olhos: GAS GAS GAS GAS GAS......... Ficou um absurdo de linda! Visualmente, o braço encaixou perfeitamente ao corpo, o máximo! Já gravou alguma coisa com ela?

    Abraços!

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    1. É, Tai, ficou linda mesmo. Ao vivo é mais bonita ainda.
      Mas infelizmente o pequeno descolamento perto do control plate tá aumentando. Só de pensar no trabalhão que vai dar pra fazer tudo de novo... Pena. :(
      Não gravei nada ainda, mas o som dela é Tele na veia :)

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  17. Jack, tem uma história engraçada atras desse braço...

    Lembro do Andre ter me ligado sobre levar minha tele para ele ver como ficaria, porém eu estava indo para a Teodoro Sampaio na hora que ele me ligou e não deu pra levar a minha tele, pois ele estava com um problema no gabarito que ele tinha imprimido que estava com um espaçamento que iria prejudicar o posicionamento dos trastes, lembro de termos discutido isso um bocado de tempo, além dele ter me mostrado as outras guitarras dele (todas canhotas como o Andre), discutimos sobre música (Pantera, Metallica) e sons de tudo mais, sinto saudades de trocar ideia com ele e com o povo da GP, abraços.

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    1. É mesmo, Maranho...
      O FGP, depois do fim anunciado, parou mesmo.
      O André continua na ativa, mas como todo mundo, sem muito tempo p/ os papos :)

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  18. Essa guita está simplesmente magnífica !
    LINDA demais ...
    Imagina só o timbre disso ... rs

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    1. Obrigado!
      Nessas férias devo gravar alguma coisa com ela e compará-la com a versão dela mesma com braço de maple/rosewood:
      http://guitarra99.blogspot.com.br/2011/11/telecastermania-opsfaltou-de-alder.html

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  19. Parabéns pelo blog! Conheço há algum tempo, mas só agora para para escrever algo.

    Gostei muito do visual da Tele, principalmente do braço de Roxinho. Sobre esse braço tenho uma pergunta: a tocabilidade é boa? Sem "agarrados"? Parece estranho esse termo, mas quando toquei em escala de Pau-Ferro e Pau-Roxo (ambos nomes horríveis e assustadores, hehehe) sempre senti que a mão parece ficar travada, ruim de caminhar pela escala.

    Dependendo do que vc falar eu cogitarei montar uma tele com esse braço.

    Abração!

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    1. Quando a madeira permite verniz, Júlio, basta cobrir com verniz e definir no polimento o ponto ideal. A escala de Rouxinho aceitou o verniz (spray - passei para dar brilho) numa boa até agora - mas não sei se é costume dos luthiers passar verniz nessa madeira.
      Qto à pegada na parte de trás do braço caso não haja verniz, depende da madeira e do padrão de lixamento.

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    2. Obrigado pela resposta, Paulo! Estou com várias idéias para minha próxima teleca. Agradeço também a valiosa dica acerca do Adriano(RDC guitars). Um grande abraço!

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  20. cara boa tarde, queria muito saber onde eu consigo um papel adesivo desse que voce conseguiu, estou com um projeto de uma guitarra, e gostaria muito se pudesse me ajudar, abraços

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    1. Nathan, chegaste a ler o post? Tá lá na foto: "Papel Artesanal Indiano" - não é adesivo e achei numa livraria.
      No final do post tem um link para uma empresa no brasil que vende adesivos para guitarra, entre eles, tem o "paisley".

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