terça-feira, 24 de setembro de 2013

PAF Shoot-Out: Comparação de 7 captadores atuais estilo "PAF"

Oscar Isaka Jr.

           Num dos posts falando sobre Les Paul e PAFs, o Dalton deixou um comentário sugerindo que fizéssemos um comparativo entre alguns modelos populares de captadores feitos atualmente e que prometem entregar a sonoridade "PAF" clássica. Com essas comparações, poderíamos ter uma referência e poder assim escolher um deles com mais confiança.
O Dalton me enviou gentilmente um pedaço a sua coleção de captadores para que junto a alguns dos meus pudéssemos traçar um comparativo e ouvir as diferenças. É claro que eu não pude recusar a oferta e depois de muita solda e troca de caps chegamos a um quadro comparativo muito bacana que vamos dividir em 3 posts para manter o foco.

Vai um PAF aí?

PAF "Double White"

Já o citamos aqui muitas vezes e você provavelmente já ouviu esse termo. Então, o que é um PAF?

A história do captador "PAF" é a própria história do humbucker.
Em 1955, Seth Lover, engenheiro da Gibson, criou o primeiro captador sem ruído, formado por duas bobinas (e não uma, como era até então) com polaridades magnética e elétrica invertidas (a inversão das fases provoca cancelamento do hum). Ele não apresentava o "Hum"(ruído interno de 60 Hz) inerente aos captadores de bobina simples.

A Gibson batizou-o de "Humbucker" e, para evitar cópias, no final de 1957 colocou um adesivo na base
escrito "Patent Applied For" (Patente Pendente). Abreviado, "P.A.F."



À partir de 1957, esses humbuckers passaram a equipar quase todas as guitarras da Gibson. Em 1959 a patente foi aceita e, à partir de meados de 1962, o adesivo mudou para o número da patente ("Patent Number"), que por sinal não era o número correto, numa tentativa de confundir a concorrência, talvez.



Por volta de 1964, a Gibson "modernizou" a fabricação dos captadores, com máquinas automáticas e fios
modernos. A partir daí, esses humbuckers passaram a ser conhecidos como "T-Tops" (por causa de uma marca "T" na bobina de plástico). Nesse momento, a fórmula mágica perdeu-se para sempre.



Por uma coincidência do destino, os captadores feitos entre 1956 e até meados de 1964 entraram para a
história por causa de sua sonoridade única. As máquinas, materiais e o processo de fabricação utilizados
entre 1956 e 1964 não foram perfeitamente documentados, por isso o PAF original nunca pode ser 100%
replicado...

Mas esse captador só ficou famoso mesmo nas últimas décadas, quando os guitarristas perceberam que ele era um dos principais responsáveis pelo timbre mágico das Les Paul do período. Foi aí que ele ganhou o apelido de "PAF".

A sonoridade PAF é um mito e todos sabemos disso. Seus segredos e originalidade são ainda um mistério e até hoje ninguém conseguiu reproduzir totalmente a sonoridade que carimbou o timbre do Rock nos anos 60 em gravações de ZZ Top, Eric Clapton , etc. e persiste até os dias de hoje.
A dinâmica, explosão ("bloom") o conteúdo harmônico, o ataque e complexidade do humbucker PAF original são ainda perseguidos por fabricantes de captadores do mundo todo pela dificuldade de se balancear as variáveis da equação.

Seth Lover determinou que um captador "Humbucker" (cancelador de ruído) tivesse duas bobinas, cada uma com 5 mil espiras (metade das 10 mil do P90) ligadas em série com fases elétricas opostas e campo magnético oposto. No entanto a imperfeição do processo dos anos 50 e o constante corte de custos praticados pela Gibson como empresa, randomizou as unidades dos captadores. A capacitância interna gerada pela bobina, as correntes parasitas das partes metálicas, o isolamento do fio, quantidade de material ferroso no imã de alnico, o tipo de alnico, seu grau de impurezas, tudo isso tem influência no som e é um verdadeiro desafio conseguir entender e/reproduzir.

Quem já testou e ouviu vários PAFs originais afirma que uns não soam tão bem assim e outros são mágicos. Provavelmente tem a ver com o tempo. Alguns não envelheceram bem.

PIF, PAF, BUM!
É isso mesmo. :) Hoje existem dezenas, centenas de fabricantes de captadores que alegam ter conseguido fazer uma cópia perfeita do PAF. Alguns inclusive adquiriram as máquinas originais da Gibson, outros conseguiram fio enamel da época que estava estocado em algum depósito antigo e a maioria alega que seu "PAF" é resultado de intensas pesquisas científicas de engenharia reversa.
Como a percepção é individual e tão randômica quanto o próprio PAF vários fabricantes produzem o que consideram a "sua" própria versão desse timbre histórico e por isso escolhemos alguns modelos "famosos" para essa comparação.
Espalhados no blog, há vários vídeos com sons de PAFs originais e uma breve pesquisa no YouTube pode lhe fornecer mais algumas dezenas de exemplos.
Não vamos perder tempo com "PAFs" modernos que são inferiores, alguns de marcas menores como GFS e também não vamos incluir os captadores Gibson (Burstbuckers, 57, etc.). Vamos direto para os "top":

Participantes do desafio:

  1. - Jim Rolph Vintage Pretender 58 Set (Sem capas)
  2. - Jim Rolph Vintage Pretender 59 Set (Com capas)
  3. - Lidy Fralin PURE PAF Set (Sem capas)
  4. - Lollar Imperial humbucker Low Wind Set (Com capas)
  5. - Seymour Duncan Custom Shop "Greenie Model" Set (Com capas)
  6. - Sérgio Rosar Mojo 13 Neck (Sem capa)
  7. - DiMarzio 36th Aniversary Bridge (Sem capa)
  8. - Bare Knuckle Stormy Monday Neck (Com capa)

A plataforma de testes foi a minha Gibson Les Paul R9. Cada captador foi instalado, teve sua altura regulada para o melhor som possível na guitarra e gravado nas mesmas condições. Separamos os caps de ponte e de braço para que possamos compara-los melhor. Os de braço gravados limpos para ouvirmos bem as nuances e detalhes do timbre enquanto que os de ponte achamos por bem gravá-los com saturação pois é onde eles realmente brilham.

Primeiro os de braço (a trilha inicial é do Clapton com os Bluesbrakers, o som da guitarra é de uma Les Paul 59 original com PAFs):



Conversei ontem com o Paulo e chegamos mais ou menos às mesmas conclusões, as quais vou compartilhar com vcs pois além de gravar eu toquei com eles no amp em diversas situações. Lembrando sempre que são as minhas impressões pessoais e intransferíveis de cada modelo. Todos soaram muito bem (acima da média) e se tratam de produtos especializados, mas quando comparamos uma Ferrari com um Corvette por exemplo, teremos opiniões para os dois lados! :-)




         Esse nós já conhecíamos de algum tempo e no teste provou sua fama. Muita dinâmica!! Cada nota tocada tem personalidade própria adquirida pela força e jeito da palhetada. Ataque preciso com o famoso "Bloom" e complexidade 3D nos médios. É o mais fraco e detalhado de todos os modelos mas se comporta muito bem com drives leves e moderados. O meu T Miranda Overdrive 35 S falou tão bonito com ele que quase não quis mais desligar o amp.

         Uma novidade que o Rodrigo encomendou e me deixou testar para fazer comparações. Tem praticamente todas as qualidades do modelo 58 com um pouco menos de dinâmica e um pouco mais de ganho. Fiz a colocação que é como se fosse um 58 com um pedal de compressor ligado o tempo todo, o que tira um pouco da complexidade de dinâmica, mas deixa o ataque mais rápido e enche mais os drives.

OBS: Pra saber mais sobre o Jim Rolph, leia esse post (clique)
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Lidy Fralin PURE PAF Set (Sem capas):



         Estava entusiasmado para ouvir os PURE PAFs devido a sua fama e prestígio no mundo dos PAFs. Sempre é citado pelos experts gringos e não é pra menos. Talvez os humbuckers mais "claros" e definidos que já tive a oportunidade de testar. Os médios no entanto soam meio "vazios" em comparação aos Rolphs, deixando menos evidente o bloom 3D mas o grande mérito de Lindy Fralin, foi conseguiu tuná-lo a ponto de soar preciso e definido, com uma excelente dinâmica e sem sobras de sibilância ou agudos. São o remédio exato pra uma Les Paul (ou qualquer outra guitarra) mais grave!

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Lollar Imperial humbucker Low Wind Set (Com capas) :
         Macios e precisos, os Imperials Low Wind tem um som pronto e pau pra toda obra com os médios mais cheios e meio "honky" e agudos mais comprimidos com uma personalidade bem própria. Aos meus ouvidos faltaram um pouco de dinâmica e os médios soaram um pouco entupidos e macios demais pra mim. O próprio Jason afirma que os Imperials não tem a pretensão de ser um clone de PAF, mas sim oferecer o que ele considera um BOM SOM DE HUMBUCKER.

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Seymour Duncan Custom Shop "Greenie Model" Set (Com capas):


         Estava muito curioso com esse set e confesso que adorei o resultado. Instalei o Greenie de braço ao contrário (com os parafusos virados para a ponte) conforme instruções e o resultado foi muito legal. Seu forte não é o som limpo (vou fazer um post dedicado a eles depois), mas mesmo assim gravei para compararmos com os outros e ele não ficou atrás, os médios são mais cheios e mais presentes, acredito até devido a posição invertida, mas o ataque preciso, complexidade sonora ë até um certo "bloom" estão presentes. Adorei esse set!
Os Greenies foram criados para replicar os famoso set de captadores da Les Paul de Peter Green/Gary Moore.
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         Os que acompanham o blog sabem da nossa saga para desenvolver o MOJO. Depois de inúmeros (13, para ser exato) testes e análises e tunnings de ouvido, o Sérgio chegou a esse modelo. A semelhança com o Rolph 59 chega a ser assustadora, portanto carrega todas as suas qualidades.

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          Tinha de novo grande expectativa nesse set devido a fama que a marca inglesa carrega. No entanto confesso que dentre os modelos aqui testados, o Stormy Monday foi o que menos me impressionou. Em comparação aos demais soou meio "flat", sem a profundidade e complexidade dos médios presente nos outros.
A dinâmica também se mostrou um pouco mais limitada, mas ele mantém muito do ataque e presença característicos dos PAF, coisa difícil de se encontrar em outros modelos que se vendem como PAFs por aí.

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          A capa influencia ligeiramente nas frequências agudas, pra ser bem básico na explanação. Um humbucker com capa de nickel possui mais correntes parasitas, que na prática limam um pouco dos agudos mais altos.  Humbuckers sem capa soam com um pouco mais de presença, com a impressão de serem mais "abertos". A diferença é marginal, mas vale a pena ser comentada. A capinha não deixa um humbucker pior ou melhor, apesar altera levemente a resposta como um todo, dependendo também da guitarra.

E vocês? Quais são os seus preferidos?

Grande abraço!



(Paulo May):
    Interessante como as nossas opiniões sobre humbuckers - PAFs em particular - têm coincidido. O Jr me enviou os áudios sem falar nada e depois observamos praticamente as mesmas impressões.

A primeira coisa que eu observo é a dinâmica - cada intensidade tem que ter uma nuance própria.
Todos são muito bons ou excelentes, mas vamos aos detalhes:

Eu achei o Greenie excelente, mas falta um pouco de complexidade nos médios. O Fralin neck é um pouco desequilibrado nos médios, mas foi o melhor na ponte (próximo post), com uma saturação leve. O Lollar é exatamente o que ele próprio fala: mais "smooth", macio. Tem um tipo de sonoridade que agrada uma parcela bem representativa de guitarristas, mas pra mim é um captador previsível e obediente demais - tá longe de um PAF. O Bare Knuckle, tão famoso nos fóruns e undergrounds da vida, foi uma decepção - linear demais. Os Rolph são nitidamente superiores, mais nervosos, mais complexos e agradavelmente imprevisíveis. O 58 tem um pouco mais de dinâmica.

A surpresa ficou por conta do Rosar Mojo 13, que, como bem disse o Jr., é praticamente 95% idêntico ao Rolph 59. É a prova de que santo de casa também faz milagres!! :)






89 comentários:

  1. Uma coisa que me marcou quando eu ouvi esse Rosar Mojo 13, foi o "ar" que o timbre carrega. Já tinha ouvido o Jr. comentar isso inúmeras vezes no forum, mas dessa vez, nesse shootout, ficou BEM evidente. Excelente timbre, e excelente comparação!

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    1. Muito legal o teste

      Mas achei q o stormmy monday bao e ruimcomo vcs tao falando nao

      Ele tem sccoped medio

      E no marshal empurra

      Abs

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  2. Os "Greenies" pra mim, são os melhores. Sensacionais!
    Gosto dessa "embolada" nos médios.

    ess post foi foood...

    abs

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    1. Os Greenies são muito legais Arthur, foram uma das minhas gratas surpresas. Na verdade quase todos os Seymour Custom Shop que eu tenho/testei são incríveis!

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    2. Ora, o velho Seymour tem que fazer jus ao nome, né!?

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  3. "Pra variar" mais um ótimo post. E pelo visto fruto de trabalhosa atividade! Para mim, apesar de haver uma certa névoa que envolve a definição de um HB PAF ideal, fica mais claro a cada dia o conjunto de características que otornam um captador HB o Santo Graal das LP´s.
    Como já até deixei comentado há algum tempo no seu vídeo mais recente no youtube, é diferente ouvir um teste feito e fazer o teste. Há coisas que só tocando para se perceber... Mas tenho que admitir que o seu teste foi conciso e bem orientado.
    Os Rolth são impressionantes, mas mais impressionante é a criação do Mojo 13! Parabéns!
    Infelizmente as Gibson LP´s que possuo (Uma Studio dos anos 90, uma Tribute 50´s com minihb's e uma Tanglewood "WannaBe") não vão me dar a oportunidade de chegar lá. Mas posso atestar algumas diferenças entre pups usados nelas.
    Sou fã dos Lollar singles e curti bastante o Imperial low wind na ponte, mas não no braço. Na posição do braço coloquei um SD Seth Lover, mas estou achando que experimentarei em breve um MOJO 13...rs.
    Eu adoro singles e seu brilho envolvente. Não é médio agudo, é brilho, uma confusão que muitos amigos guitarristas fazem ao ouvir falar de brilho. Quando pego uma guitarra com HB's fico feliz quando há brilho, articulação e essa noção de cmplexidade 3D, além de boa dinâmica.
    Sou fascinado principalmente pelo som das 335 bem antigas, por isso fiz com outro fabricante de captadores um HB com PlainEnamel, 7.5K de resistência DC, barrinha de Alnico II um cadinho desmagnetizada e bobinas com certa diferença de número de espiras. Pedi para que pusesse o mínimo de parafina possível. Ficou uma jóia na posição do braço de minha Cort Source, que é uma cópia asiática da Gibson 335 de custo/benefício bem justo.
    Obrigado novamente!

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    1. Obrigado Alex, e sim concordo com vc com relação a percepção tocando vs gravação, e por isso resolvi colocar meus comentários com relação a eles.

      Você pegou o cerne da coisa, o conjunto de características que fazem de um Humbucker um BOM PAF. Cada um dos apresentados aqui tem pelo menos 1 delas e alguns tem mais de uma delas. É viciante, uma vez com esse som na cabeça, é difícil deixa-lo pra trás! :-)

      Esse cap que você mancionou é mais ou menos a receita de bolo do PAF. Bobinas assimétricas, plain enamel, magneto mais fraco (alnico II ou V fraco) normalmente te darão um bom sabor do PAF. É nos detalhes que alguns brilham mais que outros!

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  4. Pois então, junte os detalhes e terá um monstro de diferença...rs. Obrigdo novamente por dividir suas experiências conosco! Sucesso para vocês!

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    1. Exatamente Alex! :-) Obrigado vc pelos comentários!

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  5. Fica complicado julgar apenas por uma amostra, mas achei que o Bare deixou as notas meio sem foco. Os Rolph parecem mais detalhados. O Rosar faz 97% do que os Rolph fazem e devem custam metade. Entendem pq eu sou fã do Sérgio? :)

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    1. Concordo 100% Rafael! A percepção "ao vivo" é sempre mais clara e as respostas mudam com a pegada/setup de cada um tbem, mas pra fins práticos e comparativos deu pra ter uma noção. O Bare Knuckle pra mim foi o mais fraco da lista, o que foi uma surpresa, tamanha a fama da marca la fora. Fãs do Sérgio? Nem preciso dizer que somos dois! :-) Valeu!

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    2. Tu és "O" Rafael Gomes, o fera em captadores, guitarras e afins? Pai do Supershred e inúmeros outros clássicos do Rosar? :)
      Rafael, acho que nós 3 somos fãs do Sérgio. Se considerarmos que ele replicou um captador clássico usando materiais e técnicas bem distintas, o mérito multiplica-se.
      Apareça sempre, por favor! :)

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    3. Incluem-me na lista de fãs do Sérgio Rosar. Esses Mojo realmente são fora de série...

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  6. O post está muito muito bom!
    Eu gostei dos Lindy Fralin, achei bem legais mesmo, baita timbre.
    Contudo gostei de saber que os Mojo 13 estão no mesmo nível que os Rolph. Para mim o Hot Mojo é maravilhoso, um timbraço, com drives fica sensacional!
    Parabéns pelo post, ótimo guia para quem quiser ter o melhor em timbre de PAF.

    Um abraço!

    Velhinho

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  7. Oscar,
    Saudações.
    Sigo o Blog há muito tempo e pouco (ou nunca) participo fazendo perguntas e/ou observações. Era admirador do trabalho do Paulo May, e agora sou seu admirador também, sobretudo devido aos últimos posts que você escreveu. Parabéns para ambos!
    Sobre este artigo, aproveito a oportunidade para perguntar se os captadores que foram produzidos na era Norlin da Gibson (os Tim Shaw) são considerados PAFs. Pergunto isso porque o Paulo possui uma Gibson com este tipo de captador e, portanto, poderia entrar na comparação.
    Além disso, pergunto se conheces a qualidade dos captadores que o David Plummer da Zhangbucker faz (http://www.zhangbucker.com/).
    Mais uma vez, parabéns pelo Blog e OBRIGADO pelos reviews que crias, pois os maiores beneficiados somos nós, os leitores.
    Abraços,
    Rafael Higashi (Florianópolis)

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    1. Obrigado Rafael! :-)
      Os Tim Shaw não são PAFs propriamente ditos, mas sim talvez a primeira tentativa oficial da Gibson em recriá-los para um série de re-edições da LesPaul. Tim Shaw conseguiu um resultado muito bom nesses caps, mas conseguir um desses hoje é uma tarefa muito difícil e por isso não consideramos.

      Já li muito sobre os Zhangbucker mas nunca tive chance de testa-los. Todos falam muito bem deles! :-)

      Abraço!

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  8. Gente, gostei muito do timbre do Rolph 58 e pra mim os Rosar soaram praticamente iguais, talvez ligeiramente mais abertos no final, uma levíssima ponta de agudos, comparado com o 58... Mas, fora isso, estou decididamente convencido que são fantásticos!
    Parabéns pelo teste, como sempre, profissional!
    Abracós e bons sons, galera.

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  9. Gostaria de ouvir mais comparações assim com um pouco mais de ganho. O drive está leve, e apesar de dar pra perceber algumas diferentes nuances entre eles, como os graves mais esponjosos ou mais "duros" entre os ímãs II e V, ainda assim soam bem parecidos.
    Com um pouco mais de ganho eles tem uma aquela característica de "sizzle" que um bom PAF tem. São cortantes mas nunca agressivo aos ouvidos nos agudos.
    Parabéns e continue o ótimo trabalho.
    P.S. Vocês têm aumentado a minha curiosidade quanto aos Rosar, rsrs.

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    1. Obrigado! :-) Os de ponte vão ser com mais saturação !

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  10. Gostei muito do som do Jim Rolph Vintage Pretender 59 Set, será que funciona na minha Gibson Les Paul Tribute 50?? Atualmente ela está com o Gibson Classic '57 no braço, acho até legal mas sinto falta de algo ali. Vocês sabem onde acho os Jim Rolph?

    No mais, parabéns pelo blog!

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    1. Zé Mario, a Tribute 50 é Chambered então o resultado vai ser um pouco diferente do que vc ouviu aqui. Isso dito, a maioria dos testes que eu fiz no desenvolvimento do MOJO foram feitos numa Epiphone Joe Perry que também é chambered e o som ficou muito muito bom, então eu diria que sim funciona! :-)

      Os Jim Rolph só são vendidos por ele mesmo. É preciso entrar em contato via telefone com ele, fazer pagamento via transferência e esperar mais ou menos 1 mês para ficarem prontos, a não ser que você consiga achar alguma coisa no Ebay. Para informações e contato, visite a página dele! http://www.jmrolph.com/

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  11. Oscar, parabéns, ficou muito legal a matéria, estou feliz demais com o resultado. Escutando todos novamente, ficou realmente claro que os Rolph ainda estão num degrau acima, principalmente o 58. Você não tinha me enviado o Mojo e é gratificante saber que o nível que ele atingiu é muito similar a esses captadores tops que foram testados. Enorme contribuição essa para quem busca um ótimo PAF, obrigado por ter aceitado a minha contribuição. Abraço

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    1. Obrigado pela disposição e confiança Dalton! :-)

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  12. Acho que eu sou mais do rock'n'roll. O captador que mais gostei foi o Rolph 59, em seguida o 58 e o Lollar empatados. E de fato o stormy mondays não fica no mesmo patamar dessa galera que é de altíssimo nível.

    Gostaria de observar que ficou faltando uma foto dos captadores Fralin, e posição das fotos de cada captador me deu um nó no cérebro porque alguns estão acima do título e outros abaixo. Se eventualmente vocês forem reformatar, minha dica como estudante de design é por as fotos de cada captador logo abaixo do título deles =)

    É isso aí, blog excelente como sempre!

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    1. Obrigado pela dica de design, Luís. Já fiz as modificações.

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  13. Duvida:

    Existe alguma diferença sonora nos PAFs com "wax potting" ou não?

    abraço

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    1. Arthur, a resposta simples e direta é sim. O quanto depende da quantidade de parafina e tipo de captador tbem.N prática se estamos falando de PAF e caps de baixo ganho com alto nível de detalhe no som, a capacitância e o fato da bobina não "vibrar" junto tiram alguma frequêcias do timbre final. Experimentamos isso no MOJO, tanto que o Sérgio só da um leve banho de parafina nele pra segurar as microfonias mas manter o máximo possivel do som puro. Com saturação completa de parafina ele perdeu um bom tanto do "ar" e detalhe do timbre. A "microfonia" do captador (desde que controlada) tem parte no timbre. O mesmo vale pra caps de tele por exemplo! :-)

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    2. Na teoria, um captador parafinado jamais poderia ser mencionado como "PAF". Nenhum PAF jamais foi parafinado - aliás, na época, nenhum captador era parafinado, nem os Fender.
      Já é quase impossível fazer um captador com materiais modernos que soe como um PAF. Se parafiná-lo ainda,,,
      A grau de saturação de parafina dos Mojo é ínfimo e apenas pra manter uma coesão mínima dos componentes.

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  14. Realmente, o Sérgio Rosar (não por ser meu xará) arrasou. Todos os harmônicos estão lá, nem precisa se esforçar para ouvir. Parabéns por esse magnífico teste.

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  15. Ola Mestres do LPG qual email de vcs para contato queria conversar com vcs abrs Maik e parabens pelo Blog otimo e muito bem Feito

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    1. Caro Buster, como já explicamos antes, mantemos esse blog nas (raras) horas vagas. Ambos trabalhamos em outras áreas. Com cerca de 1.500 visitas/dia, seria inviável disponibilizar e-mails para contatos pessoais.
      Mas esse espaço é justamente pra isso, discutir abertamente e com todos. Eventualmente, se acharmos que o assunto (especificado ou sugerido aqui) deve ser tratado em âmbito privado, combinamos com o leitor um meio de contato.
      Obrigado pela compreensão.

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  16. Legal, outro belo comparativo aqui no blog, valeu mesmo!
    Minhas considerações: Não achei nenhum cap. ruim mas alguns chamaram mais a minha atenção.

    Os PAF Rolph e o Rosar são ótimos, equilibrados, dinâmicos e quem acompanha o blog a mais tempo, com certeza não esperaria outro resultado. São tiros certeiros.

    Gostei muito do SD Greenie Model, achei o mais agressivo de todos, com graves mais destacados e parece pedir por saturação. Teria um desses fácil, fácil.

    Gostei também do Lindy Fralin pelo som limpo, vivo e cristalino. Achei outra ótima opção de som PAF.

    Já o BK e o Lollar achei mais abafados/controlados, ainda bons sim mas considerando apenas o timbre limpo, não me empolgariam a gastar $$ com eles.

    Achei que seria testado o BK "The Mule", o mais famoso PAF da marca.
    Felizmente o teste mostra que existem outras boas alternativas.

    Abs.

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  17. Gostei mais do Seymour Duncan Custom Shop "Greenie Model" Para mim foi o mais "porrada," remete um pouco ao som do famoso Slash, será pelo fato dele usar Seymour Duncan também? mesmo que sejam modelos diferentes?

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    1. Fernando, acredito que os fabricantes tenham uma "identidade", mas possuem muita variedade de sons. Os Greenie são réplicas de PAFs historicos, o Slash usa modelos mais modernos!

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  18. Muito bom o post. Principalmente quando se trata de PAF existem muitos "sabores" no mercado. Todos me pareceram bons, mas os Rolphs 58 são imbatíveis com o Greenie vindo atrás pelo som característico dele. Eu particularmente esperava mais dos Rolphs 59 (perdeu a complexidade que os 58 tem) e dos Bare Knucles.

    Parabéns mesmo! Uma idéia seria fazer uma votação com os leitores para eles escolherem qual captador dos testados eles gostariam de ter uma review mais profunda.

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  19. Qual dos seguintes modelos soariam melhor em uma strato? o 59 ou o PAF?

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    1. Não entendi sua pergunta Alberto. Qual 59? Qual PAF? Qual Strato?

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  20. Primeiramente, Paulo e Junior, parabens a mais um excelente post!

    Gostei mais do Rolph 59!
    Acho que ele vai bem numa R0.. Hehehe!
    Lembrando que muitos dos PAFs originais de 1959 equiparam as burst de 1960.
    As burst de 60 são um pouco mais "quentes" mesmo, portanto esses Rolph 59 com uma R0 teriam excelente exatidão histórica!
    Mas eu sou suspeito!!! Rsrsrsrs

    Rodrigo R.

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  21. Fala sobre os captadores Malagoli, acho que nunca vi nada sobre eles aqui. :)

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    1. Brendon, eu não tenho e nunca tive experiência com caps da Malagoli! Falta de oportunidade de testar mesmo! :-) Esses caps todos que vc ve aqui , são modelos que por algum motivo passaram nas nossas mãos e achamos que seria legal dividir com vc`s. :-)

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  22. Olá!! Sei que estão falando de PAFs mas estou com uma Tele Fender em Ash com MiniHumbucker Vintage Seymour no braço e o APTL1 Alnico II Seymour na Ponte. Só que não gostei desse APTL achei o ganho dele bem baixo. Qual Cap da ponte vcs me indicam pra equiparar um pouco com o MiniHumbucker do braço que por sinal gostei demais do som. Tava vendo o Sergio Rosar Vintage Hot T ou o Fender 52 Vintage mesmo classico, ou um outro com mais ganho.

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  23. O captador da ponte de telecaster, por ser single e estar numa configuração predisponente, não deve ter muito ganho por causa do ruído. Além disso, o alto ganho descaracteriza seu som clássico.
    Talvez devas experimentar um Rosar dual blade na ponte. Daí podes saturar à vontade que ele não vai apitar. Para rock e metal, o Screaming Distortion é o mais adequado.
    http://www.sergiorosar.com/Telecaster-Dual-Blade-%20Medio-Ganho.html

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    1. Com certeza não quero perder o som clássico dos singles da ponte de Tele. Gostei desses dual blade, mas quero o som de single mesmo de tele na ponte só que um pouco mais de sustain e encorpado pra solo sem perder a característica. Têm o Sergio Rosar HOT 43 mas não sei se é muiito ganho.

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  24. Então, Paulo e Oscar, eu há algum tempinho peguei com o Dalton um DiMarzio EJ (tentando fazer as pazes com a marca...rs), pois gostei do conceito deles. Não seria inicialmente um PAF, porém as características se aproximavam do que eu gosto. Algo entre um humbucker Gibson e um Gretsch. Humbucker com vontade de ser single, ou seja, brilho, médios complexos e graves bem comportados para a posição do braço.. Ataque e articulação muito bons e definidos. O captador foi para a posição do braço de uma Vintage V100MRJB. Na ponte foi um Malagoli Custom 57 plus. Ambos com capa. Na guitarra´, além dos captadores, as únicas coisas que troquei forma o stop tail por um de alumínio (que reliquei com um resto de percloreto de ferro usado para fazer PCB's, já bem diluído em água e assim se integrar ao visual do resto do hardware) e a parte elétrica. A guitarra é muito gostosa de se tocar, a ação só não deixei mais baixa por eu tocar do pianíssimo ao fortíssimo...rs. Já o Custom 57 plus é bem na onda do original da Gibson, como eu curto na ponte, esponjoso no ataque, bom corpo de médios e graves, agudos na medida. Eu achei que ficou matadora! Limpa ou com crunch, super dinâmica em termos de volume e timbre. Pra completar a experiência instalei um pot com chave DPDT Push-Push para defasar eletricamente os captadores. Depois experimentei colocar o DM EJ com a polaridade magnética invertida, apenas girando-o 180o. Na verdade ele fica mais agudo e creio que seja uma boa saída para LP's sem top de maple ou simplesmente muito graves. Defasados os captadores combinados podem criar vários timbres dependendo dos ajustes de volume de cada um. Muito legal, está bom demais de tocar com ela! Novamente agradeço pelos posts e a ajuda para quem se interessa em se aprofundar no instrumento. Grande abraço! E o Dalton novamente de parabén pela presteza e gentileza de seus serviços!

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    1. Show Alex! Que bom que deu tudo certo como vc queria!! Isso que importa no final. :-)

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  25. Eu curti pra caramba o som do Mojo. Agora surgiu uma dúvida. Li no site do Sergio Rosar que nesses captadores, na versão do braço, é feita uma semi-parafinação. Isso acaba prejudicando alguma coisa na hora de tocar com drive? Chegaram a usar o Mojo neck com drive? Rolou apito, microfonia ou algo do tipo?

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    1. Adclelmo, se seu propósito é ter mais versatilidade pra tocar com muito drive e etc acoselho vc a pegar o HeartBreaker que é um modelo já feito para se comportar bem nessa situação. O Mojo , embora aguente bem diversos níveis de saturação, não foi desevolvido para uso com muito drive e som algo mais voltado ao Rock Clássico Hard/Rock no máximo OK?

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    2. Tranquilo. Na verdade, o propósito maior é usar com som clean e um leve crunch. São bem poucas as vezes que uso o captador do braço com níveis de drive mais forte, só em um ou outro trecho de algum solo.

      De qualquer forma, me amarrei mesmo no som do Mojo. Muito legal.

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  26. Paulo e Oscar!

    Vcs são OS caras dos captadores. Podem dar até workshop por aí.

    Rasgação de seda à parte, gostaria da opinião de vcs se possível.

    Estou com uma Epiphone Sheraton II e não tenho gostado do som dos pickups originais. Acredito que um treble bleed também esteja fazendo falta.

    Eu toco desde sons limpos até drives no estilo classic rock. Assim, gostaria de saber se um par de Mojo/Hot Mojo ou de Heartbreaker, teoricamente, me atenderia mais.

    Abraços

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    1. Se eu tivesse uma Sheraton seria fácil responder Pedro. Embora não goste muito de semi acústicas, tenho uma Aria que é estilo 335. No braço ela só ficou legal com um single em formato de humbucker (um protótipo do Rosar), então imagino que um humbucker em formato de P90 possa ser útil no braço, Na ponte o Mojo ficou um tempo e soou muito bem, mas agora estou colocando um Dog Ear P90. Mas isso porque gosto de som estalado e meio magro. Não consegui captar para que lado queres ir em termos de timbre...

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    2. Paulo, sinto falta desse estalado aí também, mas eu procurava mesmo na semi acustica um timbre "mais les paul", carnudo... Guardada as particularidades de cada modelo, nao achei o captador original nem com um clean bonito e nem com um drive carnudo/cremoso.

      Melhor trocar de guitarra? rs

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    3. Sempre evitei esse com "carnudo" de Les Paul, Pedro. :)
      Mas as semi acústicas finas via de regra soam um bocado mais magras que as LP. Acho que o Mojo pode não funcionar, embora ele também soe macio dependendo do setup. Dos Rosar, acho que o Heartbreaker pode soar mais do teu jeito.
      O Oscar tá viajando mas logo ele entra aqui pra dar uma mão,

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    4. Pedro, demorei mas cheguei!! rsrs!! Eu nunca gostei de nenhum captador original de Epiphone. TODOS que eu ja toquei ate hoje soam abafados e sem vida nenhuma pra mim e os da Sheraton não devem fugir a regra. A característica tonal das Semi´s clásscias (com corpo de maple e bloco central) e sempre de ter o ataque mais macio e o som todo com mais "ar" sem tantos médios graves, que fazem a LesPaul ser o que é. O Mojo no seu caso vai te dar o estalo e definição que vc quer, embora um pouco menos presente que numa lesPaul, mas vai estar lá. Só timbre carnudo mesmo que não tem jeito, a não ser que vc coloque caps de alto ganho, mas nesse caso o estalo já era... Entende o dilema? rsrsrs!!
      Abraço

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    5. Fico com estalado então, Oscar! Como faço pra conseguir um par de mojo e hot mojo com capinhas douradas pra minha Sheraton?
      Obrigado

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    6. Veja com os revendedores do Sérgio como a 4Garage. Eles sempre tem Mojo a pronta entrega. A capinha que é problema, o Sergio não faz capinhas nos seus caps ainda, mas garanto que um par de Zebra ficaria lindo na Sheraton! :-)

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  27. Amigos,
    Em que classificação vocês colocariam o Pearly Gates e o Antiquity, ambos da Seymour Duncan?

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    1. Sidney, eu adoro o Pearly Gates, é talvez o meu preferido da linha Seymour. É um taqnto mais hot que quase todos aqui nessa comparação e tem mais corpo e corte no ataque. O antiquity por incrível que pareca nunca pude testa-lo a fundo pra emitir uma opinião.

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    2. Pearly Gate seria o Greenie sem a inversão do ímã? O que vocês acham?

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    3. Sidney, acho que não. O Greenie é menos arisco que o Pearly Gates, tem um médio menos cortante. O Perly tem um médio mais "sujinho" mais "marrento" na falta de palavra melhor, mas mantém todas as características de um PAF, como ataque e complexidade. Não é como o 59 que já soa mais gordão por exemplo. É difícil explicar essas diferenças dos timbres dos PAFs, são todos PAFs, mas ainda assim todos diferentes :-)

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    4. O pearly gates é mais agudo que o Greenie? Obrigado

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    5. O de ponte é um pouco mais cortante nos médio-agudos, Não nescessariamente mais agudo.

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    6. E quanto ao de braço? Desculpe o incômodo, o fato é que comprei uma Gibson Standard '97 e o pickup do braço, é bem gordo, soa quase como uma guitarra de jazz. Então resolvi trocar. O que procuro é um som mais aberto com estalo, mas que trabalhe bem com distorções visto que meu amp é um Mesa/Boogie. O som da guitarra de Gary Moore é o ponto de partida, mas gostei também do Pearly gates, mas não sei como ele é no braço.
      Esse fórum tem sido de grande importância para mim, tenho aprendido muito.
      Muito obrigado

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    7. Sidney, vou dizer assim. De todos os captadores de linha da Seymour o Pearly gates é o que eu mais gosto no braço. Tem ataque, tem detalhe, complexidade nos médios tudo que um BOM PAF. Arrisco dizer que dos captadores não Boutique/Custom Shop é o que eu mais gosto mesmo.

      Verifique os potenciômetros da sua LesPaul. Os de volume devem ser de 300k o que fecha bastante. 50s wiring tbem ajuda abrir o som. Da uma pesquisada nisso, depois que vc efetuaqr as mudanças nos conte. :-)

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    8. Oscar,
      Fiz a mudança do potenciômetro de volume do pickup do braço que era 330k para 511k e também a ligação 50 wiring.
      Tanto o luthier quanto meu irmão que estava presente e não é musico, notaram claramente a mudança.Mais brilho e mais volume.
      De fato, uma alteração simples e muito eficiente. Recomendo a todos!
      Agora, vou trocar os pickups,heheheh!
      Obrigado Oscar!!!

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    9. rsrs 9 entre 10 LesPaul soam melhores com pots de 500k. Raramente os de 300 ficam melhores na minha opinião! :-) que bom que vc gostou!

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    10. Oscar,
      O Pearly Gates CS tem bobinas assimetricas?

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  28. Os PAFs da malagoli são parecidos com os PAFs "verdadeiros"? Aquele captador EVH da malagoli parece com o PAF que Eddie Van Hallen retirou de uma Gibson pra usar na Frankenstrat?

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    1. Leandro, tem um post sobre o Custom 55 da malagoli aqui no blog onde eu falo sobre as qualidades e características dele inclusive com algumas demos. Por favor utilize a busca.
      Não conheço o EVH da Malagoli.

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  29. Olá Paulo e Oscar.

    Vim pedir uma sugestão pra vcs. O meu xodó aqui é uma Gibson Les Paul Custom (SG) '61 RI, que na prática, embora chamada de Les Paul Custom, foi a primeira SG. A minha é alpine white, com 3 captadores Classic '57, hardware dourado, escala em ébano, MOP, enfim, uma belezura só. Igualzinha a essa: http://www.btm-guitars.de/images_offers/gibson_sg_custom_olw.jpg

    Como vcs mesmo colocam, os Classic '57 são muito bons, mas não entregam o timbre PAF.

    Com essa alta do dólar e dos impostos, está inviável importar um Jim Rolph, Throbak, etc. Logo, minha primeira escolha era o Rosar Mojo. Só que não queria perder o visual da capinha dourada na guitarra. Até pensei em pegar os Mojo no estilo PAF double-white open coils, como a da imagem do início da postagem, mas não sei até que ponto ficaria legal. O som tenho certeza que iria corresponder, mas no visual fico na dúvida. Até pensei em importar a capinha e os parafusos e colocar no Mojo, mas não sei fazer esse tipo de serviço e não conheço ninguém que faça, então meio que inviabilizou.

    O que vcs fariam no meu lugar? Pegariam um importado com gold cover apenas no braço ou colocariam um trio de Mojos double-white open coil mesmo?

    Outras sugestões são bem-vindas também!
    Um abraço!

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    1. Alexandre, vc mesmo respondeu quais as opções, prós e contras rs. É difícil a gente sugerir algo, pois no final das contas o seu gosto é o que conta. SG é um bicho meio único no que diz repeito a sonoridade e captadores. Eu mesmo tenho uma 61 Reissue Std (não a custom) e entre indas e vindas de captadores agora estão com um par de BurstBuckers 1 e 2 pretos e estou curtindo por hora. Cada uma soa de um jeito e é realmente dificil dar uma sugestão em algo estético e tão pessoal pra vc entende? :-) Os mojos realmente entregariam bem em termos de sonoridade, mas pelo visto vc está mesmo inclinado as capas douradas, então nesse caso restam os importados ou ainda o Malagoli Custom 55 (procure no search pelo post dele). Mas eu confesso que nunca testei o 55 numa SG.

      Boa sorte man! :-)
      Abraço

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  30. Opa pessoal, tudo bem?

    Primeiramente, parabéns pelo blog! Material de qualidade, principalmente quando tratamos de caps nacionais, é difícil de achar.

    Vamos lá: tenho uma PRS SE Zach Myers (um "furo" em F no corpo). Pretendo trocar os caps, pois os originais (SE 245) não me agradam muito. O ponto sendo: toco rock/hard rock - às vezes com bastante ganho. Curti muito a ideia dos Rosar (e o Mojo, que aparentemente fica próximo dos Alnico 2 Slash da SD). O "problema" é exatamente a microfonia.

    Dentro dessa característica da guitarra, do tipo de som que eu curto, e da necessidade de trabalhar com distorção, a melhor pedida seria o Mojo ou o Heartbreaker?? Ou ainda alguma outra alternativa do Rosar?!?!?! Valeu!!!

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    1. Luciano, apesar de nenhum dos dois modelos mencionados por você (Mojo e Heartbreaker) terem nenhum problema com microfonias pois o Sérgio Parafina ambos, eu acho que pra um som HardRock com mais ganho eu recomendaria do SuperShred pra vc. Ele não soa abafado e nem muito gordo, mas com mais ganho ele simplesmente brilha. Corta na mix da banda como nenhum outro. Caso vc queira algo um pouco menos cortante, o Heartbreaker certamente aguenta melhor mais drive que o Mojo.

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  31. Tenho um Lollarimpherialpickup no braço da minha Vintage Afd canhota com escala em ébano e bem mais pesada do que as outras canhotas e não abro mão!!! Uma das primeiras Vintage Afd canhota no país comprada no phmusic store en Fortaleza!!! Sonzeira e uso um Sérgio Rosar supershred na ponte pra vertentes mais pesadas do rock band roll na ponte!!! Parabéns pelo post!!! Paf's rules!!!

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  32. Tenho um Lollarimpherialpickup no braço da minha Vintage Afd canhota com escala em ébano e bem mais pesada do que as outras canhotas e não abro mão!!! Uma das primeiras Vintage Afd canhota no país comprada no phmusic store en Fortaleza!!! Sonzeira e uso um Sérgio Rosar supershred na ponte pra vertentes mais pesadas do rock band roll na ponte!!! Parabéns pelo post!!! Paf's rules!!!

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  33. Impressão minha ou vocês se esqueceram de comentar sobre o DiMarzio 36th Anniversary? Ele estava na lista.

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    1. Tive que rever o vídeo, Sávio... Não tá lá mesmo. Não me lembro direito da época, mas talvez o Oscar tenha me passado a lista inicial e depois ela foi modificada na conclusão do post, sem o DiMarzio. Quando tiver um tempo checo isso com ele... :)

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    2. Pois eh, acho que acabamos esquecendo dele no texto! Mas esta no vídeo, então da pra sacar as diferenças sonoras dele. :)

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  34. Prezados, o Mojo neck casaria bem com um Supershred na ponte? Manteria aquele timbre PAF com um ataque maior em função do Supershred, ou a melhor escolha é mesmo utilizar o Mojo da ponte junto co o do braço? Abs e obrigado pelos belissimos e esclarecedores poste

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    1. Mojo neck + Supershred é muito semelhante, em termos de relação de ganho, com a clássica combinação da Seymour Duncan: 59 + JB
      Se precisas daquele ganho extra, mais sustain, etc. na ponte, mantendo o timbre vintage no braço, o supershred/mojo é uma aposta quase ganha :)

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