sexta-feira, 6 de setembro de 2013

No Mundo das Falcatruas: Braço Giannini de "Waffer"

Paulo May

Falcatrua: "Artifício que se usa para iludir pessoas ou fraudar alguma coisa."



         Já sabemos dos inúmeros truques que os fabricantes, não só chineses, utilizam para cortar custos de material. Surpreende-me entretanto a habilidade deles em esconder esses truques. As maquiagens são quase perfeitas e algumas talvez jamais conseguiremos descobrir. Bem, talvez exceto numa situação excepcional como a que presenciei na "Officina Luthieria", do Alex Arroyo e Inaldo aqui de Florianópolis:

       Fui pegar alguns braços cujos trastes o Inaldo havia trocado pra mim e ao chegar encontrei o Alex com uma braço de violão Giannini (desses novos, feitos na China, pois acho que da antiga e gloriosa Giannini tupiniquim só restou o nome) quebrado justamente no ponto da colagem espanhola, perto do headstock.
O Alex pegou a peça e disse: "Dá uma olhada nisso - a escala de rosewood é só uma folhinha e embaixo é tudo compensado..."
Juro por tudo que é sagrado que quando vi aquilo, na hora me lembrei de um "Waffer" - parecia um "Bis" mordido" KKKK! :)
Vergonha, vergonha ... Onde isso vai parar?


A base do braço até que tem uma parte de madeira "sabe-se lá qual" aparentemente sólida, mas da metade pra cima, é tudo laminado da pior espécie - "compensado" também se aplica.


 Esse blog nasceu para isso - temos como foco a obrigação de esclarecer. Eles tem que anunciar uma falcatrua dessas como "escala/braço de madeiras laminadas com folha de rosewood". De posse dessas informações, podemos ou não comprar o violão. Um mínimo de honestidade já basta.

A Giannini já foi uma empresa de produção 100% brasileira e de respeito. Sempre produziu seus próprios equipamentos aqui no Brasil. Nem todos bons, é verdade, mas temos que reconhecer que havia um esforço do pessoal. Certamente hoje em dia não dá mais pra competir com os produtos chineses e tenho quase certeza que a Giannini virou apenas uma importadora, como quase 90% das "fábricas" nacionais.

Estamos numa "terra de ninguém". Parece que o mais esperto vence e tem mais lucro vendendo gato por lebre. Enquanto o governo não estabelecer uma legislação/controle de qualidade nessas importações inescrupulosas, nós é que pagamos o pato...

Antes que perguntem, o braço em questão apresentava pintura preta, que encobria perfeitamente o "waffer". Caso tenhas um violão suspeito,  desses made in China, talvez dê pra checar essa falcatrua retirando o nut/pestana.

ADENDO 09/09/13:
Realmente, temos que considerar que são geralmente violões que custam menos que 300 reais. Como diria o ditado "Você recebe o que você paga".
Mas a questão acho que nem é essa. Em essência, reclamo da "omissão/disfarce (plywood)" desse detalhe nas especificações do violão. O comprador tem que saber que o braço é de compensado.

42 comentários:

  1. Que absurdo hein!! Tive um violão giannini que foi o meu primeiro instrumento, ruim que só ele. Mas me serviu mto! Fico pensando nas pessoas que compram estes instrumentos e sua posterior decepção, ao ver uma situação destas! Deplorável!!!
    Sei que a pergunta não tem nada a ver com o post, mas vou lá.
    Estou com uma fender strato american vintage series, de 89. Timbre excepcional, guitarra já com relics naturais, linda e com super timbre! mas ai pintaram duas duvidas. A rosca de um dos parafusos do braços tá espanada, não conseguindo apertar. Alguma dica de como reparar? Li sobre palitos no furo com cola, ou pó de madeira. O que é mais adequado?
    Segundo, a fender veio com chave de 3 posições. Mais vintage impossivel, porém devo trocar para 5. Tem como eu saber se o captador do meio é rebobinado ao contrário para gerar aquele hum canceling???
    Abraços Paulo e Oscar. Faz mais de 1 ano qeu acompanho vcs e muita coisa mudou para mim, obrigado msmo!

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    1. Obrigado Cirne :)
      Furos: Palitos com cola de secagem rápisa (Bonder, Superciano, etc.)- funciona beleza.

      Se ele é enrolado ao contrário, os polos dos imãs também estarão invertidos. É só pegar um imã qualquer e checar a polaridade dos 3 captadores - o do meio deve ser invertido.

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  2. Rapaz, só quero saber se tem como piorar, estão superando o nivel da picaretagem. Eu particularmente nunca peguei em um giannini ou di giorgio que prestasse, a sensação é que são de isopor. Rsrsrs. Abraços.

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    1. Epa... Di Giorgio tem coisa fina. Tenho um DG Master de 1985. Madeiras de verdade... e que violão!

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    2. Calma! Rsrsrs! Eu disse que nunca passou pela minha mão um desses que prestasse. Nada impede que existam alguns com madeira boa. Mas mesmo nessas condições, o braço do Di Giorgio nunca me convenceu.

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    3. Guitar fisio, acho essa questão de braço mais como gosto pessoal, sem falar que os violões da Di Giorgio e Del Vecchio são instrumentos que tem características mais voltadas para violões clássicos e concertistas.

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    4. Correto, tanto é gosto pessoal que expressei a minha opinião. Pra mim, independente de ter características para música erudita ou popular, tem que ter timbre orgânico e boa construção, inclusive a ergonomia do braço.

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    5. Tá certíssimo, nem caberia aqui comentar sobre as características de timbre e construção etc, pq tem uma infinidade de modelos de violões que foram produzidos desde séries voltadas para estudo a linhas profissionais nesses mais de 100 anos da Di Giorgio.

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  3. Ultrajante é apalavra que me vem à mente...

    Independente de poder aquisitivo do comprador e da faixa de mercado à qual o produto se destina, quem compra um instrumento merece respeito!
    Se fosse meu, eu processaria a empresa por me enganar com um produto chamado de instrumento musical, mas que não passa de um embuste técnico.

    Sinto vergonha até de ter instrumentos desta marca, mesmo da época de ouro, como a minha Guitarra Diamond e o meu violão Trovador.
    Já estou pensando em apagar o nome na palheta!

    Obrigado por postar isso Paulo.

    Abraços e bons sons, sempre.

    Mazzucato.

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  4. Será que é um modelo desses? Tem a opção de cor preta, tensor e as tarraxas são iguais.

    http://www.giannini.com.br/novo/produto.asp?id=285

    No site é anunciado que o braço é de "plywood", ou seja, compensado. Aí ninguém compraria enganado. Quer dizer, se for explicado para o comprador que é "plywood".

    Parabéns pelo blog, Paulo!

    Marcos Sousa

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    1. Se fizermos uma pesquisa, veremos que mais de 80% dos compradores de violão - e os que comprarm violões baratos geralmente são iniciantes, nem se tocam do que significa "Plywood".
      Não sabia que eles colocaram plywood, mas mesmo isso (manter a palavra em inglês) também apresenta um grau de falcatrua, pela essência do contexto.

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    2. Eu tenho um guarda roupa com fundo de Plywood. Será que agora ele é de alto padrão e a qualidade melhorou também? O Inmetro poderia verificar essas classificações não?

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  5. Ops, onde tem "braço" no comentário acima, leia-se "escala".

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  6. Eu ja fui enganado pela Giannini mas foi por falta de pesquisa. Certa vez comprei um Giannini gcx15 na cor natural, escala escura, encordoamento de nailon. Infelizmente só depois da compra que fui pesquisar e descobri que a escala era em "Plywood" ,e a linha GCX fabricada na China, foi muito decepcionante, paguei 184,00 R$ no violão em uma loja aqui de Ctba (hj com certeza deve ser mais caro). Quando descobri que a escala era de madeira compensada tive vontade de quebrar o violão na parede, mas com muita sorte eu troquei o violão por uma guitarra Giannini nacional, consegui vender a guitarra por 350 reais e recuperar o prejuizo. Muito bom tocar nesse assunto aqui, para os que acreditam que "Giannini" ainda é marca "boa".. Ficar atento nos modelos, fazer uma pesquisa antes de comprar e evitar as coisas chinesas. Pois tenho um Giannini de 1976 ( ler no blog: Crônicas do Maluco); e posso dizer que os instrumentos antigos feitos a mão aqui no Brasil eram de qualidade razoavel ( nem todos..) Mas toda esta linha chinesa posso dizer que é uma grande porcaria.

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  7. Rapaz... não sei o braço em si, mas a escala de meu violão véio de guerra (um Vogga VCA201, que detalhe, é modelo que vem com aço, mas tem a cara toda de nylon e de fato fica mt melhor com nylon) é de compensado PINTADO de preto. ('-')

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  8. O interessante e que se agente parar e reparar nos inúmeros modelos de instrumentos, principalmente nos modelos de entrada "made in China", as características são muito semelhantes entre as marcas, tanto em especificação quanto na aparência.
    Já comprei algumas peças e partes chinesas e talvez por isso recebi por um tempo e-mails desses e de outros vendedores oferecendo sua estrutura fabril para produção em massa ou lotes de instrumentos semi acabados que poderiam ser personalizados a gosto do clente(entenda essa personalização apenas o formato do Head e Logo) e o comentário do Phil Santos dizendo que seu violão Vogga tem a escala em compensado como esse Giannini me leva a crer que e bem provável que possam ser produzidos numa mesma linha de produção chinesa e a unica coisa que o diferenciaria uma marca de outra seria a logo e o formato do head(as vezes nem o head)...Basta uma rápida leitura no post da Gibson Chinesa aqui mesmo no Blog e em outras matérias sobre o assunto que encontramos espalhadas pela WEB, pra ligar os pontos e formar sua própria opinião sobre o assunto.

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    1. Pois é Paulo, Completando o que escrevi acima:
      Não estou dizendo que o Giannini do post e o Vogga do Phil Santos sejam exatamente o mesmo modelo ou que tenham saído ma mesma fábrica, até pq existem algumas poucas diferenças nas especificações dos modelos, mas podemos colocar ambos no mesmo nível e na maioria das vezes decidimos por um instrumento "X" pq depositamos nossa confiança numa marca e pagando a mais por isso.

      Considero essa estratégia de mercado da Giannini um tiro no pé, eles poderiam aproveitar a história da marca que começou no Brasil no seculo XXI carregando o nome de família e preservar a marca produzindo instrumentos de melhor qualidade, e se querem entrar em um nicho de mercado específico pra concorrer com marcas estrangeiras de instrumentos baratos criem uma sub-marca. A Eagle já tem 4 linhas de instrumentos(Eagle, Hofman, Shelby, Golden), mesmo sem oferecer produtos desse nível, e nem terem uma história no mercado nacional como a Giannini, Del Vecchio e Di Giorgio.

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  9. Oi Paulo, tudo bem ?
    Eu sei que não tem nada a ver com o assunto mas eu estou no 1ºano do ensino médio e aqui no COC os professores já colocam toda pressão do vestibular nos alunos, e pelo que eu li no blog vc é medico e então eu queria saber se tem como vc me responder uma pergunta que eu venho fazendo a mim mesmo a meses : Como administrar o tempo com a guitarra e com os estudos da escola ?

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    1. KKK! Essa é inusitada! :)

      Eu nunca estudei guitarra intensamente e/ou regularmente. Complicado foi nos meus tempos de faculdade, pois tinha uma banda que tocava todos os finais de semana. Perdi algumas oportunidades com as mulheres/namoradas, alguns momentos de devaneio ocioso e deixei de curtir algumas coisas legais, ppte o surf, que acabei abandonando.
      Mas sempre dá pra levar. Cada um encontra o seu tempo.
      Boa sorte! :)

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  10. Paulo, instrumentos chineses na maioria(ainda se salva alguma coisa) são bem ruins, mas e os japoneses? Burny, Edwards, Orville por exemplo.
    abrçs

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    1. Os instrumentos feitos no Japão à partir do meio dos anos 70 e principalmente hoje em dia, são tão bons quanto os melhores do mundo. Só que os Japoneses também terceirizam parte de suas linhas - vide o caso da ESP/LTD, por exemplo. As Burny atuais, se não me engano, são feitas fora do Japão. Algumas Orville eram melhores que as Gibsons e as Edwards são veneradas por alguns como obras de arte :).

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  11. KKK, esse post parece que foi feito para mim.

    Meu violão de estudo é exatamente um Giannini GCX-15, do link que o Marcos Souza postou. Agora virou GC-15, mas é a mesma porcaria de compensado. Paguei a 1 ano e meio atrás mais de 200 conto, sem conhecimento evidentemente.

    Esse do post parece ser um pouco melhor, pois tem pelo menos uma fina escala de alguma madeira, o meu é o próprio compensado pintado de preto.

    Descobri faz poucos meses a real estrutura dele, quando já tive problemas ;(. Decepcionado, ainda gastei uns trocados para deixá-lo ainda "tocável", mas serviu como lição. No momento certo, vou mandá-lo embora com certeza.

    Depois de ter tocado em dois bons violões de luthier, percebi a merd*&@# que fiz tempos atrás.

    Abraços.

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  12. No memphis AC50 é a mesma coisa, a diferença é que a escala é mais grossa.

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  13. Ok. Agora tem q ver que esse violões custam menos de 200 reais, e pelo preço não tem como ser melhor que isso...

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  14. Pessoal, tudo bem que essa resenha aí é uma falcatrua dos diabos.
    Mas hoje em dia, com tanto imposto em cima das coisas, pagar 200 contos num violão e querer madeira boa é demais, não?

    OK, na China não existe lei trabalhista e lá a maioria dos empregados de industria trabalha pelo preço de um pão francês.
    Me lembro da frase porque em meados de 2005, um amigo dono de loja foi à China e encomendei uma OLP (tipo a do Van Halen) direto da fábrica. Aqui ela custava, ná época, uns 1300 reais. Comprei por 500 conto, já sabendo que iria pagar o transporte.

    Creio que esses "violões" devessem valer uns 150,00 e tava de bom tamanho. Esses bichos nem afinam! São feitos realmente pra quem está começando. Mania que muita gente tem de comprar uma coisa dessas e achar que vai durar o resto da vida... é demais.

    Os Kashimas eram assim também, Memphis, Vogga, Mogga, Fogga, Bosta... são todos iguais. A onda é saber qual a finalidade de comprar um negócio desses.

    OK, essa falcatrua deveria ser explicada no produto! Lembro bem do post da "Tagima de Alder". Concordo que as marcas de instrumentos querem lograr a qualquer custo o "músico otário"

    É complicado levantar uma marca com a história da Giannini. Eu tive uma strato ae08 dos anos 70. Era uma amontoado de uns 7 pedaços de uma madeira que eu nunca vi. Mas soava bem. era honesta e com EMG era fantástica.

    Me lembro que em 2001 ou 2002 a Giannini investiu em instrumentos de qualidade. O Sergio Dias tinha uma, o Vander Taffo tinha outra e haviam instrumentos de qualidade, porém caros.

    O que aconteceu foi que 90% das pessoas preferiam comprar uma Tagima (que era da moda) ou gastar um pouco mais numa Squier ou até uma Fender Mexico do que pagar 2500 pilas numa puta de uma guitarra Giannini.

    Resultado, faliu!

    Acho que a idéia desse post é falar sobre a falta de informação e enrolação ao consumidor do que as madeiras dos instrumentos. (que virou o assunto aqui)


    abs

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    1. Tenho uma Giannini Diamond que provavelmente é da década de 80, ela tem um som bem legal, mais merece uns upgrades, coisa que acho interessante é que ela é toda original,e até hoje não há resquícios de chiados provenientes dos potenciômetros de mais de 30 anos! acho que peguei uma Giannini da safra boa =]. E falando das Giannini da década de 90 que tinham uma qualidade excepcional, felizmente estou ensaiando em um estúdio novo da minha cidade em que o Fernando Quesada entrou como sócio, não sei se sabe mais ele faz parte da coordenação da EM&T e lá eles têm um espaço reservado a instrumentos de guitarristas renomados, esperto o Quesada (também faz arte da coordenação do instituto) comprou a guitarra do Wander Taffo que ficava exposta... O que tenho pra falar é que aquela guitarra é excelente ótimo timbre e acabamento e captação também, vem equipada somente comum Seymour Duncan na ponte mais é uma guitarra sensacional!
      Desculpe pelo comentário grande, mais gosto de falar um pouco sobre as minhas experiências também, sou novo mais gosto de conversar sobre o assunto mesmo não sendo um connoisseur do assunto!

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    2. Informações assim sempre são legais e só acrescentam conteúdo ao blog, Bruno.
      Sinta-se em casa! :)

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    3. Só gostaria de ressaltar que digito enquanto penso e isso faz com que eu esqueça de reler o texto, o que ocasiona palavras e frases repetidas, como no comentário acima onde disse duas vezes que o Quesada é coordenador do EM&T e a palavra "assunto" na mesma frase KKKKK. =]
      isso sim é motivo de desculpas Paulo, tomarei mais cuidado com a minha gramática a partir de agora!
      E esse blog já faz parte das minhas fontes de pesquisa e conhecimento, estou bem aconchegado por aqui ;)
      Obrigado pelo espaço Paulo!

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  15. Ricardo Schulze
    Eu tenho um Giannini com mais de 30 anos, era da minhã mãe... É show de bola, se comparado aos de hoje, parecem de plástico! Infelizmente cada vez temos que pagar mais caro por produtos cada vez mais fajutos :/

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  16. Acho que temos que divulgar esse tipo de coisa mesmo, já desconfiava que "polywood" era o lixo que sobrava das fábricas, o que se comprovou. Mas essa escala de 1mm foi a pior surpresa. Tá provado que agora vale tudo pra ganhar dinheiro, o pior é que por baixo de uma pintura ou uma folha imitando alguma madeira pode ter qualquer coisa e isso deve estar acontecendo com a maioria da "grifes".

    Agora, por que encomendar da china um instrumento de compensado em vez de um feito com madeira barata, mas que seja madeira e usável? Será que sairia tão mais caro? A mão de obra não conta né, é apenas um detalhe chamado trabalho escravo e/ou infantil.

    Abraços,



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  17. Lembrei de quando comecei. Comprei um violão sem saber um acorde sequer, tinha 13 anos. Um tio ajudou a escolher o melhor da loja, uma loja de CD, então... Se o dinheiro desse só para o mais barato tinha comprado, queria aprender! Esse waffer ai ficaria feliz, com um braço minimamente confortável para facilitar o aprendizado. O fo!@#$%¨& é que nenhuma empresa informa o material como, MDF, compensado, emparelhado, paliteiro.... Esse tipo de pilantragem não é exclusivo de instrumentos baratinhos, basta serrar, tirar a tinta de uma Fender mexicana ou uma Gibson de entrada e veja o serviço porco!

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  18. Giannini só foi bom (e olhe lá), nos anos 70 e 80 ... com essa onda de produtos chineses baixando por aqui ... não duvido que daqui alguns anos esse lixo que vc mostrou seja padrão de mercado ... como muitos produtos que apareceram no Brasil (não somente instrumentos)

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    1. Cara, Giannini sempre foi uma porcaria. Hoje em dia, qualquer guitarrinha chinesa estrato de 700 reais é muito melhor que a maioria das coisas que a Giannini um dia já produziu. A China produz instrumentos muito bons: Epiphone, Squier, as guitarras da Vintage são muito boas, aqui no Brasil a Condor importa suas guitarras da China, e tbm são guitarras boas, na sua maioria. Até a Fender está produzindo guitarras na China sem medo algum de colocar a logo no headstock.

      A Giannini no entanto traz o que de pior tem lá na China. Quando traz algo minimamente decente, como as novas guitarras Diamond e Craviola, o preço não colabora. A "onda chinesa" na verdade foi a salvação do mercado nacional. Hoje em dia qualquer iniciante consegue guitarra boa por menos de 1000 reais. Com digo boa, leia-se (guitarra que se mantém afinada, que tenha tensor no braço, que tenha captação razoável, que tenha uma escala no padrão). Aqui mesmo nesse blog já lemos reviews interessantes de guitarras chinesas: SX, Vintage Paradide, etc.

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  19. Na verdade este violão ainda não é dos piores - alguns não tem nem a folha de rosewood e a escala pintada descasca e se desgasta com 1 mês de uso.

    Sem generalizar, o próprio consumidor aceita certos tipos de produto não porque não existam opções melhores, mas porque ele acha que comprar um instrumento musical de R$ 500,00 é um absurdo, mesmo que compre por muito mais um celular que em menos de um ano será trocado ou estará quebrado. Coisas do Brasil ....

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  20. Cara, para quem não está acostumado ao atual padrão dos violões Giannini, pode parecer um absurdo mesmo. Esses violões são muito ruins. Acabamento sofrível, leves demais, e qualquer um mais habituado ao instrumento irá perceber que a madeira é de qualidade horrorosa, e não seria surpresa mesmo o braço em compensado.

    Os violões são muito ruins mesmo, principalmente esses pretos. Tarraxas honrosas, extremamente duras, fedor de cola saindo da caixa acústica...O mercado está recheado dessas porcarias. Chegam a cobrar 500 reais nessas pérolas, apelando para o nome da marca, que ainda carrega alguma reputação juntos aos desenformados. Giannini sempre construiu instrumentos péssimos, mas é inacreditável que em uma era em que é possível comprar guitarristas chinesas bem honestas por 500 reais, a Giannini, mesmo produzindo na China, consiga trazer o que de pior há por lá.

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  21. Gente não sei qual é a madeira do braço, mas comprei um violão di giorgio talent 1 na www.musicaltotal.com.br por R$ 703,99 e, sinceramente, pelo preço que paguei superou minhas expectativas estou muito satisfeito com o instrumento.

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  22. Gente acabei de comprar um violão di giorgio talent 1 na promoção no site www.musicaltotal.com.br e, sinceramente, pelo preço que paguei R$ 703,99 estou muito satisfeito. Ótimo instrumento. Ressalto ainda que ele leva em sua construção madeira brasileira pau ferro e sua sonoridade é bem agradável.

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  23. Paulo e Oscar ,
    vi em alguns sites que algumas Gibsons de 2012 tinha escala em duas camadas ,laminated fretboard, até mesmo as custom shop , como eu tinha uma tratei de passa-lá para frente ,antes que todos descubram, rsrs parece que nem todo mundo comenta isso , acho que isso afetaria o preço de revenda ,uma troca de trastes então acho que nem seria viavel ,sei-lá , a minha era boa de som , mas não era perfeita, enfim tem varias imagens na net e tambem nos foruns ,mas sinceramente não esperava isso da gibson,considero isso picaretagem tambem,acredito que nem na era Norlim era assim , apesar dos corpos pancake rsrs...http://s958.photobucket.com/user/JIMPYS/media/My60th5_zpsb5335788.jpg.html

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    1. Isso foi depois daquele problema com os federais. Não avisaram ninguém. Acho que é por essa e por outras que tanta gente odeia o presidente da Gibson... :)

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  24. waffer kkkkkkkk, com recheio de cola!

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