sábado, 7 de setembro de 2013

Relic? Como relicar sua guitarra sem fazer m.....! (Telecaster de Freijó)

Paulo May    


(obs: antes de fazer perguntas e ou postar comentários, leia aqui: CLIQUE)


         Primeiro, desculpem o ar arrogante do título. Não sou expert em relicagem e nem acho que as minhas ficaram tão boas assim, mas que tem muita guitarra "relic" ridícula por aí, tem!

         A palavra inglesa "Relic", originalmente utilizada para objetos religiosos antigos mas hoje aplicada para antiguidades de valor em geral, acabou virando um neologismo (ou estrangeirismo, mais especificamente) aqui no Brasil, principalmente no mundo guitarrístico.
Não só a adotamos como substantivo, pareando com a nossa vernácula "Relíquia", como já a transformamos no verbo "Relicar" (neologismo lexical), assim como fizemos com o "Deletar". Relicagem, portanto, seria o ato de relicar. Em suma, envelhecer artificialmente alguma coisa. O trabalho artístico de relicagem existe há muito tempo, está geralmente ligado ao artesanato e possui técnicas específicas diversas, a maioria aplicável em guitarras.
Particularmente, considero esse estrangeirismo muito útil e é até difícil acreditar que a palavra "Relicagem" não existia na língua portuguesa.

Como já mencionei em um post anterior, essa moda de envelhecer guitarras, reza a lenda, iniciou-se dentro da Fender Custom Shop, acho que nos anos 90. Aparentemente eles fizeram uma Telecaster para presentear o Keith Richards e ele a devolveu dizendo mais ou menos isso: "Se vocês derem uma gastada nela, eu a tocarei". Daí a coisa não parou mais... :)

Dito isto, e antecipadamente pedindo desculpas aos proprietários das mesmas, apresento-lhes algumas "pérolas" negativas dessa arte:

Exemplos de relicagem ruim

         A Fender Custom Shop hoje tem uma divisão só pra relicagem. Embora a técnica tenha melhorado muito, a essência randômica do processo de envelhecimento natural de uma guitarra praticamente impede que o processo seja muito automatizado. Por isso, temos também algumas pérolas bem feinhas (e caras) saídas da Custom Shop. Nesses casos, não devemos confundir "exagero" com "heavy relic":


Tenho amigos guitarristas que acham ridículo comprar uma guitarra "falsamente envelhecida". Um lado meu também acha isso, mas não deixo de apreciar relics bem feitos.

Como já me perguntaram várias (muitas) vezes sobre os relics que faço em algumas guitarras, tava na hora de um post sobre isso. Depois de decidir fazê-lo, pesquisei um pouco na internet e descobri muitos sites com dicas fantásticas. Tô até arrependido de não ter feito isso antes, pois minhas relicagens foram todas puramente intuitivas. Mas deu pro gasto :)

Como ponto de partida temos que sempre considerar o processo de envelhecimento natural de uma guitarra - os anos e anos de pequenas batidas, arranhões, pó, gordura, suor, luz... Até o oxigênio ajuda a envelhecer as nossas preciosas. O envelhecimento é. portanto, um fenômeno lento, aleatório e cumulativo.
Não adianta pegar uma lixa e raspar algumas bordas da guitarra pra retirar a tinta. Esse relic "instantâneo" é horroroso e extremamente artificial:

Essa tele tá muito feia. Putz! Ela apresenta o principal erro de relicagem: utilização de apenas lixas e "lesões" com limites das regiões regulares e lisos. Isso definitivamente não acontece no processo natural. No detalhe:


Também ridículo é o que vi em um vídeo no Youtube: um cara fica jogando e arrastando a guitarra pelo chão durante uns 5-10 minutos e depois acha que ficou "ótimo". Bah!

Uma telecaster Custom Shop em especial, pode confundir, pois apresenta o famigerado "exagero" na região de encosto do braço direito: é a Esquire 54 do Jeff Beck. Aquilo foi proposital e feito por John Maus (Walker Brothers), de quem Beck comprou a guitarra, na tentativa de acrescentar os contornos de uma strato. Ele simplesmente não quis pintá-la após fazer os cortes e um desavisado pode achar que aquilo foi provocado pelo tempo/desgaste. Observem que John Maus fez o contorno de trás também.:


Bem, mãos à obra. Vou descrever como faço meus relics, da maneira mais fiel possível para evitar uma avalanche de perguntas:

Vocês já viram a Strato "Wally" de marupá (clique para o link):




E a Telecaster Butterscotch também de marupá (clique para o link):




         Pois bem, paralelamente aos relics, eu estava numa fase de testar (novamente, mas acabou de vez) madeiras brasileiras e encomendei com o Adriano Ramos, da RDC Guitars de Belo Horizonte, um corpo de telecaster de FREIJÓ. Tava louco pra saber como o freijó soaria no formato tele. Observem que, como faço os relics de forma meio intuitiva, nunca arrisquei num corpo de alder ou ash. Se desse algum problema de acabamento e o Freijó soasse maravilhoso (nem tanto), seria só encomendar um novo corpo com o Adriano...
Eis o corpo quando chegou. 3 peças, como sempre muito bem feito, só faltando o lixamento final:


Eu queria um relic semelhante ao da Tele branca do Vince Gill, mas a tinta branca em spray é terrível. Não sei por que, mas escorre bem mais que as outras. Então voltei pro velho rolinho, como havia feito com as duas anteriores. Se a ideia é relicar, pintar com rolo é até mais fácil.
Depois de algumas demãos de branco puro:


Passo 1: PINTURA



Como o rolinho (e qualquer coisa exceto spray) deixa as camadas muito ásperas e rugosas, Eu passei uma lixa 320/400 após 2 ou 3 demãos.
Em seguida, como já estava nos meus planos, fui acrescentando algumas gotas de corante amarelo (tava usando tinta à base de água, que não é  a adequada para madeiras, mas eu tinha tempo pra deixar tudo secar bem). A cada demão, colocava umas 5 a 10 gotas de corante. Nas últimas duas demãos, acrescentei 5 gotas de corante verde. Isso foi proposital porque é o que ocorre na natureza: a porção de qualquer tinta branca que está em contato com o meio ambiente sempre vai amarelar com o tempo - às vezes, um amarelo esverdeado. Quando eu fosse lixar/arranhar/riscar/esfregar, já teria naturalmente um "degradê" nos limites das bordas.
No final, tava assim:


Na relicagem, é  interessante não sermos muito "regulares" nas demãos, por incrível que pareça :)
Lixei novamente para deixar a superfície sem muitas rugosidades e já aproveitei aí para lixar algumas áreas mais do que outras. Onde eu pretendia fazer um relic mais pesado, lixei mais, porém ainda sem expor a madeira. Só queria chegar mais no branco inicial nessas áreas.

Material para o relic: lixas (200/400 para a parte pesada e no final, 600 e 1200), limas diversas (a tubular foi importante aqui), chave de fenda (ou qualquer metal com corte), corantes (ppte o amarelo e marrom), grafite em pó (para a "sujeira" - aqui pode ser até pó de verdade mesmo. Cinza de cigarro também é ótima) e óleo de peroba.



Comecei lixando e limando as áreas principais. Novamente, é essencial que não sejamos regulares, temos que evitar a todo custo a uniformidade. Em alguns pontos atue mais, em outros menos.Alterne entre as lixas e as limas e de vez em quando, faça algum risco mais agressivo com a chave de fenda. Não abuse da profundidade, exceto em alguns pontos focais e bem pequenos (que simulariam a guitarra batendo em algum objeto pontiagudo):
Então, regra número 1:
Evite isso aqui:

Coisa horrível. Tem coisa mais feia do que um "feio" padronizado e focado??



Início da relicagem:

Passo 2: MACHUCANDO A GUITARRA




Observe como existe uma textura rica e irregular, tanto na pintura quanto no padrão aleatório. O local escolhido para o foco da relicagem não é aleatório, óbvio - é sempre alguma região onde há mais atrito natural. Na parte traseira, nunca podemos nos esquecer do foco na região onde a guitarra bate no cinto e/ou botão da calça. No detalhe:


Depois de parar muitas vezes, olhar muitas vezes, de perto, de longe, de lado, parece que tá ok. Deu de machucar a guitarra.


Passo 3: SUJEIRA!

         Agora, precisamos simular a sujeira que vai acumulando com o tempo e está sempre acentuada nas partes "machucadas". Lembro também que, numa situação natural, as lesões na guitarra são feitas gradativamente, então, o grau de sujeira nunca pode ser igual pra todas as marcas. Algumas nem é bom sujar - teoricamente, são as mais recentes... :)


         Começo sujando com corante amarelo e um pentelho de marrom, novamente, aleatórios. Além de escurecer um pouco os machucados, os corantes acentuam o degradê das bordas/limites deles. Deixo secar por uns 30 minutos e depois retiro com panos secos, úmidos e bem úmidos. O seco, bem esfregado, com força, faz o corante penetrar mais. Se passar do ponto, retire com os panos molhados. Se passar demais, use lixa 400 ou 600 - sai tudo. Deixe o corante amarelo manchar um pouco a guitarra, relaxe. Se necessário, dá pra retirar as manchas excessivas mais tarde, antes de passar o verniz incolor final.


Nesse ponto, já começo a utilizar umas pitadinhas de grafite. Selecione algumas lesões para serem mais "antigas" - nessas, carregue mais o grafite.  Pingue uma gota de óleo se quiser que penetre mais na madeira - isso deixa o aspecto ainda mais envelhecido e eu utilizo ppte nas regiões principais - nessa guitarra, acima do nível do prendedor da correia e na região de encosto do braço. Esfregue com os dedos. Use o polegar para maior pressão, se necessário. Nas guitarras de marupá, que é uma madeira bem clara, utilizei mais grafite. No freijó, menos.
Daqui em diante, não dá pra explicar muito mais. É no gosto de cada um. Eu nunca faço tudo de uma vez. Gosto de ficar um dia sem ver e reavaliar depois com o "olho fresco". Coloco as peças por cima e fico olhando... :)



Passo 4: DETALHES FINAIS

Nessa guitarra, quase no final achei que avancei demais no ponto de apoio do braço e num outro perto dele. Como tinha a tinta em mãos, peguei um cotonete e repintei/escondi alguns pontos. São os pontos em detalhe (observe depois como estarão mais atenuados nas fotos finais):


Um close up da relicagem. Tem gente que pensa que dá pra fazer esse efeito só com lixa. Nem pensar.


No final, passo lixa 600 (bem leve), penduro novamente a guitarra e utilizo verniz em spray/lata pra "fixar" toda a bagunça e sujeira. 3 a 5 demãos. Espero dois dias pra secar bem, depois lixa 1200 (eventualmente um pouco da 600 antes, se necessário), cera automotiva Grand Prix para dar uma leve lustrada final e deu pra bola! :)

Acho que foi mais difícil decidir a cor do escudo do que relicar a guitarra! KKKK! Mas ficou o preto.

Seguem as fotos finais. Pode não ter ficado um relic "Custom Shop", mas tá BEM melhor e mais natural do que aquelas baixarias que mostrei antes.




Daí, quando fui colocar o braço, tive que resolver entre o com escala de maple e o de rosewood. Se fosse o de maple, teria que relicar o braço. Rick Parfitt ou Vince Gill? Ganhou o Vince Gill e dei uma envelhecida no braço também (nem pergunte, explico em outro post):



         Não quero mais fazer relicagem - tá perdendo a graça, mas acho que vou ter que fazer uma última vez - sempre quis uma tele branca velhinha e quase deu. Infelizmente, o  Freijó ficou um pouco abaixo das minhas expectativas. Não que tenha soado mal - só não soou do jeito que eu gosto. Ontem coloquei o braço de rosewood e o timbre melhorou bastante, mas ainda tá soando com muito punch de médios graves e falta um pentelhinho de brilho. Tenho certeza que se eu colocar uma ponte ferrosa (essa é uma Gotoh de latão), ela vai ficar melhor ainda - pro meu gosto, é claro. No ponto que tá já deve agradar muita gente. :) O Freijó é uma madeira mais "Hard Rock", sem dúvida. Boa, mas falta-lhe um pouquinho de sutileza.

106 comentários:

  1. Paulo, acho que você encontrou a receita para se relicar: bom gosto e bom senso. Esta ficou muito, mas muito melhor que a maioria que vejo por aí. E olha que eu gosto das relics. Tenho uma vintage v62 e, apesar de gostar bastante do relic das ferragens, acho que o acabamento "desgastado" das madeiras poderia ser melhor. A sua ficou mais verdadeira, mais autêntica.

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    1. É a única coisa que não gosto em algumas Vintage "relicadas", Júlio. Aquele desgaste na borda de encosto do braço é muito artificial. Se eu tivesse uma dessas, tentaria deixar essa bordas mais irregulares e sujas.

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  2. Concordo com o que disse o Júlio GF aí em cima. Tenho uma Vintage V6 Thomas Blug Signature e uma Fender Road Worn 50'a. Apesar de curtir muito as duas e ter feito algumas modificações, creio que um relic mais dedicado como o proposto aqui daria muito mais "credibilidade" ao desgaste produzido artificialmente. Só acho que pontos de maior atrito ou ataque, como onde o brço do guitarrista repousa no corpo da guitarra e na direção dos ataques da palheta, há um desgaste maior, ao menos nas velhinhas de verdade que conheci.
    Vou aproveitar aqui também para agradecer ao post sobre envelhecer peças de plástico. O café funciona até bem com alguns tipos de plástico, mas com outros não. Já seu método é muito interessante e se pode escolher inclusive a tonalidade final, tem que ir experimentando. Obrigado novamente!

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  3. Paulo, Não gosto muito das Relics. Lendo seus posts antigos eu também comprei um corpo de freijó para minha primeira brincadeira de montar uma guitarra.
    Lixar está sendo um grande desafio pra mim, pois moro em apartamento e não entendo nada de madeiras. Não quero relicar(viu, usei o verbo) e está sendo difícil tirar as pequenas imperfeições na lixa, como uns buracos pequenos por exemplo. Eu comprei o corpo de freijó para poder errar a vontade,mas no final das contas eu gostei do visual dele e to com medo de errar na lixa. vc pode me dar alguma dica?

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    1. Leandro, certas irregularidades e rechaduras mais profundas (e algumas madeiras muito porosas) necessitam um "preenchimento" com massa de madeira - o famoso "Filler". Podes encontrá-la em lojas de marcenaria/construção/utilidades. Geralmente estão disponíveis em vários tons de madeira.
      Depois de passar a massa (podes amolecê-la com um pouco de água, se necessário), espere secar, raspe os excessos e lixe. Comece com lixas de valores entre 200 e 320, depois 400 e talvez 600. Use uma base reta para lixar e uma tubular para os cantos (vide vídeo) Cheque sempre as irregularidades olhando os perfis - se necessário passe um pano umedecido para realçar e melhor identificar as mesmas. Às vezes é necessário fazer esse processo mais de uma vez, pois a massa pode retrair.
      Algumas irregularidades são difíceis de "esconder" e podem aparecer após a pintura, principalmente rachaduras.
      Existem vários vídeos sobre isso na internet. Achei um que tem mais ou menos isso que falei:
      http://www.youtube.com/watch?v=qdGG8iEhI4c

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    2. Como sempre, muito obrigado!
      :)

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  4. Jack

    Como sempre elogio os seus posts e esse não é exceção.
    Contudo, detesto relics, não gosto mesmo.
    Nem nas Les Paul Custom Shop.
    Em todo o caso as dicas para pintura e lixas são excelentes.
    Só gostaria de saber mais sobre o freijó e quais captadores usou nessa guitarra.

    Um abraço!

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    1. Velhinho, o captador da ponte tem 100% das especificações do Rosar V-Hot T mas eu pedi pro Sérgio bobinar com fio enamel - que (e somente) no caso de captadores de ponte de Tele, perde em clareza, brilho e estalo para o fio genérico de polysol.
      Imaginei que o Freijó soaria mais aberto e coloquei esse. Portanto, acredito (mas não vou colocar em prática agora) que o timbre dessa guitarra poderia ser "consertado" com:
      1 - Captador Rosar V-Hot T original
      2 - Ponte ferrosa
      3 - Braço com escala de rosewood/jacarandá

      O captador do braço é um coreano genérico, retirado de uma Samick. Abafadão e gordo como 95% dos captadores neck clássicos de tele :)

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    2. Esse V-Hot T é muito bom!
      A ponte é tranquilo de trocar, mas vamos fazer um exercício de desafio de tunagem(rs...):
      Se não pudesse trocar o braço com escala de rosewood/jacarandá, o que poderia ser feito então?

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    3. Não muito, já que a maior parte do timbre da guitarra vem da combinação braço/corpo. A troca do captador e ponte mudaria as nunces do timbre, mas a essência continuaria.
      Para o que eu quero, tem que ser um braço mais aberto e estalado.

      Um detalhe que ambos - marupá e freijó têm em comum e me desagrada é a região de médios graves e graves muito ressonante. Legal pra metaleiros, incômoda pra timbres clássicos.

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  5. Credo, que show de horrores esses primeiros relics ! Belo tutorial Paulo, vai evitar as barbaridades que turminha faz e depois vai tentar desovar no ML ! Os melhores relics que eu já vi foram os do Sólon da Guitargarage, acho melhores do que os da CS da Fender. Não faria relics nas minhas, aliás, já estão ficando mesmo relicadas, já que têm quase 20 anos de estrada. Infelizmente o dono está mais relicado do que elas, hehe, abç !

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    1. Os relics do Solon são top realmente, Mad. Aliás, até hoje não vi nada da Guitar Garage que fosse menos do que ótimo.

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  6. Eu também não estou entre os fãs de relic, prefiro o envelhecimento e desgaste naturais. Dito isto, seu relic ficou muito bem feito. O desafio é exatamente de parecer natural.

    Abraços,
    Fabiano

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  7. Fala Jack!

    Um fato curioso... eu nunca gostei das cores sonic blue/daphne blue, mas quando você postou pela primeira vez a foto da sua sonic blue relic eu simplesmente perdi a noção!!! Pensei: "Wow... como que eu nunca gostei dessa cor antes?"

    Enfim... por coincidência (pelo fato do seu post ser recente), nesse fim de semana eu comprei um corpo relic da MJT. O corpo é feito pela wildwood (USA) e pintado/Relicado pela MJT. Alder com acabamento em nitro, cor daphne blue!


    Agora outro assunto, testei nesse final de semana uma Fender American Special (SSS), apesar de ter utilizado uma palheta horrível (flexível demais) eu achei que ela soou muito mais viva que a Jeff Beck que eu tive. E olhe que estamos falando de uma guitarra que custa quase a metade do valor da JB.

    Abraço!


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    1. Grande Ivan!

      Man, guitarra "cara" nunca foi sinônimo de guitarra "boa" !! rsrs Há diferenças entre elas tbem e pode ser que vc tenha mesmo tocado numa Am Special muito boa! Eu já testei 3 dessas, 2 meia boca e uma realmente legal!

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    2. Não conhecia a MJT, Ivan. Gostei dos relics :)
      Vais pagar o preço médio e mais os impostos???

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    3. Oscar meu brother, concordo com os pontos que você apontou acima. Quando comparei com a JB, foi no sentido de: "Quer uma guitarra com som de strat? Não gaste o dobro em uma JB" :)

      Jack, uma conhecida minha irá trazer pra mim, então... sem impostos! Sobre a MJT, eu pesquisei bastante nos foruns gringos, o feedback sobre a marca é extremamente positivo. E um plus, são vendidas por valores razoáveis aqui no brasil, o que te garante uma certa liquidez no investimento.

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    4. Beleza, Ivan! Boa sorte na finalização :)

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  8. Grande Paulo e Oscar...
    Para variar post muito ilustrativo. Reliquei (rs) minha tele, branca igual a sua tem umas 3 semanas. Usei totalmente seus posts anteriores sobre o assunto e peguei o que achava de visual legal na internet, para servir como base. Sei que usa pigmentos para dar a coloração amarelada na tinha branca, mas o que na minha opinião dá realmente a liga é o café. Peguei um restante de um café mais forte que preparei, misturei com algumas colheres de pó puro de café e fiz uma gororoba densa (tem qeu ser densa, não pode escorrer muito) Apliquei nas regiões que eu queria e deixei secar. Peguei um pano seco e retirei a gororoba, lixei para ficar irregular e reapliquei. Achei que o acabamento ficou muito bom. E para aumentar a impressão de sujeira (oriunda de pele + sebo) qeu escurece a madeira, usei lápis. Passa nos veios da madeira exposta, sem friccionar muito e depois passa-se o dedo (como nas aulas de desenho). O resultado também fica muito bom.

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    1. No que tange sujeira o café é imbatível mesmo, Cirne - e ele escurece legal o branco "pasta de dente" :)
      O grafite do lápis também é ótimo para sujeiras mais precisas e sulcos.
      Obrigado pelas dicas.

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    2. Paulo, ainda uma dúvida. Ontem resolvi trocar os pot´s que havia comprado pelo ebay (CTS) da minha thinline de marupá com tampo de flamed maple. Ela possui um little 59 e um twang king e chave de 4 posições. Sempre li vc falando sobre as maravilhas que um pot de 500k poderia fazer e resolvi tentar. (ainda mais com caps tipo dual blade) Primeiro problema: a rosca do pot não passava pelo buraco do control plate; Tive que usar uma furadeira, com broca para metal e alargar o furo. Segundo problema: Os controles do volume e tom não entram no maldito pot, que é maior do que as entradas do antigo. A pergunta é, aonde vou achar controles que entram neste pot? Na hora de procurar, tem como eu saber se vai entrar ou não, para não comprar errado? Já aconteceu isso com vc?
      Ps: Com pot´s de 500k e o capacitor correto, a minha guitarra renasceu! ficou um absurdo!!! Clareou o timbre, dando mais dinâmica.
      valeu!

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    3. Estás falando dos "knobs"? Roscas, buracos e furos dos knobs deveriam ser 100% padronizados em guitarras, mas infelizmente não são. E pra complicar, as lojas raramente fornecem os diâmetros das peças.
      Os CTS geralmente têm tudo mais grosso...

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    4. Sim paulo, me refiro aos knobs... Tem alguma dica de onde posso comprar os knobs???
      minha thinline agora parece um fogão quando perde o botão....rsrsrsr

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    5. Só não sei se cabem nos pots CTS - talvez tenhas que lixar a haste do pot ou alargar o furo do knob. No ML sempre tem alguém vendendo, mas se não te importas de esperar uns 30-45 dias, os preços dos chineses no ebay são absurdamente baratos. Geralmente o frete custa menos de 5 dólares e como tudo fica menos que 50 dólares, não há cobrança de impostos:
      http://stores.ebay.com/Jackmusical/Parts-Accessories-/_i.html?_sacat=20829&_sid=943571073&_trksid=p4634.c0.m322

      http://stores.ebay.com/East-Shopping-Mall/Knobs-/_i.html?_fsub=2692061016&_sid=101242336&_trksid=p4634.c0.m322

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  9. Paulo, sobre a sonoridade dessa tele de freijó, você usou os pots de 500K que está acostumado? Lembra em qual guitarra usou esse braço de escala clara?

    Pelo menos achei a peça de freijó bem bonita (não tanto quanto o ash), talvez uma pintura sunburst destacaria mais que no alder, que tem poucos veios, listras.

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    1. Sim, sempre uso pot de 500 em teles. Esse braço das fotos é um Mighty Mite autorizado pela Fender e já esteve na Tele de ash preta, a "Black Jack".
      Quando o ash tem veios muito proeminentes (como o freijó), as pinturas sunburst ficam meio estranhas - por isso a Fender usava/usa alder, que é mais liso. Ash bem figurado fica clássico com pinturas parcialmente transparentes: blonde, white blonde, butterscotch...

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  10. Olá Paulo. Gosto muito do seu blog.
    Qual tinta vc usou pra pintar a telecaster?
    Ela precisa de verniz depois?
    Envelhecer um braço em rosewood seria uma boa? ou ficaria ruim? alguma dica?

    Um abraço!

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    1. João, essa é uma pergunta frequente e está respondida no próprio post.
      A escala de rosewood geralmente não requer relics porque é escura, mas dá pra envelhecer um pouco o restante do maple.

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  11. queria vc fizesse uma tel em freijó tranlucida igual a que vc fez em swamp ash. sou muito fã do seu blog e gostaria que vc postasse um video pra mostrar o som dessa tele relic

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    1. Messa, infelizmente tenho pouco tempo para produzir, gravar e editar vídeos. Mas estou pensando, para os próximos meses, num post bem amplo , com áudios, comparando pelo menos 5 timbres de 5 diferentes telecaster e talvez essa entre na jogada.

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  12. Cade o post sobre o relic do braço!!?!?
    Parabêns, mru amigo, ficou linda!! Por favor, não nos mate de curiosidade quanto ao braço, afinal, nz minha opiniao, nada é mais bonito que um braço de maple envelhecido!!

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    1. :)
      Eu não fotografei e não me lembro da sequência exata - e nem se utilizei goma laca com anilina ou anilina + verniz spray. Esse foi apenas o segundo braço que reliquei.
      Tava pensando em registrar tudo quando fizesse o próximo, pra não ficar um post meia boca :).

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  13. Olá,

    Fora um pouco desse assunto, pintou uma dúvida.
    Existem corpos de Fender Mexicana em que, nas cavidades do captador existam furos extras para caber os parafusos?

    abs

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    1. Eu acho que não Arthur.. Esses furos maiores normalmente ocorrem em guitarras Asiáticas que não tem medida padrãos do parafusos. A Fender sempre usa parafusos curtos nos caps e não lembro de ter isso esses "rebaixos" nas Mexico. Mas posso estar enganando.

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  14. Boa noite Paulo !
    Muito legal o trabalho e a informação conosco compartilhada, muito útil por sinal; inda mais para alguém que está começando a se dedicar a projetos "home made" como esses. Estou pensando em fazer algo semelhante, só que com uma strato e depois uma tele, ambas madeiras fornecidas pela RDC. Como é um projeto de "marinheiro de primeira viagem", estou separando cada matéria postada aqui no seu blog para montar uma espécie de "manual de instrução" rs
    Acho muito interessante a maneira que você coloca sua impressão sonora do instrumento e outras características, sempre deixando comparado como ele soá em comparação com o famoso timbre clássico de uma tele/strato. Estou ansioso para ver como ficará a guitarra !
    Eu tenho a ciência de que não são madeiras para se almejar um timbre semelhante ao original, mas quero explorar algumas madeiras antes de construir uma strato ou tele baseada no modelo clássico.
    Por falar nisso você conhece os captadores os caps pra tele da Guitar Garage "Buttertone" ?

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    1. Obrigado, Aparício :)

      Não conheço pessoalmente os Buttertone, mas tudo que o Solon faz é de ótima qualidade. Aasim, não tenho dúvidas que são excelentes.

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  15. o pior relic que eu já vi é o da vintage v6 mrp. parece que alguem passou um pincel amarelo e disse: otimo!

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  16. Paulo May. Ñ sabia onde te perguntar isso, mais fiquei muito curiosos. Tem um grande produtor aqui em fortaleza, o cara é muito bom. Parece q ele sempre tem somente uma guitarra, pq sempre toca com a mesma. Mais sempre uma guitarra muito boa com um som muito bom. A ums 4 anos atraz ele começou a tocar com uma q me chamou atenção. Uma fender strat. Com micro afinação. Popularmente chamada de floyd rose. Nunca vi vc falando nada sobre fender com esse ripo de ponte. Sei q tem muitas adptaçoes. Mais queria saber se tem alguma veridica.

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    1. Marcelo, as stratocasster com ponte Floyd Rose e um ou dois humbuckers surgiram nos anos 80 e em geral são chamadas de "super strato", sejam Fender ou cópias/similares. O japão produziu muito esses modelos para a Fender e são relativamente comuns.

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  17. Oi, Paulo/Oscar!
    Desculpem pela minha pergunta meio off-topic, mas não encontrei um email de vocês para contato fora do blog.
    Estou querendo comprar um corpo de strato na RDC Guitars, e como vocês já conhecem o trabalho deles, gostaria de saber uma coisa: das madeiras que eles disponibilizam (cedro, mogno, freijó e marupá), qual delas tem um som mais próximo do Alder (ou que tenha o som mais próximo possível do som característico de uma boa strato)?
    Achei o trabalho deles interessante, além do preço ser convidativo...
    Obrigado pela ajuda!

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    1. Já respondi essa pergunta algumas vezes. Antonio. Por favor utilize a pesquisa do blog. Marupá / Telecaster de Marupá, etc.

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    2. Desculpa mesmo, Paulo! Pesquisei e vi que, embora o freijó seja mais bonito (e realmente é!), o marupá tem melhores características sonoras para uma strato tradicional.
      Obrigadão!

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  18. Boa tarde, meu amigo!
    Me tira uma duvida, sou do RJ e estava pensando em tirar esse acabamento horrivel da minha guitarra e botar um de nitro.
    Você conhece algum lugar q faça? Abraçao!

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    1. Não conheço, mas acho que não será difícil procurar na internet por um luthier no RJ, ligar e solicitar orçamento. Nem todos trabalham com nitrocelulose, entretanto.

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  19. Opa, blz Paulo?!
    Tô tunando/montando uma strato.
    Além dos captadores Custom Shop 69 e um bloco de aço do Manara, já penso em trocar o corpo que é de Agathis (de 3 peças, acho).
    Meu sonho seria um de Alder americano, mas oq me diz de Marupá ou Freijó? Oq vale a pena ae?
    Obrigado. Abração.

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    1. Alder é o ideal, realmente.
      Mas se fores usar alguma madeira brasileira, opte pelo marupá.

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    2. Vlw...e uma chapa bruta de alder, compensa fazer um corpo peça única ou separar e criar um corpo com emenda, previnindo assim empenação etc? (desculpe a ignorância rs)

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    3. Diego, eu tenho uma Strat com corpo de peça única e na minha ultima viajem aos EUA eu toquei numa Fender Custom Shop com corpo em peça única também. Se você tiver Alder largo o suficiente pra fazer peça única, por que não? :-) Eu faria!

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    4. Obrigado pessoal! Conheci o blog por indicação e com certeza vou indicar mais também! o/

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  20. Opa, e ai Paulo, tudo tranquilo? Acabei de conhecer o blog e estou gostando bastante!
    Eu estou querendo montar uma tele e fazer todo o trabalho de relicagem nela bem de leve. Porém estou com uma dúvida enorme. Lendo o seu post percebi que a freijó se encaixaria bem no que eu quero fazer, mas a dúvida fica no braço. Se eu fosse querer essa sutileza que cita(que desculpe a ignorância mas penso em ser algo com menos agudo e mais grave), eu precisaria de um braço feito com qual madeira? Mogno, imbuiá? Abs!

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    1. É difícil prever com exatidão como soará uma combinação de madeiras, Vinícius, A Imbuia não deve acrescentar agudos, mas pode deixar grave demais - se fores utilizá-la, coloque uma escala de Pau-Ferro. O Mogno deve manter o equilíbrio de todas as frequências. Um braço todo de Marfim, sem verniz, apenas selador, também poderia ser interessante.

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    2. Depois de dar uma lida nos outros posts fiquei com muita dúvida então vou encomendar dois conjuntos: Um em freijó com braço de maple e escala em jacarandá e um hard ash com braço maple. Assim que montar eu mando o material para conferirem! Muito obrigado! Abss

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    3. Peça para o luthier fazer os furos de fixação do braço e corpo iguais pras duas guitarras - assim vais poder intercambiar os braços, se necessário.

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    4. Eu vi no blog sobre a Mighty Mite e pensei em comprar a swamp ash lá invés da hard ash. Se eu encomendar de lugares diferentes é bem capaz que os furos venham totalmente diferentes também, certo?

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    5. Sim, dificilmente irão coincidir.
      Pra tele, o hard ash soa mais estalado e o swamp mais macio, via de regra.
      Eu prefiro o primeiro, mesmo considerando o peso.maior.

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  21. Este comentário foi removido pelo autor.

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  22. Caros amigos, sou muito fã deste blog. Me perdoem pelo incômodo, mas tenho aqui um braço de uma SX SST62, em maple+rosewood, todo lixado e com o headstock arredondado, como vocês já fizeram várias vezes. Quanto aos procedimentos, pesquisei bastante aqui no blog e já aprendi tudo, a única dúvida que permaneceu é: Qual verniz/selador em SPRAY vocês me recomendariam para aplicar no braço todo? Gostaria de um acabamento fosco e mais liso, nada daquele glossy original desse braço. Tudo dentro do possível, claro. Grande abraço!

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    1. A maioria funciona, Daniel, mas num braço de maple - ainda mais esse das SX, entupido de selador e verniz, tem mais efeito estético. Podes deixar o braço como está e lixá-lo com lixa 400/600 e depois 1.200.
      Além disso, o verniz em lata parece ser mais sensível ao calor e suor das mãos - o braço pode ficar meio "grudento". Se fores usar, passe apenas na face anterior do headstock - deixe a parte traseira do braço sem nada.

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    2. Pra deixar fosco, é só passar lixa 1.200 após a aplicação e não fazer o polimento.

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    3. Certo, irei fazer isso. Então não precisa nem de uma camada de selador? Uma outra dúvida, a última, é que pretendo levar o corpo da guitarra para pintar em um funileiro, amigo meu, que faz um trabalho bem delicado, na cor branco pérola. A única questão que ele não soube dizer é sobre o preparo do corpo para tal (que não deve ser o mesmo de uma lataria), já li em um fórum que se eu apenas lixar o finish atual para tirar o brilho e deixar áspero, já posso mandar tinta automotiva em cima, outros dizem que preciso remover tudo e começar do zero, com selador etc. Baseando nas suas experiências, o que você me diria? Um abraço!

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    4. Me desculpe, acabei de ler em outra postagem, uma resposta sua dizendo exatamente isso. Como o corpo é de Alder, teoricamente posso só lixar um pouco e já mandar para o funileiro mesmo, certo? O que notas com o resultado, o som muda mesmo? Mta gente questiona, e eu até tenho um ouvido acurado, mas imagino que seja (para mim) besteira... Obrigado!

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    5. Qto mais verniz, menos a madeira fala, Daniel. É mais prático só tocar mais tinta e verniz por cima, mas não é o ideal em termos de ressonância. O funileiro sabe tirar também - com lixa, solvente ou soprador térmico - só vais ter que pagar um pouco mais :)

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    6. Rapaz, levei no funileiro para pintar o corpo, pedi a cor branco pérola e é realmente uma cor linda, mas o serviço ficou péssimo, muitas bolinhas e alguns ciscos grudados em baixo do verniz. Fiquei muito chateado e não vou lixar tudo de novo. Que dicas você me daria para uma relicagem "de leve" a fim de mascarar essas imperfeições? Abraço

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    7. É o caso de reclamar com o dono da funilaria, né? Se fosse um carro...
      Cada caso é um caso, Daniel. Use esse post como referência para o relic. É mais difícil fazer um relic "leve" natural do que pesado.

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  23. Excelente trabalho Paulo, e as dicas vão me ajudar bastante tambem.
    Estou com uma dúvida quanto a pintura com o rolinho, o acabamento (após ser devidamente lixado) fica como se fosse com compressor??

    Obrigado desde já

    Att Erich

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    1. Nada fica com a qualidade do compressor, Von Farah. :)

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    2. Mas se fizeres com bastante cuidado e lixamentos entre as demãos, pode ficar com um aspecto muito semelhante ao compressor. Tudo depende do capricho e saco. :)

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  24. Parabens pela materia. estou acabando um relic numa strato red. fiz os "desgastes" e passei uma mão de lixa 280 geral nela (e está fosca, claro rsrsrs), amanha passarei lixa 600... mas agora tenho uma duvida quanto ao verniz. se eu chegar numa casa de material de construção e pedir "um verniz em spray", qualquer um vai servir? nao precisar ser P.U. ou algum específico?

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    1. Já utilizei de várias marcas (Suvinil, Renner. Colorgin) e todos têm quase o mesmo resultado.

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    2. Recentemente, utilizei o Colorgin Decor Verniz Uso Geral Spray e o resultado SUPEROU demais as expectativas, se vc aplicar as demãos bem fininhas, no final, mesmo sem lixar, o acabamento fica bem lisinho. Segue a foto dele: http://www.colorgin.com.br/produtos/?colorgin-decor-spray-uso-geral

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    3. Bom dia. passei lixa 800 nela toda, ta bem "fosca" com a superfície lisinha...
      eu comprei o Renner color jet premium... na hora de usar me atentei que ele é VERNIZ ACRILICO AUTOMOTIVA... será que tem algum problema usar?? segue o link dele http://www.fg.com.br/auto-color-jet-spray-360-ml-verniz-acrilico-automotiva-prod-5444.html

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    4. Nenhum problema Markinho. Todos os vernizes de instrumentos são (ou já foram) da indústria automotive. Tanto que as cores da Fender seguiam o catalogo de cores da Ford se não me engano.

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  25. Boa noite Paulo, tudo bem? Estava falando com o Adriano (RDC) sobre uns braços de tele que ele está vendendo. Segundo ele são chineses, indicados por vc. O que me diz deles em comparação com os mighty mite? Desde ja agradeço a atençao, abraço!

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  26. Os Mighty Mite também são feitos na China, Júlio. Mas a regulagem e acabamento final é muito bem controlada pelos americanos. Foi essa ideia que passei para o Adriano. Comprei dois braços semi acabados na China e finalizei aqui, com o meu luthier. ficaram excelentes e de ótima qualidade.

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  27. Interessante Paulo, essa finalização com luthier envolve alguma retifica de trastes ou intervenção mais complexa? Quanto às madeiras então tá tranquilo? Abraço!

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  28. Claro, principalmente trastes. A maioria dos braços tem madeiras boas a muito boas. Alguns braços são excelentes. O problema quase sempre são os trastes, mas nada que um luthier não resolva facilmente.

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  29. Cara, seus posts são fantásticos! Adoro customizar minhas guitarras, pena que não tenha a sua genialidade. Poderia me ajudar num projeto? Numa telecaster convencional SS, é possivel instalar um humbucker com moldura e uma ponte tremolo standard sem que a "furação" para o single e parafusos da ponte hardTail apareçam? Valeu!

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    1. Obrigado! :)
      Sim, é possível (se a cavidade do captador da ponte for no padrão) embora ache uma blasfêmia colocar ponte/tremolo flutuante em teles :)
      Um luthier pode fazer as cavidades e adaptações.

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  30. Nao sei se esse é o post ideal pra esta pergunta, mas como ja perguntei aqui antes, vamos la...
    O relic deu errado, entao lixei a guitar inteira pra pintar tudo igual vc fez, mas achei a madeira linda, e vou só passar um verniz nitro fosco da musictools (sem propagandas, é só a referencia...). bom, agora vem a dúvida: o braço original da minha guitar ta empenado e vou trocar. vou comprar um maple/maple, mas só estou achando 22 casas, e o braço original é 21 casas. Há algum problema eu colocar o de 22 casas?? vai dar problema na afinaçao??? vai dar regulagem de oitavas??? vi um cara uma vez tentando por um braço 24casas numa strato de 22, e falaram que nao dava pq o centro da escala ia mudar de lugar... mas o de 22 pro de 21 muda? haja visto que a diferença dos dois é apenas um "pedaço de escala q sobra no final do braço" nos de 22 casas....
    abaixo segue a foto do corpo...
    http://www.imagebam.com/image/6cd37f285708155

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  31. Não podemos confundir o nº de casas/trastes com o tamanho da escala. A Fender utiliza uma escala de 25.5 (648 mm) e a Gibson 24.75 (629 mm). A escala é medida entre os dois pontos de apoio das cordas: nut e saddles/ponte. As casas são distribuídas matematicamente.
    No caso da Fender, alguns braços têm um traste/casa a mais, que é uma extensão da escala do braço, passando por cima do escudo - não muda nada.
    Essa é uma confusão muito comum :)

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    1. Obrigado por sempre responder.
      entao, posso comprar um 22 casas sem medo ne? achei um lindo no AliExpress e vou arriscar... rsrsrs... sobre o relic, ainda to pensando em pintar um poquinho de preto em umas poucas áreas dela e fazer uma THE ONE como a do john mayer... mas ela toda lixada está bem agradável aos meus olhos... rsrsrs o escudo, os knobs e a capinha dos caps estão beeem amarelados... na foto q postei acima ficou claro...

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    2. O problema possível com braços chineses quase sempre é o encaixe com o corpo - se ficar apertado, beleza, dá pra lixar um pouco o braço, mas quando fica "solto" demais não é legal, Os trastes chineses quase sempre precisam de uma geral também...

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    3. Confesso que o que atrai é o preço... 95 REAIS COM FRETE... porem 50 dias pra chegar rsrsrs... sem fazer propaganda pra ninguem, mas ha algum luthier no Brasil pra fazer um braço com preços acessíveis? pois estou achando luthiers q cobram de 400 a 1.000 reais... e nesse preço, particularmente acho q compensa comprar um ja pronto no ML, ou de revendedores autorizados tipo a WD... que vende braços de strato MIM q sai 400... e o braço chega em 3 dias... mas só acho...rsrs

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  32. Muito legal esse artigo, extremo bom gosto, eu tenho uma Strato Shelter branca com escudo branco, que tava uns 3 anos encostada, baratinha comprei ela nova por 180,00 em loja na época, aí essa semana peguei ela e dei uma ajeitada no braço que tava empenado, olhei para ela e pensei porque não relicar ... o plastico já deu uma leve amarelada, e a escala já ficou um pouco com a ação do tempo aí estava eu arrumando um encanamento e resolvi pegar a serra de cano e dar uma "escovada" nela só de leve no descanso do braço direito, perto do cutaway superior e perto do jack, ficou legal bem discreto, na região ficou meio áspero to pensando em dar uma lixada de leve e fazer o lance do corante para envelhecer, a minha dúvida é, como ela já era pintada, devo aplicar o verniz nela toda ? Teria que lixar para remover o verniz e aplicar novamente? ou basta fazer aplicação no local ?

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    1. Se ela já estava pintada, não precisa de mais nada - é só lixar, arranhar e sujar. Use um pouco de óleo se necessário, pra sujeira penetrar mais na madeira exposta. Não precisa ser corante - qualquer coisa que deixe manchas serve, principalmente amareladas e escuras.

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  33. Que baita post!
    Tava lendo pois recentemente ganhei uma Golden Les Paul do tio da minha namorada (das antigas, corpo em cedro) com uma pintura "Brasil burst" kk (possivelmente algo comemorativo da Golden) e queria fazer umas modificações nela (colocar captadores P90 e repintar a guita são os principais).
    A guitarra tá com um relic bem natural na parte de trás (muito bonito, por sinal) e queria manter a parte de trás preta e pintar somente o tampo dela de um branco vintage (me amarro nas guitas brancas!). Mas eu dei uma olhada na pintura da guita e é uma tinta e um verniz bem grosso, parece até que revestiram a guita com um plástico (talvez tinta PU, né?).
    Seria possível tirar a tinta só na parte da frente (tampo) da Les Paul sem prejudicar o "binding" (que é só uma pintura simulando binding) e a parte de trás, Paulo? Pra pintar de novo, ficaria bom se eu usasse tinta e verniz nitro só na frente? Pra pintar e relicar, seria melhor pintar com rolo ou com spray?
    Agradeço desde já pela atenção!

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    1. Obrigado, Kainan.
      Olha, eu e o Oscar somos guitarristas como tu e só postamos o que aprendemos e dá certo. Já retirei verniz de guitarras, mas somente com solvente, que "baba" muito e não dá pra isolar bem as partes... Pra retirar só o top acho que teria que ser na base de lixa - o que dá MUITO trabalho.
      Como ilustra o último post do blog, hoje em dia é regra PU em grossas camadas

      Quanto à pintura, procure pelas palavras chave: "rolo/rolinho" e "verniz spray". Ambos são paliativos. O ideal é sempre usar compressor e pistola.

      Como falei, somos apenas guitarristas tentando passar experiências pessoais e limitadas. Infelizmente não podemos assessorar projetos que não são especificamente relacionados aos posts.
      Mas... Se conseguires fazer, avise :)

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  34. Pessoal alguém pode me dar uma ajuda, um amigo meu trocou o pickguard da guita dele por outro e as furações como de praxe não bateram, agora ele vai trocar por outro escudo com furação HSH e as furações não batem, como posso preencher os furos antigos e de certa forma maquiar, a guitarra é preto piano, daquelas que so de olhar riscam e trincam o verniz. Abs

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    1. O próprio escudo vai esconder os furos velhos, Pedro. Se aparecerem os furos após colocares o novo escudo, os dois escudos estão MUITO fora do padrão e entre si.
      Esse tipo de coisa dá pra tapar, mas deixar como original dá muito trabalho e o luthier precisa ser hábil em acabamentos.

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  35. ótimo post!
    muito bom msmo, show de bola!
    estou aplicando essas ideias num jazz bass q estou montando..
    achei interessante a forma com q vc pintou o corpo..
    a duvida que tenho é bem simples...
    que tinta vc usou brother?
    desde já, obrigado!

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    1. Obrigado.
      A tua resposta está no texto do post.

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  36. Fala Paulo, quero retirar a laca e a pintura de minhas guitarras, deixar na madeira. É possível? Tem algum post seu sobre isso? Obg.

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    1. Acho que já respondi sobre esse assunto pelo menos umas dez vezes, Azzi. Em vários posts também menciono. Tutorial nunca fiz porque a coisa é cansativa mas simples.
      Vá na Pesquisa/Search

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  37. Fala Paulo, beleza?
    Acompanho o seu blog há um tempo e me deparei com essa teleca.
    Estou num projeto de uma telecaster de Cedro Rosa, e queria fazer nela esse relic.
    Qual acabamento final que eu dou pra ela?

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  38. Oi Paulo, estava tentando colocar a foto da Telecaster que acabei de relicar e não consegui...Vou deixar o link para você e as pessoas que seguem seu blog darem uma avaliada: https://drive.google.com/file/d/0Bx2jdX13TDUgTGRxS0wyd3ozSWM/view?usp=sharing
    Parabéns pelo blog, Paulo! Sigo bastante suas dicas, inclusive para fazer esse trabalho, seus conselhos foram muito úteis, obrigado!
    Depois que eu montar a Telecaster completa, posto fotos novamente. Minha ideia é fazer uma réplica de uma 1962. Abraço!

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    1. Ficou muito legal, Mário. :)
      Se me permites uma opinião, como devemos evitar detalhes de relics similares porque criam uma uniformidade e o envelhecimento real é randômico, acho que há muitas lesões parecidas e quase simétricas nas bordas inferiores e onde o braço direito encosta. Dá pra ver bem que há um padrão de risco central numa base lixada. Mude o padrão de algumas, aleatoriamente. Essa semana descobri um outro truque pra deixar os limites das lesões mais naturais: usei um secador de cabelo potente (no calor máximo) e, com cuidado pra não queimar, deixei-o por alguns segundos esquentando os limites das bordas. Geralmente isso cria micro bolhas irregulares que podemos (ou não) descascar com os dedos. As bordas ficam muito naturais assim.
      Boa sorte!!

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    2. Boa, Paulo! Obrigado pelas dicas. Vou experimentar o novo truque do secador.
      Abraço!

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  39. Não sei pra quê fazer isso... É como colar um adesivo 'Fender' no headstock. Isso não engana ninguém!
    Ah... E a melhor forma de fazer um bom relic é amarrar a guitarra do lado de fora de um carro, bicicleta etc., e dar uma volta no quarteirão!

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    1. Questão de gosto Victor :-)!! Obrigado pela participação!

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  40. muito bom esse blog, muito completo, estava em dúvida se comprava uma condor prestige lp (pois o dono disse que ja possui ela há 8 anos e disse quee tinha alguns arranhados) mas agora vou fazer dela uma relic natural, gostei muito do visual da tele, desse jeito ela parece que tem "muita história pra contar" parabéns pelo blog.

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  41. Paulo acompanho já tem bastante tempo o teu blog. Recentemente adquiri uma Squier telecaster Affinity (2012) na cor butterscotch blonde. O braço é bacana, porém notei que o corpo possui várias emendas, além de possuir uma espessura menor que o padrão Fender. Também tenho dois captadores de alnico de uma tele Squier Standard aqui comigo (ponte e braço) e ponte vintage genérica com carrinhos de latão. Estou pra conseguir um corpo de tele em freijó. É possível com esse braço, meus captadores,ponte e o corpo em freijó eu tirar um timbre "similar" a uma tele 50's? Abração, André

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    1. A minha experiência com tele de freijó tá aqui:
      http://guitarra99.blogspot.com.br/2013/11/guitarra-so-sei-que-nada-sei.html
      Tente conseguir uma peça mais leve, pois freijó pode pesar bastante. A sonoridade deve ficar um pouco mais "cheia" e talvez com mais graves que o corpo affinity original de alder. Como sempre falamos aqui - só montando pra ver

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