quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Castelli Strat Model

Oscar Jr.

          O post de hoje é um tanto complicado de escrever. Quem nos acompanha sabe que somos meio (ahhahahahaha) puristas com relação a timbres e gostamos das coisas clássicas como elas foram originalmente concebidas  No entanto, tanto eu como o Paulo temos nosso lado experimental e gostamos de explorar novos rumos, desde que a santíssima trindade (Strat/Tele/LesPaul) exista ! rsrsrs



Brincadeiras à parte, há mais ou menos dois anos fui à oficina da Castelli como de costume para bater um papo com o Tom (luthier Tom Castelli) e acho que comprar algumas peças quando ele me mostrou um bloco de peça única de Alder que ele tinha guardado. Conversamos um pouco mais sobre as diferenças de um corpo em peça única e etc... deixei pra lá e vim embora.


Alder 1 Peça
Meses mais tarde, numa mesma conversa ele me contou que estava começando a planejar uma linha própria de instrumentos e que os designs já estavam sendo feitos, me mostrando os desenhos do modelo Strato. O modelo seguia basicamente o padrão Fender, porém com algumas leves diferenças nas formas mas achei lindo e na hora me veio a imagem daquele bloco em peça única.. POOOTZZ era o que faltava pra minha GAS ir a mil e eu acordar com ele que faríamos a Strat. O preço na época ficava um pouco mais baixo que o de uma American Standard e como eu estava no mercado por uma BOA strat, fechamos.

Ok Oscar, mas uma Partscaster dessa que vc's montam não é a mesma coisa? Digo, não vai dar o mesmo som de Fender Strato que no final é o objetivo? A resposta é SIM e NÃO. Por que fazer uma guitarra Custom com um luthier de sua confiança? No meu caso, acho que um instrumento custom feito pra VOCÊ, onde você participa de todas as etapas desde as escolha das madeiras, etc., é  uma experiência realmente muito legal e gratificante desde que o professional escolhido para o trabalho seja qualificado para tanto.

Com o Tom a gente participa de tudo. Ele discute e explica todas as opções e as escolhas são feitas em comum acordo sempre num service 100% customizado. Realmente não há 100% de certeza que o resultado final vai ficar bom, afinal madeira é madeira, mas é difícil uma guitarra BEM CONSTRUÍDA com madeiras bem secas e selecionadas soar morta. Quem já fez instrumentos com um BOM Luthier sabe do que eu estou falando, e mesmo eu sendo fã assumido de Fender, Gibson e todas as marcas famosas, tenho que admitir que um instrumento Custom pra VOCÊ é uma experiência diferenciada.


Uma Stratocaster não tem lá muito mistério na sua concepção, sendo o corpo de Alder, com braço em maple e escala de rosewood ou maple as combinações clássicas. Combinamos que manteríamos as madeiras mas do ponto de vista de construção, sempre existem detalhes que achamos que podem ser melhorados e implementados.

Notem a quantidade de veios entre as peças
Escolhemos o bloco de Maple (Hard Rock) para o braço, sempre optando pelo maior número de veios para dar mais resistência mecânica, e consequentemente transferência de vibrações. Há um ditado que diz que "o timbre da guitarra nasce no braço e amplifica no corpo" mas sempre achei que o conjunto tem que estar "conversando" muito mais do que atribuir ao braço e/ou corpo a maior responsabilidade. Agora um braço bem construído e que não empene/torça é sempre bem vindo e pra isso o Hard Rock Maple ajuda muito. Abaixo os blocos que escolhemos, "Plain Sawn" para manter a característica clássica. :-)



      Uma das modificações que o Tom faz em guitarra tipo Super Strat (Jackson Ibanez e etc) é a adição de 2 parafusos (aos 4 já presentes) por baixo do neck plate. Com mais dois parafusos puxando o braço contra o corpo, aumentamos a pressão de contato e consequentemente a transferência das vibrações do braço para o corpo. Com isso percebe-se um aumento do corpo do ataque das notas, que vem com um pouco mais de médio/graves. Já havia feito essa mod na minha finada Jackson e realmente o efeito é pra melhor, por isso o braço da Castelli Strat é fixado com 6 parafusos, mesma técnica usada pela Music Man. O Neck Plate de aço inox é para garantir que a pressão seja distribuída igualmente e o mesmo não afunde como acontece nos tradicionais de Zinco da Fender.





O braço é realmente a parte mais delicada do instrumento, pois está sujeito a empenos, torções e outros eventos que podem comprometer a tocabilidade. Visando aumentar a resistência do mesmo e deixá-lo menos susceptível aos efeitos do tempo, o Tom utiliza uma escala mais grossa nos seus braços. O Jacarandá é uma madeira bem dura e resistente e serve de reforço caso o maple se movimente com a tensão. É quase como implementar aquelas hastes de grafite que o Eddie Van Halen usa para reforçar os braços da EVH Wolfgang, mas na escala. Isso gasta mais madeira? Sim, especialmente o jacarandá que é caro e raro, mas segundo o Tom garante uma maior estabilidade do instrumento. Ele gosta de utilizar uma escala 2 mm mais grossa (7mm) que normalmente utilizado pela Fender (5mm).





       O conceito é aproveitar a excelente resistência mecânica do jacarandá  (baiano, comprado ainda nos anos 80 quando era legal) para ajudar na estabilidade do braço, diminuindo torções e empenamentos e segundo o próprio Tom, depois que começou a usar essa prática (também aplicada às outras escalas como de maple, ébano, etc.) na fabricação de seus braços, os empenamentos/torções mais acentuadas praticamente zeraram. A escala mais grossa de jacaranda parece acrescentar um pentelho de graves quando comparada às minhas outras Stratos, mas é difícil de quantificar com certeza se foi por isso ou algum outro fator no conjunto total. É o mesmo tipo de graves/complexidade que observo quando comparo um braço all maple com um com escala de Rosewood, por isso a minha "dedução", mas não dá pra afirmar com 100% de certeza.

Usamos trastes jumbo e escala 10" e decidi pela ponte Gotoh 510 SB, que é top de linha da marca com 2 pivôs para uso eventual da alavanca e, claro, "Steel Block".

         Depois de pronta e montada passei uns meses testando alguns captadores e pude perceber como uma guitarra "nova" é meio mutante. Parece que com o passar do tempo, a vibração das cordas ao tocar vai fazendo algo com a madeira e o som... Sei lá, pode ser coisa de louco mas essa Strat demorou uns 6 meses pra "assentar" e ficar consistente na sonoridade. Já li em vários lugares relatos de que uma guitarra pode demorar até um ano para que a tinta cure totalmente, as partes vibrem de maneira consistente etc.  No primeiro mês ela soava meio aguda e só depois começou a amaciar e soar como uma Strato deve. 


Escolhemos para o acabamento uma finíssima camada de verniz PU translúcido laranja (eu queria o visual de uma Fender Custom Shop TransOrange ) com escudo Mint-Green com 3 camadas.


Nem preciso dizer que curti muito o resultado. O som é 95% tradicional, talvez um pouco mais (uns 10-20%) de corpo e profundidade nos graves e ataque (mais rápido/seco e presente) comparando ao que normalmente encontramos numa Fender Strato Standard, mas 100% com o DNA clássico. O corpo de apenas uma peça de Alder não pareceu ter adicionado muita coisa na receita além da estética, mas o grande diferencial pra mim é a pegada, já que o braço foi modelado passo a passo para a minha mão. Realmente uma guitarra que nunca mais sai da coleção! :-)

                         

Quem quiser conhecer mais sobre o incrível trabalho da Castelli pode entrar no site www.dicastellis.com.br onde há muitas fotos e informação sobre a empresa que há mais de 25 anos constrói guitarras e baixos realizando sonhos de muita gente aqui em Curitiba.

Abaixo, um vídeo com sons da Castelli em duas configurações de captadores, o CBS 64  e os Vintage Noiseless do Sérgio Rosar. Gravei esses vídeos na época que ainda tinha a JR Guitar parts (que não existe mais). O amp é o meu Mesa Boogie Mark V. Dá pra sacar bem o DNA sonoro dela, mesmo com captadores tão diferentes!



Acredito que esse ano ou ano que vem a Castelli deverá lançar uma linha de série de guitarras que, segundo o que conversei com o Tom, vai seguir o shape básico dessa Strato e dos modelos do endorser André Hernandes. Já estou programando com ele uma entrevista nos moldes da que fizemos com o Sérgio Rosar. Vamos ver se vai dar certo!!

PS: Vale lembrar que este Blog não tem QUAISQUER afiliações comerciais com nenhuma das marcas aqui apresentadas. O que comentamos é 100% baseado nas nossas opiniões e experiências pessoais.



56 comentários:

  1. Esses CBS 64, na minha opinião, é a obra prima do Rosar. Que timbraço.

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    1. Concordo Eduardo! :-) Demoramos uns 3 meses pra chegar, mas ficou show mesmo!

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  2. Muito legal Jr! Essa guita Castelli ainda continua com os seymour surf ou tá experimentando algo novo? Eu to quase colocando eles na minha Hot Rod 62... acabei de comprar no ebay um escudo de aluminio, pra deixar nas duas stratos e melhorar a blindagem, quando chegar e eu fizer o teste eu aviso.

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    1. Sim Cicero, ainda está com os Seymour Surf. Os Surf são muito legais, timbre anos 60 autêntico em todos os aspectos. Eu faria pelo menos um teste com os antiquity na sua 62. O som deles é bem diferente dos 57/62 que tem nela e vão soar bem diferente tbem do que já soavam na sua Deluxe! Experimente!

      Eu tenho o escudo 60s em duas strato tribute 60 que montei. Faz parte do timbre da época! :-) (logo tem um post delas) A blindagem dessa foi feita com a fita de aluminio cobrindo cerca de 80% do escudo e tinta conductiva na cavidade de controles.

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  3. Linda, linda, linda! Parabéns! De verdade, muito show.

    Mas, se me permitem uma pergunta, meus caros...

    No texto, há uma parte que diz que a peça única de alder talvez tenha contribuído mais como estética do que propriamente como alteração sonora. Qual a opinião de vocês sobre essa coisa da madeira do corpo? Há vários estudos e vídeos na web sugerindo que o corpo pouco ou nada contribui com o resultado sonoro final... (esses dias vi um que o cara fazia a troca do corpo de uma Squier por um feito de porta de cozinha esfarelada e o som realmente parecia não mudar nada... rs). E os corpos de acrílico, então???

    Desculpem se já trataram do assunto de forma mais especifica antes em algum tópico, mas gostaria muito de uma opinião mais "científica" da parte de vocês.

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    1. Obrigado JJJ!
      Cara, na nossa opinião (me atrevo a escrever em nome do Paulo pois sei da opinião dele) a madeira altera SIM significantemente o timbre não só do corpo como do braço e tudo mais. Para nós isso é fato e claramente audível pelo que já testamos e experimentamos por aí até hoje. Agora tem vários fatores que podem levar a ela fazer mais ou menos diferença, como por exemplo contrução, e qualidade de peças, por exemplo um captador ativo vai sofrer menos influencia das madeiras do que um Single de baixa saída e assim por diante. Citei isso em comparação aos corpos de Alder com 2-3 peças que encontramos comumente. Sempre achei que 1 peça seria melhor mas no final não fez lá muita difereça, mas tenho convicção que se o corpo fosse de Mogno o som mudaria consideravelmente.

      Nunca experimentei corpos de acrílico também pra poder comentar então vou ficar devendo nessa. Numa dessa o Paulo já tocou e pode emitir uma opinião melhor! Tenho certeza que ele vai aparecer aqui nessa tbem! rs
      Abraço!

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  4. Parabéns como sempre pelo ótimo post! Queria deixar uma sugestão pra vocês abordarem se quiserem ou se acharem interessante. Acho que seria legal um post técnico sobre as diferenças sonoras (se há), práticas, ou estéticas de acabamentos como Satin Urethane e Nitrocellulose Lacquer (não quero arriscar uma tradução hahaha) entre outros tipos também. Abraços!

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    1. Obrigado Mad, confesso que gostei muito do resultado!

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  6. Fala aí Oscar.
    Confesso que desde que ouvi o som dessa strato em um teste com os caps Klein, tinha curiosidade de um post dedicado a ela.
    Na sua opinião os Surf e os Klein soaram muito diferentes nessa strato? Li certa vez que os Klein estão para os singles assim como os Rolphs estão para os humbuckers.

    Marçal.

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    1. Com os Jazzy Cats vc diz Marçal? Olha são ótimos caps, mas acho que os Antiquity Surf NESSA soaram melhor, mais orgânico e bonito!! Todos falam bem dos Klein mas só testei os JazzeCats que são ótimos mesmo, mas tenho singles do Rolph e olha... rsrs Rolph é Rolph em qualquer praia.. :-)

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    2. Então, depois de testar muitos pickups pude finalmente testar e usar os singles da Klein. Eu estou em plena lua de mel com os Epic 56, são os primeiros que me fizeram retirar os Lollar de uma guitarra definitivamente. Mas os Jazzy Cats são captadores bem diferentões... de tudo que já experimentei e não cheguei ainda a uma conclusão sobre eles.
      Queria aproveitar o espaço e externar uma curiosidade: Você não ficou tentado a fazer essa Strat estilizada com uma ponte hardtail (com as cordas através do corpo) e deixar aquele monte de madeira no corpo?
      Grande abraço e parabéns, maravilha de guitarra e de post!

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    3. Nunca toquei numa HardTail Alex, mas nessa queria uma sonoridade mais tradicional mesmo com um bom tremolo! Vou dar uma olhada nos Epic 56! Valeu!

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  7. Pronto já sei quais captadores vou colocar na minha strato...CBS 64. Que timbre fodástico. Será que rolaria um CBS 64 pra Teles??? Com as mesmas características de timbres mas pra Tele.

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    1. Valeu Rodrigo! Cbs64 pra teles? Hmmm nem imagino! Rs Ele é mto macio pra natureza rude da tele acho... Mas vou comentar com o Paulo pra ver o que ele acha! Pode usar um desse de strato no braço com certeza! :)

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    2. Acho que seria o equivalente a colocar o coração de um cavalo de corrida em um touro de arena. Pode até funcionar, mas são muito diferentes :)

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  8. Cara que guitar, nossa muito bom mesmo.

    Gostaria de saber se você tem algum contato com luthier de confiança aqui em São Paulo

    Grato

    Jefferson

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    1. Obrigado Jefferson! Os únicos que já vi o trabalho e que posso dizer que são ótimos é o Ivan Freitas da Music Maker e o Zaganin. Em Sorocaba tem o nosso amigo Tanaka, mas acho que fica meio longe pra vc!

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    2. Tem também a Paula Bifulco e o Jaques Molina
      http://guitarra99.blogspot.com.br/2013/04/links-uteis-luthier.html

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  9. Paulo May e Oscar Jr . Na Boa caras , vocês não vendem algumas das guitarras que vocês tunam ou montam não?

    Se juntar vocês dois , cês tem guitarras para equipar meio mundo.


    Fiquei afim de várias guitarras que vocês mexeram !

    Valeu!

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    1. Algumas sim Marcelinho, pelo menos eu !! rsrsr Logo eu acho que o Paulo deve colocar algumas das dele a venda tbem, ainda estamos vendo como fazer isso de maneira efetiva. Fique ligado.

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    2. Valeu , Oscar!

      Queria mostrar uma tele que e montei para vocês!

      Montei no sentido de comprar peças e mandar montar. ela tem um pintura diferente.

      Mas vou ficar de olho nas guitarras!

      Valeu.

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    3. Sugestão para vocês: Abrir um espaço para mostrar os timbres das guitarras feitas pelos leitores! Podiam receber o texto, que teria de vir recheado de fotos e videos de qualidade sonora aceitável (leia-se: qualquer coisa menos o som da camera/celular). Quem mandasse teria de contar a sua historia com o instrumento, como decidiu pelas modificações, se pretende fazer algo mais... talvez fosse interessante ver a opinião de vocês (Paulo e Oscar) sobre algumas escolhas de nós, leitores. :)

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    4. Caio, embora seja uma coisa legal e interessante, esse não é um dos objetivos do blog. Ficaria ok num fórum de discussão, grupo do Face, etc, mas blogs são, por natureza, pessoais.
      Aqui tem vários posts sobre montagens de guitarras "partcasters", mas isso é epenas um dos múltiplos aspectos que abordamos.
      Além disso, não temos quase nenhum tempo disponível pra receber, selecionar, editar e publicar. Se fôssemos fazer isso, seria em detrimento dos outros (importantes) tópicos.
      Sugerimos que o interessado crie seu próprio blog (basta ter uma conta no google) ou site ou similar, poste sua guitarra, com história, fotos vídeos, etc. e envie o link num comentário aqui.
      Mas valeu o toque! :)

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  10. Jr, vc deveria fazer um post sobre aquela tua outra Castelli, uma com quilted maple... vc tem usado ela? é uma boa guitarra?

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    1. Vou fazer sim Cicero! É uma excelente guitarra e daria um belo post tbem!! Esta anotado!!

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  11. Olá Jr,

    Citei os caps Klein mas não lembrava qual você tinha testado. Como essa strato ficou mais grave pelo reforço da junção corpo/braço, talvez os caps seymour surf mais agudos ajudaram a equilibrar um pouco mais o som.

    Suspeito que caps mais parrudos tipo o Rosar Blues, um Guitar Guarage 60s, Fender Tex-Mex ou algo do tipo, provavelmente a deixaria menos equilibrada e harmônica.

    A escolha de usar só esse verniz fininho deixou o visual muito bonito mesmo. Registrei essa ideia.
    Até mais!

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    1. Oi Marçal, ela não ficou exatamente mais grave, mas sim com um grave mais evidente e com ataque mais presente eu diria. Os agudos estão todos la ainda! A diferença com caps mais parrudos é que os graves ficam mais evidentes, mas não abafam a guitarra em maneira nenhuma! eu usei os Blues do Sergio um tempo nela, e nem os CBS 64 que sào mais macios por natureza, ficaram muito graves como vc pode ver no video! :-)

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  12. Olá Oscar. Inicialmente parabéns pelo blog. Diversas dúvidas técnicas já consegui sanar aqui nesse espaço. Importante a tranquilidade e domínio do assunto que você transmite, num mundo cheio de paixões, achismos e extremismos.

    Me tornei um recente apaixonado pela guitarra, muito para poder brincar e tocar músicas ao meu filho pequeno, que já mostrou ser do Rock n´Roll ao balançar a cabeça ao som do Led Zepellin e Grand Funk Railroad. Nessa minha curta jornada, acabei colecionando alguns brinquedos. Uma Tagima T635 nacional (corpo em marupá, braço marfim e coisa e tal), uma Epiphone SG 2001 usada, uma Ibanez AFS75T (meu xodó sabe-se lá porque) e agora uma Gretsch G5120 Electromatic. Todas estão originais em sua captação e eletrônica.

    Sou um pouco adepto da filosofia do Jack White e do Dan Auerbach (Black Keys), que utilizam em suas bandas guitarras velhas, surradas e baratas. Mais importante que a guitarra é a mão de quem toca. Mas não custa dar uma incrementada nas minhas meninas. E aqui vai a pergunta: especialmente com relação a Tagima T635 Made in Brazil, o que se pode fazer? Ouvi dizer que captadores Fender não cabem nos espaços ocupados pelos captadores de série da Tagima. Fato ou mito? Se fato, como resolver? Obrigado e novamente parabéns pelo blog.

    Att

    Bob Marochi - Curitiba

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    1. Obrigado Robson. Nunca tive uma 635 mas também nunca ouvi falar sobre essa incompatibilidade com captadores Fender. Muitos leitores tem essa guitarra e já instalaram caps Fender sem problemas, mas se a sua tiver a solução seria levar num luthier para que ele possa alargar um poucos as cavidades e deixa-las universais. Isso claro se você optar por trocar os captadores. Sobre as opções, eu sugiro que você de uma boa pesquisada pelo Blog mesmo pois temos vários posts de opções de marupá:

      http://guitarra99.blogspot.com/2013/03/onde-esta-o-wally-fender-sonic-blue-60s.html

      Abraço e boa sorte nas tunagens!! :-)

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  13. Paulo ou Oscar !

    Beleza?


    Vocês tem alguma informação sobre essa guitarra :

    http://www.calimaro.com.br/guitarra-semi-acustica-gg5cus-bk-sx.html


    Será que vale a pensa comprar ou é furada?

    Tem alguma informação sobre essa guitarra?

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    1. Nunca toquei com ela Marcelinho, mas se seguir o Padrão SX de qualidade, o custo benefício é sempre imbatível. :-)

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    2. Sempre fui afim de uma semi acústica.

      E uma epiphone sheraton , vale a pena também ou é mais marketing?


      Valeu.

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    3. Vamos colocar dessa maneira, tudo é MUITO marketing, seja na Epiphone na Gibson ou na Fender!! rsrs Isso dito, a Sheraton é uma guitarra muito legal e bem construída além de ser muito bonita. Troca os captadores dela (os Epiphones originais são muito fechados) e tem uma ótima semi-acústica.

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  14. Muito bom o som da guitarra! Certa vez toquei em um show e um dos guitarristas da outra banda usava uma Dicasteli muito bom o som também, com construção de deixar as jackson e ibanez com inveja, epoca que as superstrat faziam muito sucesso.

    Mas uma dúvida, alguma vez tocou em uma strato com escala de 24,75? Pois gosto muito da tocabilidade pois tenho mãos pequenas, porém o som das strato sao meus preferidos. Perde-se muito do som característico com uma escala menor, considetando usar madeiras tradicionais?

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    1. Carlos, nunca toquei em Strato com escala menor, mas assume que perde-se um pouco do ataque característico deixando o som um pouco mais meloso. Ainda vai soar como uma Strato, mas talvez um pentelho mais macio devido a menor tensão das cordas. Só experimentando e ouvindo pra se ter certeza! :-)

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  15. A telecaster que eu montei é essa aqui.

    O som é da câmera!

    http://www.youtube.com/watch?v=cKFv2NqCNaE&feature=youtu.be


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  16. Olá Paulo e Oscar,

    Lembram-se daquela strato 62 que tá no Youtube, que fez vocês decidirem pela compra do set single Rolph 62? Vi o vídeo, ouvi o som e também gostei muito.

    Desconsiderando aquela Fender vintage que acredito ajudar muito a moldar o som e a tocada do guitarrista, focando só o timbre, para vocês qual desses três sets chegam mais próximo daquela strato: CS 57/62, CS 54 ou o Seymour SSL-1?

    Do que tenho ouvido e pesquisado, me parece ser o 57/62, pelo som cristalino e super equilibrado.

    PS: Até o momento os sets que citei foram os que mais gostei de ouvir pela net, e a chance de um dia eu comprar os Rolph é remota.

    Até mais.

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    1. Marçal, deixe o Jr chegar dos EUA com a nova American Vintage 54 60th Aniversary que ele acabou de comprar, com os "new 54 pickups" que ele te conta.
      Eu sou muito fã dos CS 54 (agora antigos, imagino) pra opinar de forma neutra. Pro meu gosto pessoal, prefiro eles aos Rolph 62 :)

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    2. Mas se queres um som "cristalino e super equilibrado", realmente tá mais pros 57/62 ou até os SSL-1. O 54 pode soar meio arrogante nos médios para alguns strateiros.

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    3. Vi dias atrás essas novas Fender com os new 54 pickups e juro que pensei, putz, já aperfeiçoaram os CS 54 que o Paulo tanto gosta...rsrs

      De fato, até agora gostei de todas as demo que ouvi com os CS 54, então é sim uma opção. Aguardo o Jr, sem problemas.

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    4. Então... Já me deu uma angústia aqui... :) Talvez até tente comprar mais um set do "antigo" 54. Já faz um tempo que me toquei que o timbre que eu gosto de strato não é o que a maioria gosta por isso acho que eles podem ter "atenuado" os médios do 54.

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    5. Faz sentido mas isso não necessariamente seria um aperfeiçoamento. Eu diria uma nova "roupagem" para agradar essa parcela maior de fãs de singles.
      Por exemplo, amansar um pouco os agudos do cap da ponte, que soou um pouco estridente em alguns vídeos. O cap da ponte do 57/62, me pareceu ser mais plano. Com drive achei os dois sets ótimos.

      Ah e essa Vintage comemorativa é com corpo de ash né, mas vamos aguardar o Jr.
      Abraços.

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    6. Correto. Concordo que o 54 da ponte tende a soar muito agressivo nos médio agudos. Numa das minhas stratos, troquei-o por um Seymour Duncan de alnico II.
      Mas na posição do braço acho o 54 imbatível.

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    7. Marçal, acho que o mais próximo daquele som é o SSL-1. Os 57/62 podem soar um pouco redondos demais eu acho e o CS54 é um soco de médios rsrs. Ambos excelentes na minha opionião nas suas praias, mas são sons diferentes do 60s daquela strat. O SSL-1 soa um pentelho mais agudo e um pouco mais forte que o Rolhp 62, mas a praia é parecida! :-)

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  17. A guitarra ficou com o visual lindo e o timbre também, o som que uma strato deve ter.
    Tenho uma dúvida, tenho uma strato e gosto de usar distorções para bases e qual é a seria a melhor opção: Colocar um mini hambucker ou uma outra captação?

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    1. José, vc pode ir por dois caminhos, ou colocando um mini-humbucker (do tipo dual blade) na ponte ou ainda colocar um single mais forte. Com o dual blade além de ter mais poder para derives, também você vai ter o benefício do ruído minimizado, já com o single mais forte vc vai ter um timbre mais agressivo talvez, mas com um pouco mais de ruído. De uma procurada pelo Blog, tem várias Strato que o Paulo montou com o Screaming Distortion do Sergio Rosar na ponte e que resolve muito bem esse lance! :-) Abraço

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  18. Obrigado pelas dicas, procurei pelos caps Sergio Rosar e estão em torno de R$200, acho que vou comprar e colocar na ponte.
    Tenho uma strato SX e coloquei captação Noiselles by Fender, porém tenho uma outra que comprei só pra mexer e quero mudar os catadores.
    O que vcs acham dos caps da Wilkinson?
    Abraço

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    1. Eu tenho alguns captadores Wilkinson. Os P90 acho muito bons, os singles comuns bons e os humbuckers razoáveis a bons, todos se comparados com os tops.
      São muito bem feitos em geral.

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    2. José, acho que os Caps do Sérgio estão um nível acima dos Wilkinson em sonoridade. Falo principalmente nos humbuckers e singles de strato com os quais tive chance de testar e comparar diretamente. Os Wilkinson são bons como o Paulo falou, mas os do Sérgio tem sonoridade superior na minha opinião.

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    3. Obrigado novamente pelas informações!
      Eu acredito que conhecer o instrumento e suas configurações, como madeiras, ferragens, etc, ajudam bastante o músico, para otimizar o som de seu instrumento. Acho também que saber timbrar a guitarra, fazer sua manutenção e possíveis upgrades é muito importante para o músico, por isso o blog tem sido extremamente útil pra mim, pois tem muitas informações valiosas.

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  19. Alguém já ouviu falar da spirit guitar parts?
    Encontrei um tremolo com um preço bem acessível dessa marca, daí a ideia é arrumar um bloco manara...
    Vocês conhecem essa marca?

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    1. Sim, e tenho alguns produtos da Spirit. É chinesa ou coreana e a maioria de suas peças tem um pouco mais de qualidade que outras chinesas genéricas, mas definitivamente não é "top" de linha :)

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    2. Perdi o foco. Tudo bem para a ponte Spirit, mas terás que entrar em contato com o Manara para checar a compatibilidade do bloco com ela.

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