sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Mistério do Braço de Maple...

Paulo May


         Infelizmente não consigo parar com meus experimentos de madeiras brasileiras - e olha que essa desistência já foi anunciada aqui várias vezes... :)
O Brasil é conhecido pela infindável variedade e qualidade de suas madeiras mas minhas tentativas de utilizar algumas delas em corpos de guitarras - principalmente stratos e teles - foram frustrantes, pra dizer o mínimo. O Cedro de longe foi o mais tentado e sempre, invariavelmente, mostrou-se abaixo das expectativas, independente do tipo de guitarra. Não tem a complexidade e o equilíbrio do alder ou do ash americanos. No ano passado consegui alguns bons resultados com 2 teles e uma strato (hardtail) de marupá. E também uma Tele de Freijó, que estava indo pro lixo mas acabou funcionando num golpe de sorte. Entretanto, o Freijó ainda está um pouco aquém das madeiras clássicas americanas.

Não pretendia mais utilizá-las, mas durante esse tempo, uma madeira em especial, o Angelim, duro, pesado e teoricamente inadequado para guitarras, não me saia da cabeça. Já bem acostumado com a sonoridade do Marupá, quase legal, mas com um pentelho a mais de graves e outro pentelho a menos de punch de médios, imaginei que um corpo com um centro de Angelim e laterais de Marupá pudesse funcionar. Meu luthier Inaldo já havia me falado o que eu imaginava do Angelim - muitos médios...

Eu tinha uma Telecaster HH (H/P90) de Cedro com top de 1 cm de Marfim que sempre soou daquele jeito "Cedro": meio fechado, sem ressonâncias claras e um buraco nos médio agudos (por volta de 1,8kHz). O Marfim não acrescentou absolutamente nada ao cedro e o Marfim, na minha opinião, é uma madeira superestimada pelos luthiers brasileiros. Inútil.

Essa era a Telecaster de cedro/marfim com braço de maple:


Enviei um e-mail para o Adriano da RDC Guitars de Belo Horizonte e com a eficiência de sempre, em uma semana eu estava com esse corpo de Angelim/Marupá aqui em casa:


Tive o cuidado de gravar a Tele de Cedro/Marfim antes de transportar tudo dela para essa de Angelim/Marupá porque como sempre falei e insisto, a única maneira fiel de comparar dois ou mais timbres é com gravações idênticas. A nova Tele ficou assim:

Inicialmente, mantive o P90, mas ele continuou soando muito gordo e troquei-o por um single de strato Rosar, muito melhor nesse setup. As gravações porém, foram todas feitas utilizando apenas o humbucker da ponte (Custom Alnico V, 8,5k).
Comparei as duas gravações e tudo que faltava na Tele de Cedro: brilho, estalo, dinâmica, apareceu bem mais evidente na de Angelim. Pensei: "Hum, encontrei uma combinação muito legal!"

Entretanto, havia um problema com o braço de maple - quando eu o modifiquei, de um "C" gordo para um "V" típico dos anos 50, devo ter lixado inadvertidamente apenas um lado do assoalho que acopla no tróculo e ele estava com um decaimento horizontal - compensado pelo Inaldo com uma folha fina de madeira (foi ele quem envernizou o braço e o instalou). Como tinha um outro braço de Tele aqui, de maple mas com escala de rosewood (irmão do mesmo braço que resolveu a tele de Freijó), coloquei-o e a guitarra ficou até mais interessante no visual.
Mas daí veio o choque inesperado: ao gravar novamente essa mesma guitarra de Angelim com o braço de maple/rosewood, metade do que ela havia ganho em relação ao Cedro perdeu-se. Quase voltou a soar como a velha tele de Cedro. PQP! Eu sempre li, já falei aqui, mas nada como um tapa na cara pra lembrar que o BRAÇO É TÃO OU MAIS IMPORTANTE QUE O CORPO!

Ouçam vocês mesmos um fragmento das 3 gravações:

E daí?
Recapitulando: o braço de maple não ajudou a ressuscitar o Cedro zumbi, mas acrescentou brilho e clareza ao Angelim/Marupá. O Angelim/Marupá que parecia uma combinação excelente, quase virou zumbi quando perdeu o braço de maple... Concluo, em termos práticos, que o Cedro continua uma porcaria (exceto para guitarras modernas, com captadores de alto ganho, cerâmicos) e não há santo que dê jeito e o Angelim/Marupá é melhor que o cedro (e o marupá puro) mas depende do maple pra soar claro e aberto...

E, se o caro leitor que acompanha o blog leu esse post sobre a Tele de Freijó, vai observar que o Freijó só funcionou com o braço que não funcionou com o Angelim - ele soou terrível com o braço de maple e quase perfeito com o braço de rosewood/jacarandá. Vai entender...
Outra conclusão paralela é: "Não quer errar/arriscar? Use um corpo de Alder". O Alder é a madeira que mais dá certo em guitarras "Fender" e ponto final.

Não adianta, é quase impossível saber o resultado final de uma combinação braço/corpo sem montá-los e ouvi-los. Se tivesse um pouco mais de saco, colocaria outro braço de maple, pois esse outro braço (medidas, densidade, verniz) poderia não soar igual...

É foda e como disse no post sobre a Tele de Freijó, parece que cada vez eu sei menos. Fico à mercê das afinidades misteriosas das madeiras - PQP!.
Enviei o braço de maple para o Inaldo refazer o assoalho - ficou perfeito e o braço voltou para a Tele de Angelim, que tá soando como deveria agora. :)

         Um último detalhe: o captador do braço, um single Rosar "True Vintage" está soando divino nessa tele de angelim/marupá. O Adriano já sugeriu que eu montasse uma Tele "clássica" com esse corpo e confesso que tô me coçando :). Nessa altura dos acontecimentos, tenho até medo de me arriscar em palpites, mas tudo leva a crer que uma Tele clássica de angelim/marupá (mais leve que a de cedro) deve soar bem melhor que uma toda de cedro (nem pensar), marupá ou freijó. Vamos ver... Com essa novela dos braços é bem capaz de eu me incomodar novamente :)


105 comentários:

  1. Olá Paulo,
    Só uma duvida, pq optou por centro + laterais e não back + top na hora de combinar as madeiras?

    Abraço

    Petri

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    1. Nessa configuração o centro é dominante - imagino que 2:1 - e eu realmente queria os médios (teóricos até então) do angelim predominando. Na configuração top/back, o top deve ter pelo menos 1 cm pra "aparecer" e a relação de influência é menor (exceto nas Les Pauls onde no centro o top chega a mais de 2 cm).
      Poderia ter feito um sanduíche, meio a meio, mas tinha receio que a guitarra ficasse muito pesada.

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  2. Paulo, parabéns pelo blog! Acompanho ele sempre e fico cada vez mais impressionado com o ímpeto da busca do timbre ideal. Sei que dá trabalho, mas quando encontramos um timbre legal a coisa fica muito gratificante.

    Assim como vc, tenho feito algumas experiências e resolvi montar uma strato com captadores Rosar Blues (Blues 43 na ponte). Testei eles numa SX SSt 63 e soou muito grave - sem definição dos graves, os quais acabavam por cobrir demais os médios e agudos. Desmontei a parte elétrica, separei os captadores e anunciei a guitarra no ML.
    Estou querendo experimentar estes captadores com uma guitarra de corpo em marupá (1 ou 2 peças) mais braço em Maple/Maple.

    - Na teoria, eu alcançaria um equilíbrio? Aquele som das stratos gordas com mais ataque e destaque para os médios e agudos sem perder os graves dos Blues Rosar? Busco o timbre do Rory Gallagher.
    - Em vez do corpo em marupá de uma ou duas peças, e se eu fizer esta combinação com o Angelin como deste post?

    Na verdade estava quase fechando um corpo de marupá de 1 peça com o Adriano quando vi este post... Rs.
    Enfim, valeu, parabéns novamente pelo blog e não tenha pressa para responder.

    Abraço!

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    1. Rafael, vou me intrometer e responder (parcialmente) sua pergunta! :-)
      A sua SX com os Blues 43 que ficou grave, vc estavba usando a ponte original? Se sim, esse pode ser o grande senão principal problema. O Blues 43 tem um foco muito grande nos médios e médios graves mas não perde o ataque e definição em uma strat clássica. No entanto, a ponte original da SX, com bloco xing-ling e saddles de zinco, absorvem e amaciam muito do ataque da strat e tudo tende a soar mais Redondo. Nessa situação, até os captadores originais ceramicos dela soam melhor, poir a ponte atenua a aspereza do singles ceramicos. Um upgrade na ponte pode fazer milagres nessa sua SX! :-)

      O Marupa que vc considerou, é ainda mais macio que o alder (mesmo que chines) da sua SX e acho que vc vai ter um som ainda mais macio, mesmo com o braço maple maple. Os graves são soltos demais pra um captador mais forte como o Blues 43!

      O Paulo pode complementar alguma informação que eu tenha esquecido, mas o caminho é por ai mesmo. Acho que vc poderia experimentar uma ponte boa com saddles e bloco de aço antes de descartar sua SX ! :-)

      Abraço

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    2. Obrigado Oscar!
      Esqueci de uma informação... eu havia colocado o bloco Manara, sem, contudo, trocar os saddles. Realmente eu não sei... esse lance de timbre de madeiras + bloco é de deixar a gente meio louco.
      Tenho que ressaltar uma coisa tb: o amplificador usado. Tenho Gato Preto Clássics Vira-lata e o timbre dele é mais grave. Na equalização dá para alterar muito pouco o som, tornando o ampli com um som bem característico. Acho ele excelente pelo ponto "gorduroso" do overdrive. Este é o meu ampli e quero bolar uma strato que se adeque a ele. Ele eu não substituo por nada.
      Enfim... não sei o que fazer agora....Rs. Preciso amadurecer as ideias antes de sair gastando e me frustrar novamente com outra strato.

      Valeu Oscar, abraço!

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    3. Concordo Rafael, por isso já te alertei sobre o marupá.
      Você pode testar duas coisas na sua Strato, a primeira como disse é um upgrade nos saddles e a segunda é colocar um potenciometro de 500k no volume. Isso vai com certeza abrir mais o som dela. Vale a pena tentar antes de como vc disse, sair gastando com outras coisas. :-)

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    4. Concordo com o Oscar... recentemente fiz a troca de saddles e percebi que eles alteram bastante o timbre final... são pequenos e parecem insignificantes, mas mudam cerca de 5-10% em ressonância, punch, brilho e firmeza de médios e graves - antes eu usava os saddles originais da Fender American Deluxe.

      Vale a pena testar mais algumas modificações baratas como o Jr. disse, o potenciometro e os saddles, antes de mandar fazer uma outra guitarra que talvez apresente um resultado não tão bom quanto esperado.

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    5. O Marupá TEM graves, ao contrário do que alguns textos insinuam. Os agudos não são fabulosos mas são legais. O problema pra mim são os médios, um pouco contidos e sem graça. Numa Tele, até que vai, mas numa strato com ponte flutuante (a hardtail tem mais punch) pode faltar algo. Por isso pensei no Angelim, onde os médios são dominantes. Acredito que essa combinação é viável, mas precisamos de mais dados e testes pra confirmar.

      Além disso, tem a questão do Blues 43, que é um captador algo fora do padrão clássico Fender e deve ser utilizado em situações bem específicas. Imbatível na posição da ponte, mas pode não soar tão bem nas outras duas...

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    6. Cícero e Paulo, obrigado pelo feedback!

      Alguma recomendação de saddles ou ponte boa - marca, preço, loja, etc? Vou usar o bloco Manara.

      Valeu!

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    7. Os saddles clássicos de aço curvado são os ideais, mas eu infelizmente não consigo tocar com eles por causa dos parafusos. Uso saddles de (bloco) aço da Wilkinson ou GFS (tenho mais de 8 jogos desses da GFS - vou comprando aos poucos). A placa é importante mas não tanto quanto o bloco ou os carrinhos - eu utilizo as placas chinesas de zinco ou geralmente as Wilkinson, que acredito serem de aço.

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  3. Excelente Post...!!!
    Eu já mudei o projeto, que estava na gaveta, com o marupá (2 peças), para esse híbrido de Angelim/Marupá.

    XD

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    1. Marcos, foi só uma experiência e apenas um corpo. Embora eu acredite que essa combinação seja mais musical que o marupá puro, acho que ainda precisamos de mais dados. Então, quando finalizares a tua guitarra, nos passe tuas impressões - serão úteis com certeza. :)

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  4. Eu já havia comentado sobre essa troca de BRAÇO.
    Eu tenho um GIANNINI Cedro, com Braço de Marfim. Era muito sem expressão, a equalização era muito desequilibrada. O grave muito simplório, os agudos sem sustain... Coloquei um BRAÇO Maple/Maple e a guitarra reviveu. Veio mais médio e o Grave reapareceu. E olha que o Tróculo não ficou 100%, e são 3 parafusos só na madeira...

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    1. Me lembro, Filipe. Como falei, na minha humilde opinião, o Marfim é utilizado no Brasil só porque tem semelhança visual com o maple, resistência boa pra braços e relativamente barato, mas é uma PORCARIA quando o assunto é TIMBRE. Ainda tô pra ouvir um braço de Marfim vivo...

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  5. Caramba... ouvi o audio agora... mta diferença de timbre... o maple+rosewood ficou mto ruim, kkk... mesmo assim, o timbre geral do instrumento ainda deixou a desejar, quando pensamos nos modelos clássicos... dos experimentos diferentes que eu já ouvi, achei que a Strato do Jessé, de cabreúva (é isso?), soou mto bem!

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    1. Ôps! Não te esqueças que o captador da ponte é um humbucker simétrico - nada a ver com os singles de uma tele clássica. Essa é uma Tele H-S e dá pra ouvir estalos e harmônicos abertos no humbucker - coisa difícil de conseguir em qualquer guitarra - como uma Gibson SG, por exemplo. Se colocares um humbucker na guitarra de cabreúva (que, se não me engano, é muito pesada) do Jesse, ela morre na hora! KKK!

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    2. Putz, é verdade... eu ouvi as demos pensando em single coil, não prestei atenção no captador da ponte... daí a história muda mesmo.

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  6. Boa Paulo!

    Até que enfim tentou uma madeira fácil de encontrar em qualquer esquina! rs

    Mas me diga, um corpo todo de Angelim (embora pesando quase uma tonelada nas costas) tenderia a soar insuportavelmente cheio de médios ou até interessante?

    Como sabia que essa madeira tenderia aos médios? Pela densidade ou por algum experimento prévio?

    Abraços

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    1. Aqui no sul (e imagino que na maior parte do Brasil) estamos cercados de angelim: portas, suportes, corrimões, cabos de enxada. sempre notei médios e agudos na percussão dessa madeira. Mas o meu luthier Inaldo disse-me que já analisou uma guitarra com corpo todo de angelim e suas palavras foram "Médios pra caralho!" :)
      Arrisquei :)

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    2. E, via de regra, quanto mais densa/pesada a madeira, mais ela tende para os médios...

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  7. Eu acredito muito em madeiras diferentes, e muito se pode fazer com elas eu por exemplo tenho três guitarras em mogno, uma Ibanez, uma Cort e uma que tem o corpo em peça única de mogno Hondurenho é uma guitarra americana, e analiso toda a ressonância com caps idênticos e mesma regulagem, a variação da escala, sentido das emendas, para mim hoje em dia usam se caps que são fortes e empurram som de qualquer coisa mas um captador geralmente single e cheio de timbre depende muito da madeira. Esta minha humilde opinião. Para mim a guitarra começa na madeira literalmente depois pode se ter o tipo de som regulando o captador, logico com uma analise previa do timbre que se busca.

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  8. Esse post é do c@$%6&*( eu estava mesmo para perguntar e pesquisar sobre isso...como apesar de ter muitas guitarras ,descobri que o meu shape favorito é de tele ,tanto é que tenho duas...mas meu sonho ainda é uma tele com biding dos dois lados do corpo ,lógico que isso é fetiche visual ,mas a conclusão de minhas dúvidas é ter uma tele com coirpo em alder e ponto final...acredito que o resultado deve ser o mais adequado por esse post. valeu !!!!!

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    1. Então o post pode ter te poupado de algumas incomodações... Que bom que foi útil :)
      O alder funciona muito bem com stratos e teles - muito raramente soa mal. O ash eu já acho que funciona melhor nas teles do que nas stratos, mas, como bem disse Mike Eldred, da Fender (http://guitarra99.blogspot.com.br/2012/08/timbre-de-guitarra-como-avaliar.html), é um pouco inconsistente e pode variar bastante.
      Realmente, é difícil errar com o alder. :)

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  9. Muito interessante esse post! Falando em braço, tive uma MM Luke com braço inteiro em rosewood. Já ouviram? Parece que "abafa" tudo, um "dark", girou o botão do tone pro 2. :-) No conjunto geral soava bem...

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  10. Sinceramente não gostei do som de nenhuma das madeiras...Realmente Ash e Alder são as madeiras pra Tele... Já ouvi uma Tele da GRS Guitars um Luthier de Campo Grande MS com Tele de Cerejeira... me impressionou o som...

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    1. Lembrando que o captador da ponte é um humbucker - essas teles do teste não podem ser comparadas com uma tele padrão,
      Tenho 9 Teles clássicas e 2 Cabronitas mas até agora não consegui me satisfazer com nenhuma Tele com humbucker tradicional na ponte.

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    2. Você ja viu a telecaster da schecter ? NO SITE da schecter tem a PT, procure e de uma ouvida ela tem push pull no humbucker ela é em Alder e braço maple tarrachas grover, e pinos de almoço gigantes que são pra tirar o maior range de médios mesmo, para mim soou muito bem, ela foi feita el Chicago, tem seis timbres e bem versátil.

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    3. Já tive uma aqui em casa por uns dois meses. É uma guitarra muito boa.
      Na verdade, eu não gosto de teles com humbuckers na ponte. Existem outros modelos de guitarra que são mais adequados pra essa configuração. Acho que eu só quis me livrar do corpo de cedro :)

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    4. Voce teve exatamente essa que eu falei ? Tu lembra de qual origem ?
      Abraço

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    5. Não, bem mais antiga, toda preta com frisos e braço de maple - talvez do final dos anos 90. Tinha dois humbuckers provavelmente de alto ganho, com split. Gostei da guitarra - muito bem feita.

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    6. Entendi, desculpe a pergunta quanto ficou esse corpo de angelim e marupa ?

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    7. Ainda não acertei com Adriano :) Eu tenho "conta" lá, de tantos corpos que compro... De vez em quando acertamos as contas.
      Mas com certeza é um dos melhores preços do Brasil - sempre foi mais barato que a média.

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    8. ahahahahahahahah Quando der me avisa, quem ve voce falando de encomendar para o Adriano ajeitar um corpo ......

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    9. Verdade tinha me esquecido do humbucker na ponte... A minha é com o Mini Hum no braço... pra mim é top o som do humb no braço...

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    10. A Tele em Cerejeira - Braço Maple...que falei...http://www.youtube.com/watch?v=pSHL7Qi7iX8

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    11. Tive que ver outros vídeos pra ter uma ideia um pouco mais real do timbre. Interessante. Menos médios e graves e agudos marcantes.

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    12. Paulo e Rodrigo Saab,

      Tenho uma Telecaster GRS de cerejeira com braço em marfim/jacarandá do cerrado. Nos vídeos do Marcio Armoa, a minha é uma tele vermelha com matching headstock. No vídeo ela está S-H mas hoje esta tradicional S-S. O video da minha está bem mal gravado, mas eu garanto que a cerejeira é a minha madeira nacional favorita para corpo de guitarra. Como o Paulo disse, poucos médios, porém com graves e agudos marcantes. A madeira tem um Top End de agudos muito bonito, lembra muito as LSLs BadBones com corpo em Korina.
      Logicamente, o timbre da cerejeia não é bem tradicional de telecaster, mas fala muito bem. Com os captadores certos e pots de 500k, ela fica bem próxima mesmo de uma tele tradicional.

      Vou gravar um vídeo legal dela e posto aqui.

      abraço,
      Arthur
      heroisdas6cordas.blogspot.com.br

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    13. Cerejeira é uma madeira mais densa e geralmente é pesada, o que restringe um pouco a utilização para corpos. Quanto pesa a tua Tele, Arthur?

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    14. Legal Arthur...Vc é de Campo Grande??... curto muito as guitarras da GRS( Vander) Principalmente as Lespas... Moro em Corumbá...têm um outro luthier de dourados que faz teles maravilhosas também vê aí https://www.facebook.com/dsam.luthier/media_set?set=a.659708120730779.1073741833.100000747905738&type=3

      Aguardamos o vídeo...

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    15. Paulo...

      Pesada foi uma Les Paul Gibson Standard-Gold Top que toquei em uma gravação cara que guita pesada... Meus ombros saíram doidos... Recentemente um amigo pegou uma Les paul Cort CR250 de corpo mogno, cara que guita leve nem acreditei que é mogno...

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    16. Nem eu! :) Ultimamente tenho visto mogno bem leve em guitarra chinesa... Até uns 2 ou 3 anos era bem mais pesado. Como sempre, quase impossível descobrir a razão. :)

      Algumas Gibsons de antes do alívio de peso (1982) chegavam a pesar 7 kg ou mais...

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    17. As Epiphones também estão bem leves... será que é porque eles usam mogno compensado ao invés de madeira sólida ?? A sua Vintage Paradise é mogno sólido(pelo fabricante) e creio eu sem o alívio de pesos.. ela é pesadinha ou é leve como as chinesas normais?

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    18. Ai brother, comprei uma Cort cr200 e fiquei impressionado com o peso tb, um amigo me disse que é pq ela é mais cavada ou seja tem mais usinagem no corpo do que as outras les paul's, eu acredito que esse seja o motivo do timbre delicioso que ela tem.
      O Paulo vc já testou PEROBA MICA no corpo, e PARAJÚ no braço? Tenho uma prancha de peroba que eu quero usar numa strato o que vc acha?

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    19. Rodrigo, mogno compensado - nem sei se existe :) - seria um caso de polícia :)
      A minha AFD pesa 4 kg - o peso médio de uma Les Paul Standard.

      Pedrero, a Peroba que eu conheço, aqui no sul, é bem densa e pesada. Imagino que uma strato com corpo de Peroba chegaria a mais de 4 kg tranquilo.

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    20. Mais uma Tele de Cerejeira da GRS...https://www.youtube.com/watch?v=57u5UouhazA

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  11. Fala Paulo,

    Legal a dica dessa mistura angelim/marupá, acredito que com captadores clássicos e braço de maple, extrairá o melhor do conjunto, apesar de ainda inferior ao alder/ash.

    Sobre os fragmentos de som, aos meus ouvidos, a parte com o braço de maple/rosewood foi o pior dos três, o cedro/marfim ficou um pouquinho melhor rsrs.

    Abraços!

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    1. O legal seria encontrarmos uma madeira nacional que soasse como o alder, né? Tá difícil...
      Nem sei porque continuo procurando! :)

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    2. E a tua opinião sobre os 3 timbres só reforça a ideia de que o braço de maple é que tá mandando aqui :)

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    3. Talvez até exista alguma madeira ou combinação nacional que permita chegar no alder, mas só com muita experimentação, o que demanda tempo, paciência e grana, mas no final das contas é divertido fazer descobertas, principalmente para você, já bem experiente em teles.

      Já ouviu ou tocou em alguma guitarra de jequitibá da Bahia? Ouvi uma entrevista de um luthier local dizendo maravilhas, quem tem médios, graves e agudos na medida certa, mas vai saber.

      Sobre os sons, o angelim/marupá com só maple foi o melhor mas com rosewood ficou a pior demo, matou legal o som.

      Até mais.

      Marçal.

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    4. O Jequitibá está entre as tantas que pesquisei, Marçal, mas nunca ouvi ou toquei.
      E o problema com luthier e timbre é que certos adjetivos podem ter significados distintos. "Timbre equilibrado" é muito genérico e pessoal :). As PRS são equilibradíssimas porém nunca fiquei de queixo caído com o timbre delas.
      Mas a Bahia é a terra do melhor jacarandá do mundo... Quem sabe o Jequitibá? :)

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  12. Sei que o post é sobre madeiras brasileiras, más... encontrei o abaixo sobre as tradicionais variando configurações. O som está ótimo!

    http://www.petelacis.com/2010/07/08/alder-vs-swamp-ash-maple-vs-rosewood-and-a-neck-swap-the-definitive-comparison-with-audio-clips/

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    1. Excelente link, John. Já discutimos esse post no Fórum da GP. Bela referência! :)

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  13. Paulo, já testei muitas madeiras brasileiras e afirmo que o Marupá, por enquanto, é o nosso Alder. Barato, fácil de encontrar e satisfatórios. Não como o Alder, mas é o que temos. Tem um porém. Meu luthier, o Serginho Luffing - filho de Sergio Luffing que deves conhecer e que tem bagagem de 30 anos no negócio - me apresentou um Marupá de cerne, mais denso, com detalhes característicos da madeira mais parelhos. Montamos 2 stratos com o mesmo set up: tudo Fender! e PU Texas Special. Com braço em maple. O resultado foi um diferença, além do peso, substâncial nos médios. O que achei mais interessante foi os graves muito claros, sem embolar, já que os Texas Special são mais 'gritões'.

    Eu, pessoalmente, acho que não deve ser qualquer Marupá, deve se escolher como uma busca verdadeira de uma Tone Wood, como deve ser feito e nano pegar qualquer peça. E um ponto importante: peça única sem emendas.
    Abråço.

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    1. Sempre recomendei o Marupá mais denso, mas não é tão fácil de achar. Tenho uma Tele de marupá de um bloco único que empenou - está curvada cerca de 1,5 cm, então, mesmo sendo mais denso, acho melhor e mais garantido cortar e colar. Corpo de duas peças.

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  14. Paulo, descobri o blog de vocês ano passado e estou sempre fuçando nos posts e comentários antigos (todo o conteúdo é sempre muito bom!), buscando sempre entender e aprender os processos de construção de uma guitarra, pois tenho uma grande vontade de construir uma Telecaster meio Road Worn, meio Classic 72' series, mas confesso que ainda não faço ideia de por onde começar. Estou inclinado a começar "não arriscando" e usar um corpo de Alder e braço em Maple, mas sinto que deveria ir mais além! Alguma dica de por onde começar uma pesquisa mais profunda para esse projeto?! Obrigado!

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    1. Acho que vais minimizar os riscos indo de alder e maple, Hugo. A decisão final tem que ser tua :)

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  15. O cedro realmente fica melhor para guitarras mais "metaleiras", mas mesmo com alto ganho, ainda acho que fica devendo alguma coisa pro mogno. E o mais engraçado é que o alder também é utilizado com ótimos resultados nessa praia, vide Jackson e Esp. O mogno oferece um peso incrível, mas o alder dá muita definição mesmo com distorções fortes. É uma grande madeira!

    Quanto à importância do braço no timbre, que loucura isso! Até eu que sou leigo notei como o som abriu e ficou mais brilhante com o braço todo de maple. Dava vontade de testar esses dois braços num corpo de alder pra ver se o problema é com o braço, ou é da combinação dele com os corpos. E o curioso é que a escala de rosewood casou bem com o freijó. Achei que ficou muito Led Zeppelin aquele timbre do vídeo que vc fez com ela!

    E por falar em importância do braço, vi na net uma vez um cara que fez uma Les Paul só com o braço em mogno, mas com o corpo em marupá e tampo de maple e disse que havia alcançado ótimos resultados. O vídeo e a minha experiência eram curtos para avaliar. Vai saber...

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    1. A nova guitarra do Satriani é de alder, Rafael. Segundo ele "tem mais definição e clareza" :)
      Alder é foda e o mogno com certeza é melhor que o cedro, mesmo pra alto ganho.

      Eu também fico de cara com as variáveis de combinação "braço/escala/corpo" - é foda!

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  16. Curiosidade: que produto usa ou o que faz para manter os braços de maple/maple sempre limpos ? O normal é com o uso eles ficarem marcados/sujos. Ou você usa tão pouco e só para testes que não dá tempo deles sujarem?

    Marçal.

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    1. A última vez que tive que limpar com escova e detergente (sem excesso de água, é claro) foi quando peguei uma guitarra que ficou "emprestada" por 4 meses. :)
      Eu não sou daqueles que estuda e toca horas por dia. Toco por prazer e de vez em quando.
      Mesmo assim, limpo escalas mais sujas com baby wipes (e escova de dente se necessário). Retiro o excesso com pano umedecido, espero secar bem e hidrato com óleo de limão ou peroba - esse último em menor quantidade.

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  17. Hehe, mais um teste bacana ! Minhas "experiências" com madeiras brasileiras em strat e tele deram nas seguintes conclusões: marfim para braço nem pensar, timbre ruim, madeira instável, para o corpo só consegui um bom resultado com marupá e assim mesmo só em strat e brigando para achar o captador adequado, nunca vi bom resultado com tele com madeiras brasileiras e tele tem que ser perfeita, senão eu pego antipatia e desmonto ! abç.

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    1. Putz - até parece que fui eu quem escreveu isso!
      Concordo ipsis literis! :)

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    2. Hehe, achei engraçada a sua resposta mas quem experimenta de verdade chega a conclusões parecidas !

      Não tenho tanta experiência como vc em assemblar partes, devo ter montado umas 8 guitarras, dessas 3 ficaram muito boas sendo que 1 ficou excepcional. As outras nem tanto, maior parte culpa dos ash bodies da MMite, lindos mas ou pesados demais ou com timbre fechado. às vezes está tudo certo, partes com tudo do bom e do melhor mas a mágica não acontece...

      Numa outra abordagem, ao invés de ir das partes para o todo, procurei uma guitarra já pronta que tivesse um braço impecável e corpo com peso adequado, resultando em um instrumento sólido e balanceado, sem considerar a madeira do corpo. Consegui um resultado extremamente bom com essa strat Groovin, corpo de basswood com um top de maple, não chega a ser um top mesmo mas é mais do que uma folha decorativa, tem alguns mm de espessura, som está bem próximo da minha Fender, acredito que com uma ponte melhor vai ficar perfeita:

      http://tinyurl.com/n5m5mc3

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    3. O primeiro parágrafo ainda parece que foi escrito por mim! KKK!

      Acho excelente, econômica e prática essa abordagem: escolher uma já pronta com potencial e melhorá-la. Muito bonita a guitarra - nem parece uma Groovin :)

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  18. Já viu este capítulo do Trato Feito? Apesar das informações equivocadas, o artigo é bem legal. Onde será que foram parar esses documentos?
    http://www.youtube.com/watch?v=iN11UPXIpYM

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    1. Já :)
      siga o link:
      http://www.ebay.com/itm/Vintage-Mary-Fords-Les-Pauls-1961-Gibson-SG-electric-guitar-/111237923077?pt=Guitar&hash=item19e64c0105

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  19. Muito bom, Paulo, penso que você tem uma genuína vocação para experimentar com guitarras e vocação não necessariamente está relacionada com lucro ou prazer, como diz um trecho do texto abaixo:
    "Vocação vem do verbo latino voco, vocare, que quer dizer "chamar". Quem faz algo por vocação sente que é chamado a isso pela voz de uma entidade superior — Deus, a humanidade, a História, ou, como diria Viktor Frankl, o sentido da vida.
    Considerações de lucro ou prazer ficam fora ou só entram como elementos subordinados, que por si não determinam decisões nem fundamentam avaliações." (Olavo de Carvalho).

    Continue com os experimentos, os loucos por guitarra agradecem :)

    Grande abraço!

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    1. André, intervenção perspicaz e esclarecedora! :)
      Então tá explicado porque geralmente me questiono sobre isso, já que não sinto prazer de fato com o processo. Pelo contrário, é cansativo e me rouba um bocado de tempo.
      Obrigado pelo insight! :)

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  20. Cara, parabéns pelo blog. Rico em informações e muito didático. Estamos começando a fazer programas sobre guitarras. Quer nos dar sua opinião? Rolaria divulgá-lo em seu blog? Dá uma olhada, bicho. Email: assisramon@hotmail.com. Este é o vídeo. Abraços!

    https://www.youtube.com/watch?v=6FNpYc001WE

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  21. Paulo, sem querer mudar o assunto do post que é madeira, braço etc, gostaria de sugerir outra abordagem para os seus experimentos no timbre, que alias são muito mais baratos e simples:
    Já testou variar a parte elétrica da guitarra, Usar outros capacitores? Nõ digo só o tipo não, me refiro também as medidas...

    O valor padrão nas telecaster é de .047, mas se queremos menos agudos podemos usar um de .022. Quer mais atenuação de agudos para um tom mais escuro? Use um .068 ou 0,10.

    Outra coisa, reza a lenda(não posso comprovar, nunca medi) que capacitores de cerâmica, aqueles em disco, eles absorvem água da umidade do ar, o que pode alterar seu valor.

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    1. Esse post:
      http://guitarra99.blogspot.com.br/2011/05/capacitores.html
      é de 2011 - e isso foi depois de um ano fuçando capacitores, pots e ligações, Fernando :)
      Já sei com relativa segurança o que eu gosto em teles, stratos e les pauls/humbuckers, mas de vez em quando ainda tento algumas mudanças :). Se não me engano, vários cerâmicos mais antigos tinham uma fina proteção superficial com resina - talvez por isso :)

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    2. Paulo, depois de postar o comentário anterior fui pesquisar mais sobre os capacitores de disco e encontrei seu post, já tinha lido mas nem me lembrava mais.
      Acho muito legal seus testes com madeiras nacionais e espero que continue pois são uma boa fonte de pesquisa, mas por outro lado fico imaginando sua frustração com com um resultado insatisfatório, ainda mais se levar em consideração o tempo e $ investido nesses experimentos... por esse motivo sugeri essa experiência com a elétrica, afinal e uma maneira fácil e barata pra tirar algo mais dessas madeiras, uma vez que os esquemas padrões que usamos foram criados baseados num material diferente do que vc esta trabalhando e essa é uma variável que pode ser mais explorada.
      Não sei se vc lembra mas eu cheguei a comentar em posts anteriores que estava montando a minha telecaster... bom, montei e desmontei uma infinidade fazendo testes até chegar no ponto atual que me agradou bastante, não tem um som característico de telecaster, mas também não era exatamente isso que procura e no final ficou assim:

      - Corpo de Freijó com Top de 5mm de Canela
      - Braço Maple
      - Nut Latão
      - Captação
      Braço: P90 Alnico Blues Tribute Vintage Repro (OnlyMusic)
      Ponte: Single Alnico Blues Tribute Vintage Repro (OnlyMusic)
      - Ponte Wilkinson com Saddles Latão
      - Elétrica com switch 4-Way e Tone TBX

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    3. Se o Freijó funcionou por aqui, imagino que deva funcionar por aí também. Como ficou o peso total?

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    4. Ai que esta o problema, encomendei o corpo em SP e não tinha ideia que o freijó era tão pesado, mas como em 99% das vezes toco sentado isso não é um grande problema, mas hj faria o corpo com câmaras como de uma LesPaul aproveitando o fato de ter usado um top.

      Falando em LesPaul, acho que ficou mais pesada que minha CLP ou SX GG1 que tenho aqui, só não sei quanto pq ainda não coloquei na balança.

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    5. Perguntei porque o Freijó que tenho aqui é "dos leves" e a Tele tá com 3.9kg.
      ...E a Canela, mesmo fininha, complica ainda mais o peso:).

      Pô, o luthier na hora deveria ter sacado isso e antes de colocar o top poderia ter feito algumas cavidades e/ou furos...

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    6. Olha Paulo, toda essa história foi um trauma, tanto que pensei em devolver o corpo logo que recebi, mas foram tantas idas e vindas até esse corpo ficar pronto que resolvi encarar o desafio.
      Começaram muito bem, me mandaram várias fotos de blocos prontos só faltando cortar o corpo pra que pudesse escolher, uma semana depois falaram que o bloco tinha sido usado pra outra guitarra, escolhi outro e quando recebi vi que era diferente, pedi pra por binding mas não faziam ou não tinham, queria uns rebaixos tipo de strato no corpo pra melhor ergonomia deram Ok depois falaram que não faziam, mandei o braço e a ponte, e um monte de ferragens pra eles pra enviarem tudo furado e encaixando 100% e acabei recebendo com a trócula 2mm menor, sem as furações pra ponte e a passagem das cordas e encaixe dos ferrules
      Resumo da Opera: Depois de muito reclamar me devolveram parte do $ e uns 15 dias depois recebo um pacote com um corpo de Marupá de brinde (deve estar com defeito kkk), mas tive muito trabalho pra corrigir uma cacetada de coisas em casa com muita lixa e formão. Bom mas isso ficou pra traz, o importsnte e que já acertei tudo no corpo, e como eles não trabalham mais com luthieria nem vale a pena comentar aqui os nomes

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    7. É foda... Só pra manter novamente as similaridades, também já passei por isso, mas a diferença é que nunca me enviaram um corpo de brinde! :)
      É muito chato quando nossas expectativas são quebradas e temos que reerguê-las com limas e lixas... E rezas! :)

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  22. Ola amigo, parabéns pelo ótimo Blog. Acompanho sempre e resolvi somente hoje me pronunciar pois tenho uma duvida de verdade. Vc ja experimentou uma tele com humbucker na ponte, single de strato no meio e um cap de tele no braço? Pergunto isso pois quero fazer um projeto nesta configuração. abs

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    1. Marcos, já toquei algumas teles com 3 caps e embora fiquem mais versáteis, prefiro com 2... Com humbucker tradicional na ponte, recomendo não utilizares aquela ponte toda de metal com abertura de humbucker e sim uma ponte curta stop tail, prendendo o humbucker com moldura de plástico. A não ser que gostes e faças questão de manter o single tradicional de tele no braço, acho que um single de strato também nessa posição é muito superior em termos de clareza, modernidade e versatilidade.

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  23. Paulo, obrigado pelo auxilio. Estou montando em um corpo de freijó, com braço de maple com escala de pau rosa. Apenas uma dúvida: tirando o cap da tele, eu não perco o som caracteristico dela? a idéia de montar esta guita é ter um pouco dos dois mundos, uma Strato-tele....

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    1. Tu já perdeste o som característico ao fazeres uma Tele com corpo de Freijó, Marcos. O cap que eu usei na minha de Freijó foi o mais aberto que tinha em casa e só assim ele soou perto de um clássico - que é fechado por natureza.
      E como falei antes, pouquíssimos guitarristas são fãs do som desse captador da Fender.

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  24. Olá Paulo, gostaria de uma ajuda sua. Estou com um projeto de tele com peças Fender e qual o captador Fender que vc me aconselha: Nocaster 51 ou Texas Special ou algum outro? Corpo Swamp ash e braço maple/ rosewood.
    Num outro projeto: uma tele com humbucker, estou pensando em 1 Seymour Duncan Model '59 no braço e um Serigio Rosar Vintage Hot T na ponte, o que vc acha? Nesse projeto: corpo ash e braço maple.
    Se puder ajudar, agradeço. Grande abraço.

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    1. Tenho um Nocaster 51 e pessoalmente não gosto do timbre dele, Alex - mas fique claro que eu prefiro Teles com mais médios e ataque. Uma grande porcentagem de fãs da Telecaster veneram o timbre do Nocaster/Alnico 3 porque é mais macio.
      Texas, nem pensar - nunca ouvi um, em tele ou strato, que tenha gostado.

      Sou suspeito pra falar do Rosar V-Hot T, pois é de longe o meu preferido pra Teles e um captador que geralmente soa bem e natural com várias configurações :)

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  25. Paulo, faz algum tempo que acompanho este blog e tava relendo algumas postagens e vi sobre a Telecaster da Vintage modelo V52, braço de maple. Estou cogitando seriamente vender uma Epiphone SG G400 pra pegar essa guitarra. É um bom negócio?

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    1. Essa é uma pergunta que só tu podes responder, Gabriel. O valor das guitarras enquanto "mercadoria" é similar, mas o valor "total" dependerá do que tu precisas, gostas, etc. :)
      São obviamente guitarras de sonoridades bem distintas.

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  26. Ola Paulo, na verdade o marupa ainda sofre preconceitos por ter sido avaliada cimo madeira de terceira durante muito tempo, hoje é utilizada como tampo em instrumentos acusticos isso é prova de sua estabilidade, madeira quando empena não esta devidamente seca. O marupa sem sombra de duvida em termos de timbre limpo é maravilhoso.

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  27. Este post não é exatamente o lugar mais adequado para minha pergunta, mas, afinal, como você é um pesquisador de timbres, acho que não vai se importar. Eu gostaria muito de saber porque a corda Sol solta soa daquela forma no riff da gravação original da música Don't fear the reaper, do Blue Öyster Cult. Sei que a guitarra usada provavelmente foi uma SG, mas não consigo entender como conseguiram aquele timbre.

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  28. Fala Paulo, tudo bem??
    Não tenho participado muito ativamente do blog, mas sempre venho fazer uma visitinha e ler os posts novos, que continuam maravilhosos! ;)

    Graças a influência sua e do Richie Kotzen estou querendo montar uma Tele para mim!

    Gostaria de saber se uma Tune-o-matic e cordas passando pelo corpo seriam uma boa opção para a ponte da minha Tele....

    O braço será da minha Condor RX-20, o corpo será de Ash, as tarraxas ainda não escolhi e os captadores provavelmente serão parecidos com os do Richie.

    Caso tenha alguma sugestão estarei pronto para ouvir o Mestre das telecas

    Obrigado :)

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    1. A gente que agradece, Bruno.
      Como já és frequentador assíduo do blog, sabes então que só dá pra ter certeza que a guitarra ficou legal depois de tocar com ela, né? :)
      As configurações estão ok. O braço da RX20 tem um pouco menos de "massa" que o padrão Fender, mas isso tanto pode somar quanto atrapalhar.
      Boa sorte! :)

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    2. Hoje comentei com um rapaz que trabalha comigo no estúdio que iria montar minha tele, ele falou pra não usar Ash para o corpo não, por que o ash só é bonito para pinturas transparentes e o timbre não é muito bom... kkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Depois ele me disse para usar Cedro brasileiro que essa madeira sim é que tem timbre bom! k k k k k k k k k

      Não disse nada depois dessa, só vou esperar quando a minha e a dele estiverem prontas, daí vou coloca-las lado a lado para escutarmos o que sairá dali :)

      Obrigado mais uma vez e espero alcançar o timbre que almejo nessa tentativa :P

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  29. Paulo, uma pergunta direta, para um corpo de strato, o que mais se aproximaria do som clássico: marupá, freijó ou o alder chinês do corpo das SX?

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    1. A pergunta é direta, mas uma resposta direta é impossível na prática, Coelho. Desconsiderando a variação individual de qualidade em cada peça de madeira, eu diria que a melhor opção é o Marupá, mas não muito leve - de preferência uma peça mais densa/pesada.

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  30. Paulo, assisti ao vídeo e concluí que a combinação de madeiras Angelim/Marupá deixou a guitarra com o timbre característico de Telecaster! É curioso isso, porque em fóruns de luthiers costumo ler que "angelim não presta pra luthieria", que é uma madeira barata, porosa e dura, com a qual é difícil de trabalhar. Agora fiquei confuso. Digo isto, porque a pouco tempo recebi um orçamento de uma guitarra, na qual o luthier colocou o angelim como corpo da mesma. Fiz uma pesquisa na internet e fiquei mal impressionado com tantas opiniões desfavoráveis à escolha deste tipo de madeira. Porém este seu teste me deixou perplexo. Outra coisa: Paulo, este Angelim não costuma empenar não? É boa a estabilidade de peças feitas nesse tipo de madeira?

    Marcio de Souza

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    1. Marcio, se angelim empenasse fácil não seria tão utilizado como corrimão de escada, quadro de portas, pontos de sustentação, etc. É uma madeira pesada e acho deve ser usada em combinação com madeiras leves, devido ao timbre e peso final. A combinação com marupá ficou bem interessante e acho que é mais uma opção para corpos. Só vamos ter certeza depois que vários testarem e opinarem :)

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  31. Tive esse mesmo choque ao trocar o braço de mapple inteiriço da minha tele Richie kotzen por um de maple/rosewood..

    Mesmo após trocar o mini humbucker por um alnico vintage não havia sentido TANTA diferença no timbre e na "alma" da guitarra quanto da mudança de braço... É outra guitarra

    Swamp ash + mapple + ponte de aço (moderna) = snap, twang (quase ardido) com o "punch" do swamp ash. Timbre firme, mas com muito brilho para aplicações mais "roqueiras", digamos.

    Com o braço de rosewood ela ficou mais 'quente' mas muito menos agressiva, com menos ataque, e uma dinâmica mais flat. O twang ainda esta lá, mas o estalado clássico da captação do braço não vem tão pronunciado quanto com mapple.

    Isso me deixou curioso em relação à escala de ebano, que me pareceu ser uma versão 'intermediária entre os dois. Um amigo meu tem uma strat Richie Blackmore com braço de ébano e o som dela sempre me agradou (com caps vintage, originais com o som muito fechado).

    E somado ao braço de ébano, um QUARTO elemento me veio à mente: os braços de 24.75 da warmoth...

    Resumindo: quero pegar um braço de ébano de 24.75 e colocar no corpo de swamp ash pra ver no que vai dar.

    O que você me diz Paulo:

    - escala de ébano
    - escala de 24.75

    Se não numa tele de swamp ash, tentaria esse braço até numa tele de mogno com humbuckers pra ver o resultado da heresia...

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    1. A conclusão que eu cheguei é essa, transcrita do post: "é quase impossível saber o resultado final de uma combinação braço/corpo sem montá-los e ouvi-los".
      Portanto, a única ajuda real que eu posso te dar é "boa sorte" :)

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  32. E já aproveitando o assunto: corpo de mogno da warmoth dá pra confiar?

    Na minha próxima viagem pros eua pretendo trazer um corpo de 72 deluxe com humbuckers, mas a decisão entre ash e mogno está me consumindo...

    Recentemente vi um vídeo de um luthier europeu com uma tele de mogno e braço de maple, e outra igual com escala de rosewood... Soaram muito diferentes, a escala de maple chegou a soar brilhante demais (com corpo de mogno!), e a escala de rosewood soou muito 'fechada'...

    Volto pra mesma tecla: mogno com escala de ébano funcionaria bem?

    Eita... Dúvidas...

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    1. Luizz, nunca gostei de teles de mogno. Nenhuma me soou "natural". Eu optaria por madeiras não clássicas se quisesse uma sonoridade não clássica.
      Saber como vai soar exatamente, nem os luthiers sabem. Há sempre um risco, por isso a Fender padronizou o alder.

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  33. Corrigindo: "a decisão entre ALDER e mogno está me consumindo..."

    um corpo de swamp ash já é mais que suficiente...

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