sábado, 15 de março de 2014

George Gruhn

Paulo May


          Manter o blog ativo não tá fácil... Se eu não tivesse que responder tantas perguntas diariamente, com certeza teríamos posts com maior frequência. Não que eu não goste disso - é legal e mostra que o blog é interessante, mas definitivamente consome tempo e energia.
E quando coincide com os períodos em que o Oscar fica sem tempo, aí...
Até tenho algumas ideias e rascunhos separados, mas desde o primeiro post aqui, sigo a regra pessoal de só postar quando sentir que o assunto é legal, instiga a imaginação ou traz alguma novidade relevante, como é o caso desse post sobre o especialista em instrumentos vintage George Gruhn.

George Gruhn na frente de sua loja em Nashville (2011).

Há dois dias resolvi jogar fora quase toda a minha coleção da revista Guitar Player brasileira (nem me perguntem por que) e no meio delas me deparei com várias GPs americanas que eu tenho guardadas desde os anos 80. Essas não tive coragem de jogar fora e ontem peguei uma aleatoriamente pra ler (GP de março de 1985) com uma Les Paul sunburst na capa, como essa:


          PQP! Acho que há mais de 20 anos não a lia e me lembrei de quase tudo da época, principalmente um artigo (Sunburst Gallery) do George Gruhn (ele tinha uma coluna fixa na revista) sobre as Les Pauls Sunburst clássicas, de 58-60. Ao ver as fotos de várias burst maravilhosas, me lembrei nitidamente da sensação que tive na época e compreendi porque não me impressionei. Estávamos em 1985 e o senso estético era absolutamente distinto do atual (hoje não há tanto foco na moda - ou são múltiplos focos, penso eu), com aqueles exageros dos anos 80 refletidos nas guitarras. Todo mundo só falava em Kramer, Ibanez, Jackson, enfim, nas "super guitarras" e, naquele contexto, as bursts clássicas com seus tops figurados pareciam... Sim, exatamente isso, velhas e "bregas"! :)

Eu ainda tinha um segundo motivo pra justificar tal desprezo: na época havia tocado em duas Les Paul "novas" e as tinha achado muito ruins, principalmente pela falta de dinâmica e ataque dos captadores. Eram Les Pauls de 1984 ou 85, mas na minha cabeça era tudo a mesma coisa. Em 1983, pra ser justo, toquei uma Les Paul 1958 original com PAFs e essa me impressionou pelo timbre, fabuloso e cortante como uma tele, porém o braço era estupidamente gordo (1958...) e lento se comparado com os braços modernos da época e até com a minha Tele de 1974. Me lembro nitidamente desse dia e do que pensei: "Puta timbre, mas esse braço gordo é inviável"... :)
Entendido isso, reli todo o texto de George Gruhn e fiquei impressionado com o conhecimento que ele tinha. Deu pra perceber que Gruhn foi referência pra vários livros publicados desde então. Mas o mais interessante de tudo é quando ele mencionou que "o preço de uma sunburst, principalmente com top de curly maple, pode chegar (em 1985) a absurdos 14.000 dólares!" KKK! Mal sabia ele que haveria uma escalada monumental de preços entre 1998 e 2007 e algumas dessas guitarras chegariam perto de meio milhão de dólares!
Hoje o mercado deu uma esfriada, mas as 59 ainda estão na faixa de 200-300 mil. E ele acompanhou tudo desde o tempo que elas custavam 200 dólares :)

George Gruhn começou a colecionar e vender violões e guitarras na década de 60 e nunca mais parou. Adquiriu tanto conhecimento que já é uma lenda viva na história desses instrumentos. Pra quem se vira no inglês, seguem dois links com excelentes entrevistas de Gruhn: CLIQUE-1 e CLIQUE-2

Pra quem sofre com o inglês, coloquei legendas num vídeo onde George Gruhn dá uma "palhinha" sobre as bursts:

Obs: George esqueceu de mencionar que a Gibson mudou o tipo de pigmento vermelho no final de 1959, por isso a maioria das Les Pauls feitas em 1960 ainda mantém boa parte da cor original. As 58 e 59 são quase todas "desbotadas", apresentando tonalidades diversas que hoje em dia têm inclusive "nomes" como "honey burst", "lemon burst", etc. Mas todas (com exceção de raras originais em Tobacco Burst, de 1959) eram pintadas originalmente com um degradê de vermelho cereja para amarelo no centro.

          Alguém pode estar questionando agora onde está a "novidade" que eu mencionei no início do post, pois tudo aqui é passado... :). Pois bem, a novidade - e pode ser só pra mim, tudo bem -  é a perspectiva do conceito "Les Paul" ampliada até os anos 80. Olhando para o passado conseguimos entender melhor o presente.

Observando a sabedoria de Gruhn descobri também que eu era um guitarrista "utilitátio" e mudei para "colecionador" há uns 6 ou 7 anos. O que me fez mudar? Provavelmente no dia em que resolvi entender a física e construção do instrumento que eu tocava. Foi como sair da "Matrix": de repente eu conseguia ver e apreciar coisas que sempre estiveram presentes mas eram invisíveis para mim. Durante mais de 20 anos fui absolutamente utilitário (embora a minha primeira guitarra digna tinha que ser uma Tele Fender e viajei de carro até SP só para comprá-la) - já contei aqui como depredei o valor histórico da minha Telecaster de 1968 sem o mínimo remorso (na época, agora fico aterrorizado :) ).
Hoje acho que sou mais "Colecionador", mas o lado utilitário ainda é forte. Se tivesse que tocar num show ao vivo agora, das quase 40 que tenho, levaria apenas duas guitarras: a PRS SE Custom 22 e a Telecaster de Freijó. Nenhuma das duas tem qualquer pedigree digno de nota, mas são guitarras absolutamente práticas, confiáveis e funcionais - além de soarem muito bem.

George Gruhn diz que há 3 tipos de compradores de guitarra: o "Utilitário", que quer um instrumento prático e funcional, não se preocupa com detalhes ou marcas e não gosta de gastar muito. Há também o "Colecionador", que foca nos detalhes, originalidade e valor histórico e pode gastar muito num instrumento, às vezes impetuosamente. Por último, o execrável "Mercantilista", que adquire apenas com objetivo lucrativo. Os dois primeiros criam um vínculo com seus instrumentos, enquanto o último é basicamente um mercenário :).

George Gruhn (foto dos anos 70).
Ele vende e sempre vendeu instrumentos como meio de vida, mas continua apaixonado e fascinado por eles... Assim como nós :)

31 comentários:

  1. Vou assistir os três vídeos assim que tiver tempo mas quanto as definições, talvez até me definiria como um "colecionador", logicamente se dinheiro não fosse problema, e teria sim os melhores e mais tradicionais instrumentos: um violão Martin acima da média, a melhor strato possível, a melhor tele, les paul, SG, etc. Pena que as condições aqui no Br nos faça sempre pesar até onde vale a pena$$$, o que realmente é custoXbenefício e não apenas nomes, etc.

    Legal ele ainda ter a loja dele em Nashville, lugar mágico para a música, assim como tantos outros nos EUA. Uma visita numa loja desses apaixonados deve ser no mínimo interessante.

    Até mais.

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    1. No Brasil é tudo multiplicado por 2, no mínimo. Uma merda!
      Se eu não tivesse pânico de avião, já teria ido lá há muito tempo :)

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  2. E parece que ele não muda de óculos há mais de 40 anos! hehehe

    Excelente artigo, Paulo!

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    1. PQP! Não tinha notado isso! :)
      Tem gente que acha que ele é mercenário... Nem tanto, mas exótico sim, até porque mantém vários répteis vivos em sua loja - ele se formou e graduou em Herpetologia com especialização em comportamento dos répteis :)

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  3. cara, acompanho seu blog a uns 3 anos, e nunca postei nada =D, primeiramente queria agradecer por ter ajudado no meu amadurecimento na guitarra, e introduzido na minha mente a fascinação pelas Burst em especial a 1959 *-*...

    Bem a 1 mês atras eu realizei o meu sonho de comprar minha primeira R9, comprei ela por um preço bom porém ela é uma R9 que foi encomendada numa guitar center para vir na cor Translucent Purple( Corta o meu coração não ser uma Cherry sunburst =/) mas era a forma mais facil de eu conseguir uma 1959 o som dela é perfeito porém os captadores no meu ver, deixam a desejar e estou mantendo o contato com a esposa do senhor Rolph para encomendar aqueles Pretenders 58 que eu vi que vc comprou, estou querendo comprar tbm um par de Bumblebees vintage, e é ai que entra minha pergunta...

    Como saber se de fato o capacitor é vintage? tem algum spec ou serial ou algo caracteristo? qual é as especificações do exato dos anos 50s? e queria saber onde vc comprou os seus?

    tenho pensado em mandar minha guitarra para a Nzaganin para pintarem em nitrocelulose da cor ice tea sunburst, ou mesmo cherry sunburst... vc acha que é jogo fazer isso? tendo em vista que nos tags e no COA vem escrito translucent purple... vc acha q vai fazer com q ela caia de preço?

    vou te mandar um video que gravei da minha guitarra mostrando os specs dela: da uma olhada e me diz o q vc acha... ela é bem leve acho q pesa uns 4,3 kg é 2011

    olha ae:
    https://www.youtube.com/watch?v=w2dHn-EU-dI&feature=youtu.be

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    1. João, já sabes que nunca existiu uma 59 translucent purple (ou se existiu, não apareceu ainda) e provavelmente por isso a conseguiste por um preço mais legal. Infelizmente, por mais bonita que seja uma R9, as cores fora do padrão a desvalorizam. Quem compra as CS R9/8/0 via de regra é o cara que valoriza o aspecto histórico e é fã dessas Gibsons, como nós. Assim, acho que seria mais fácil vendê-la após um ótimo "refinish" (assinado e documentado) de um luthier gabaritado do que no estado atual, roxa :)
      Posso estar intuindo erradamente, mas é o que imagino.

      Consegui os meus bumblebees com o Oscar, que os comprou de uma fornecedor no e-bay. Ele está viajando mas acompanha os posts, então deve complementar em breve...

      4,3 kg é considerado um peso médio pra pesado. As "leves" são todas com menos de 4 kg. Pessoalmente, não gosto de LPs muito leves (<3,7kg). 4,3kg é o peso da minha Standard 81 :)

      Acho que deverias esperar até ouvires os Rolph nessa Trans Purple e daí decidir o que fazer, mas ela já é linda como está ;)

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    2. Paulo, enquanto não consigo pegar os rolphs 58, falei com a mulher dele ela disse q só aceita avista, não faz paypal =/...
      vc acha que vale a pena pegar aqueles MOJO 13?
      Vc considera superior em questões de P.A.F aos BB1 e BB2 da minha r9?

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    3. Só cash e não tem papo. Complicadíssimo :)
      O Mojo 13 foi timbrado à partir do meu Rolph 58 e eu diria que soa mais de 95% igual SEM a capinha. Com a capa metálica (que é meio chata de adaptar devido à construção/estrutura do Rosar) ele fecha um pouco mas ainda assim soa excelente.
      Há um post aqui de comparação de humbuckers tipo PAF e o Mojo 13 tá incluído - dê uma ouvida.
      Outra excelente opção sãos os captadores Throbak ( http://www.gundrymedia.typepad.com/ ) e SD (http://www.sdpickups.com/humbuckers.shtml ) são quase tão bons (para alguns, melhores) que os Rolph

      Rolph/Throbak/SD - qualquer um desses é melhor do que os Gibsons BB. :)

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  4. Mais um grande post! A citação à Matrix foi perfeita, e me levou a pensar em como isso aconteceu comigo. Foi em 2010, no (quase extinto) Fórum da Guitar Player, e em seguida aqui, no seu blog. Agradeço a vc por compartilhar o conhecimento q adquiriu nos tantos anos tocando, lendo, dissecando e montando guitarras e, principalmente, por fazê-lo de modo simples e contínuo. Imagino o trabalho q dá manter isso aqui, ms um milhão de acessos não são conseguidos à toa. :-)

    Grande abraço a vc e ao Jr, e vida longa ao LPG!!!

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  5. Oscar / Paulo,
    nessa linha de LesPauls clássicas, tipo as 59..., qual o captador mais ideal / perfeito / ou de mesmo DNA, desses mais comerciais (seymour / Dimarzio, etc..)

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    1. Já existe um post sobre isso, Filipe:
      http://guitarra99.blogspot.com.br/2013/09/paf-shoot-out-comparacao-de-7.html

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  6. Excelente post, extremamente útil.
    Eu tive uma Strato do final dos anos 70, época não muito boa das Fender é verdade...Se tivesse mantido ela original teria agregado mais valor e teria me ajudado a talvez adquirir outro bom instrumento, pois teria vendido ela melhor...mas não fiz...também não tive dó na época e mexi demais nela e de fato ela melhorou...mas foi uma lição pra pensar antes de mexer em determinados instrumentos.
    Acho que temos que buscar bons instrumentos que respondam a nossa evolução ao tocar. Eu hoje mantenho meus instrumentos originais e aprendi a guardar uma peça original caso tenha que trocar alguma para melhorar o desempenho, e coisas assim...Uso guitarras de medianas e uma C Shop...quando falo medianas, coloco assim comparando a guitarras Custom Shop, mas falo de guitarras boas, de bom desmpenho, funcionais, e posso dizer que sinto o mesmo prazer ao tocar minha LP Traditional e minhas American Standart que sinto ao tocar minha 335 Custom.
    Gostei daquela colocação sobre tipos de compradores, me coloco naqueles que acabam criando algum vínculo com o instrumento.
    Parabéns pelo trabalho sempre organizado e bem postado...realmente dá trabalho um blog como esse !!!
    Um Abraço !!!

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    1. Obrigado, Viça! :)
      Realmente, "guardar as peças originais" deveria ser o primeiro mandamento de quem quer mexer em guitarras - ambos aprendemos da pior maneira possível :)

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  7. Paulo,

    Sobre o post anterior. Tu conheces o trabalho do Elifas Santana, aquele da guitarra baiana do Armandinho? Também conhecido como 'Guitarra Brasil' em Sergipe

    Ele usa uma madeira chamada 'Cetim Amarelo', que de acordo com ele, é melhor que o maple, é mais resistente fisicamente tanto quanto ao clima. O trabalho dele é muito bacana, ele faz tudo, inclusive captadores em aço inox!

    O trabalho dele é excelente, pena que não é muito divulgado, procura por ele no YouTube. Tem umas coisinhas lá, inclusive uma strato rifada muito bacana.

    Abraço,
    Arthur
    http://heroisdas6cordas.blogspot.com.br/

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  8. Arthur, não sei se já reparaste que a maioria dos luthiers sempre menciona uma madeira "secreta" ou nova ou desconhecida como exclusividade?
    Não que esse seja necessariamente o caso do Elifas Santana (conhecido como excelente luthier)... :)
    Mas valeu o link! :)

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    1. pra mim ele fala dessa madeira por causa da falta de mogno e outras madeiras nobres ultimamente... e como ele quer vender muita guitarra e ganahr mais dinheiro fica inviavel importar maple...

      o propio zaganin mesmo coitado, fica falando horrores de Marupá(Madeira usada em caixas de uvas no rio grande do sul), e tbm do cedro e do marfim, pra mim e tudo balela pela falta de madeira de verdade...

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    2. Pode ser uma explicação. Depois que comecei a mexer em madeiras, descobri que o cedro é uma maravilha pra cortar e lixar, barato e fácil de encontrar no Brasil e acho que é por isso que os luthiers gostam tanto dele.
      Só esquecem de mencionar que o cedro é ruim pra guitarras tipo Gibson e Fender clássicas... :)

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    3. Oi Paulo,

      Lógico que cada luthier tem um "segredo". Já percebi que vários deles tem essa coisa com alguma madeira. O Celso da Dreamer usa Cedro direto nas guitarras dele, por sinal uma stratinho de Cedro dele custa 5paus!!!! Mas a proposta das guitarras são outras. Ele usa captadores EMG, que eu adoro, mas mascara o som da madeira. Eu mesmo tinha uma Giannini Ae08 dos anos 70 que o corpo era feito de mil pedaços de uma madeira x, mas com os captadores EMG DG, o timbre dela era sensacional. Lógico que não era vintage, mas era excelente.

      Pra mim, guitarras pra soarem vintage, não tem meio termo, é Ash, Alder, Mogno e Maple. Fim!

      Agora, o Freijó tem suas similaridades com o timbre vintage. Usando os caps certos, o timbre fica quase igual. Agora, se neguinho passa o sinal por mais de 5 pedais, já era!

      As minhas GRS com corpo de cerejeira são muito, mas muito bacanas (inclusive, estou devendo o vídeo). O timbre não é "vintajão" mas é bem legal.

      O próprio John Suhr usa outras madeiras em braços, mas sabendo que o timbre é diferente.

      Acho interessante a busca por timbres em outras madeiras, várias vezes funciona, mas querer comparar com timbre de guitarra vintage, não dá.

      Já diz a minha avó: -Cada macaco no seu galho!


      abração!
      Arthur

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    4. Concordo com tudo, Arthur :)

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  9. Oi Paulo, comecei a acompanhar o blog nos posts sobre sua busca pela sua LP. Também sou daqui de Floripa e gostaria de saber qual luthier você indica para manutenção de instrumentos e troca de peças.

    Quando comprei minha primeira LP (Epiphone), há uns 10 anos atrás, levei no Copetti e achei ótimo o trabalho. Porém, no meio do ano passado, após adquirir uma Strato usada, levei lá pra dar uma manutenção nos trastes e trocar algumas peças como escudo, potenciômetros (um deles apresentava chiado), e regular os captadores, principalmente a altura. Expliquei tudo metodicamente (chato como sou) e fiquei de pegar dali a 4 dias. Não pude ir pegar e pedi pra um amigo retirar pra mim. Na pressa, ele não pôde ver como a guitarra estava e trouxe pra mim naquela noite. A princípio o braço tinha ficado bom, mas daí pra frente, tudo péssimo. O escudo, que eu tinha deixado novinho, dentro do plástico, estava com um nicado; no ponto onde o braço se junta ao corpo, outro nicado no corpo, estava com faltando um pedacinho quebrado; captadores estavam retos, do mesmo jeito que eu deixei pra eles regularem. Aí pluguei e chiado novamente no potenciômetro. Em resumo, um trabalho de mer**.

    Recentemente adquiri outra LP, agora uma Gibson, bem acabadinha e comprei muitas peças pra repor, como machine heads, bridge, knobs, tudo original Gibson, entre outros, e um par de captadores SD Whole Lotta Humbucker (sou fã do Page). Como posso ter confiança em levar essa LP num lugar desses? Depois de um trabalhinho horrível em uma guitarra barata, o que esperar de um trabalho em uma Gibson? Tenho medo de além executarem outro trabalho medíocre, surrupiarem essas peças e colocarem outras de segunda linha.

    Bom, se me permite, gostaria de deixar algumas dúvidas. São as seguintes...

    1) Qual nut você indica pra eu colocar na minha LP?
    2) Quais potenciômetros você indica para minha LP?
    3) Qual luthier você indica para eu levar meus instrumentos? Estou disposto a viajar a cidades próximas, ou até Curitiba, por exemplo, pra ficar tranquilo de que minha belezinha vai ser bem cuidada.

    Muito obrigado, e continue com esse ótimo trabalho!

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    1. Eu que agradeço Thiago. Há uns 7 anos fui mal atendido pelo Copetti (segundo alguns amigos ele é gente boa mas difícil na lida com as pessoas) e nunca mais o procurei. Foi sorte, porque encontrei o Inaldo, que tem sido o meu luthier desde então, além de grande amigo. É um mestre em nuts, trastes, braços, escalas, etc. Seus trastes são os melhores que já vi e dão de 10 nos da minha Gibson Custom Shop. Sua oficina é em Santo Amaro, mas ele e seu sócio (também fantástico guitarrista) Alexandre têm uma oficina para pequenos reparos e parte elétrica no centro, na galeria Jaqueline. Podes ligar para o Inaldo (84632630) combinar com ele e deixar tua guitarra com o Alexandre (32098780) - quando ficar pronta, pegas lá no centro também. A parte elétrica, troca de peças e regulagem geral o Alexandre pode fazer - o resto (nut e trastes) é com o Inaldo.
      Pots: CTS/Gotoh/Noble (acho que não tem em Floripa - ou na loja do Copetti :) ). Se não conseguires, os pots Alpha dão conta do recado e são muito bons também: converse com o Alexandre.

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    2. Paulo, muito obrigado pela pronta resposta! Ótimo saber que não fui o único. Pode ter certeza que após indicação sua vou lá e indicar para pelo menos 3 ou 4 amigos também.

      Sou natural daqui e me surpreendo a cada dia como o setor de serviços daqui pode ter tantos profissionais que têm grande potencial pra serem bem sucedidos e lucrar, mas que preferem atender mal seus clientes e permanecer na mesmice.

      Vou ligar amanhã mesmo para eles e tirar minhas dúvidas.

      Muito obrigado novamente!

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  10. Paulo desculpe interromper seu post... a um tempo fiquei de postar umas alterações que fiz nas guitarra fiz alguns videos vale a pena conferir... Abraços Jorge

    https://www.youtube.com/watch?v=lrj-Qcv2sgE [ corpo da tagima/ braço Giannini Big Headstock Anos 80/ captador 69 fender/ andy timons dual/ lance sensor gold]

    https://www.youtube.com/watch?v=bi_3WWIPN30 {Guitarra Memphis tele cap malagoli]

    videos com o teste com todas

    HSS - https://www.youtube.com/watch?v=CMOuGtILFGo
    Tele - https://www.youtube.com/watch?v=ybqm8TmPUls
    strat - https://www.youtube.com/watch?v=BmEtPpZupIU
    LP - https://www.youtube.com/watch?v=a65DTxxpdtw

    Espero ter contribuído com o blog, pois este blog me ajudou muito para a construção delas, e nada mais justo que dar o retorno e ajuda outros apaixonados pela guitarra como eu! Abração

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    1. Com certeza contribuiu, Jorge. Se puderes colocar uma cópia desse comentário/post (com os links) nos comentários do post sobre tunagem:
      http://guitarra99.blogspot.com.br/2011/10/guia-para-tunar-guitarras-baratas.html ,
      ficaria ainda mais interessante. :)

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  11. E as Soundpages, Paulo? Guardou elas também? Eu tive essa edição dos equipamentos. As minhas GPs da década de 80 eu dei para um amigo, mas guardei algumas Soundpages. Ah, sim! Ainda tenho a GP do George Harrison de 86. O teu Blog é foooda, cara! O problema é que desperta na gente a famigerada G.A.S. Uááááá! Abraço! Fred Cosato

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    1. Pô, até que enfim apareceu alguém que viveu aquela época! :)
      Aquelas pretinhas de plástico, Fred? Me lembro delas, mas já foram há muito tempo. Acho que a última que sumiu era uma do Craig Anderton com aquelas maluquices de efeitos :)
      GAS é foda - toda vez que compro alguma coisa, juro que é a última! KKKK

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  12. Prezado Paulo
    Sou feliz, e bem feliz com uma Tagima Strato T635 - sei do teu "amor" pelo caso passado, de marupá, provavelmente de meados dos anos 90, minha #0. De original, mexi em tarraxas, caps e ponte, seguindo muitos dos teus conselhos.

    Ficou assim
    Tarraxas - Planet Waves, com furação dupla, sem trava.
    Captadores - Set Custom Alnico Blues (braço e meio) mais Little 59 SD
    Ponte - WVS50IIK Wilkinson

    e uma PRS SE CUSTOM da mesma cor que a sua que comprei em 2009.
    Apenas mudei tarraxas, mas realmente queria mexer no cap do braço. O que me recomenda pra tunar bem essa guitarra, nas duas posições?

    Grato
    Luiz Cláudio
    https://soundcloud.com/mondo-lucca

    Abs

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    1. Luiz, como podes ler no post da PRS, sofri um bocado pra achar os captadores ideais (pra mim). É uma pena que o Sérgio não comercialize o Dynabucker - ele soa quase como um Filtertron Gretsch, que deixa a PRS com uma sonoridade muito orgânica e natural nessa posição, sem aqueles graves frouxos.

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