sábado, 4 de junho de 2011

Cort KX Custom - Ser ou não ser, eis a questão...

            Essa é a minha Cort KX Custom, excelente guitarra da Cort, de mogno com top (escavado) de maple, braço colado de maple, captadores Seymour Duncan JB/59, tarraxas com trava, ponte Tone Pros, enfim, uma guitarra com specs que me chamaram a atenção quando estava procurando uma com madeiras próximas da Les Paul. Comprei-a no início de 2009, por pouco menos de 2.000 reais.
Especificações direto do site da Cort:

  • CONSTRUCTION: Set-in
  • BODY: Mahogany with flame maple veneer & solid maple top
  • NECK: Maple, 3pc Modern "C" Shape
  • BINDING: Natural
  • FRETBOARD: Rosewood, 12" Radius(305mm)
  • FRETS: 24 / Large (2.7mm)
  • SCALE: 25 1/2" (648mm)
  • INLAY: V shape grey pearl
  • TUNERS: Locking
  • BRIDGE: Tone Pros Lic. Locking bridge (CAVR) with string-through body
  • PICKUPS: Seymour Duncan SH1('59) & SH4(JB) (H-H)
  • ELECTRONICS: 1 volume, 1 tone (w/push pull), 3way toggle
  • HARDWARE: Black Nickel
  • STRINGS: D'Addario USA
Link para a página da Cort (aproveite e assista o vídeo):
 Cort KX custom - site
Video Oficial Cort KX Custom

Pra quem tá curioso com o som original dela (com os Seymour) seguem dois vídeos que selecionei do you tube, um blues com o 59 e um solo com o JB:





           De 1978 até 2008, 30 anos portanto, evitei as Les Paul - provavelmente porque as que eu ouvi nos anos 80 e 90 não me impressionaram. Mas foi só começar a estudar e pesquisar (e ouvir) mais atentamente pra perceber que a Les Paul é... Bem, essencial! :)
Tinha uma certa bronca com o braço gordo e o timbre do captador do braço, mas eram impressões primárias que não foram bem avaliadas. De fato, a arrogância, presunção, além do fabuloso timbre das minhas Telecaster me cegaram para essa divindade.
Novamente, a minha presunção me fez supor que eu não precisaria gastar tanto para comprar uma original e que uma guitarra com construção semelhante teria um timbre semelhante. Além disso, ainda estava evitando o braço da LP. Assim, caí nessa Cort depois de pesquisar várias guitarras. Era a mais óbvia, dentro daquele raciocínio obtuso da época...

Porém, desde a primeira nota que toquei nela, senti falta de alguma coisa. Subjetivo isso, mas basicamente ela sempre me soou algo "sem vida". Troquei várias vezes de captadores (tentei até a dupla EMG 81/85), mas a sensação persistia. Comecei a achar que era baixa ressonância e o "string-through body", paradoxalmente estava bloqueando. Nesse momento, deveria tê-la vendido, mas sou péssimo negociante e a minha curiosidade falou mais alto. O luthier Inaldo colocou uma ponte "wraparound" (sim, tive que mudar os furos dos pivôs). Ela ficou mais clara, um pouco mais dinâmica, mas à essa altura eu já estava com a minha fabulosa Les Paul 81 com os captadores Rolph e Tim Shaw e a Cort, mesmo soando melhor do que antes, não chegava nem perto da LP (claro que testei os Rolph nela, mas a diferença da qualidade do timbre persistiu).

Recentemente encontrei os captadores ideais para ela: Rosar Hot Mojo na ponte e Heartbreaker II no braço. Por coincidência, são versões mais vivas e dinâmicas que a dupla JB/59.
O problema é que, se a vocação dela é pra soar próxima de uma Les Paul, ainda falta um bocado. Se ao menos soasse "diferente", mas não, ela insiste em ser uma LP... :)
Resultado, é uma guitarra excelente, timbre muito bonito (agora), braço extremamente confortável pra mim, mas eu nunca toco com ela. Sempre pego a Les Paul... :)
É provavelmente a minha guitarra menos tocada e mais mexida.

Mas a razão desse post não é pra me lamentar. É pra saber se me arrisco a "cometer" o que anda pela minha cabeça: retirar todo o verniz dela!! Deixá-la peladinha, com as madeiras respirando. Não acredito que isso vá mudar tanto o timbre, mas pode dar aquele empurrãozinho que falta.
Retirar verniz é um trabalho sujo (uso a técnica de remoção química) e jurei que não faria mais, mas estou sinceramente tentado... :)
Até porque quero checar de perto esse "mogno". No RX (abaixo), dá pra ver as duas emendas do top de maple e, me parece, apenas uma emenda do mogno (a linha horizontal mais superior).
Também quero checar aquela "folha" de flamed maple do top. Talvez até retirá-la, ou tingi-la de outra cor. Deixar a guitarra meio "punk" - quem sabe ela tá é precisando de uma sacudida :)


Já que fui até aqui, e pelo jeito não vou vender essa Cort, talvez arrisque. Tudo pelo conhecimento! Hahahá! :)
Então, fazer ou não fazer, eis a questão... O que vocês acham?



Versátil? Moderna? Bons timbres? Sim pra tudo, mas ainda falta aquela coisinha... :)
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UPDATE 08-08-2011

Eis a KX Custom "peladinha" :) 

Bem, depois de uma aventura que decididamente não vou repetir, retirei todo o verniz e pintura (e folha de maple) da KX. Já havia retirado com sucesso o verniz de outras duas guitarras com um removedor químico em pasta. No máximo duas passadas, limpeza e um pouco de lixa no final e tudo beleza, mas nessa aqui não foi bem assim. O verniz inicial até que saiu bem, mas parei quando percebi que não conseguiria retirar a cola folha de maple - teria que lixar (um bocado) e no apartamento, já vi que só lixação leve :) Além disso, havia uma camada extra de resina na parte posterior, do mogno, bem estranha. Graças a deus existem os luthiers nessas horas, hehehe... Enviei para o luthier Inaldo e ele me entregou a KX sem nenhum resquício de resina/PU ou o que quer que fosse aquilo. Ainda por cima, fez um belo top de pinus para o headstock (havia uma placa de plástico e ao retirá-la, ele ficou fino demais). Ele passou apenas um leve camada de nitrocelulose e assim vai ficar. A idéia era essa mesmo: deixar "na madeira" pra ver se o timbre mudava.
Retiramos por volta de 430 gramas (quase meio quilo!!!) de substâncias químicas... :)
Aqui, a etapa inicial:
Na foto de baixo, dá a impressão que já saiu todo o verniz de PU, pois o mogno aparece. Mas ainda havia mais uma camada - e bem grossa - de resina.

Aqui, a folha de maple  (até achei que fosse uma folha de plástico, mas o Inaldo garantiu que era maple mesmo, bem fino). Parte se desprendeu, mas a que ficou, tava muito aderida ao top de maple.

O mais interessante é que a camada de maple era ainda mais grossa do que eu pensava. Eles usaram a tinta preta pra dar a impressão que tinha mais mogno, mas essa guitarra foi bem definida pelo meu amigo Oscar Isaka Jr.: "É uma guitarra de maple com base de mogno!" :)
Eu a comprei como uma guitarra com "corpo de mogno com top de maple", mas essa relação de madeiras está longe da Les Paul. Falta volume de mogno e é exatamente por isso o timbre característico: bonito, até que equilibrado, mas definitivamente com menos corpo, ressonância e "dinâmica" que uma LP.
Embora seja uma experiência subjetiva (nem tanto, porque eu tenho gravações de licks com e sem o verniz), eu diria que houve uma melhora perceptível na qualidade do timbre, mas pequena, no máximo 25%. Ela está falando um pouco mais "alto" e não me parece tão comprimida quanto antes, mas suas frequências básicas permanecem. Mesmo com um Rosar Mojo 13 no braço, ainda falta estalo (se bem que a posição do captador do braço nessa KX não é a ideal e é uma característica estrutural, por isso não gosto do som de humbuckers de braço em guitarras de 24 trastes...). Mas o Rosar Heartbreaker II na ponte tá tão bom que já vale todo o trabalho.

Pois vejam bem - como falei antes, essa guitarra foi seguidamente modificada, com inúmeras trocas de captadores, etc., porque eu não ouvia realmente uma guitarra de MOGNO + MAPLE nela. Se não tivesse retirado o verniz e descoberto que a camada de maple era tão grossa, alterando a relação mogno/maple que eu imaginava, não aprenderia nada... Vejam a primeira foto dela no post - eu imaginei que o mogno fosse toda aquela parte preta. Não era...

Bem, é isso. Coloquei um "selinho" pra não ficar sem nada no headstock... :)

53 comentários:

  1. Fala Paulo!
    Eu acho essas guitarras da Cort os modelos com um custo/benefício excelente. Talvez, a "coisinha" que falte nesta guitarra seja por conta de seu gosto pessoal. Eu tenho uma Cort Z64. Paguei R$900 por estar seminova, porém sem um arranhão na época. Na loja estava R$1800 mais ou menos. Não me arrependo de nada, apesar de provavelmente não possuir um ouvido tão refinado para timbres quanto o seu - até pq vc tem mais tempo de guitarra do que eu de vida!rs Grande abraço!

    Ps: mudei o domínio do meu blog!

    @BlogLetraMusica
    http://letraemusicablog.blogspot.com

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  2. Hm, se você não pretende vender, e usa pouco...Modifique...Vai que sai alguma coisa muito boa...Na pior das hipóteses, se ficar ruim, você acabará modificando denovo..hehe

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  3. Minha opinião:
    - vendê-la vc não vai, mesmo porque se precisar de dinheiro não vai ser ela que vai te salvar (aprendi contigo!); portanto, estragá-la também não considero um grande prejuízo.
    - antes de saber o motivo do post, bati o olho e disse pra mim mesmo:"que guitarra horrorosa". rsrs desculpa a sinceridade, mas esse amarelo-cinzento-rajado nunca me agradou, aposto que vc consegue deixá-la bem melhor.
    - se no final vc se arrepender, taca um verniz por cima e fim de papo.
    - se, depois de tudo, o timbre se modificar, será puro lucro.

    Enfim, não vejo a hora de ver as fotos dela toda peladinha e provocante!!

    Abraço,
    Rodrigo

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  4. Hehehe, sei bem como é...enquanto não o fizer não sussega....!!!

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  5. É isso aí. Tá resolvido - vamos desnudar a menina, então... :)
    Em breve!

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  6. muito bacana o resultado!!! ficou estilosa, to muito curioso pra escutar a diferença no timbre.
    E quanto ao string-thru-body, ficou melhor sem ele??

    Abraço,
    Rodrigo

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  7. Então...fez né....e pelo menos esteticamente ela ficou 1000 vezes mais linda...caramba...rsrsrss
    A minha 1º guitarra é uma Epiphone lp Special II, e faz tempo q estou querndo deixá-la "nua"...acho q vou fazer isso...afinal foi minha 1º...não quero me desfazer dela...vamo lá...

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  8. Rodrigo, a ponte wraparound eu já havia colocado antes, mas não mudou muita coisa. Talvez até recoloque a anterior.

    Luiz: a Epiphone Special II é a de corpo sólido não? Já tive uma Special comum que era feita de camadas de maple e alder - um horror. A madeira esfarelava quando tinha que parafusar.

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  9. PS: Realmente eu não aguentava mais ver aquele top malhado verde "catarro" hahahá! :)

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  10. jack,
    Cort continua sendo um simbolo de prestigio entre os guitatrristas. Não acho que aja estragamento de guitarras com qualquer coisa que seja feita mas sim um aprendizado. Boa sorte na busca da guitarra perfeita! Um dia concluirei o post da les paul perfeita no forúm!
    att.
    Glauco(aka High Street em jogos online)

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  11. so nao entendi algo....pelo que eu saiba...essa kx tem escala maior que uma lespaul, e a posiçao do captador com 24 trastes acrescenta brilho ataque dinamicas e talz.... realmente nao entendi nada

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  12. Essa pequena alteração de posição do captador do braço, provocada pelo acréscimo de 2 trastes, desloca-o da região ideal de vibração das cordas. O equilíbrio dos harmônicos captados é diferente.
    Pode parecer pouco, mas em termos de timbre, é o bastante.
    Mas é questão de gosto pessoal: até hoje não ouvi um captador de braço em guitarra de mais de 22 trastes que soasse tão bonito e rico como o de posição tradicional (Gibson, por exemplo).

    Quando comprei essa guitarra não tinha noção da importância disso.

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  13. Xará, qual a marca e nome do removedor químico em pasta que vc usou? Ele serve pra qualquer tipo de tinta? Nitrocelulose sai fácil com acetona, mas esses vernizes de poliuretano ou poliéster catalizados são uma tristeza... Abraços e twang!

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  14. Não vais acreditar no nome: "Striptizi Gel" :)
    http://www.montana.com.br/Produtos/Consumidores/Linha-Decorativa-Imobiliaria/Removedores-e-Restauradores/Striptizi-Gel

    Foi o que eu usei das outras vezes e funcionou muito bem. Na Cort usei o "Remolack" da Sayerlack, também em gel. Normalmente são necessárias duas passadas pra remover uns 90%. Pra tirar a sujeira final, podes dar uma chuveirada rápida nela, secando em seguida. O resto, depois de secar, é com lixa. Alguns cantos mais difíceis, com lixa 220. 300 pra cima no resto.
    Boa sorte!

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  15. Amigo, eu humildemente acho que foi um erro comprar essa guitarra esperando som de les paul para tocar blues. Essas super strato de mogno com ponte fixo estão intimamente ligadas com a ascensão de sons ultra-modernos como metalcore e post-hc. Abraços e Boa sorte

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  16. Estás correto. Foi um erro sim. :)

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  17. Muito bonita essa guitarra, tenho uma Cort KX5 e amo de paixão ela, creio que um dessas o meu sonho se completaria! Se o braço dela for igual ao C da minha KX5 está perfeito!

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  18. Eu tenho também uma KX5, Samuel. E como tu, sou apaixonado pelo braço dela, que é o mesmo padrão da Custom... :)
    Vou postá-la em breve.

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  19. Show, poste mesmo. Eu amo minha Cort KX5, a diferença de timbre entre as duas é muito grande? Coloquei um set JB e 59 nela e ficou show!

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  20. A proposito, seu blog é sensacional, estou sempre acompanhado! Se tiver twitter ou algo posta aí pra gente seguir! Valeu!

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  21. Obrigado Samuel.
    A KX5 eu comprei há uns 3 ou 4 anos, justamente por causa do braço. Na época ainda não tinha o discernimento que tenho hoje sobre madeiras, mas mesmo com corpo de basswood, a sonoridade dela é muito boa. A Custom tem um pouco mais de brilho e corpo, mas pouca coisa.

    A combinação JB/59 é clássica e matadora!

    O meu problema com guitarras de 24 trastes é que o deslocamento do captador do braço retira-o da região ideal de captação e ele tende a soar mais indefinido e desequilibrado. Na minha KX5, coloquei recentemente um single nessa posição (fiz uma gambiarra... :) ). Tá legal mas o pot de 500k deixa-o um pouco agudo demais. Vou trocar antes de postá-la aqui.
    Abraço!

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  22. Interessante! Acabei de voltar dos EUA e tinha a intenção de trazer um gibson les paul, aquelas na faixa de 900 usd. Quando peguei na guitarra fiquei impressionado como a qualidade de acabamento da minha cort M600t é infinitamente superior ao acabamento dessa linha da gibson. Desisti da compra. Deixo claro que não digo isso para os modelos mais top e caros da gibson. Agora, de uma coisa estou certo: A marca pesa muito no preço e nem sempre tem uma qualidade superior.

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  23. Isso é verdade... :)
    Assim como a qualidade do acabamento das Corts.

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  24. Paulo, por curiosidade. Qual era a proporção maple/mogno que tinha essa guitarra. Vc conseguiria precisar esse número para mim? obrigado

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  25. Atualmente, depois de retirar o verniz e tinta:
    2cm de maple e 2,9cm de mogno, medidos no centro.

    A Les Paul Gibson varia bastante, dependendo do modelo e época, mas em média 1,1-1,5cm de maple com cerca de 3,5-4cm de mogno (sempre considerando o centro, a parte mais alta)

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  26. Paulo, acho q seria muito interessante vc testar a cort M600t que é uma guitarra estilo PRS, com 22 trastes, corpo e braço em mogno e captação emg hz. Toquei em uma com captadores JB e 59. Devido a posição privilegiada do pickup do 59 no braço (22 trastes), pude sentir um som bem característico de les paul, porèm mais versátil ainda quando trabalhamos com o JB. Certamente essa guitarra está mais coerente com o que vc queria, mas seria indispensavel o upgrade dos pickups. Vc já ouviu falar nessa guita? Abs

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  27. Obrigado pela dica Lucas, Conheço bem as M600 e fui um dos primeiros a recomendá-las no FGP. A minha KX Custom também veio com a combinação JB/59 de fábrica.
    Além disso, eu tenho uma PRS-SE 22 que estruturalmente é semelhante à M600-T.

    Nesse tópico do FGP acharás muitos posts sobre a comparação do 59 com outros captadores que buscam a sonoridade "PAF":

    http://www.guitarplayer.com.br/forum/index.php?/topic/55-paf-jim-rolph-pickups/page__hl__PAF%20-%20Jim%20Rolph%20pickups

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  28. O tamanho da escala deve ter sido o principal diferencial sonoro emtre ela e a Les Paul.

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    1. Também acho. Se não foi o principal, tá pelo menos entre os 3 primeiros fatores.

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  29. To atrás de uma les Paul like,já testei as Cort CR250 e Epiphone,achei boa a cort,mas esperava mais dela,acho que o pickup da ponte soou muito estridente,mas mesmo assim melhor que Epiphone LP Standard,mas a SG da Epiphone soou melhor que as duas,mais articulada.

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  30. fala velho, tenho uma guitar déssa e quéro deixar exatamente como a sua cara, tem como me dizer a ponte que comprou, e passar o contato do luthier pra ele fazer o msm trampo pra mim aki na minha cidade não tem luthier q faça esse trampo entende

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    1. A ponte é essa:
      http://www.stewmac.com/shop/Bridges,_tailpieces/Electric_guitar,_non-trem_bridges/Adjustable_Wraparound_Bridge.html

      O luthier que fez o trabalho de (re) colocação da ponte e acabamento chama-se Inaldo. É de Florianópolis.
      Uma das razões desse blog é de utilidade, principalmente para o pessoal que não tem acesso a luthier. Várias coisas a gente pode fazer em casa, mas nesse caso precisei da ajuda de um luthier.

      Chamo-lhe a atenção para o fato de que todo esse procedimento não modificou de forma drástica o som da guitarra. Basicamente, continua o mesmo, apenas um pouco mais aberto e talvez ressonante...

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  31. obrigado paulo pela ajuda ai, eu mandei um email pra paula pra saber se éla faz o serviço,vc tem ideia de quanto gastarei com esse trabalho, minha intenção de mecher néla não é nem pelo som,mas sim pelo estilo éla ficou muito linda déssa forma,esta bem country, abração cara obrigado vc tem algum email?

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    1. Não tenho idéia, Fellipe, mas retirar toda essa cobertura é um trabalhinho chato. Lembre-se que como s Cort coloca uma camada fina de maple por cima, não interessa se o maple de baixo tá feio ou bonito. Na minha até que tava regular, mas nada garante que na tua esteja equilibrado. Pode haver pedaços de cores diferentes, etc...

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  32. outra coisa cara como consigo comprar uma ponte déssa..rss? aqui no brasil não encontro.? meu nome é fellipe estou como anonimo pois não tenho nenhuma das contas que o blog oferece pra comentar abraço!!! se puder me adicione no msn para nos falarmos amigo,

    tavares.fellipe@hotmail.com

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    1. No link que enviei. Basta ter uma cartão de crédito internacional e boa sorte aqui na receita - média de 80% de impostos, dependendo do estado.
      A Condor parts vendia aqui no Brasil, mas está temporariamente fechada.
      Olha, Fellipe, em vários posts já coloquei que tenho muito pouco tempo para o blog. Tento responder às perguntas, mas não dá pra ficar à disposição - até porque esse não é o objetivo do blog.
      Te recomendo acessar o fórum da GP e postar lá. Sempre tem alguém com uma idéia legal.
      Abraço!

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  33. obrigado paulo pela atenção e parabéns pelos seus trabalhos ai ficarão todos 10, se você tiver algo gravado com a cort, passa pra mim escutar ai abração

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  34. Paulo, creio eu na minha humilde experiência que o som da KX custom não soou como Les Paul (além do fato do captador do braço estar mais deslocado para baixo por causa dos 24 trastes e do string-through), pelo fato principal de que quase 40% da expessura corpo é de maple, além do braço ser dessa mesma madeira.

    Sabemos que uma Les Paul possui o corpo de mogno (ainda que muitas possuam o tampo de maple) e o braço também de mogno. Talvez você conseguisse o som de uma Les Paul ou um som mais próximo dela com o modelo Cort KX1 que possui o corpo e o braço em mogno, o porém seria o par de captadores originais desse modelo que não é o '59 nem o JB. Eu estou até pensando em comprar uma guitarra de mogno, a dúvida está entre as Corts KX Custom (Mogno + Maple), KX1 e M600; Ibanez Série S, RG ou RGA; ou uma Epiphone Les Paul Standard ou Custom, ou SG Standard ou Custom.
    As opções são variadas e os preços também, obviamente que as Corts oferecem o melhor custo benefício, e muitos dizem que as Corts de topo são até superiores às Epiphones.

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    1. Sim, a quantidade de maple no corpo é bem maior do que nas Les Paul. O braço de maple também é um fator importante. Com os single Mean90, ficou óbvio que é mais fácil aproximá-la de uma Tele do que uma Lespa! :)

      Se queres uma estilo LP, as Epis ainda são o mais próximo. Ou as Cort CR280...

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    2. Outra coisa essencial: o comprimento da escala dessa guitarra, se não me engano, é 25,5 (padrão Strato), diferente do padrão LP, que é 24,75. O comprimento da escala interfere em muito no timbre!
      Portanto, essa guitarra nunca soará como uma LP. Além, é claro, por diversos fatores (caps, madeiras, etc)

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    3. Claro. Como falei no post, foi numa época que ingenuamente achei que o segredo seria apenas um corpo feito de mogno e maple. Isso é só a ponta do iceberg :)

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    4. Tenho uma Washburn X-50Q que apresenta uma configuração bastante parecida com a Cort KX: 24 trastes, 2HB, braço colado, mogno mais tampo de maple, tune-0-matic com fixação através do corpo.
      Os captadores originais dessa guitarra são os Head Hunter.
      Existe um outro modelo, X-50 PRO, que trazem os captadores SD 59 e Custom Custom na ponte.
      Gostaria de fazer um upgrade, mas tenho dúvidas quanto ao cap da ponte: JB (mais médios , agudos e ganho) , Custom Custom (menos agudos), Custom 5 ou Full Shred.
      Minha escolha inicial seria o JB, mas gostaria de saber se alguém tem experiencia com algum desses caps nesse tipo de guitarra.
      Outra coisa: qual é modelo da Tone Pros que vem de fábrica na KX Custom. Tenho vontade de fazer um up na minha ponte para TP.

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    5. O JB é famoso por soar bem na maioria das guitarras, mas pra saber mesmo se a combinação captador+guitarra vai funcionar, só colocando...

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  35. Uma coisa que tenho notado em guitarras com ponte fixa tone-o-matic com cordas fixadas através do corpo: parece que a ficam extremamente tensionadas. A digitação fica um pouco nenos "macia". É impressão minha, ou vc também já notou isso? Será que se tivesse uma configuração de ponte igual a uma Les Paul, aumentaria o conforto?

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    1. Com certeza - e pude constatar isso nessa guitarra. Ficou mais macia com o top load. Entretanto, perdeu um pouco de sustain e ataque de médios.

      Aí é questão de ver o que é mais importante... Agora está com o through body novamente, mas na próxima troca de cordas vai voltar para o top load/wraparound.

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  36. e aí paulo,vc ainda teria a ponte original que veio nela.poderia me vende-la?obrigado.

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  37. Boa Tarde, amigo!

    Eu estou comprando uma Cort M600T para usar nas gigs e ensaios por aí. Testei e gostei da versatilidade, inclusive com split o som é legal.

    Mas eu não gosto daquele acabamento "maçã do amor" com meio quilo de PU na guitarra, então pretendo remover a pintura e refazer o acabamento com tung oil.

    Gostei do método da pasta pra remover a pintura. Vcs poderia indicar a marca e tipo de pasta? Poderiam Me dar dicas de como fazer isto ou recomendar outro método? Obrigado.

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    1. Striptizi Gel - já respondi sobre isso em setembro de 2011 - procure nas respostas acima.
      Eu só fiz isso porque essa não era uma guitarra importante pra mim. Além disso, não consegui remover totalmente a folha de maple figurado e precisei da ajuda de um luthier..
      Acho que seria mais fácil cortares o brilho excessivo com lixas (em água) de grão 1200 ou superior e deixares como está. Podes fazer também com BomBril.
      A sonoridade não vai mudar muito e o efeito visual seria quase o mesmo sem todo o trabalho.
      Para saber como cortar o brilho, veja aqui: http://guitarra99.blogspot.com.br/2010/11/sem-luthier-parte-2-bracos-envernizados.html

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  38. Obrigado pela resposta, Paulo! =)

    Estou disposto ao trampo. A questão é que eu acho muito bonito o mogno finalizado com tung oil ou afins. Então a intenção é tirar quele preto chapado detrás do corpo e braço e apenas fazer o refinish com o tung oil.

    Na parte da frente, quero ficar com o top flamed na cor dele mesmo. Talvez apenas escurecê-lo um pouco.

    Duas perguntas: O Striptizi gel não danificou o binding? Como ficou a cor do top depois de passado o removedor?

    Como estes tops costumam ser tingidos diretamente na madeira, será que a cor sai com o removedor?

    Obrigado novamente,
    Abração

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    1. O problema é que quando o mogno recebe tinta colorida por cima, não dá pra saber como é o visual das madeiras. pois não há preocupação estética e os blocos podem ser bem diferentes nas emendas.
      O gel pode danificar o binding sim. Há corrosão do material plástico, podendo ficar retorcido. Na KX custom não era binding de plástico e sim um faux binding com a cor do maple natural. Precisarás de várias demãos e retiradas do gel até chegar na madeira e no plástico. Podes tentar tirar o "grosso" com o gel e deixar o final pras lixas - que também é bem cansativo, mas assim podes controlar melhor a remoção do verniz.
      Seguindo o bom senso, como nunca fizeste isso, eu ainda acho arriscado...
      Existe a opção do soprador térmico, mas nunca usei e às vezes queima a madeira - precisa ter experiência também.
      Ou, se conheces uma boa e barata oficina de pintura de carros, podes pedir para alguém remover pra ti.
      Boa sorte!!

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