domingo, 7 de julho de 2013

Construindo Referências. Em Busca do Cálice Sagrado (Parte 4)

Oscar Isaka Jr.



         Antes do mergulho final nessa saga da "Busca do Cálice Sagrado", sinto que preciso fazer uma breve revisão justificativa, um breve "pit stop": preciso contar como criei minha referência de timbre de Les Paul.

         Desde que eu comecei a me enfiar no mundo dos timbres o som da Les Paul me encanta. Na verdade o som, o visual, a classe, as referências, os mistérios e histórias ao longo dos seus mais de 50 anos de existência. Mas qual seria o verdadeiro som de uma Burst dos anos 60 eternizado em tantos discos por Clapton, Gary Moore e etc? Sempre imaginei um DNA sonoro, e pensei que o reconheceria assim que ouvisse. Eu estava certo (como vamos ver mais tarde.. rs), mas não seria assim tão fácil. Quem já gravou sabe que o som de uma guitarra plugada no amp ao vivo gera uma percepção diferente quando escutamos a mesma combinação na gravação. Especialmente após compressão, o fato de cada musico ter seu gosto, sua pegada (claro que eu nunca soaria como o Bonamassa) me diziam que durante a jornada na busca por uma Les Paul mágica eu teria que achar minhas próprias referências.

Tive várias Les Paul de vários modelos e marcas (algumas mais graves, outras mais mortas, outras agudinhas, etc) antes de ter minha primeira Gibson, uma Traditional 2009 que escolhi a dedo dentre várias da loja.

Depois de vários upgrades de captadores, ponte, capacitores e etc. pra mim ela era o Holy Grail do timbre. Soava definida e "snappy" no braço com um timbre que rosnava nos médios e tinha um equilíbrio muito legal em todo o espectro de frequências. Era uma ótima guitarra, mas algo faltava e eu não sabia dizer o que era. Pensei que era nóia minha, tanto que fiquei com ela como minha referência por uns 2 anos e a maioria das outras Gibson que eu tocava soava inferior a ela pro meu gosto de timbre. Ou eram muito graves numa geral, embolando o timbre todo, ou muito rápidas e "rockeiras" como a Traditional 1960 que tive depois dela que o Paulo postou aqui comparando com a 81 e a AFD. Ainda não estava convencido 100% do que eu realmente queria ouvir sair do amp, e alguma coisa na minha equação não estava batendo. Cheguei até a testar nesse meio tempo duas Gibson Historic Custom Shop aqui em Curitiba, sendo uma 59 e outra 58 e nenhuma delas me impressionou muito - cheguei a pensar que minha Traditional era quase o mais perto que eu poderia chegar do som de Les Paul que estava na minha cabeça.

Ta bom Oscar, mas o que é esse som?

Antes de eu tentar descrevê-lo, ouça "Brown Sugar do primeiro disco do ZZ Top:


Pearly Gates em ação é o exemplo referência para mim e 95% dos amantes de Les Paul.

Em seguida, um vídeo feito pelo Throbak ( http://www.throbak.com/), com um PAF original numa LP R7:

Esse foi o vídeo responsável por me encantar pelo timbre Les Paul e PAF...

         Como descrever esse som? Muitas palavras me vem à mente, mas eu consigo ouvir uma complexidade única nesse DNA. É possível ouvir o ataque preciso e definido que muda para uma ressonância dupla onde quase ouvimos 2 timbres separados por uma linha de médios vocais que lembra um saxofone, com uma rouquidão e dinâmica inigualáveis. Quanta palavra difícil e bonita pra descrever um timbre, mas é exatamente por aí.
Os especialistas malucos da Tone Quest report chegaram a conclusão que 60% desse som mágico vem dos PAFs e os outros 40% são da guitarra. Como os PAFs nós já tínhamos (os Rolphs), teríamos que encontrar uma guitarra que falasse à altura.

Minha Traditional chegava em algo assim, mas não com a profundidade e complexidade que gera todos esses adjetivos. Ela soava clara e bonita sim, mas ao mesmo tempo seca e unidimensional perto desses sons.

Depois de 3 anos tocando em Les Pauls de amigos e tunando a minha já estava quase conformado que não conseguiria chegar no som mágico sem comprar um PAF real ou uma Burst mesmo, até que um conhecido meu comentou: "Um amigo meu tá vendendo a Gibson dele, tá afim? Ele disse que é uma 59 ou algo assim...", claro que me mostrei interessado e depois de umas ligações combinamos que eu iria ver a guitarra.

O instrumento em questão era uma Gibson Custom Shop LesPaul Standard 1959 Reissue fabricada em 2003 em Cherry Sunburst. Estava em boa condição mas tinha claramente sido tocada durante seus 10 anos de vida o que pra mim é ótimo. Estava meio besta ainda com a guitarra quando pluguei no Rockerverb que o antigo dono tinha e logo na primeira nota constatei que eu estava certo desde o início! :-)


Negociei o preço e por mais ou menos a média de uma Gibson USA Les Paul Std no Mercado Brasileiro eu trouxe minha R9 pra casa! :-)

Assim, com o timbre mágico da Les Paul clássica ilustrado, dá pra vocês terem uma ideia de porque chamamos essa procura por uma Les Paul excepcional de "saga" :)

De saideira, uma fantástica demonstração da Les Paul 59 que já foi do Peter Green e Gary Moore. Timbraço! Para maiores informações sobre a guitarra, acesse o site da Guitar Interactive Magazine



Em 2 ou 3 dias postaremos a parte final da saga "Em busca do Cálice Sagrado"...

49 comentários:

  1. Jr, os 2 primeiros videos nao aparecem no iPad, apenas o ultimo aparece.

    Pra mim a pearly gates sempre foi a referencia máxima de timbre de les paul ;)

    Abraço

    Petri

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    1. Petri, no meu iphone também não aparece, mas aqui no laptop aparecem numa boa. Acho que deve ter a ver com a indexação do Youtube. Acho que deve aparecer logo!

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  2. O que e isso hein no ultimo vídeo que guitarrão, o verdadeiro som dos PAF.

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    1. Nem fale Gabriel! :-) Essa guitarra foi um achado! :)

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  3. Muito bom!
    Paulo e Oscar, vocês que demonstram bastante empenho na busca do melhor timbre (e, nesse ponto, considero o blog uma excelente referência), quais são as suas opiniões sobre o encordoamento da guitarra?
    Até onde a espessura da corda melhora (ou piora) o timbre? Quanto maior (a espessura), melhor? Ou não, necessariamente?
    Li alguns comentários na net no sentido de que, à medida em que o calibre da corda aumenta, o timbre do instrumento passaria a refletir mais o som das cordas do que o da madeira, "uniformizando" o som. Até onde isso procede?
    Há diferença significativa (no timbre) passar de 0.10 para 0.11? O que acham?
    A propósito, que espessura de corda vocês usam?
    Vlw

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    1. Yyz, As cordas tem influência direta no som sim. Não só o caliber mas a composição da liga metálica e etc. É mais uma variável na equação do timbre! :-)
      Isso é assunto pra um post inteiro, mas basicamente se falarmos de cordas de aço revestido de Nickel (Steel Nickel Wound) que são sas mais comuns, a grosso modo o maior calibre significa mais metal agindo sobre o campo do captador, logo induzindo mais e resultando num leve aumento do ganho. Cordas 0.11 soam mais encorpadas e com ataque mais "forte" que 0.10 e etc. Claro que isso depende de todo o resto do conjunto, mas não acho que quanto o maior calibre menos a madeira influência, muito pelo contrário. Se fosse Stevie Ray não teria o som de Strato como ouvimos (ele usava 0.13.. rsrs).

      Eu uso .10 em Strato/Tele (escalas maiores) e .11 em LesPaul/SG (escalas menores).

      O Paulo por exemplo só usa .09 em tele pois acha que qqer caliber acima disso gera muito corpo e compromete o Twang.

      Tudo isso claro varia muito com a pegada do guitarrista entre outras coisas! :-)

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    2. As cordas influenciam na sonoridade. Não só pelo calibre, mas material, construção, etc.
      Quanto mais tocamos e adquirimos força nas mãos, maior a tendência de aumentarmos o calibre das cordas. Mesmo assim, meu limite é 0.10.
      Uso .09 nas Telecasters, mas pessoalmente, acho que o jogo perfeito para elas é um híbrido com as 3 primeiras 0.10 e as 3 últimas/graves .09/.08, da GHS (Boomers modelo GBLXL) - Full Twang! :)

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  4. Eu sempre achei o som das Les Pauls embolados... Na verdade, ainda nao encontrei uma LP que tivesse um equilibrio entre as 3 posicoes da chavinha. Normalmente, grave demais no captador do Braço e agudo demais no da ponte. E o som de ambos, soam sem presença, sem definicao.

    Já transtei entre 7 Les Pauls de diferentes marcas e madeiras, com Dimarzios PAFPRO e Gibsons PAF57. Os Dimarzios equilibravam mais o som, mas soavam mais asperos e agudos do que os Gibson.

    De tanto tambem procurar esse "som de Les Paul perfeito", acabei fazendo uma "telegib", inspirado no Jeff Beck. Coloquei os Gibson 57PAF em uma tele feita de folhas de mogno (uma sobre a outra) e o resultado foi sensacional!!!!! É o meu som de humbucker #1!!!

    Parabens!

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    1. Raphael, essa é a percepção que 80% do pessoal modern tem de LesPaul, mas não é esse o som que fez a história dela :-)! Muita gente estranha a sonoridade do PAF, pois ela não está presente em muitas gravações modernas com algumas excessões mas é o supra sumo do som do Humbucker Clássico. Embora os 57 Classic, PafPro, 59 entre outros sejam muito legais pra várias aplicações, eles não tem a sonoridade clássica do PAF, que é grande parte desse som de LesPaul perfeito de que vc fala. :-) Tenho a idéia de fazer um post mostrando essas diferenças na minha LesPaul.. Vamos ver se da certo!
      Obrigado pelo comentário !:-D

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    2. É isso aí... O Raphael sintetizou o cerne do problema e é essa a razão de selecionarmos tanto as Les Paul. Apenas raríssimos exemplares apresentam um equilíbrio adequado nas 3 posições.
      Razões? Inúmeras (a começar pelas madeiras) e algumas ainda um mistério até para a Gibson.

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    3. Primeiramente, desculpe, gente... sou novo por aqui e esqueci de me apresentar. Me chamo Raphael Negromonte, sou de Belo Horizonte, Produtor Musical/Audio Engineer, Guitarrista, Baixista. Trabalho na área e tambem na publicitária. Completamente autoditada nos instrumentos.
      Este Blog é SENSACIONAL! Parabens, Paulo, Oscar! Muito bom conversar com entusiastas da guitarra!
      Eu AMO SOM DE LES PAUL PAF... acontece que é uma tarefa que meio que desisti no momento. Não sei se pela pegada tambem... consegui o resultado sobre humbuckers em uma Tele que montei a partir de um braço (acredite) de Strinberg.
      Oscar, adoraria um Post dedicado às sutilezas dos timbres das LP's.
      Pra mim, o som PERFEITO de PAF é com ataque rápido, forte, com graves e médios equilibrados e não muito sustain. Acontece que na maioria das Les Pauls que tive, como disse antes, o som era o médio grave gostoso de se ouvir com a guitarra sozinha, mas no contexto da banda ela sumia... e o equilibrio (pelo menos razoavel) entre as 3 posicoes. Acreditem ou não, a melhor LP q tive foi uma Japonesa do inicio dos anos 80 chamada Legend. É nessas horas que arrependemos de ter vendido o instrumento. hehehehe!

      Mais uma vez, parabens! Descobri muito detalhe por aqui... da mesma maneira que me fez aguçar as percepções, no que tange aos detalhes que fazem a diferença em um timbre.

      Abracos!

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    4. Esqueci de dizer... tirando o PAF, a Les Paul mais equilibrada em timbres que tive foi uma Epi Gold Top com 2 P90.

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    5. Bem vindo a mundo mágico da LesPaul Raphael. Muitas soam graves e abafadas como vc disse. O mais interessante desse mundo é que todos tempos diferentes percepções do som ideal :-)

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    6. Um post só sobre as sutilezas dos PAF? Isso é assunto que não acaba mais! :)

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  5. Muito bom o post, Jr! Eu diria q é o teaser perfeito pra o mais aguardado final de uma saga desde O Retorno de Jedi! :-) E q venha (logo) o último capítulo!!!

    Sobre os vídeos, tb não rodam no meu Motorola Xoom com Android 4.0 (ICS). Acredito q seja pq os browsers não aceitam mais o Flash... então seria legal se vc pudesse colocar tb o link direto pro Youtube. Assim, aqueles q não conseguem assistir de um dispositivo móvel não precisarão passar pra um notebook/desktop pra matar a curiosidade.

    Pra finalizar, eu sempre achei esse blog perfeito (já havia dito isso pro Paulo), mas a sua entrada mostra q até o q já consideramos perfeito pode melhorar.

    Abração pros dois,

    Sid

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  6. Paulo e Junior. Primeiramente Parabéns pelo blog. A cada dia aprendo mais. Sou aqui de Joinville, que fica entre Curitiba e Florianópolis. Somos quase vizinhos. ..rssss
    Também sou apaixonado por Les Pauls. Foi a guitarra que me fez querer tocar esse instrumento. Isoo foi a longínquos 20 anos. O tempo passou e a cerca de um ano consegui finalmente adquirir minha Les Paul. É uma Gibson Classic. Foi a realização de um sonho. Comprei as segas pelo ebay e no fia que recebi o aviso de entrega dos correios foi sensacional. Parecia criança pequena.
    Bom o que não gosto nela hoje são os famigerados captadores cerâmicos de alto ganho. Vi que vocês falam muito bem do Mojo 13, mas percebi que que ele tem apenas para o braço. O que vocês me indicariam para compor dupla com ele para manter essa onda PAF? Outra pergunta para o Junior: vc ainda a Lespa Tribute para vender? Grande abraço e parabéns mais uma vez?

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    1. Ola Rafael,
      O Mojo 13 de braço tem seu par calibrado para ponte, mas optamos por fazer esse modelo (de ponte) um pouco mais "hot" já que o PAF real na ponte pode soar agudo e magro pra algumas pessoas. Fizemos ele na linha de um HOT PAF perto de 9K e o timbre ficou na onda do Van Halen e Zeppelin dando uma versatilidade legal no conjunto.

      Minha LesPaul Tribute 60 esta na DrumShop aqui de Curitiba a venda Rafael. :-) Abraço

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    2. Junior, muito obrigado pela info. Sabes onde encontro essa dupla? Você conhece os pups da GFS? Pode emitir alguma opinião? Sobre sua Tribute, apenas venda? Alguma troca?

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    3. Rafael, no site do Sergio tem uma lista das lojas autorizadas dele. Todas podem encomendar se não tiverem um par de Mojo pra vc.

      Usei poucos modelos dos GFS, mas nenhum deles me surpreendeu absurdamente em termos de timbre. Mas o pessoal fala que variam muito, sendo alguns muito bons e outros meia boca. Depende do modelo, mas há tempos queria testar os PAFs deles. Vamos ver numa dessa mando vir um par.

      Vc pode entrar em contato com a Drum Shop e falar com o Luciano que é o gerente lá. Numa dessa eles consideram alguma troca Ok?

      Abraço!

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    4. Vlw Junior.
      Você conhece essa série Classic 1960 da Gibson? Oode emitir algum comentário sobre ela além é claro dos pickups?

      Abs

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    5. Conheço Rafael, as Classic são legais mas como toda LesPaul cada uma é cada uma! Acredito que uma troca de captadores seja o primeiro upgrade nescessário se sua onda não é tocar Metal com ela :-). Já toquei com ótimos exemplares dessa Classic.

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    6. Junior, gosto muito de Aerosmith, Led Zeppelin, Guns, U2.... Com esse set Mojo terei possibilidades de passear por esses timbres?
      Meu ampli é um head Marshall JCM2000 TLS60 com uma caixa 4X12 Laney com falantes Celestion Seventy80.
      A questão do Marshall foi puramente por fetish. Coisa de realizar sonho mesmo. Infelizmente somente depois ter estudado e ter condições próprias é que adquiri meus equipos. Sei que o Marshall limita bastante o timbre quanto ao som clean, acho meio sem vida. Mas o canal crunch dele é muito bom.
      Além dos pickups, poderia ser feito algo mais para deixar o som mais aberto?

      Abs

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    7. Vai com certeza Rafael. A troca dos captadores e os pots por todos de 500k (se sua guitarra já não tiver) deve abrir bem o som já, especialmente comparado aos caps que vc tem hoje.

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    8. Blz Junior. Procurei mas não encontrei o set para venda. Nosite do Sergio trava quando tento entrsr em comprar. Indica algum local legal para a compra?

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    9. Talvez a Mensageiro Musical ou ainda a 4Garage podem ter.

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    10. Junior, consegui um par de Mojo13 na 4garage. Agora é esperar chegar e ver no que vai ser. Vlw pelas dicas.


      Abs

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  7. Sempre que penso em Les Paul, penso no timbre do Gary Moore.
    Adorei o post, mas ainda sim, estou ansiosa com o desfecho da história. :P

    ---
    E, mudando de assunto, só porque já esgotei minhas fontes tentando identificar uma Fender aqui, espero que possam me ajudar. Se vocês não souberem, eu desisto aqui mesmo, rs.

    Saberiam que guitarra é essa?
    http://img.olaserragaucha.com.br/entretenimento/musica/1359217513362081.jpg

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    1. Tai, estou terminando o post do final da Saga!! Vai ser bem longo, mas bem recheado de coisas interessantes (eu acho ;) ).

      Quanto a guitarra da foto, é uma Strato inteira de Rosewood (sim Jacarandá mesmo) que a Fender fez pro nosso amigo John Mayer e ele a batizou de "Rosie". Da uma pesquisada no Google por "mayer Rosie Strat" que vc vai achar muita coisa sobre ela. Não é produzida para venda que eu saiba, é uma custom pra ele ! :-)

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    2. Sabia que era jacarandá, muahahaha! Tava louca procurando "strat fender rosewood", mas nada além de links relacionados a braços e escalas, grrrr!

      Me senti meio fan-desleixada por não saber da Rosie. :P

      Valeu, Oscar! o/

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    3. Haha que é isso Tai, ela é nova no set dele. Só apareceu recentemente no Born and Raised! :-)

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  8. Grande post Junior! Todos estamos esperando o ultimo capitulo! ....rsrs
    Ando sumido pra ajudar no tratamento anti-GAS! Mas entrando aqui o blog fica dificil....
    Chegou a testar alguma collector choice? Abs. Timbre.

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    1. Grande Rodrigo!! Sim testei 3 delas! No próximo post tem um videozinho de 1 delas, a #3 que é clone da 1960 do Bonamassa! :-)

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    2. Fala, Rodrigo! :)
      Não adianta correr da GAS - ela sempre te pega desprevenido!KKKK!

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    3. #Fato Foi esse blog q despertou minha última crise de GAS... Hehehehehe... e espero q seja a última por um bom tempo! :-)

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  9. Olá paulo may e oscar, estava olhando o site da gibsson quando achei isso http://www2.gibson.com/Products/Electric-Guitars/Les-Paul/Gibson-Custom/Collectors-Choice-1-1959-Les-Paul-Standard.aspx a guitarra como informa no site da gibson esta custando $ 12.468, estou falando daquela peter green 1959 mas fiquei meio supreso com o preço porque vi aqui no blog que uma dessas custa 200 mil dólares. Essa 1959 no site da gibson e uma copia da original que eles resolveram fazer ?

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    1. Achei que isso estava bem claro nos posts (por todo o blog), Gabriel.
      A Gibson faz e vende réplicas das LP da década de 50. São/foram chamadas de vários nomes: Reissue, Historic, VOS, Collector's Choice, etc.
      São cópias.
      As originais da época é que podem chegar a valer até um milhão de dólares.

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  10. Olá Oscar e Paulo!
    Gostaria de saber mais sobre os Rolphs! Vi alguns vídeos e alguns posts no my les paul, mas meu "ingrêis" é sofrível e espero contar com a ajuda de vcs pra sacar mais desses caps, onde encontrar, etc. Grande Abraço.

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    1. Digite Jim Rolph na pesquisa aqui do blog - tem um post só sobre ele.

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    2. Obrigado, Paulo, li e ajudou bastante. Então um cap desses só diretamente na fonte, certo? Poderia dizer qual o valor em média? Muito obrigado.

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    3. Cerca de 400 dólares o par. O problema maior é que o Rolph só aceita pgto via Western Union - uma coisa tipo dinheiro vivo... Não dá pra negociar via cartão, paypal, etc.
      além disso, ele só envia via FedEx e não declara valor menor - garantia de taxação aqui se não tiveres alguém nos EUA pra receber e trazer ou enviar pra ti.
      Tive que transferir o dinheiro para o amigo de um amigo nos EUA e ele fez a transferência para o Rolph. É complicado...

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    4. Complicado mesmo. Mas muito obrigado pela atenção e dicas!
      Grande abraço!

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  11. Muito bons os vídeos e a série Cálice Sagrado vai terminar com certeza muito legal.

    Mas essa 59, ex-Peter Green e Gary Moore é o que há heim?!

    Um dos melhores exemplos de som equilibrado que me lembro, nada falta nem sobra, grave, agudo, timbre excelente.

    O guitarrista também conduziu a demo para realçar tudo isso.

    Depois vou acessar o site para descobrir que ampli e caixa usaram com ela mas parece ser Fender, pelo menos o ampli.

    Muito bom mesmo!

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    1. Marçal, é referência de LesPaul pra todos!! rsrs!! Eu gosto muito do som dessa guita!!

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  12. Muito legal o Blog e as discussões. Realmente esse mundo de Les Paul é algo "viciante" e com inúmeras variávies. Eu mesmo já testei de tudo (com a ajuda do Oscar) numa LP Std '97 tentando que ela se aproximasse do som de uma Burst original. E quando digo tudo, me refiro a captadores, capacitores, diferentes wiring, ponte, tailpiece, etc. O mais impressionante é que até as partes que não dava nada alteravam de modo significativo o som da minha LP. Mas tinha um problema, não tinha como mudar a madeira dela. Então numa viagem resolvi trazer uma R8 que modifiquei colocando um par de bumblebees originais e um par de Seymour Duncan Bonamassa Custom Shop. E que diferença eles trouxeram. A deixaram com um som mais aberto e com um som bem blues/rock e bem mais perto da minha referência pessoal de Les Paul além de serem uma delícia para tocar.

    Mas como disse esse é um mundo um tanto viciante e comparando com as R9's, passei a perceber que estas ainda tem um som mais aberto e equilibrado, já que a minha R8 apresenta as características de LP clássica (som mais vocal, tridimensional, com ataque e etc) porém apresenta um pouco mais de concentração nas frequências médias. Será que é a densidade da madeira em uma R9 e o flame do tampo que fazem a diferença?

    Novamente, parabéns pelo Blog.

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    1. Bruno, o Maple figurado (flmae, curly, birds-eye, etc) é mais "mole" que o maple não figurado, ou HArd-Maple. Isso pode sim fazer com que a resposta seja mais rápida, ocasionando essa resposta mais "crunchy" das R8 em relação as R9, onde o som parece flutuar nos graves e agudos sem tanta ênfase nos médios. Também notei essas diferenças nas guitarras que eu toquei mas é difícil quantificar o quanto cada fator influência no som. Sempre achei que o estalo e graves secos fossem o caminho pra uma LesPaul, mas não é simples assim. :-)

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  13. Oscar, a sua R9 é equipada com Burstbuckers Gibson, pelo que entendi. É isso mesmo?

    Apenas como ressalva, tenho uma Epiphone Les Paul Custom ano 2002. Havia encontrado um comprador para esta guitarra, pois estava extremamente insatisfeito com o timbre dela. Quando o meu amigo iria vir para cá pegar a guitarra, liguei para ele falando que desisti da compra. E então fui além, comprei 2 Alnico Pro II Slash. Estou totalmente satisfeito agora! O Slash sempre foi minha maior referência como guitarrista. Acho que vale a opinião de vocês sobre a timbragem dele e sobre estes caps.

    Forte abraço e muito obrigado.

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    1. Renato, os BurstBuckers são os caps originais de fábrica dela sim, mas ela não está mais com eles. Nesse post (http://guitarra99.blogspot.com/2013/08/em-busca-do-calice-sagrado-epilogo-aqui.html) vc pode ouvir uma comparação que fizemos com algumas LesPaul entre elas uma R7 com os Burstbuckers originais e a minha R9.

      Você fez uma ótima escolha. Os captador originais da Epiphone são sem dúvida o ponto fraco da marca e sempre soam abafados e sem vida. É incrível como eles ainda não mexeram nessa parte. Os duncan Slash são uma variação dos Alnico II Pro, conhecidos por sua clareza e detalhe. Eu pessoalmente gosto muito deles! Achoq ue vc fez uma boa troca!

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