sábado, 15 de outubro de 2011

FAQ-002: Tingindo Plásticos

Guitarra boa é sempre guitarra boa, independente do aspecto. Pode ser uma daquelas envelhecidas naturalmente, como a famosa e clássica tele "Micawber" do Keith Richards:

Pode ser uma ilustre desconhecida, como a do Jon spencer:

Ou uma toda reluzente e novinha em folha, sem nenhum arranhão.
O que eu não curto muito, esteticamente, é guitarra muito "relicada". Não sei, pouquíssimas me parecem realmente naturais. Principalmente essas "heavy relic", onde algumas tentativas ficam ridículas:

Até mesmo a Fender às vezes exagera e perde a mão. Aqui, uma "Time Machine" Custom Shop:

A Fender iniciou essa onda (e criou o nome "Relic", de relíquia) nos anos 90. Reza a lenda que Keith Richards encomendou cópias de suas amadas Telecasters e as devolveu com um bilhete: "Estão muito bonitas. Se vocês derem uma "gastada" nelas, eu as tocarei". Daí foi ladeira abaixo. Tom Murphy na Gibson aproveitou a onda e hoje ambas as empresas têm nas suas linhas "envelhecidas" as guitarras mais caras.

Por outro lado, não gosto de guitarras reluzentes, com metais ultra polidos e aquele acabamento grosso de poliuretano que reflete tudo.
Também não gosto do branco "OMO", pode até ser trauma de uma telecaster Finch branca muito ruim que tive há décadas e entre outras coisas, não afinava nunca e me dava choques elétricos... hahahá :). Fico feliz que tenham inventado o "Off White", que é o branco "não tão branco"

Por isso, sempre que pego um plástico branco, fico tentando deixá-lo um pouco mais escuro. Sempre que pego uma guitarra reluzente demais, passo uma lixa bem fina pra "cortar" o excesso. Idem para os cromados. A técnica atual de cromagem de metais (acho que) surgiu na década de 50/60 e só foi instituída nas peças de guitarras a partir dos anos 70. Anteriormente, os metais eram mais foscos e, na minha opinião, mais bonitos quando combinados com madeiras. O acabamento de poliuretano (PU) também iniciou-se só em meados da década de 60. Antes era só nitrocelulose ou "duco", que não brilhava tanto. Hoje, é tudo PU super polido e em grossas camadas, abafando a madeira..

Chega de papo retrô... Esse post é porque o pessoal demonstrou curiosidade sobre o método que uso pra tingir os plásticos. Já tentei várias coisas e tintas. Uma vez peguei uma "fórmula" num fórum que incluia, entre outras coisas, uísque e mostarda... E funcionou! :)

Mas um método mais simples é usando apenas corantes para tintas, aplicando-os diretamente no plástico. Aconteceu por acaso - tentei uma vez e saiu tudo após passar água. Mas no outro dia, por acidente, derramei um pouco na mesa e como não tinha água por perto, tentei limpar com um pano velho. Quanto mais eu esfregava, mais a tinta grudava. Depois tentei com água, mas daí a tinta já havia grudado... :)

Então, descobri que o princípio é esse - sujar bastante com a tinta e tentar limpar sem água. :) Quanto mais tentamos limpar, mais a sujeira/tinta gruda. É importante que o plástico seja previamente lixado - de maneira uniforme ou não (veja o porque na sequência) - pode ser uma lixa de grão 400 a 600 (obs: quanto mais alto o valor, mais fina é a lixa) 

Essas são as cores que uso (lojas de ferragens, tintas e utilidades, custam por volta de 4-5 reais cada):


Aqui o processo em dois escudos de telecaster. O da direita já é "off white", mas eu queria deixá-lo "mint green", um pouquinho esverdeado. Pinguei as gotas. Mais tarde vou acrescentar apenas 4 gotas de verde claro no da direita:

Aqui, já com um pedaço de pano (bem seco, não esqueça, tudo nessa etapa é sem água). Esfreguei bastante e com força, até secar e "travar" o pano. Tente literalmente "limpar a seco":

Faltou um pouquinho de amarelo... E esfregar novamente.

Depois de bem secos, são então lavados com água corrente. A água (continue esfregando aí também) retira mais de 80% da "mancha", mas o que queremos realmente são os 20, 10 ou 5% restantes...



O da esquerda "manchou" mais porque eu o lixei propositalmente de forma irregular. A sujeira irregular é essencial para um aspecto vintage. 
Agora, seque-os novamente, esfregando firme. O excesso de cor/manchas/sujeira é retirado com lixa e água. 


A relação de valores das lixas é importante. Se lixamos inicialmente com uma 400 e queremos tirar pouca coisa, podemos usar uma lixa de 800 ou 1200 (usei inicialmente uma 500 e depois 1200). Mas se o objetivo for apenas o de "cortar o branco", podemos usar uma com o mesmo valor ou um valor imediatamente acima. Lixamos levemente, de maneira uniforme ou não, dependendo do objetivo final. 

Na foto o da direita não parece tanto, mas ficou com um tom levemente esverdeado, exatamente como eu queria. O da esquerda, que deve ir para uma telecaster que será pintada em "Daphne Blue" ou "Surf Green" (ou Teal Green), pode ainda receber mais lixadas pra diminuir o amarelo - ou simplesmente acrescentar um pouco da cor "ocre" ou marrom. Prefiro esperar e decidir depois.
O legal é que podemos lixar, retirar tudo e tingir novamente :).
Nessa strato (postada anteriormente), o tom levemente amarelado/esverdeado do escudo ficou perfeito com o vermelho do corpo:

É claro que se alguém fizer isso e descobrir mais alguma dica, por favor, dê um toque - é obrigação! :)

______________________________________________

12/11/2011: O pessoal já está aplicando esse método e descobrindo novas opções/variações muito interessantes. Uma delas é a tinta a óleo - faz sentido porque o óleo "gruda" e mancha bem. Vou postá-las sempre que acrescentarem algo:

Duda Menezes: usei algumas Tintas Óleo , aquelas usadas para pintar quadros e tive um bom resultado. Marrom escuro , marron médio e amarelo .Usei o seu sistema para tirar excesso e ficou muito bom. Não ficou exagerado , ficou no ponto . 

Cesar: "Eu utilizei essa tecnica para tingir escudo e covers de captadores. Realmente é uma técnica fácil e q funciona, porém fiz algumas adaptações. Para mim funcionou mto bem com as peças molhadas, ficando assim mto mais fácil para espalhar a tinta mais homogeneamente. Pinguei algumas gotas do corante amarelo (meio mostarda) em um pano e apliquei em todo o escudo molhado, em seguida passei um pano seco, assim já ficou praticamente na cor que eu queria, levemente amarelado, sem excessos, bem homogêneo e natural, depois só lavei em água corrente e passei uma lixa 1200 bem de leve msm, o resultado me agradou bastante

Jean de Bethencourt:
1 - Lixar o escudo com lixa 600.
2 - Em seguida lixar com 1200, eliminado os riscos profundos. Lavar com água para remover o pó.
3 - Polir com Kaol ou Brasso.
4 - Pingar as gotas de corante 'à seco' (usei cor Ocre). Esfregar por toda superfície, até travar o pano.
5 - Polir novamente com Kaol para remover o excesso de tinta.

Resultado: Escudo fosco (matte), levemente amarelado, de forma homogênea, sem tinta acumulada em riscos profundos.

50 comentários:

  1. Este é um post que eu aguardava. Obrigado pela técnica e pelas dicas!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara eu queria saber se vc raspa com a lixa antes de começar tudo ou so usa alixa depois que passar o corante

      Excluir
  2. Aquela tinta amarela na ponte da tele do Richards dói os dente hahahahahahahaha Nunca tinha observado esse detalhe.
    Jack. Quando quero tirar o branco novinho dos plásticos, eu faço um café preto sem açúcar e, com pincel, espalho na peças. Deixo uns minutos e seco com um paninho limpo. Fica bacana!

    ResponderExcluir
  3. Agora que me liguei que aquele amarelo pode ser do bronze. Mas tá com a maior cara de tinta hehehhe.

    ResponderExcluir
  4. Valeu Jack!!!!

    Já vou utilizar esse conhecimento!!! rs

    ResponderExcluir
  5. Mais excelente post do Mr. Jack!!! Parabéns. Jack e para relicar de maneira natural o corpo da minha Goldie, só onde fica as marcas de suor do braço por exemplo, o que poderia fazer pra dar uma surrada boa sem comprometer a madeira? Quando vai postar algo do gênero? Aguardo ansioso.

    ResponderExcluir
  6. Ps.: Tô compartilhando em meu Facebook o link do teu blog pra divulgar pra Galera que curte guitarra, afinal é leitura indispenssável, mais uma vez parabéns Jack. Killerabraço.

    ResponderExcluir
  7. Valeu Killer! :)
    Olha, relicar uma Gibson é trabalho para o Tom Murphy, hehehe. Eu não me arriscaria...
    Deixe ela ficar um pouquinho mais surrada e a gente pensa em alguma coisa. :)
    Abraço!

    ResponderExcluir
  8. Paulo , usei algumas Tintas Óleo , aquelas usadas para pintar quadros e tive um bom resultado .Marrom escuro , marron médio e amarelo .Usei o seu sistema para tirar excesso e ficou muito bom . Não ficou exagerado , ficou no ponto . Vc sabe como faço para escurecer o headstock sem que fique exagerado ? Tipo aquele amarelado do tempo.É uma Fender mim com verniz acetinado .

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade. Com tinta óleo(das bisnagas) se consegue um bom resultado, além de ter mais opção de tons e efeitos no envelhecimento. Vai confiante que dá um ótimo resultado. 2 anos, escola de pintura em tela.

      Excluir
  9. Que legal, Duda. É bom saber que dá pra usar também essas tintas. Quanto ao headstock, há dois problemas, o primeiro é o verniz - que deve ser totalmente retirado com lixa ou outro método, pois se ficar algum resquício, dá diferença de cor.
    O segundo é combinar a parte modificada com o restante.
    Sempre haverá uma diferença de tonalidade no limite com/sem verniz, por isso, ou tiras o verniz do braço inteiro ou milimetricamente só da face anterior do headstock. Postei algo semelhante aqui:
    http://guitarra99.blogspot.com/2011/09/shelter-sx-headstock-remake.html

    Nesse caso usei a tinta acrilex, que não é mais necessária, pois consegui o corante laranja.
    O idel seria usar corante específico para madeiras, que é a anilina com álcool (amarela, laranja e um marrom do tipo nogueira) - e fazer o processo no braço inteiro, pra não haver discrepâncias.
    Com anilina, envelheci o braço e o corpo da minha nova telecaster de ash - dê um zoom nas fotos e veja o efeito na escala.
    Tingimos, lixamos irregularmente (com atenção para os trastes), tingimos novamente se necessário... E aí vai. Em algum momento, o braço terá envelhecido uns 20 anos! :)

    ResponderExcluir
  10. Parabens pelo post! Gostaria de um poste ensinando sua técnica para tirar o brilho demasiado da pintura de guitarras novas.

    ResponderExcluir
  11. Leia o post "Sem Luthier" Parte 2: braços envernizados "grudentos", de novembro de 2010. No final há um link para o vídeo de um luthier italiano.
    Nesse vídeo o luthier usa uma esponja abrasiva (equivalente a uma lixa de grão 800) pra retirar o brilho do braço.
    O princípio para o corpo é o mesmo

    Recomendo iniciares com uma lixa 1200, mantendo-a sempre levemente úmida (use um pano molhado se necessário para manter a área sempre umedecida - proteja as partes que não vais lixar com fita crepe). O ideal pra fazer isso é deixar o corpo sem nada - retirar tudo antes.
    Teste antes em alguma superfície brilhante que tenha sido pintada com tinta acrílica, poliuretano ou poliéster.

    ResponderExcluir
  12. Ola Paulo May, primeiramente parabens pelo blog, tenho certeza que muitas pessoas aprendem mto com suas experiencias. Eu ultilizei essa tecnica para tingir escudo e covers de captadores. Realmente e' uma tecnica facil e q funciona, porem fiz algumas adaptacoes. Para mim funcionou mto bem com as pecas molhadas, ficando assim mto mais facil para espalhar a tinta mais homogeneamente. Pinguei algumas gotas do corante amarelo (meio mostarda) em um pano e apliquei em td o escudo molhado, em seguida passei um pano seco, assim jah ficou praticamente na cor que eu queria, levemente amarelado, sem excessos, bem homogeneo e natural, depois soh lavei em agua corrente e passei uma lixa 1200 bem de leve msm, o resultado me agradou bastante.obrigado

    ResponderExcluir
  13. Legal, Cesar. Vou colocar tua experiência no post - é importante porque acrescenta mais informação ao processo.
    Obrigado e abraço!

    ResponderExcluir
  14. Fala Paulo, parabens pelo blog! show!

    Gostaria de saber se voce ja tentou usar Betume no tingimento de plasticos.

    http://www.pisotones.com/Relicing/Telerelic.htm
    Nesse link que postei de um artigo de um site estrangeiro, eles ensinam como relicar uma telecaster passo a passo, e no meio do processo usam betume para dar uma escurecida no escudo, interessante nao é? farei uns experimentos em breve, utilizarei ele e usarei o seu metodo para tirar excesso. Assim que eu puder posto minha observações! abraçao!

    ResponderExcluir
  15. Sim, inclusive tenho aqui em casa: "Betume da Judéia" da marca Acrilex. É legal e funciona (tudo fica com visual sujo e velho :) ), mas ele só dá uma cor, que vai do bege ao marrom escuro. O que podemos fazer, mas não testei ainda, é misturá-lo com corante amarelo ou ocre.
    Se testares e funcionar, me avise...

    Legal o site - obrigado pelo toque! :)

    ResponderExcluir
  16. olá, paulo!

    primeiramente, gostaria de te parabenizar pelo blog! está muito legal e com matérias muito bem escritas!

    em segundo lugar, escrevo para compartilhar minha experiência, realizada ontem mesmo, de tingimento de plásticos.

    ia trocar as cordas da minha strato (uma fender deluxe plus de 1994 na cor vintage blonde, que originalmente vinha com um trio de lace sensor blue, silver e red, mas que agora porta um trio de custom shop 54 - aquele de que você gosta!), e decidi aproveitar para tingir as capinhas ainda branquíssimas dos capatadores recentes (que destoavam dos knobs já quase 20 anos naturalmente envelhecidos...). mas estava sem tinta nenhuma aqui; então resolvi tentar o seguinte: peguei uma panelinha pequena de inox, pus um tanto de água nela, que cobrisse os capatadores, adicionei um bom tanto de café em pó e - o grande segredo! - mais uma pitada de curry (o tempero oriental, que leva açafrão) e pus tudo pra ferver. meu amigo: ficou excelente! recomendo até cuidado no tempo de "cozimento" e na quantidade de curry que vai na mistura, porque as capinhas foram rapidamente tingidas, e percebi que em pouquíssimos minutos a cor ia ficando cada vez mais intensa e puxada para o amarelo... mais alguns minutos e talvez ficassem amarelas demais!

    bem, é isso!

    abraço!

    marcel.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marcel! :)
      Valeu a dica cara! Putz, eu tinha tentado tudo quanto é "produto" amarelado, até mostarda, mas me esqueci do Curry...
      Assim que sobrar um tempo, vou editar o post pra colocar a tua receita! KKKK.:)
      Abraço!

      Excluir
  17. Usar percloreto de ferro (ácido usado para corroer placas),dá um efeito legal.

    ResponderExcluir
  18. Rapaz, já fiz de duas maneiras.
    1- Lixei o escudo, para criar pequenos sulcos e depois pintei com tinta para motores e antes de secar, mergulhei em água. Após secagem passei uma lixa fina. Efeito ficou muito legal, um vermelho/vinho com efeito de desgaste.
    https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/532307_4879057985153_142798498_n.jpg
    (não sei se dá pra ver direito, é o da strato preta)

    2- Como nosso amigo anônimo disse, também já usei o percloreto de ferro.

    ResponderExcluir
  19. Parabens pelo Blog cara ...mas me surgiu uma duvida, em stratos na regiao em que a palehta pega direto, com as "pancadas" a tinta nao vai saindo nao??

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Um pouco, mas é irrelevante. A palheta risca, suja e deixa marcas como em qualquer escudo - acho que até ajuda no visual :)

      Excluir
    2. Realmente ..nao tinha visto por esse lado hehe !! Eu tenho uma Sx 57, gostaria de tirar aquele brilho excessivo dela ..qual lixa eu deveria usar de forma que ela fique fosca por completa, porem que nao fique visivel em qual sentido/direção eu a lixei ?? Obrigado desde ja

      Excluir
    3. Von,
      Cara, há vários posts onde eu menciono isso, inclusive no post sobre a minha SX 57 - por favor, use o campo "Pesquisar Esse Blog" em cima à direita.

      Excluir
  20. Só para registrar e contribuir com o blog:
    Fiz exatamente o este processo no escudo da minha strato e o resultado ficou excelente! Lixei inicialmente com grão 600, usei as cores ocre e amarelo e posteriormente lixei com grão 2000, pois queria um resultado bem natural. Funcionou perfeitamente! Parabéns pelo trabalho, Paulo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Beleza, Júlio!
      É bom saber que esses truques não funcionam só comigo :)
      Obrigado pela contribuição!

      Excluir
  21. Fiz o processo no escudo da minha Sx e tb deu certo, o mais bacana é que da pra definir quais partes ficarao mais visiveis .. Parabens!!

    ResponderExcluir
  22. Olá Paulo, muito obrigado pelo post. Inspirado nele, entre lixando minha tele para pinta-la em sonic blue. Lixei-a completamente, comprei a tinta (nitro) e pistolei. A pintura ficou fosta/granulada e como eu nunca havia pintado nada, não sei como proceder.
    Acabei de dar uma polida com pasta de polir carro e nada mudou.
    Poderia me dar uma dica de como proceder? Preciso passar verniz?

    Mais uma pergunta: que instrumentos usou para descascar a sua guitarra no relic?

    Grande abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Começaste a pintar sem dar uma pesquisada na técnica? Cara, só pintei a minha primeira guitarra depois de ver no mínimo uns 10 vídeos sobre pintura. E mesmo assim não ficou legal...
      A sequência é selador, lixa, tinta, lixa, verniz, lixa, polimento. Eventualmente podes omitir o selador, depende da madeira.

      O relic é feito com lixas e diversos objetos sólidos, desde chave de fenda à fivela de cinto. Também é outra coisa que só dá pra (tentar) fazer depois de observar muito.

      Se a guitarra é muito importante pra ti, considere levá-la numa boa oficina de pintura de carros e solicitar ajuda.

      Boa sorte!

      Excluir
  23. eu fiz o processo com CHÃ preto mate leão. coloquei dois pacotes pequenos e deixei ferve com aguá somente quando o chá estiver frio você colocar as peças que que tingir e deixar por dois dias no chá.

    ResponderExcluir
  24. Galera, fiz o processo hj e o escudo e knobs estão mergulhados numa mistura diabólica de café, suco de pêssego, curry e mostarda rsrs.. Vou deixar lá por um dia, e queria saber qual o proximo passo... Seco com pano seco logo depois de tirar os plásticos da mistura, ou logo que tirar lavo os plásticos e seco?

    Parabéns pelo blog. Curto demais!!
    Vlww

    Caio.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Caio.
      Depois desse post, descobri que existem plásticos que coram muito bem e rápido e outros que insistem em ficar brancos... :)
      Se for pra grudar, vai grudar com ou sem lavagem posterior.
      Boa sorte! Se funcionar, anote a fórmula e repasse pra gente.

      Excluir
    2. Opa, voltando aqui pra relatar a experiência.. Os knobs ficaram perfeitos... absorveram muito bem a coloração. O escudo não pegou muito bem não =/
      Vou tentar utilizar percloreto de ferro, como o amigo citou aí em cima. Você sabe como é a melhor utilização deste componente, Paulo? Dissolvendo na água e mergulhar o escudo lá por 1 dia +- ?? Caso alguém mais tenha utilizado percloreto p/ esse fim, se tiver alguma dica, será muito bem vinda!!

      Valeu!!

      Caio

      Excluir
    3. Caio, minha experiência com percloreto é "zero". Caso faças e funcione, por favor, Nos passe os detalhes.

      Excluir
    4. Fala, Paulo!!
      Tranquilo?

      Acabei usando a técnica ensinada nesse post ao invés do percloreto...
      Fiquei muito satisfeito, cara!!

      Uma dúvida..
      Vc tem alguma dica de como remover do eacudo aqueles riscos causados pela lixa??

      Abraço!

      Caio/

      Excluir
    5. À partir da lixa 300, a gente tem que utilizar água (por isso o nome lixa d'água) para evitar riscos mais profundos.
      A regra com lixa é: para retirar as marcas de uma, utilize outra de gramatura inferior e depois vá subindo. Ex: 300-600-1200. Sempre com água. A partir da 1200, os riscos já ficam quase invisíveis à olho nu.
      Depois da 1200, podes lustrar com pano macio e silicone (desses de carro).
      Mas por esse princípio de envelhecimento, o escudo deve ficar levemente arranhado, senão não parecerá envelhecido pelo uso.

      Excluir
  25. Paulo, post incrivel! Estava procurando isso para alguns knobs que quase me deixavam cego de tanto branco hahaha. Uma curiosidade, recetemente vi a Rosie, uma strato do John Mayer com um escudo personalizado (a foto de uma rosa, sugestivo rs), seria possivel fazer isso? E aonde? Gostaria de fazer e sei que não foi "adesivo" no escudo, esta muito perfeito e com as palhetadas sairia logo. Tem como "imprimir" ou fazer o escudo com um desenho? Sabe como ou algum lugar que possa ser feito? Valeu! Segue foto: http://tojohnmayerwithlove.com/wp-content/uploads/2012/03/johns-rosie.jpg

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nem imagino. Deve ser impressão em plástico. Se tivesse que fazer eu mesmo, imprimiria um decalque e colocaria algumas camadas de verniz por cima.

      Excluir
  26. Oi, estou com uma dúvida. Eu gosto de limar a guitarra usando o WD-40... se o jato acertar o escudo tingido, vai "limpar" o relic?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Depende do material usado para "sujar" e da preparação. Se lixaste antes de tingir, é provável que o WD não remova tudo. Mas se foi um tingimento simples, vai remover, sim.

      Excluir
  27. Olá Paulo, me chamo Phablo(mesmo logando no Gmail o Google me colocou como Anônimo) comecei a acompanhar o site recentemente, e chega a ser impressionante seu conhecimento sobre timbres e madeiras! Mas vamos ao que interessa, tenho um escudo Tortoise Shell de minha telecaster e gostaria de pintar de preto(preto brilhosa acho que é o que vem de fábrica das fender, não ou fosco) mas fiquei em dúvida sobre qual técnica usar: primeiro indicaria lixar com qual lixa ? Não gostaria de relicar, somente o necessário para mudança de cor! Devo usar a técnica com tinta óleo? Com corante? Em breve mandarei a guitarra pra um Luthier, e outro meio que pensei foi usar a mesma tinta que se usa pra corpos de guitarra, e deixar ele fazer o serviço ou em último caso tentar tinta spray... O que você indica?
    Desde já agradeço a atenção, e o parabenizo pelo excelente blog!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pintar um escudo de plástico não fica legal, Phablo, mesmo usando tinta em spray para plásticos. Há muitos escudos escudos de tele pretos à venda no ML, alguns com preços legais - essa é a melhor opção.

      Excluir
    2. Por favor, cheque:
      http://guitarra99.blogspot.com.br/2014/05/faq-003-orientacoes-para-perguntas.html

      Excluir
  28. Fala pessoal! Vou tentar deixar minha contribuiçao. Adaptei a técnica do post, testei e achei legal:

    1 - Lixar o escudo com lixa 600.
    2 - Em seguida lixar com 1200, eliminado os riscos profundos. Lavar com água para remover o pó.
    3 - Polir com Kaol ou Brasso.
    4 - Pingar as gotas de corante 'à seco' (usei cor Ocre). Esfregar por toda superfície, até travar o pano.
    5 - Polir novamente com Kaol para remover o excesso de tinta.

    Resultado: Escudo fosco (matte), levemente amarelado, de forma homogênea, sem tinta acumulada em riscos profundos.

    Abraços,
    Jean

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Jean!
      Já acrescentei ao post! :)

      Excluir
  29. Ei pessoal eu queira saber como eu devo começar a tirar a tinta da minha guitarra.qual tipo de lixa devo usar?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Utilize a pesquisa, Eduardo. Esse assunto já foi mencionado indiretamente em vários posts.

      Excluir

Antes de perguntar, faça uma pesquisa no campo "Pesquisar nesse blog".