domingo, 4 de dezembro de 2011

A polêmica da posição do captador do braço.

         Aproveitando a pergunta do Pedro no post anterior das KX e com alguns minutos sobrando nesse domingo, vou tentar explicar uma coisa que eu nem entendo muito: porque a posição do captador do braço em guitarras de 22 e 24 trastes é relevante para o seu timbre. Isso envolve um conhecimento/domínio de acústica e física em geral (como sempre! :) ), mas dá pra entender o princípio da coisa...

Antes disso, vou lembrar que a quantidade de trastes/casas não tem relação direta com o comprimento da escala. Escala é a medida que vai do (início do) nut até o meio do 12º traste. Esse valor então é dobrado e no final estarão os saddles/carrinhos da ponte. Portanto, a medida do nut até o 12º traste é igual à do 12º traste até o carrinho (usamos o ajuste de extensão dos saddles para afinar as oitavas). A escala "Fender" tem comprimento de 25.5 polegadas (64.77 cm). A Gibson é menor, com 24.75 polegadas (62.865 cm).

Se pego uma Strato e uma Les Paul, ambas com 22 trastes, o espaço entre os trastes da Gibson é menor, é claro. Mas se quisesse, poderia fazer um braço com mais trastes/casas e projetá-lo no corpo da guitarra em direção à ponte. Teoricamente, dá pra fazer um braço com trastes até ele chegar na ponte... :). Mas precisa haver espaço para colocar os captadores :).

E é essa a questão: quando comparamos uma PRS 22 com uma PRS 24, percebemos que a posição do captador do braço da PRS 22 (e Les Paul) é exatamente em cima do que seria o 24º traste. Se coloco 24 trastes, obviamente terei que mover esse captador mais para trás em direção à ponte. Acho que nem chega a dois centímetros, mas aí o timbre muda completamente. Por que?

Uma pausa visual para o post não ficar tão chato: a KX custom com 24 trastes e a Les Paul 81 com 22 - observe que na KX os captadores estão mais próximos (óbvio, mané! :) )




Continuando:
Quando uma corda vibra, ela emite uma frequência primária ou "fundamental" que é diretamente relacionada ao seu comprimento e tensão. A 5ª corda solta emite uma frequência primária de 440 Hertz, se diminuirmos seu comprimento pela metade (pressionando no 12º traste/casa) ela vai vibrar duas vezes mais rápido, gerando 880 Hertz. Além da frequência primária, a corda emite também frequências derivadas, os chamados "harmônicos", correspondentes aos diversos aspectos da vibração. Existem pontos onde a vibração é ampla e outros onde ela é nula/zero, os chamados "nós/nodes".

Aqui, uma ilustração da onda primária e dos seus primeiros 5 harmônicos:


O "nó" (zona morta) do terceiro harmônico está exatamente no ponto do 24º traste, ou seja exatamente no local do captador do braço das guitarras com 22 trastes. Esse é o argumento usado por caras como Ed Roman e John Johnson pra dizer que o som do captador do braço de guitarras de 22 trastes tem deficiência de pelo menos um harmônico importante (o 3º, no caso, mas na verdade ele está embaixo de 3 nós).
Ou seja, segundo o (polêmico) Ed Roman, a Gibson é burra e toda guitarra deveria ter 24 trastes. :)

Uma ótima dica do Fabiano me levou a esse artigo retirado do livro "Electric Guitar & Bass Design" de Leonardo Lospennato. Muito bom e bem mais sensato. Realmente, mesmo estando sob o nó de um harmônico, o captador - e principalmente o humbucker (2 bobinas: capta os sons de uma área mais ampla). ainda capta parte das vibrações próximas daquele harmônico.

Essa figura do Leonardo Lospennato é bem mais didática que a anterior. Ela mostra os primeiros 8 modos de vibração e o posicionamento dos captadores. Ele coloca muito bem: "É irrelevante ficar tentando evitar os nós ou encontrar determinado ponto das curvas. O que é matematicamente ou geometricamente perfeito não se traduzirá necessariamente num som "perfeito". Pequenas diferenças podem ser boas ou ruins, ou simplesmente "diferentes"."


Então, isso vai de encontro ao que eu já pensava. O que vale é o que se ouve e meus ouvidos me guiam. Até hoje, não ouvi um captador de braço em guitarras de 24 trastes que soasse bem (é gosto pessoal, só pra lembrar). Vivo isso na prática, pois tenho 2 guitarras com 24 trastes (tive uma Tagima Zero, mas aquilo lá é um absurdo... :) )
Falo de timbre orgânico, dinâmico - "wood tone" como dizem os americanos. Nessa posição, ouço sempre os médio-graves embolando. O timbre geral é seco e sem vida, com um certo "cancelamento de frequências", embora matematicamente isso não ocorra (será? :) ).

Essa é uma questão polêmica. Já li guitarrista falando que o som do captador do braço nas guitarras de 24 trastes é "mágico", perfeito. E também já li o contrário.

Portanto, mesmo com toda essa física (e polêmica), não sei ao certo a razão e nem esquento com isso, mas pra mim, o captador do braço em guitarras de 24 trastes soa pior do que nas de 22.

PS: O P-90 da KX5 tá soando muito bem. Por ser single, ele compensa a falta de definição que eu percebia com todos os humbuckers que tentei. O GFS Mean 90 de braço é mais grave do que eu pensava, mas mesmo assim, também trouxe mais definição pra KX Custom.

35 comentários:

  1. Oi Paulo. Tenho pouca experiência no assunto, mas li um artigo dizendo que essa questão do posicionamento do captador no 24º traste é um mito. O artigo foi retirado do livro do Lospennato e divulgado no site Build Your Guitar: http://buildyourguitar.com/resources/lospennato/index.htm
    Abraços,
    Fabiano

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  2. Muito bom, Fabiano! Obrigado!
    Vou acrescentar ao post.

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  3. Valeu pela citação no post, Paulo!

    Mas o mais importante foi a explicação.

    Então vamos lá...

    Eu, como humilde guitarrista duro de grana que sou, tenho uma Stagg R 5000 com 24 casas...

    Eu SEMPRE achei o captador da ponte embolado (mas jurava que todos os humbucker do braço eram assim, visto que nunca toquei em outros modelos - muito menos Les paul 22 casas).

    Quando eu customizei os captadores, colocando imã de Alnico 2, o timbre melhorou (principalemnte o captador da ponte - com Alnico 5), mas continua embolado em relação a ponte.

    O som não me incomoda tanto, mas havendo oportunidade vou testar os Mean 90 GFS.

    Abraços

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  4. Embora o Mean 90 seja um "P90 do tamanho de humbucker" (como os Gibson P94 e SD Phat Cat), me parece um pouco mais gordo que o P90 (tô comparando com o Kent Armstrong da KX5). Mesmo assim, mais definição que um humbucker.

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  5. Muito legal, como físico adoro essas definições matemáticas, mas tenho uma dúvida, a distância da ponte até o nut tem que ser o dobro da distância do 12º traste até o nut, ok. Mas em que lugar da ponte fica essa medida? Em cimas dos parafusos que seguram ela na guitarra? Em cima dos carrinhos que se movem? Valeu

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  6. Os dois pontos extremos são exatamente no contato das cordas, Matheus. No nut e nos carrinhos.

    Observe que, como existe uma inclinação e as cordas têm diâmetros distintos, os carrinhos também têm posicionamentos levemente diferentes.

    Sempre que afinamos a guitarra, temos que igualar as duas oitavas - a primeira é fixa e a segunda ajustamos com o movimento dos carrinhos.

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  7. Muito boa essa matéria! Mas pensando assim, matematicamente e geometricamente, teriamos que colocar um captador em cada harmônico, que seria inviável, e não seria guitarra! E as guitarras por mais idênticas que sejam nunca terão o mesmo timbre.

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  8. Paulo, você está esquecendo um detalhe importantíssimo... essa análise dos nós só é válida para a corda solta e em poucas outras notas ao longo da escala.
    Apertando a corda sobre a maioria dos trastes tudo isso cai por terra.

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  9. Sim Wilson, seria uma loucura. O Frank Zappa tinha uma guitarra com um captador embutido na escala... :)

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  10. Com certeza, Marco. O próprio Lospennato coloca no artigo dele:
    "But the graphic above only shows the nodes created by the vibration of the open strings. Each fretted string gets its vibrating length shortened, so a new configuration of nodes emerges; the cancellations occur in different places for each fret!"

    A coisa toda é bem mais embaixo... :)

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  11. Olha o mestre Joe Satriano falando sobre

    http://youtu.be/MaO0yObNfV4?t=9m50s

    =D

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  12. Bela manobra do Satriani e da Ibanez. Nessa de 24 trastes, o Dualblade praticamente encostado no braço fica na mesma posição do humbucker das de 22 trastes.
    É bom saber que a opinião dele é a mesma que a minha... :)
    Valeu! :)

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  13. Um fato interessante:
    O 12º traste, local onde se encontram vários nós, é exatamente o local onde se escutam os harmônicos naturais com mais nitidez. Os pontos em que as cordas se dividem em partes iguais são os pontos de grande nº de nós e onde se encontram os harmônicos naturais.
    Casa 12 - a corda se divide em duas.
    Casas 9 e 15 - a corda se divide em três partes...
    E por aih vai...

    Cada dia que passa, curto mais ainda seu blog.
    Grande Abraço.

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  14. O 2º e o 4º harmônicos (pares) têm sua máxima expressão ali, Edgar :)
    Muito boa observação e obrigado pelo elogio!
    Abraço! :)

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  15. Olá amigo! Desculpe mas não entendi essa medida.."Fender" tem comprimento de 25.5 polegadas (64.77 cm)Na minha fita metrica 25.5 polegadas é igual a 51 cmm!É que estou montando uma telecaster e preciso dessa medida exata do Nut ate os Saddles! Abs!

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    1. 25,5 polegadas - 64,77 cm. A tua fita pode estar com outro padrão de medida, mas não é polegada.
      Na verdade, tens que medir do nut (no ponto inicial, onde as cordas fazem contato) até o 12º traste e multiplicar por 2 - numa Fender é isso: +/- 32,38cm. Do 12º traste até os saddles (o ponto médio dos 6) também é +/- 32,38cm. Some os dois e terás o comprimento total da escala: +/-64,77

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  16. Olá Paulo, aproveitando sua experiência com diversos tipos de captadores: Já experimentaste utilizar um humbucker Gibson na posição ponte de alguma strato? Estou pensando em fazer esse teste, mas não quero comprar o captador (possivelmente um dirty fingers) sem ter no mínimo uma pequena idéia sobre a viabilidade desse projeto; se não ficar legal, terá sido um baita investimento perdido :)
    P.S.: Isso seria para agregar um pouco mais de peso ao som da strato.

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    1. Pedro, sim, já tive duas stratos HSS, mas particularmente não gosto muito. Nada contra :)
      Também não gosto muito de minhas duas stratos HSS com dual blade na ponte, mas são definitivamente (HSS: humbucker ou dual blade) guitarras muito versáteis - dá pra tocar de metal a blues/pop.
      O legal de usar dual blade é que a troca é rápida e limpa e dá pra manter o escudo original.

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    2. Comprei dois Dimarzio Malmsteen (DP 116 e DP 117), usados. Foi no meio de outras peças, saiu bem em conta. Entretanto, antes de eu desmontar minha guitarra pra testar os dois, fui verificar a capacitância, e me parece que o 117 está com problemas. Como sabido, nesses Dimarzio são quatro fios (branco+preto, juntos; vermelho (positivo) e verde (terra). Enquanto que o 116 marca por volta de 14.9k (verde - vermelho), o 117 não registra nenhum valor se aferidos o vermelho e o verde; entretanto, marca próximo de 9 k quando mensurados o conjunto preto/branco com qualquer um dos outros dois fios. Achei esquisito, pois o captador está intacto, e na parte interna há inclusive uma proteção aos fios; não parece haver qualquer dano. Veja: http://imageshack.us/a/img585/8996/020420131101.jpg
      http://imageshack.us/a/img23/5356/020420131111.jpg
      O que pode ter ocorrido?

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    3. Pedro, não entendo muito de DiMarzios, mas esses são de duas bobinas. No 117, claramente apenas uma bobina tá mandando sinal, e parece ser a de baixo (canceladora). Acho que o problema está na bobina de cima - tente isolar e verificar o fio vermelho (que é soldado no fio de cobre da bobina) pode haver ruptura em algum ponto - se for na solda ou nas primeiras voltas, dá pra arrumar, mas em qualquer outro ponto da bobina, só rebobinando completamente.
      Dê uma passada no blog do Júnior (nos links) e pergunte pra ele - ele conhece os DiMarzio mais do que eu.

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    4. Paulo, perguntei ao Jr.; vamos ver o que ele fala. Hoje separei as bobinas, tirando o parafuso que segura as duas. Medi novamente. Havia me enganado com os valores. Qualquer uma das bobinas, quando aferida individualmente (superior/preto+vermelho e a inferior/branco+verde), mede 13.9k. Isso sugere que não há ruptura dos fios. Entretanto, quando colocadas juntas (os fios branco e preto soldados), não há qualquer leitura entre vermelho e verde. Achei estranho; me parece que se conectar qualquer uma das bobinas à elétrica da guitarra, haverá um single de 13.9 funcionando, não?

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    5. Sim, deverá funcionar se ligares na guitarra. Segundo o próprio site, em modo single, ele deve soar um pouco mais aberto e talvez agudo. Pode até soar bem, mas perdes o cancelamento de ruído - passa a ser um single comum.

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    6. O Jr. sugeriu uma coisa bastante simples: Verificar o multímetro. Como em 99,99% dos casos faço a medição de singles clássicos, meu multímetro fica estacionado em 20k. Ora, esse DP 117 (fdp) está marcando 25.9k, não tinha como aparecer leitura nenhuma mesmo :) Veja só:
      http://img11.imageshack.us/img11/6126/030420131171.jpg

      Abração, e desculpe por torrar a paciência sua com uma dúvida tão prosaica :)

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    7. Achei que já tinhas ajustado o multímetro pra 200k e não 20k, Pedro. No próprio site já diz que a resistência é > 20.
      Bem, dos males, o menor... :)

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    8. kkkk! Eu só havia pesquisado as especificações técnicas do DP 116, que fica por volta de 17k; jamais esperava algo maior do que 20k :)

      Abraço

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  17. Super artigo Paulo! Contudo fiquei curioso num quesito. E nas guitarras com 27 trastes, principalmente aquelas em que o captador do braço é inclinado (tagima k1, Tagima white Diamond Ardanuy, as ESP's & LTD's da vida também... ??? Como fica?

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  18. Bom dia amigo, tenho uma duvida, se poder me ajudar..
    Estou fazendo uma Viola Caipira elétrica(10 cordas), corpo maciço.. Quero tirar um som bem grave, encorpado, já que no geral a viola tem o som muito agudo e médio. Quando toco em alguns projetos que tem baixo, batera, guitarra, o som da Viola fica bem atrás, bem fininho.. Estou pensando em colocar um Humbucker na ponte(para captar grave) e um mini-humbucker no meio(pra dar uma definida nos médios). Pensei seymor Duncan sh-13 no braço e um hot reis no meio. Lembrando que são 10 cordas e não 6, acho que pra captar o som sem fuga de corrente tem que ser um captador com listra de cerâmica, ao invés de 6 bolinhas.. Enfim, pode me ajudar na escolha dos pickups? Muito obrigado pela atenção!

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    1. Zuzu, não tenho a menor idéia de como vai ser o som com cordas de viola, mas achoq ue se vc optar por seymour e quiser GRAVES e som encorpado tem algumas possibilidades. Não nescessariamente o captador PRECISA ser de lâminas, é nescessário que as cordas fiquem dentro do campo magnético gerado pelo captador como um todo. Via de regra, não sobrando cordas pra fora do cap em geral já "garante" uma boa sensibilização do campo.

      - Custom Custom (SH-11) vai te dar menos agudos e excelente corpo de médios/graves. Seria talvez a minha primeira escolha.
      - Invader (SH-8) vai te dar muitos graves e bastante recheio de médios também, mas é mais agressivo que o SH-11

      - O Sh-13 que vc comentou seria legal pelo design de laminas ao invés de polos o que faz com que a captaçào das 10 cordas em teoria fique mais uniforme. No entanto o som do Dimebucker é MUITO agressivo. Talvez vc até possa domá-lo com capacitores por exemplo, e isso o seu luthier poderá te auxiliar.

      - o Hot Rails é um mundo de médios, sem muito grave e sem muito agudo.
      Vale ressaltar, que tudo o que eu escrevi aqui sào "achismos" pois não tenho nenhuam experiência com esse tipo de som/instrumento. Tudo é baseado no que conheço desses captadores quando utilizados em guitarra elétrica! :-)

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    2. Zuzu, desculpe o comentário, mas se vais fazer um corpo sólido e não queres o som mais agudo da viola, o instrumento que estás fazendo só terá em comum com a viola as 10 cordas e a afinação... Será uma guitarra com 10 cordas e afinação (entre as várias) de viola, imagino.
      Mais importante do que o tipo de captador é o local onde ele será posicionado. Se queres graves, quanto mais próximo do centro da escala, melhor. O ponto de maior emissão de graves é no centro da escala, onde a amplitude de vibração das cordas é maior. Frank Zappa deu um jeito de colocar um captador ali... :)
      Um captador que deves considerar é o Alumitone da Lace, pela clareza meio "hi-fi", respeitando um pouco a sonoridade "viola" e graves bem nítidos. Se single, humbucker ou até o modelo para 7 cordas, não sei, pois tudo aqui é praticamente conjectura :)

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  19. Sua KX Custom, do jeito que é está, é uma obra de design. Uma mistura do vintage (corpo cru em madeira, capas dos captadores envelhecidas) com o novo (formato mais shred). Um novo estilo. Fodástico.

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    1. Já era, Renato :) Cansei da palidez dela e tingi com anilina (cor mogno). Agora tá um marrom avermelhado. Que também tô enjoando :)

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  20. Olá, Paulo! Há muito frequento este blog e aprendi tanto! Mas uma coisa me incomoda...

    Possuo uma Strato HH (convertida por mim), com dois pots de volume individuais e nenhum tom. Os dois pots possuem 500k de resistência. O Humbucker da ponte é um Malagoli Traditional HB Hot e o do braço é o humbucker original da guitarra (Squier) com um imã de alnico II. Resumindo, acho o cap do braço muito abafado, sem brilho! Já experimentei outras combinações, com o Malagoli no braço e o Squier na ponte, já experimentei o Malagoli com o imã de alnico e o Squier com o imã do Malagoli (cerâmico), enfim... O que eu faço pra esse squier xing ling soar melhor no braço? Eu busco um timbre mais brilhante e estalado, pois já tenho ganho na ponte, com o Malagoli!

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    1. Rafael, acho que nesse seu caso só trocando essse Squier. Ja tive um captador desse numa Tele Squier mas nao teve nenhum jeito, ele eh abafado pra burro mesmo

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    2. O Traditional HB Hot realmente não deve soar bem no braço e também acho que o Squier deve ser ruim. Mas deves considerar a possibilidade da guitarra (conjunto braço/corpo/ponte) ser a responsável. Muitas soam mal na região do braço e não há captador que as faça soar bem. é uma questão, muitas vezes, de sorte. Ou azar... :)

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